{"id":140636,"date":"2021-01-29T11:00:22","date_gmt":"2021-01-29T14:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=140636"},"modified":"2021-01-29T10:08:50","modified_gmt":"2021-01-29T13:08:50","slug":"turismo-desordenado-ameaca-recuperacao-dos-corais-da-paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/turismo-desordenado-ameaca-recuperacao-dos-corais-da-paraiba\/","title":{"rendered":"Turismo desordenado amea\u00e7a recupera\u00e7\u00e3o dos corais da Para\u00edba"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/corais.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-140637 size-medium\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/corais-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/corais-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/corais.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Anomalia t\u00e9rmica causou branqueamento dos corais, que se recuperam lentamente e s\u00e3o amea\u00e7ados pela atividade tur\u00edstica<\/p>\n<p>No come\u00e7o de 2020, pesquisadores da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB) constataram que os recifes de corais do litoral do estado estavam passando por um grave processo de branqueamento em raz\u00e3o de uma anomalia t\u00e9rmica de n\u00edvel 2 \u2013 o mais alto na escala da Administra\u00e7\u00e3o Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica Nacional dos Estados Unidos (NOAA).<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia, constataram o branqueamento de mais de 90% das col\u00f4nias de corais da regi\u00e3o. Novos mergulhos de monitoramento realizados em outubro de 2020 mostraram que 42% desses corais j\u00e1 se recuperaram.<\/p>\n<p>Apesar da boa not\u00edcia, os cientistas consideram este ritmo lento e alertam para os riscos trazidos pela chegada do ver\u00e3o. De acordo com eles, as altas temperaturas previstas para esta temporada e a atividade tur\u00edstica desordenada podem comprometer o processo de recupera\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-89723 lazyloaded\" src=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo%CC%82nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda%CC%81vel.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda\u0301vel.jpg 1024w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda\u0301vel-300x225.jpg 300w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda\u0301vel-768x577.jpg 768w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda\u0301vel-696x523.jpg 696w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda\u0301vel-559x420.jpg 559w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda\u0301vel-80x60.jpg 80w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda\u0301vel-265x198.jpg 265w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"481\" data-srcset=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda\u0301vel.jpg 1024w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda\u0301vel-300x225.jpg 300w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda\u0301vel-768x577.jpg 768w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda\u0301vel-696x523.jpg 696w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda\u0301vel-559x420.jpg 559w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda\u0301vel-80x60.jpg 80w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda\u0301vel-265x198.jpg 265w\" data-src=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Duas-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-uma-branqueada-e-outra-sauda\u0301vel.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Duas col\u00f4nias do coral Siderastrea stellata, uma branqueada e outra saud\u00e1vel. Foto: Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>\u201cA extens\u00e3o da anomalia t\u00e9rmica foi bem grande, durou de mar\u00e7o a julho. Os animais passaram muito tempo com a \u00e1gua aquecida al\u00e9m do que podiam aguentar. Tendo em vista esta condi\u00e7\u00e3o, o \u00edndice de mortalidade foi relativamente baixo para os corais\u201d, explica a coordenadora do Laborat\u00f3rio de Ambientes Recifais e Biotecnologia com Microalgas (LARBIM) da UFPB, Cristiane Sassi.<\/p>\n<p>\u201cIdentificamos apenas uma col\u00f4nia morta nesses novos mergulhos e grande parte j\u00e1 est\u00e1 se recuperando. O coral-estrelinha (<em>Siderastrea stellata<\/em>), por exemplo, que \u00e9 end\u00eamico do Brasil, mostrou-se bastante resistente. Contudo, os hidr\u00f3ides calc\u00e1rios da regi\u00e3o (conhecidos como coral-de-fogo) \u2013 que assim como os corais tamb\u00e9m pertencem ao grupo dos cnid\u00e1rios e, juntos, s\u00e3o os principais construtores dos recifes no Brasil \u2013 apresentaram uma mortalidade de praticamente 100%\u201d, lamenta Cristiane.<\/p>\n<h4 id=\"h-pragas-e-branqueamento\"><strong>Pragas e branqueamento<\/strong><\/h4>\n<p>Os pesquisadores do projeto de monitoramento dos corais da Para\u00edba, que tem o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza, tamb\u00e9m observaram doen\u00e7as como a praga branca (white plague) e a var\u00edola branca (white pox), que n\u00e3o devem ser confundidas com o fen\u00f4meno do branqueamento.<\/p>\n<p>Enquanto o branqueamento \u00e9 resultante da perda das zooxantelas, \u00a0microalgas que d\u00e3o colora\u00e7\u00e3o aos corais, os dois novos dist\u00farbios identificados s\u00e3o causados pela morte do tecido do pr\u00f3prio coral ou hidr\u00f3ide calc\u00e1rio, geralmente por algum tipo de infec\u00e7\u00e3o bacteriana.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-89724 lazyloaded\" src=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Va%CC%81rias-colo%CC%82nias-do-coral-Siderastrea-stellata-doentes.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Va\u0301rias-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-doentes.jpg 1024w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Va\u0301rias-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-doentes-300x178.jpg 300w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Va\u0301rias-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-doentes-768x455.jpg 768w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Va\u0301rias-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-doentes-696x412.jpg 696w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Va\u0301rias-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-doentes-710x420.jpg 710w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"379\" data-srcset=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Va\u0301rias-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-doentes.jpg 1024w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Va\u0301rias-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-doentes-300x178.jpg 300w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Va\u0301rias-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-doentes-768x455.jpg 768w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Va\u0301rias-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-doentes-696x412.jpg 696w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Va\u0301rias-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-doentes-710x420.jpg 710w\" data-src=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Va\u0301rias-colo\u0302nias-do-coral-Siderastrea-stellata-doentes.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>V\u00e1rias col\u00f4nias do coral Siderastrea stellata doentes. Foto: Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Segundo os cientistas, sem as zooxantelas, os corais ficam brancos e com seus esqueletos de carbonato de c\u00e1lcio \u00e0 mostra, visto que seus tecidos s\u00e3o transl\u00facidos.<\/p>\n<h2 id=\"h-atividade-tur-stica-desordenada\"><strong>Atividade tur\u00edstica desordenada<\/strong><\/h2>\n<p>Os recifes s\u00e3o importantes para a atividade tur\u00edstica, uma vez que sua beleza \u00e9 um grande atrativo para os visitantes. Entretanto, com a chegada do ver\u00e3o, as pr\u00e1ticas desordenadas agridem os recifes na medida em que provocam pisoteio das esp\u00e9cies, batidas com nadadeiras, ancoragem dos barcos em locais inadequados e o vazamento do \u00f3leo de motores.<\/p>\n<p>\u201cOs catamar\u00e3s deveriam levar no m\u00e1ximo 30 pessoas, para o per\u00edodo de flexibiliza\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 o que est\u00e1 acontecendo. Estamos vendo as piscinas lotadas. Ficamos alarmados, pois os organismos marinhos n\u00e3o se recuperaram totalmente\u201d, alerta Sassi.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-89725 lazyloaded\" src=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-7.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-7.jpg 1024w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-7-300x180.jpg 300w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-7-768x460.jpg 768w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-7-696x417.jpg 696w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-7-702x420.jpg 702w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"383\" data-srcset=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-7.jpg 1024w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-7-300x180.jpg 300w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-7-768x460.jpg 768w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-7-696x417.jpg 696w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-7-702x420.jpg 702w\" data-src=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-7.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Turismo inadequado \u00e9 uma amea\u00e7a aos corais no litoral da Para\u00edba. Foto: UFPB<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>\u201cComo o percentual de recupera\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 muito baixo, o cuidado ao visitar esses ambientes deve ser maior, pois eles est\u00e3o fragilizados. A natureza se recupera, mas \u00e9 preciso que a gente d\u00ea espa\u00e7o para que isso ocorra.\u201d Cristiane Sassi<\/p>\n<p>Para discutir a promo\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que tenham em vista a prote\u00e7\u00e3o dos corais no estado, os pesquisadores est\u00e3o marcando reuni\u00f5es com a Sudena e com a Capitania dos Portos. Uma das situa\u00e7\u00f5es mais graves \u00e9 a do coral-de-fogo (<em>Millepora alcicornis<\/em>), um dos mais famosos do Brasil \u2013 que embora leve este nome \u00e9, na verdade, um hidr\u00f3ide calc\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para a coordenadora de Ci\u00eancia e Conserva\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza, Marion Silva, uma das principais contribui\u00e7\u00f5es de pesquisas como a de monitoramento de corais da Para\u00edba \u00e9 justamente subsidiar pol\u00edticas p\u00fablicas que garantam a prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n<p>\u201cEstamos \u00e0s v\u00e9speras da D\u00e9cada da Ci\u00eancia Oce\u00e2nica, estipulada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o per\u00edodo de 2021 a 2030. O acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o qualificada para todos \u00e9 uma das principais necessidades apontada pela sociedade e pela comunidade cient\u00edfica nos encontros realizados este semestre, em todo o pa\u00eds, para a constru\u00e7\u00e3o do Plano Nacional da D\u00e9cada. Somente assim poderemos promover uma cultura oce\u00e2nica que desperte a consci\u00eancia da import\u00e2ncia dos mares para nossa sobreviv\u00eancia e bem estar\u201d.<\/p>\n<h3 id=\"h-import-ncia-dos-corais\"><strong>Import\u00e2ncia dos corais<\/strong><\/h3>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-89726 lazyloaded\" src=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-6.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-6.jpg 1024w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-6-300x212.jpg 300w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-6-768x542.jpg 768w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-6-696x491.jpg 696w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-6-595x420.jpg 595w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-6-100x70.jpg 100w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"451\" data-srcset=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-6.jpg 1024w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-6-300x212.jpg 300w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-6-768x542.jpg 768w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-6-696x491.jpg 696w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-6-595x420.jpg 595w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-6-100x70.jpg 100w\" data-src=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Larbim-UFPB-6.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Os recifes de corais s\u00e3o fonte de abrigo e habitat para milhares de esp\u00e9cies. Foto: UFPB<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Os recifes de corais s\u00e3o o segundo ecossistema mais produtivo do planeta, atr\u00e1s apenas dos ecossistemas de estu\u00e1rios e manguezais. Por produtividade, entenda-se a gera\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio. Em termos espaciais, eles cobrem 0,1% do fundo oce\u00e2nico. No entanto, essa pequena porcentagem re\u00fane a maior biodiversidade do planeta, sendo os recifes fonte de abrigo e nutriente para milhares de esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Essas forma\u00e7\u00f5es t\u00eam ainda a fun\u00e7\u00e3o de reduzir a energia das ondas, que chegam com menos intensidade \u00e0s praias, diminuindo a eros\u00e3o costeira. Economicamente, cerca de um ter\u00e7o das esp\u00e9cies de peixes utilizadas comercialmente pelo homem \u00e9 encontrado nos recifes, fazendo com que muitas popula\u00e7\u00f5es pesqueiras dependam diretamente da conserva\u00e7\u00e3o desses ecossistemas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anomalia t\u00e9rmica causou branqueamento dos corais, que se recuperam lentamente e s\u00e3o amea\u00e7ados pela atividade<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":140637,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/corais.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/corais-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/corais-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/corais.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/corais.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/corais.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/corais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/corais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/corais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/corais.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Anomalia t\u00e9rmica causou branqueamento dos corais, que se recuperam lentamente e s\u00e3o amea\u00e7ados pela atividade","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140636"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=140636"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140636\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":140640,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140636\/revisions\/140640"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/140637"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=140636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=140636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=140636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}