{"id":140600,"date":"2021-01-29T07:00:49","date_gmt":"2021-01-29T10:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=140600"},"modified":"2021-01-28T13:17:01","modified_gmt":"2021-01-28T16:17:01","slug":"conheca-seis-maneiras-bem-simples-para-voce-produzir-menos-lixo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-seis-maneiras-bem-simples-para-voce-produzir-menos-lixo\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a seis maneiras bem simples para voc\u00ea produzir menos lixo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-6.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-140601\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-6-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-6-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-6.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os pl\u00e1sticos que hoje fazem parte do nosso cotidiano apareceram pela primeira vez nas prateleiras nas d\u00e9cadas de 1920 e 1930. Foram cem anos do primeiro grama at\u00e9 as quase 300 milh\u00f5es de toneladas que produzimos todo ano. Os n\u00fameros impressionam. Segundo dados do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente, na primeira d\u00e9cada de 2000 a produ\u00e7\u00e3o de lixo pl\u00e1stico se igualou ao montante dos \u00faltimos 40 anos. Ainda segundo a entidade, 79% desse lixo acabam nos rios, por onde chegam aos mares. Produzir menos lixo \u00e9 urgente.<\/p>\n<p>Um estudo divulgado no F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial de Davos, em 2016, estima que, em 2050, haver\u00e1 mais pl\u00e1stico do que peixes nos oceanos. De acordo com os cientistas, a propor\u00e7\u00e3o de toneladas de pl\u00e1stico por toneladas de peixe era de uma para cinco em 2014, ser\u00e1 de uma para tr\u00eas em 2025 e a maioria em 2050. A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO) diz em relat\u00f3rio que foram encontrados pol\u00edmeros sint\u00e9ticos no organismo de 800 esp\u00e9cies marinhas consumidas pelo homem.<\/p>\n<p>O desastre n\u00e3o se restringe s\u00f3 aos mares: um trabalho realizado por pesquisadores das Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Rural de Pernambuco (UFRPE) analisou a ingest\u00e3o de micropl\u00e1stico por bagres encontrados na regi\u00e3o. Mais de 80% deles tinham detritos pl\u00e1sticos em seus intestinos, uma das maiores propor\u00e7\u00f5es para peixes de \u00e1gua doce j\u00e1 relatadas no mundo. \u201cNos \u00faltimos dois, tr\u00eas anos, tivemos pesquisas que identificaram micropl\u00e1stico em todos os mares do mundo, em todas as profundidades, inclusive na Ant\u00e1rtida\u201d, diz\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/annacarollobo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-id=\"115\" data-m=\"{&quot;i&quot;:115,&quot;p&quot;:110,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:5}\">Anna Carolina Lobo<\/a>, coordenadora do Programa Mata Atl\u00e2ntica e Marinho da WWF-Brasil.<\/p>\n<p>A ingest\u00e3o dessas pequenas part\u00edculas n\u00e3o fica s\u00f3 na vida aqu\u00e1tica. O pl\u00e1stico j\u00e1 est\u00e1 dentro de n\u00f3s. Uma pesquisa com oito indiv\u00edduos de oito pa\u00edses distantes uns dos outros, como Finl\u00e2ndia, Jap\u00e3o, It\u00e1lia e \u00c1ustria, encontrou micropl\u00e1stico nas fezes de seis volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o quarto maior produtor de lixo pl\u00e1stico do mundo, atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos, da China e da \u00cdndia. Dos 11,3 milh\u00f5es de toneladas de pol\u00edmeros descartados, 98% s\u00e3o coletados, mas s\u00f3 1,28% acaba sendo reciclado, segundo dados do Banco Mundial.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, maior cidade do Brasil, 40% do lixo que vai para aterros \u2013 que t\u00eam por aqui s\u00f3 mais dez anos de vida \u00fatil \u2013 poderia ser reciclado, segundo o Recicla Sampa, movimento de conscientiza\u00e7\u00e3o para a reciclagem criado pelas concession\u00e1rias respons\u00e1veis pela coleta seletiva na cidade. \u201cO consumidor precisa ser sensibilizado e educado. N\u00e3o d\u00e1 mais para as pessoas acharem que lixo \u00e9 algo que eu jogo no cesto e ele desaparece\u201d, acredita Anna. Ainda segundo o Banco Mundial, cada brasileiro produz, em m\u00e9dia, 1 kg de lixo pl\u00e1stico por semana.<\/p>\n<p>Para te ajudar a ter mais consci\u00eancia ambiental, eis a seguir seis passos para voc\u00ea adotar no dia a dia \u2013 agora mesmo:<\/p>\n<h3><strong>#1 Produzir menos lixo: Evite pl\u00e1sticos de uso \u00fanico<\/strong><\/h3>\n<p>Produtos de pl\u00e1stico usados uma \u00fanica vez antes de ir para o lixo est\u00e3o na mira das pol\u00edticas ambientais atuais. algumas cidades do brasil j\u00e1 implementaram leis proibindo canudinhos. Os talheres pl\u00e1sticos s\u00e3o as pr\u00f3ximas v\u00edtimas. leve uma x\u00edcara e\/ou um copo para seu ambiente de trabalho. voc\u00ea economiza mais de uma dezena de copos pl\u00e1sticos por semana com esse gesto simples. se voc\u00ea faz quest\u00e3o de usar canudo, j\u00e1 s\u00e3o comuns no mercado os de metal e bambu, f\u00e1ceis de carregar e limpar. copos dobr\u00e1veis tamb\u00e9m s\u00e3o uma boa ideia.<\/p>\n<h3><strong>#2 Identifique o pl\u00e1stico nos pequenos detalhes<\/strong><\/h3>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar que o cotonete que voc\u00ea usa tem uma haste de pl\u00e1stico? Que, descartado com o lixo do banheiro, ele nunca vai ser reciclado? e que, daquele tamanho, ele pode facilmente acabar em um curso d\u2019\u00e1gua e parar no oceano? Quebre esse ciclo! por exemplo, j\u00e1 existem marcas que produzem a haste em papel\u00e3o. O filme pl\u00e1stico para conservar alimentos \u00e9 outro vil\u00e3o despercebido. Os pap\u00e9is encerados prometem ser a nova alternativa queridinha no mercado de sustent\u00e1veis.<\/p>\n<h3><strong>#3 Fuja tamb\u00e9m do micropl\u00e1stico<\/strong><\/h3>\n<p>Produtos de beleza e higiene, como esfoliantes e pastas de dentes, cont\u00eam micropart\u00edculas de pl\u00e1stico que caem na rede de esgoto e acabam, invariavelmente, em rios ou oceanos. leia os r\u00f3tulos para evit\u00e1-los e procure alternativas naturais, como esfoliantes caseiros feitos com fub\u00e1.<\/p>\n<h3><strong>#4 Produzir menos lixo: livre-se da sacolinha<\/strong><\/h3>\n<p>Uma sacola pl\u00e1stica \u00e9 usada, em m\u00e9dia, por 12 minutos. depois \u00e9 descartada e nunca mais desaparece do planeta. use uma sacola de pano ou caixa de papel\u00e3o para trazer as compras para casa. na hora de comprar vegetais, abra m\u00e3o do saquinho pl\u00e1stico \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o nas g\u00f4ndolas e leve-os soltos. n\u00e3o se preocupe, eles n\u00e3o v\u00e3o fugir.<\/p>\n<h3><strong>#5 Troque o pl\u00e1stico pelo vidro<\/strong><\/h3>\n<p>Em vez de colecionar potes de pl\u00e1stico cujas tampas somem misteriosamente, guarde vidros de geleia e conservas para armazenar gr\u00e3os, farinhas e at\u00e9 sobras de molho e sopas.<\/p>\n<h3><strong>#6 Produzir menos lixo: separe, composte e recicle<\/strong><\/h3>\n<p>Minimize o impacto do lixo que n\u00e3o pode ser evitado. separe os recicl\u00e1veis do org\u00e2nico e se informe sobre a frequ\u00eancia da coleta seletiva na sua rua. economize \u00e1gua ao lavar as embalagens. \u201cO ideal \u00e9 deixar as embalagens com restos de comida dentro da pia e aproveitar a \u00e1gua utilizada na lavagem da lou\u00e7a, a \u00e1gua de re\u00faso. O objetivo \u00e9 realmente reciclar em todos os sentidos\u201d, explica Edson Tomaz de Lima Filho, presidente da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana de S\u00e3o Paulo (AMLURB).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pl\u00e1sticos que hoje fazem parte do nosso cotidiano apareceram pela primeira vez nas prateleiras<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":140601,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-6.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-6-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-6-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-6.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-6.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-6.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-6.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-6.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-6.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-6.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os pl\u00e1sticos que hoje fazem parte do nosso cotidiano apareceram pela primeira vez nas prateleiras","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140600"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=140600"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140600\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":140603,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140600\/revisions\/140603"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/140601"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=140600"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=140600"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=140600"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}