{"id":140346,"date":"2021-01-23T17:40:09","date_gmt":"2021-01-23T20:40:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=140346"},"modified":"2021-01-23T17:40:09","modified_gmt":"2021-01-23T20:40:09","slug":"pesquisadores-descobrem-nova-especie-de-cobra-dagua-e-alertam-para-risco-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-descobrem-nova-especie-de-cobra-dagua-e-alertam-para-risco-de-extincao\/","title":{"rendered":"Pesquisadores descobrem nova esp\u00e9cie de cobra d\u2019\u00e1gua e alertam para risco de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Oeco_cobra-helicops-phantasma-2.png\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<figure id=\"attachment_90066\" class=\"wp-caption aligncenter\" aria-describedby=\"caption-attachment-90066\"><figcaption id=\"caption-attachment-90066\" class=\"wp-caption-text\">Vistas dorsal, lateral e ventral da cabe\u00e7a do hol\u00f3tipo de Helicops phantasma, nova esp\u00e9cie de cobra d\u2019\u00e1gua. Imagem retirada do artigo \u201cLong known, brand new, and possibly threatened: a new species of watersnake of the genus Helicops Wagler, 1828 (Serpentes; Xenodontinae) from the Tocantins- Araguaia River Basin, Brazil\u201d\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>A ci\u00eancia acaba de descobrir a exist\u00eancia de uma nova esp\u00e9cie de cobra d\u2019\u00e1gua, mas pode ser tarde demais. O alerta vermelho de risco de extin\u00e7\u00e3o veio cedo para a rec\u00e9m-descrita\u00a0<em>Helicops phantasma<\/em>\u00a0porque a maior parte do seu habitat conhecido, na bacia do Tocantins-Araguaia, est\u00e1 hoje alagada pela represa constru\u00edda por duas usinas hidrel\u00e9tricas \u2013 Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es e de Estreito. As coletas da esp\u00e9cie foram feitas antes da constru\u00e7\u00e3o das usinas, quando j\u00e1 havia a suspeita dos pesquisadores de que poderia se tratar de uma esp\u00e9cie diferente. At\u00e9 ent\u00e3o, a\u00a0<em>phantasma<\/em>\u00a0era associada a\u00a0<em>Helicops leopardinus<\/em>, uma cobra d\u2019\u00e1gua mais comum, que ocorre no Brasil inteiro.<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o da nova esp\u00e9cie,\u00a0<em>Helicops phantasma<\/em>, foi publicada em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.biotaxa.org\/Zootaxa\/article\/view\/zootaxa.4903.2.3\" rel=\"noopener nofollow external noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">um artigo na revista cient\u00edfica Zootaxa<\/a> no in\u00edcio de janeiro. A pesquisa \u00e9 assinada por cientistas do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biologia Animal da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>O batismo cient\u00edfico dado \u00e0 nova cobra d\u2019\u00e1gua \u2013 phantasma \u2013 n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa. A inunda\u00e7\u00e3o provocada pela represa das usinas hidrel\u00e9tricas atingiu a maior parte dos habitats onde os indiv\u00edduos desta esp\u00e9cie foram encontrados, antes do alagamento. \u201cOu seja, \u00e9 bastante prov\u00e1vel que a esp\u00e9cie esteja altamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o; portanto, talvez tenhamos uma esp\u00e9cie que dificilmente veremos\u201d, alerta Pedro Nunes, professor da UFPE.<\/p>\n<p>Os primeiros indiv\u00edduos da esp\u00e9cie, e a maioria deles, foram coletados durante os trabalhos de resgate de fauna que antecederam a constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es, no rio Tocantins, no in\u00edcio dos anos 2000. \u201cNa \u00e9poca, apesar de muitos pesquisadores concordarem que os indiv\u00edduos eram diferentes do que j\u00e1 conhec\u00edamos para as cobras d\u2019\u00e1gua brasileiras, ainda n\u00e3o existiam evid\u00eancias suficientes para a atribui\u00e7\u00e3o de um novo nome\u201d, explica Nunes.<\/p>\n<p>Sua colora\u00e7\u00e3o similar a da\u00a0<em>Helicops leopardinus<\/em>, uma cobra d\u2019\u00e1gua comum e amplamente distribu\u00edda no Brasil, levava alguns a apontarem que poderiam se tratar da mesma esp\u00e9cie. Dois fatos identificados pelos pesquisadores desmontaram essa teoria: a aus\u00eancia das manchas t\u00edpicas de\u00a0<em>leopardinus<\/em>\u00a0na nova esp\u00e9cie, onde s\u00e3o substitu\u00eddas por bandas transversais; e a presen\u00e7a de um \u00f3rg\u00e3o sexual masculino (hemip\u00eanis) \u00fanico no g\u00eanero.<\/p>\n<p>Para chegar na sua distin\u00e7\u00e3o definitiva de outras cobras do g\u00eanero\u00a0<em>Helicops<\/em>, os cientistas fizeram a an\u00e1lise biomolecular de um grande n\u00famero de esp\u00e9cies, a partir dessas amostras preservadas capturadas anos atr\u00e1s, e identificaram caracter\u00edsticas que comprovaram que a\u00a0<em>phantasma<\/em>\u00a0\u00e9 de fato uma esp\u00e9cie diferente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vistas dorsal, lateral e ventral da cabe\u00e7a do hol\u00f3tipo de Helicops phantasma, nova esp\u00e9cie de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Vistas dorsal, lateral e ventral da cabe\u00e7a do hol\u00f3tipo de Helicops phantasma, nova esp\u00e9cie de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140346"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=140346"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140346\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":140347,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140346\/revisions\/140347"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=140346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=140346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=140346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}