{"id":14030,"date":"2015-01-13T11:00:21","date_gmt":"2015-01-13T11:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=14030"},"modified":"2015-01-12T22:37:24","modified_gmt":"2015-01-12T22:37:24","slug":"aberta-temporada-reprodutiva-das-tartarugas-verdes-acasalamento-acontece-dentro-dagua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/aberta-temporada-reprodutiva-das-tartarugas-verdes-acasalamento-acontece-dentro-dagua\/","title":{"rendered":"Aberta temporada reprodutiva das tartarugas-verdes; acasalamento acontece dentro d&#8217;\u00e1gua"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/tartaruga_verde.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-14031\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/tartaruga_verde-300x198.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/tartaruga_verde-300x198.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/tartaruga_verde.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Fernando de Noronha (PE), a esmeralda do Atl\u00e2ntico, um dos destinos mais desejados no Brasil e no mundo, n\u00e3o atrai apenas os turistas. \u00c9 ber\u00e7o para uma das criaturas mais pr\u00e9-hist\u00f3ricas do planeta, as tartarugas-verdes (Chelonia mydas).<\/p>\n<p>Enquanto ao longo da costa brasileira as desovas das tartarugas j\u00e1 est\u00e3o a todo vapor, onde a temporada reprodutiva se estende de setembro a mar\u00e7o, nas ilhas oce\u00e2nicas elas ocorrem de dezembro a maio, e est\u00e3o apenas come\u00e7ando.<\/p>\n<p>As tartarugas-verdes desovam quase que exclusivamente nas ilhas oce\u00e2nicas, de Trindade no Espirito Santo, Atol das Rocas no Rio Grande do Norte e Fernando de Noronha em Pernambuco.<\/p>\n<p>Estas ex\u00edmias navegadoras de vida secular podem se dispersar pelos oceanos, mas voltam sempre para a seguran\u00e7a das areias onde nasceram, porto seguro que garante a sobreviv\u00eancia de seus descendentes. E mais uma vez o espet\u00e1culo da natureza se repete: tartarugas-verdes adultas come\u00e7am a ser avistadas no arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha.<\/p>\n<p><b>Acasalamento<\/b><\/p>\n<p>O acasalamento das tartarugas no entorno do arquip\u00e9lago tem chamado aten\u00e7\u00e3o de turistas, moradores e mergulhadores, que desde o in\u00edcio de dezembro t\u00eam comunicado ao Projeto Tamar o testemunho desse momento \u00edntimo.<\/p>\n<p>O namoro das tartarugas acontece dentro d&#8217;\u00e1gua, geralmente com v\u00e1rios machos disputando a oportunidade de passar seus genes para frente.<\/p>\n<p>No dia 23 de dezembro, os pesquisadores do Tamar capturaram para marca\u00e7\u00e3o o primeiro macho de tartaruga-verde da temporada 2014\/2015, nas \u00e1guas da praia do Le\u00e3o, em Fernando de Noronha.<\/p>\n<p>O animal foi capturado a dez metros de profundidade e foram necess\u00e1rios tr\u00eas mergulhadores em apn\u00e9ia para cont\u00ea-lo e trazer at\u00e9 a superf\u00edcie. Com 109 cm de comprimento de casco, pode ser considerado um animal grande, j\u00e1 que os machos s\u00e3o geralmente menores que as f\u00eameas, explica o bi\u00f3logo coordenador do Tamar em Pernambuco e Rio Grande do Norte, Armando J.B. Santos.<\/p>\n<p>As f\u00eameas voltam para desovar a cada tr\u00eas anos, mas os machos parecem voltar a cada ano, j\u00e1 que os custos energ\u00e9ticos para a reprodu\u00e7\u00e3o s\u00e3o bem menores. O estudo que acontece nas \u00e1guas da ilha vai contribuir para entender um pouco mais sobre a biologia dos machos, pois estes n\u00e3o saem da \u00e1gua como as f\u00eameas, que necessitam subir \u00e0s praias para desovar.<\/p>\n<p>As cinco desovas registradas at\u00e9 o momento em Noronha s\u00e3o o prel\u00fadio de uma temporada bastante movimentada, j\u00e1 que a m\u00e9dia em dezembro para as \u00faltimas quatro temporadas foi de dois ninhos.<\/p>\n<p><b>Fernando de Noronha<\/b><\/p>\n<p><img src=\"http:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/images\/stories\/o-que-fazemos\/noronha.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>O Arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha \u00e9 formado por 21 ilhas, numa extens\u00e3o de 26 km\u00b2, tendo uma principal &#8211; a maior de todas tamb\u00e9m chamada &#8220;Fernando de Noronha&#8221; -, como \u00fanica ilha habitada.<\/p>\n<p>Demais ilhas est\u00e3o contidas na \u00e1rea do Parque Nacional Marinho e s\u00e3o desabitadas, s\u00f3 podendo ser visitadas com licen\u00e7a oficial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama).<\/p>\n<p>S\u00e3o 17 quil\u00f4metros quadrados \u00e0 545 km da costa pernambucana, onde vive uma popula\u00e7\u00e3o de apenas 3.500 habitantes e o turismo \u00e9 desenvolvido de forma sustent\u00e1vel, criando a oportunidade do encontro equilibrado do homem com a natureza em um dos santu\u00e1rios ecol\u00f3gicos mais importantes do mundo.<\/p>\n<p>Ir at\u00e9 Noronha requer no m\u00ednimo 5 dias, para usufruir dos in\u00fameros atrativos naturais e vivenciar um pouco da hist\u00f3ria da coloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e3o in\u00fameras as op\u00e7\u00f5es de atividades e passeios, que atendem a todos os p\u00fablicos e oferecem ao visitante a chance de ver todas as belezas naturais das ilhas.<\/p>\n<p><b>Pesquisa e conserva\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>O Tamar iniciou suas atividades de pesquisa e conserva\u00e7\u00e3o no arquip\u00e9lago em 1984. O Centro de Visitantes de Fernando de Noronha foi inaugurado em 1996.<\/p>\n<p>Desde a concep\u00e7\u00e3o do projeto arquitet\u00f4nico, o Tamar buscou alternativas ecologicamente corretas nas instala\u00e7\u00f5es f\u00edsicas: madeira certificada, de reflorestamento; reciclagem de containers mar\u00edtimos; estruturas instaladas sobre pilotis remov\u00edveis, para n\u00e3o impermeabilizar o solo.<\/p>\n<p>N\u00e3o foram utilizados recursos naturais n\u00e3o renov\u00e1veis da ilha, como areia e pedra \u2013 uma preocupa\u00e7\u00e3o fundamental nas obras civis realizadas em ilhas oce\u00e2nicas, onde o solo \u00e9 muito facilmente erodido.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernando de Noronha (PE), a esmeralda do Atl\u00e2ntico, um dos destinos mais desejados no Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14031,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,275,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/tartaruga_verde-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/tartaruga_verde-300x198.jpg",300,198,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,275,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,275,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,275,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,275,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,275,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,275,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/tartaruga_verde.jpg",415,275,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Fernando de Noronha (PE), a esmeralda do Atl\u00e2ntico, um dos destinos mais desejados no Brasil","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14030"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14030"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14030\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14031"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}