{"id":140282,"date":"2021-01-22T06:00:29","date_gmt":"2021-01-22T09:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=140282"},"modified":"2021-01-21T22:24:57","modified_gmt":"2021-01-22T01:24:57","slug":"enorme-bagre-devorador-de-pombos-causa-devastacao-em-ecossistemas-europeus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/enorme-bagre-devorador-de-pombos-causa-devastacao-em-ecossistemas-europeus\/","title":{"rendered":"Enorme bagre devorador de pombos causa devasta\u00e7\u00e3o em ecossistemas europeus"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-140283\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O maior peixe de \u00e1gua doce do continente, origin\u00e1rio do Leste Europeu, \u00e9 uma esp\u00e9cie invasora que amea\u00e7a peixes nativos j\u00e1 em decl\u00ednio.<\/h2>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>A primeira vez em que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Frederic_Santoul\">Fr\u00e9d\u00e9ric Santoul<\/a>\u00a0testemunhou os h\u00e1bitos alimentares vorazes dos maiores\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/fish\/group\/freshwater-fish\/#:~:text=Nearly%20half%20of%20all%20fish,number%20is%20over%2010%2C000%20species.\">peixes de \u00e1gua doce<\/a>\u00a0da Europa, ele estava em uma ponte medieval em Albi, cidade ao sul da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/travel\/destinations\/europe\/france\/\">Fran\u00e7a<\/a>.<\/p>\n<p>Em uma pequena ilha abaixo dele, no rio Tarn, pombos perambulavam, alheios ao grupo de siluros que se movia perto da margem de cascalho. De repente, um peixe saltou da \u00e1gua para a terra, agarra um pombo e causa um alvoro\u00e7o de penas antes de se lan\u00e7ar de volta ao rio com a ave na boca.<\/p>\n<p>\u201cSabia que as baleias-assassinas sobem \u00e0 superf\u00edcie (para ca\u00e7ar focas), mas nunca havia observado esse tipo de comportamento em peixes\u201d, conta Santoul, ecologista de peixes da Universidade de Toulouse, que passou os meses seguintes documentando o fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, h\u00e1 quase uma d\u00e9cada, pouco se sabia sobre o siluro (tamb\u00e9m conhecido como bagre-europeu ou peixe-gato-europeu) no oeste da Europa, onde foi introduzido por pescadores na d\u00e9cada de 1970. A esp\u00e9cie, que pode chegar a cerca de tr\u00eas metros de comprimento e pesar at\u00e9 aproximadamente 272 quilos, \u00e9 nativa do leste da Europa, mas desde ent\u00e3o se expandiu para ao menos 10 pa\u00edses no oeste e sul da Europa.<\/p>\n<p>Em seu\u00a0<em>habitat<\/em>\u00a0nativo, onde o animal \u00e9 pescado e criado para alimenta\u00e7\u00e3o, o siluro n\u00e3o \u00e9 considerado uma esp\u00e9cie problem\u00e1tica. No local, as popula\u00e7\u00f5es parecem ter permanecido relativamente est\u00e1veis por d\u00e9cadas, com poucas evid\u00eancias de preda\u00e7\u00e3o excessiva de outros peixes nativos.<\/p>\n<p>Contudo, nos rios rec\u00e9m-povoados, esses invasores aqu\u00e1ticos t\u00eam como alvo peixes migrat\u00f3rios amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o e comercialmente importantes, como o s\u00e1vel e o salm\u00e3o-do-atl\u00e2ntico, cujas popula\u00e7\u00f5es europeias j\u00e1 est\u00e3o em acentuado decl\u00ednio, segundo Santoul.<\/p>\n<p>Ele teme que o predador possa exterminar muitas esp\u00e9cies de peixes nativos no oeste da Europa, alterando fundamentalmente os ecossistemas fluviais que j\u00e1 sofrem os impactos de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/environment\/freshwater\/dams-engineering\/\">barragens<\/a>, da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/environment\/freshwater\/pollution\/\">polui\u00e7\u00e3o h\u00eddrica<\/a>\u00a0e da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/environment\/oceans\/critical-issues-overfishing\/\">pesca predat\u00f3ria<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cOs efeitos cumulativos desses fatores podem levar ao colapso das popula\u00e7\u00f5es de peixes daqui a 10 anos\u201d, alerta Santoul.<\/p>\n<h3><strong>Banquete dos gigantes<\/strong><\/h3>\n<p>Em 1974, um pescador alem\u00e3o lan\u00e7ou v\u00e1rios milhares de alevinos de siluros no rio Ebro, na Espanha. Outros pescadores, em busca de uma oportunidade de pescar um peixe t\u00e3o grande, fizeram o mesmo em rios de outros pa\u00edses, e a esp\u00e9cie se multiplicou.<\/p>\n<p>Como muitas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/environment\/habitats\/invasive-species\/\">esp\u00e9cies invasoras<\/a>, os siluros se desenvolvem bem em rios alterados por humanos, onde as altas temperaturas da \u00e1gua e os baixos n\u00edveis de oxig\u00eanio podem ter eliminado as esp\u00e9cies nativas. O siluro tamb\u00e9m apresenta r\u00e1pido crescimento, uma longa expectativa de vida (podendo viver at\u00e9 80 anos) e se reproduz facilmente, j\u00e1 que as f\u00eameas produzem centenas de milhares de ovos de uma s\u00f3 vez.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/wels-catfish-2.webp?w=768&amp;h=509\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/wels-catfish-2.jpg?w=768&amp;h=509\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/wels-catfish-2.webp?w=1024&amp;h=678\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/wels-catfish-2.jpg?w=1024&amp;h=678\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/wels-catfish-2.webp?w=710&amp;h=471\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/wels-catfish-2.jpg?w=710&amp;h=471\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Siluros circundam uma pequena ilha no rio Tarn, preparando-se para agarrar pombos desprevenidos.\n\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/wels-catfish-2.webp?w=710&amp;h=471\" alt=\"Siluros circundam uma pequena ilha no rio Tarn, preparando-se para agarrar pombos desprevenidos.\n\" width=\"639\" height=\"423\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Siluros circundam uma pequena ilha no rio Tarn, preparando-se para agarrar pombos desprevenidos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">REMI MASSON \/ NPL \/ MINDEN PICTURES<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>Suas habilidades de ca\u00e7a podem lhes proporcionar uma vantagem formid\u00e1vel. Assim como todos os bagres, os siluros possuem sentidos bastante apurados, sobretudo na detec\u00e7\u00e3o de vibra\u00e7\u00f5es de presas. Eles tamb\u00e9m contam com \u201cuma capacidade incr\u00edvel de adapta\u00e7\u00e3o a novas fontes de alimentos\u201d, explica Santoul, que\u00a0<a href=\"http:\/\/sfi-cybium.fr\/fr\/european-catfish-loves-asian-clam-soup\">documentou como bagres se alimentam de v\u00f4ngoles-asi\u00e1ticos<\/a>, outra esp\u00e9cie invasora.<\/p>\n<p>O siluro tem como alvo principal os peixes migrat\u00f3rios que se deslocam do mar para os rios para desovar, como o salm\u00e3o-do-atl\u00e2ntico, que sempre teve poucos predadores; as\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC7145853\/\">lampreias-marinhas, peixes primitivos e sem mand\u00edbula<\/a>\u00a0amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o na Europa; e o s\u00e1vel, peixe com valor comercial.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m adotaram novas estrat\u00e9gias de ca\u00e7a nunca observadas em sua \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o nativa, como agarrar pombos em terra firme.<\/p>\n<p>No rio Garonne, na Fran\u00e7a, o siluro \u00e0s vezes fica \u00e0 espreita dentro de um t\u00fanel de peixes para\u00a0<a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/324615068_Adult_Atlantic_salmon_have_a_new_freshwater_predator\">capturar e matar o salm\u00e3o que migra atrav\u00e9s de uma usina hidrel\u00e9trica.<\/a><\/p>\n<p>No mesmo rio, os siluros tamb\u00e9m\u00a0<a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/346532993_The_giants'_feast_predation_of_the_large_introduced_European_catfish_on_spawning_migrating_allis_shads\">aprenderam a direcionar a desova do s\u00e1vel na superf\u00edcie do rio \u00e0 noite,\u00a0<\/a>\u00a0quando os peixes est\u00e3o preocupados em fazer a corte, de acordo com um estudo publicado em novembro de 2020. Uma an\u00e1lise do conte\u00fado estomacal de mais de 250 siluros revelou que o s\u00e1vel constitu\u00eda mais de 80% de sua dieta \u2014 \u201cum banquete de gigantes\u201d, segundo o estudo.<\/p>\n<p>\u201cTodos esses estudos chegam \u00e0 mesma conclus\u00e3o: os siluros se tornaram uma s\u00e9ria amea\u00e7a a peixes migrat\u00f3rios importantes\u201d, ressalta Santoul.<\/p>\n<p>Mas, acrescenta ele, h\u00e1 uma esp\u00e9cie que n\u00e3o \u00e9 prejudicada pelo siluro: a nossa. Apesar da reputa\u00e7\u00e3o de ser uma fera espantosa de cabe\u00e7a larga que ataca e at\u00e9 mata humanos, \u201celes s\u00e3o inofensivos para n\u00f3s e as pessoas despertam sua curiosidade, por isso podemos at\u00e9 nadar ao seu encontro no rio\u201d, esclarece Santoul.<\/p>\n<h3><strong>Uma exce\u00e7\u00e3o entre os megapeixes<\/strong><\/h3>\n<p>Existem outros exemplos de peixes grandes e invasores que afetam os ecossistemas de \u00e1gua doce: a perca-do-nilo, cuja\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/culture\/food\/the-plate\/2016\/11\/what-happens-when-the-world-s-largest-lake-runs-out-of-fish-\/\">introdu\u00e7\u00e3o como peixe de pesca esportiva no Lago Vit\u00f3ria e em outros lagos da \u00c1frica Oriental<\/a>\u00a0na d\u00e9cada de 1960 resultou no colapso de ao menos 200 esp\u00e9cies nativas de peixes cicl\u00eddeos na d\u00e9cada de 1980.<\/p>\n<p>Na maioria das vezes, entretanto, os grandes peixes de \u00e1gua doce est\u00e3o em decl\u00ednio, amea\u00e7ados por esp\u00e9cies invasoras, pela perda de\u00a0<em>habitat<\/em>\u00a0e pela pesca predat\u00f3ria. Essas esp\u00e9cies, comumente denominadas megapeixes,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/2019\/08\/freshwater-animals-risk-extinction\/\">sofreram um impressionante decl\u00ednio global de 94% desde 1970<\/a>, segundo um estudo de 2019.<\/p>\n<p>Por sua capacidade de adapta\u00e7\u00e3o e multiplica\u00e7\u00e3o, \u201co siluro \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o entre os megapeixes\u201d, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/contributors\/h\/photographer-zeb-hogan\/\">Zeb Hogan<\/a>,\u00a0explorador da National Geographic e bi\u00f3logo especializado em peixes da Universidade de Nevada em Reno, fundador do Projeto Megapeixes e que estuda v\u00e1rios dos grandes peixes de \u00e1gua doce mais amea\u00e7ados na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/2020\/01\/southeast-asia-most-critical-river-enters-uncharted-waters\/\">regi\u00e3o do Mekong no sudeste da \u00c1sia<\/a>.<\/p>\n<p>Os ecossistemas de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/magazine\/2010\/04\/water-is-life\/\">\u00e1gua doce<\/a>\u00a0como um todo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/environment\/habitats\/freshwater-threats\/\">s\u00e3o os mais amea\u00e7ados do mundo<\/a>, e uma das principais raz\u00f5es amplamente reconhecidas para tanto s\u00e3o a introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies n\u00e3o nativas, afirma Hogan.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--video ngart-img--large\">\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">Saiba como esses organismos s\u00e3o introduzidos em um ecossistema, como afetam as comunidades locais e quais provid\u00eancias podem ser tomadas.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p><strong>Rio acima<\/strong><\/p>\n<p>As modifica\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas causadas pelas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/environment\/global-warming\/global-warming-overview\/\">mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/a>, como o aumento das temperaturas e altera\u00e7\u00f5es nos padr\u00f5es de precipita\u00e7\u00e3o, podem criar condi\u00e7\u00f5es ainda mais favor\u00e1veis \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o dos siluros, segundo os cientistas.<\/p>\n<p>\u201cAs mudan\u00e7as clim\u00e1ticas afetam as esp\u00e9cies de diferentes formas: algumas esp\u00e9cies ex\u00f3ticas podem expandir sua distribui\u00e7\u00e3o muito mais do que as nativas\u201d, conta\u00a0<a href=\"https:\/\/staffprofiles.bournemouth.ac.uk\/display\/rbritton\">Rob Britton<\/a>, ecologista de peixes especializado em esp\u00e9cies invasoras da Universidade de Bournemouth, no Reino Unido.<\/p>\n<p>H\u00e1 evid\u00eancias de que os siluros, que requerem temperaturas h\u00eddricas m\u00ednimas de 20 graus Celsius para sua desova anual, est\u00e3o colonizando rios anteriormente desabitados na B\u00e9lgica e nos Pa\u00edses Baixos \u00e0 medida que esses corpos d\u2019\u00e1gua aquecem, observa Santoul.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 sinais de que a desova dos siluros esteja ocorrendo v\u00e1rias vezes por ano na Fran\u00e7a, j\u00e1 que os\u00a0<a href=\"https:\/\/www.eea.europa.eu\/data-and-maps\/indicators\/water-temperature-2\/assessment\">rios do pa\u00eds t\u00eam ficado mais quentes por per\u00edodos maiores do ano<\/a>, afirma ele.<\/p>\n<p>Na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, onde vivem mais de 40 peixes de \u00e1gua doce inexistentes em qualquer outro lugar, o invasor aqu\u00e1tico provavelmente j\u00e1 dizimou uma esp\u00e9cie, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.invasiber.org\/GarciaBerthou\/\">Emili Garc\u00eda-Berthou<\/a>, ecologista aqu\u00e1tico da Universidade de Girona, na Espanha.<\/p>\n<p>\u201cAcreditamos que o siluro, abundante no tronco principal do Ebro\u201d, o rio onde foi introduzido pela primeira vez, \u201cse disseminar\u00e1 consideravelmente rio acima\u201d.<\/p>\n<h3><strong>Poucas solu\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h3>\n<p>E as solu\u00e7\u00f5es permanecem escassas, segundo os conservacionistas. Com um neg\u00f3cio vibrante de pesca esportiva formado em torno do siluro, sobretudo na Espanha e na It\u00e1lia, parece haver pouca disposi\u00e7\u00e3o entre os governos e os pesqueiros para eliminar o peixe. Apesar de bastante consumidos no Leste Europeu, nunca foram considerados alimento em outras regi\u00f5es do continente.<\/p>\n<p>Santoul enfatiza que \u00e9 preciso maior coopera\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses europeus para conservar os ecossistemas de \u00e1gua doce e eliminar as amea\u00e7as enfrentadas pelos peixes migrat\u00f3rios, como as barragens. Tamb\u00e9m n\u00e3o existe nenhuma iniciativa em andamento para erradicar o siluro, diz Santoul.<\/p>\n<p>\u201cMinha preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com as esp\u00e9cies migrat\u00f3rias que j\u00e1 estavam em decl\u00ednio antes da chegada dos siluros. Se a Europa n\u00e3o coordenar planos de conserva\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 ser tarde demais para salv\u00e1-los\u201d, afirma Santoul.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O maior peixe de \u00e1gua doce do continente, origin\u00e1rio do Leste Europeu, \u00e9 uma esp\u00e9cie<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":140283,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O maior peixe de \u00e1gua doce do continente, origin\u00e1rio do Leste Europeu, \u00e9 uma esp\u00e9cie","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140282"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=140282"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140282\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":140285,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140282\/revisions\/140285"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/140283"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=140282"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=140282"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=140282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}