{"id":139781,"date":"2021-01-13T08:50:26","date_gmt":"2021-01-13T11:50:26","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=139781"},"modified":"2021-01-13T08:50:26","modified_gmt":"2021-01-13T11:50:26","slug":"cientistas-observam-nanismo-em-girafas-pela-primeira-vez-veja-video","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-observam-nanismo-em-girafas-pela-primeira-vez-veja-video\/","title":{"rendered":"Cientistas observam nanismo em girafas pela primeira vez \u2013 veja v\u00eddeo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/girafa.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-139782\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/girafa-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/girafa-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/girafa.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os animais, que possuem menos de tr\u00eas metros de altura, foram avistados em Uganda e na Nam\u00edbia. Apesar do pesco\u00e7o longo caracter\u00edstico, suas pernas s\u00e3o t\u00e3o curtas quanto as de cavalos.<\/p>\n<p>Duas girafas africanas s\u00e3o as primeiras a serem descritas com nanismo na natureza. Uma delas \u00e9 da esp\u00e9cie girafa-n\u00fabia, enquanto a outra \u00e9 uma girafa-angolana.<\/p>\n<p>Em 2015, cientistas da\u00a0<a href=\"https:\/\/giraffeconservation.org\/2021\/01\/09\/dwarf-giraffe-spotted-in-namibia-and-uganda\/\">Funda\u00e7\u00e3o de Conserva\u00e7\u00e3o das Girafas<\/a>\u00a0(GCF, sigla em ingl\u00eas), identificaram no Parque Nacional Murchison Falls, em Uganda, o que parecia ser uma girafa macho de apenas 2,8 metros de altura. Para ter uma ideia, o tamanho comum destes animais (das patas \u00e0 cabe\u00e7a) \u00e9 de cinco metros. O esp\u00e9cime recebeu o nome de Gimli, em homenagem ao personagem da trilogia<em>\u00a0O Senhor dos An\u00e9is<\/em>.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yf4NRKzzTFk\" width=\"500\" height=\"281\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Mas Gimli n\u00e3o foi a \u00fanica girafa baixinha identificada. Tr\u00eas anos depois, uma girafa-angolana ainda menor, com 2,4 metros de altura, foi documentada pelos pesquisadores em uma fazenda particular no centro da Nam\u00edbia. O animal, tamb\u00e9m macho, foi chamado de Nigel. Veja abaixo as duas girafas:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/girafa-ana%CC%83-02_site.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=1024\" alt=\"Montagem de duas fotos de girafas an\u00e3s.\" width=\"640\" height=\"426\" \/>\u00c0 esquerda, Gimli, girafa-n\u00fabia macho avistada em Uganda. \u00c0 direita, Nigel, girafa-angolana macho documentada na Nam\u00edbia. Emma Wells \/ Giraffe Conservation Foundation\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O nanismo \u00e9 causado por condi\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que afetam o crescimento \u00f3sseo e resulta em uma estatura reduzida. Diferentes tipos de nanismo, apesar de raros, n\u00e3o s\u00e3o incomuns em humanos. Alguns animais dom\u00e9sticos (como c\u00e3es, gatos, porcos e vacas) tamb\u00e9m podem apresentar a condi\u00e7\u00e3o. Encontrar animais selvagens an\u00f5es, por outro lado, \u00e9 bem mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Cientistas acreditavam que existiria nanismo nestas girafas, mas faltava a confirma\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, usaram t\u00e9cnicas de fotogrametria digital para medir as dimens\u00f5es dos animais. Os pesco\u00e7os das girafas tinham o comprimento longo caracter\u00edstico, mas suas pernas eram muito mais curtas do que a de animais sem a condi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. De acordo com os pesquisadores, as duas girafas t\u00eam o r\u00e1dio e ossos metacarpais encurtados.<\/p>\n<p>O jornal The New York Times descreve o animal como \u201cuma cabe\u00e7a e pesco\u00e7o de girafa encaixado no corpo de um cavalo\u201d. O\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/epdf\/10.1186\/s13104-020-05403-9?sharing_token=ntjvG3fP1wY_nrBV0eDdO2_BpE1tBhCbnbw3BuzI2RO_hp-8Guw6xV7ywaIirtjhYCijpdOVcpcsRSq7HBvvCbScuMwHpvQOGkFiUA-k4_ttaOODkzWhYBOHXQo5ujaizGjqTke6RMmuFIZAkUUXjslcFxiMDL3g07YUIA8JPsA%3D\">artigo<\/a>\u00a0com mais detalhes sobre o nanismo nas girafas foi publicado no jornal cient\u00edfico BMC Research Notes.<\/p>\n<ul>\n<li>Em animais que vivem em cativeiro, a condi\u00e7\u00e3o tem sido associada \u00e0 consanguinidade (quando o pai e a m\u00e3e s\u00e3o parentes pr\u00f3ximos) e \u00e0 falta de diversidade gen\u00e9tica. Isso pode explicar o\u00a0nanismo de Gimli, j\u00e1 que a popula\u00e7\u00e3o de girafas da sua regi\u00e3o sofreu um decl\u00ednio no final dos anos 1980, chegando a ter 78 animais. Hoje esse n\u00famero \u00e9 maior, com mais de 1,5 mil girafas na regi\u00e3o. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que tenham ocorrido apenas muta\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias nos genes.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ser uma girafa com nanismo na natureza n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Gimli e Nigel acabam sendo mais suscet\u00edveis \u00e0 preda\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que suas patas curtas n\u00e3o permitem que eles corram e chutem bem \u2013 estrat\u00e9gias b\u00e1sicas para fugir do perigo. O acasalamento tamb\u00e9m \u00e9 mais dif\u00edcil para eles quando comparados \u00e0s girafas mais altas.<\/p>\n<p>De toda forma, s\u00f3 o fato de estarem vivos na natureza j\u00e1 indica que a condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o prejudicou de forma severa sua capacidade de sobreviv\u00eancia. Agora, os cientistas planejam continuar observando estes animais para entender como eles lidam com o ambiente a sua volta. Nigel foi visto pela \u00faltima vez em julho de 2020, enquanto Gimli n\u00e3o \u00e9 visto desde mar\u00e7o de 2017. Os cientistas esperam que ambas as girafas voltem a aparecer em breve.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os animais, que possuem menos de tr\u00eas metros de altura, foram avistados em Uganda e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":139782,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/girafa.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/girafa-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/girafa-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/girafa.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/girafa.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/girafa.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/girafa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/girafa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/girafa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/girafa.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os animais, que possuem menos de tr\u00eas metros de altura, foram avistados em Uganda e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139781"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139781"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139781\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":139783,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139781\/revisions\/139783"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/139782"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}