{"id":139673,"date":"2021-01-11T10:00:31","date_gmt":"2021-01-11T13:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=139673"},"modified":"2021-01-11T08:22:29","modified_gmt":"2021-01-11T11:22:29","slug":"a-fruta-que-encanta-as-ceias-empresta-sua-beleza-docura-e-concede-uma-porcao-de-beneficios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-fruta-que-encanta-as-ceias-empresta-sua-beleza-docura-e-concede-uma-porcao-de-beneficios\/","title":{"rendered":"A fruta que encanta as ceias, empresta sua beleza, do\u00e7ura e concede uma por\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/cereja.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-139674\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/cereja-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/cereja-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/cereja.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201c<strong>A vida \u00e9 como uma tigela de cerejas<\/strong>\u201d. A express\u00e3o, que j\u00e1 foi popular nos Estados Unidos, servia para ilustrar situa\u00e7\u00f5es leves e saborosas. Isso no comecinho do s\u00e9culo passado. Com o passar do tempo, passou a ser usada com ironia, encaixando-se em contextos amargos. Tudo a ver com o ano que se foi e deixou um gosto t\u00e3o ruim.<\/p>\n<p>Longe desse enquadramento desagrad\u00e1vel, o fruto destaca-se em qualquer mesa, especialmente em datas festivas, in natura ou em receitas. \u201cEntre as frutas menores, a cereja, convidada de honra nos banquetes e piqueniques das imagens, \u00e9 servida com vinho ou carnes, e mesmo peixe\u201d, diz um trecho de\u00a0<a href=\"https:\/\/amzn.to\/3q3GpiQ\"><strong>Hist\u00f3ria da Alimenta\u00e7\u00e3o (clique para comprar)<\/strong><\/a>, obra organizada pelos historiadores europeus Jean-Louis Flandrin e Massimo Montanari.<\/p>\n<p>A apar\u00eancia, de encher os olhos e a boca de \u00e1gua, resulta de um mix de fitoqu\u00edmicos, sobretudo as afamadas antocianinas, que lhe conferem a colora\u00e7\u00e3o de um vermelho vivo ou mais escuro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de embelezar, as tais subst\u00e2ncias blindam o alimento dos raios solares, das varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, entre outros fatores. Trazem tamb\u00e9m uma por\u00e7\u00e3o de benfeitorias aos consumidores. Gra\u00e7as a efeitos antioxidantes e anti-inflamat\u00f3rios, n\u00e3o faltam comprova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas da sua atua\u00e7\u00e3o a favor da sa\u00fade do\u00a0<a href=\"http:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/coracao\"><strong>cora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a>\u00a0e do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>A cereja ainda guarda outras preciosidades, caso da quercertina e do \u00e1cido el\u00e1gico, protetores das c\u00e9lulas em geral. E vitaminas C e do complexo B, al\u00e9m de minerais como o pot\u00e1ssio, marcam presen\u00e7a na polpa.<\/p>\n<p><strong>Frutinhas pela hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>A do\u00e7ura e a riqueza nutricional da cereja teriam servido os soldados l\u00e1 na Roma Antiga. Inclusive, historiadores atribuem tanto aos romanos quanto aos gregos a dissemina\u00e7\u00e3o e o cultivo das cerejeiras no continente europeu.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie, origin\u00e1ria de uma \u00e1rea que abrange parte da Europa e da \u00c1sia, foi batizada de\u00a0<em>Prunus avium<\/em>, pode atingir 20 metros de altura e gosta mesmo \u00e9 de clima mais frio \u2013 da\u00ed ser mais rara e cara no Brasil.<\/p>\n<p>Em seu ber\u00e7o, a fruta \u00e9 apreciada das mais diferentes formas, conforme a criatividade do cozinheiro. Na Idade M\u00e9dia, m\u00e9dicos recomendavam comer como entrada, justamente por ser leve e n\u00e3o atrapalhar a digest\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma prepara\u00e7\u00e3o nascida entre a It\u00e1lia e os Balc\u00e3s, h\u00e1 alguns s\u00e9culos, e que faz enorme sucesso, \u00e9 a chamada cereja ao marasquino. Na vers\u00e3o tradicional, uma variedade conhecida como marasca \u00e9 mergulhada em potes cheios de licor. A finalidade dos antigos era garantir que n\u00e3o faltasse em temporadas de escassez, como no inverno.<\/p>\n<p>Outra velha receita, que remonta ao s\u00e9culo 16, \u00e9 um tipo de aguardente, o kirsch. Feito de cerejas bem maduras, surgiu na Europa Central, entre a Alemanha e a Fran\u00e7a. Continua embriagando muita gente at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Por aqui, como se sabe, um de seus papeis principais \u00e9 como ornamento no topo dos bolos, na mais completa tradu\u00e7\u00e3o de beleza. Mas n\u00e3o \u00e9 preciso se contentar com um ou dois exemplares. Afinal, a m\u00fasica escolhida para esta coluna, composta em 1931, \u00e9 \u201cLife Is Just a Bowl of Cherries\u201d, de Ray Henderson e Lew Brown.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mc6RS9e3Dhw\" width=\"500\" height=\"375\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>E fica a nossa torcida, sem ironias, para que a vida seja realmente doce como uma tigela de cerejas em 2021.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA vida \u00e9 como uma tigela de cerejas\u201d. 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