{"id":139508,"date":"2021-01-08T12:30:46","date_gmt":"2021-01-08T15:30:46","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=139508"},"modified":"2021-01-08T10:21:55","modified_gmt":"2021-01-08T13:21:55","slug":"animais-ou-vegetais-se-encontram-fora-de-sua-area-de-distribuicao-natural-ou-historica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/animais-ou-vegetais-se-encontram-fora-de-sua-area-de-distribuicao-natural-ou-historica\/","title":{"rendered":"Animais ou vegetais se encontram fora de sua \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o natural ou hist\u00f3rica"},"content":{"rendered":"<h4><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/coelho.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-139509\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/coelho-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/coelho-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/coelho.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Esp\u00e9cies ex\u00f3ticas s\u00e3o esp\u00e9cies animais ou vegetais que se encontram fora de sua \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o natural ou hist\u00f3rica<\/h4>\n<p><span class=\"Apple-style-span\">Esp\u00e9cies ex\u00f3ticas<\/span>\u00a0ou esp\u00e9cies introduzidas s\u00e3o \u201cesp\u00e9cies que ocorrem em uma \u00e1rea fora de seu limite natural historicamente conhecido, como resultado da dispers\u00e3o acidental ou intencional atrav\u00e9s de atividades humanas\u201d, de acordo com o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Quando essas esp\u00e9cies oferecem amea\u00e7as \u00e0s esp\u00e9cies nativas ou aos seres humanos, elas passam a ser chamadas de\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">esp\u00e9cies ex\u00f3ticas\u00a0<\/span>invasoras.<\/p>\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do local no qual se inseriu, aus\u00eancia de predadores e degrada\u00e7\u00e3o s\u00e3o os principais fatores que levam uma esp\u00e9cie ex\u00f3tica a se tornar invasora, competindo com as esp\u00e9cies nativas por recursos e causando um grande impacto \u00e0 comunidade. A invas\u00e3o de animais e plantas ex\u00f3ticos \u00e9 considerada a segunda maior amea\u00e7a \u00e0s esp\u00e9cies nativas, resultando em decl\u00ednios populacionais e at\u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/8256-animais-em-extincao.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">extin\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0de esp\u00e9cies.<\/p>\n<h2>Introdu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies ex\u00f3ticas<\/h2>\n<p>As maneiras pelas quais as\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">esp\u00e9cies ex\u00f3ticas<\/span> chegam e se instalam em novos locais podem ser diversas, como resultado da dispers\u00e3o acidental ou intencional atrav\u00e9s de atividades humanas. Sabe-se que habitats alterados pela a\u00e7\u00e3o humana e de climas quentes s\u00e3o mais propensos \u00e0 instala\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies do que habitats conservados, por exemplo.<\/p>\n<p>As\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">esp\u00e9cies ex\u00f3ticas<\/span>\u00a0invasoras, no entanto, podem se instalar de tr\u00eas maneiras diferentes:<\/p>\n<ol>\n<li>As esp\u00e9cies s\u00e3o intencionalmente introduzidas. Nesse caso, um estudo de manejo da esp\u00e9cie deve ser realizado antes de sua introdu\u00e7\u00e3o para evitar um futuro descontrole. Como exemplos de esp\u00e9cies intencionalmente introduzidas pode-se citar as plantas para agricultura e pastagem;<\/li>\n<li>As esp\u00e9cies s\u00e3o intencionalmente introduzidas apenas no cativeiro, por\u00e9m escapam para o meio ambiente. Nesse caso, o manejo \u00e9 a alternativa mais vi\u00e1vel. Como exemplos podem-se destacar animais que fogem de zool\u00f3gicos e plantas que se dispersam para fora de jardins bot\u00e2nicos;<\/li>\n<li>As esp\u00e9cies s\u00e3o introduzidas acidentalmente. Nesse caso, n\u00e3o existe controle na introdu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. A melhor maneira de solucionar o problema \u00e9 a detec\u00e7\u00e3o r\u00e1pida da dispers\u00e3o da esp\u00e9cie. H\u00e1 diversas formas pelas quais os organismos se dispersam. Sementes podem ser dispersadas por meio das fezes de p\u00e1ssaros, por exemplo. J\u00e1 os animais, especialmente insetos, podem viajar escondidos em ve\u00edculos automotores, navios, entre outros.<\/li>\n<\/ol>\n<h2>Esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras<\/h2>\n<p>Muitas\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">esp\u00e9cies ex\u00f3ticas<\/span>\u00a0podem ser aceitas pela comunidade sem causar efeitos dr\u00e1sticos. Entretanto, se elas come\u00e7am a se proliferar sem controle e amea\u00e7ar outras esp\u00e9cies e ecossistemas &#8211; provocando impactos econ\u00f4micos, sociais ou ambientais -, elas passam a ser consideradas\u00a0<b>esp\u00e9cies ex\u00f3ticas<\/b>\u00a0invasoras. Isso acontece porque em locais onde n\u00e3o ocorrem de forma natural, esp\u00e9cies n\u00e3o encontram competidores ou predadores naturais, o que facilita sua ocupa\u00e7\u00e3o e multiplica\u00e7\u00e3o e amea\u00e7a a perman\u00eancia de esp\u00e9cies nativas.<\/p>\n<p>A invas\u00e3o por\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">esp\u00e9cies ex\u00f3ticas<\/span>\u00a0pode ser t\u00e3o grave, que \u00e9 considerada a segunda principal causa da perda de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/3188-o-que-e-biodiversidade.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">biodiversidade<\/a>\u00a0em todo o mundo. Existem diversas\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">esp\u00e9cies ex\u00f3ticas\u00a0<\/span>invasoras que v\u00eam causando impactos sobre a riqueza sul-americana. A introdu\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias esp\u00e9cies de Pinus em pa\u00edses sul-americanos gerou diversos impactos, como altera\u00e7\u00f5es nas propriedades do solo e na composi\u00e7\u00e3o de comunidades de plantas e animais.<\/p>\n<p>Outro exemplo de esp\u00e9cie invasora \u00e9 a lebre-europeia, esp\u00e9cie nativa da Europa que foi introduzida na Am\u00e9rica do Sul para a ca\u00e7a esportiva. Desde que chegou ao Brasil, a esp\u00e9cie vem ampliando sua distribui\u00e7\u00e3o &#8211; devido ao seu alto potencial reprodutivo e flexibilidade ecol\u00f3gica &#8211; e, consequentemente, causando danos \u00e0 agricultura e colocando esp\u00e9cies da fauna local em risco.<\/p>\n<p>Comumente s\u00e3o usadas fronteiras pol\u00edticas para determinar se uma esp\u00e9cie \u00e9 nativa ou ex\u00f3tica, mas nem sempre elas coincidem com as distribui\u00e7\u00f5es das esp\u00e9cies. No seu pr\u00f3prio pa\u00eds de origem, uma esp\u00e9cie pode ser considerada ex\u00f3tica caso seja introduzida em um ecossistema no qual n\u00e3o ocorria naturalmente.<\/p>\n<h2>Preven\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A melhor maneira de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 impedir a introdu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. Como em muitos casos esse \u00e9 um procedimento invi\u00e1vel, especialmente nos casos de introdu\u00e7\u00e3o acidental, outros meios de se controlar podem ser aplicados. Em primeiro lugar, a detec\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies que possuem grande potencial de se tornar ex\u00f3ticas invasoras \u00e9 essencial. Com isso, as esp\u00e9cies podem ser analisadas e ter sua dispers\u00e3o controlada. Alguns fatores que ajudam nessa detec\u00e7\u00e3o s\u00e3o: quanto maior a popula\u00e7\u00e3o inicial da esp\u00e9cie em quest\u00e3o e quanto maior a toler\u00e2ncia a diferentes tipos de clima, maior a chance de se tornar invasora.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, no caso de esp\u00e9cie invasora j\u00e1 instalada, sua erradica\u00e7\u00e3o \u00e9 recomend\u00e1vel, por\u00e9m, isso nem sempre \u00e9 poss\u00edvel. \u00c9 necess\u00e1rio estudar o custo-benef\u00edcio desse processo, pois muitas vezes eles s\u00e3o caros e precisam de muito tempo, ou que podem causar ainda mais danos ao ambiente. No caso de impossibilidade de erradica\u00e7\u00e3o, o controle sobre a esp\u00e9cie \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o a ser aplicada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esp\u00e9cies ex\u00f3ticas s\u00e3o esp\u00e9cies animais ou vegetais que se encontram fora de sua \u00e1rea de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":139509,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/coelho.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/coelho-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/coelho-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/coelho.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/coelho.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/coelho.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/coelho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/coelho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/coelho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/coelho.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Esp\u00e9cies ex\u00f3ticas s\u00e3o esp\u00e9cies animais ou vegetais que se encontram fora de sua \u00e1rea de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139508"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139508"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139508\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":139511,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139508\/revisions\/139511"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/139509"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139508"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139508"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139508"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}