{"id":139268,"date":"2021-01-03T20:26:17","date_gmt":"2021-01-03T23:26:17","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=139268"},"modified":"2021-01-03T20:26:17","modified_gmt":"2021-01-03T23:26:17","slug":"turismo-liderado-por-comunidades-locais-gera-preservacao-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/turismo-liderado-por-comunidades-locais-gera-preservacao-ambiental\/","title":{"rendered":"Turismo liderado por comunidades locais gera preserva\u00e7\u00e3o ambiental"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"col-10 offset-1 animated fadeInDown dealy-900 display-8 display-md-8 alt-font font-italic my-1 text-center\">Projetos em todo o pa\u00eds estimulam desenvolvimento sustent\u00e1vel<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/IHoxPLUmnTrTLe_ff_EGpYH6puA=\/1170x700\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/poranduba_-_bruno_mangolini4_0.jpeg?itok=9RVMOd2O\" alt=\"Poranduba, Amaz\u00f4nia\" width=\"640\" height=\"383\" \/><\/p>\n<div class=\"post-item-wrap\">\n<p>O turismo de base comunit\u00e1ria, que envolve o protagonismo de comunidades locais em atividades sustent\u00e1veis, pode transformar madeireiros e ca\u00e7adores de animais silvestres em defensores ambientais.<img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1397847&amp;o=node\" \/><img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1397847&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>A mudan\u00e7a de mentalidade est\u00e1 entre os frutos gerados por projetos espalhados pelo pa\u00eds, cujos representantes conversaram com a\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>Reputado por ser um dos precursores do turismo de observa\u00e7\u00e3o no Brasil e chamado de\u00a0<em>birdman<\/em>\u00a0(homem-p\u00e1ssaro, em ingl\u00eas), por seu amplo conhecimento de aves, o estadunidense Douglas Trent relata como iniciou a estrutura\u00e7\u00e3o da Reserva Ecol\u00f3gica do Jaguar. O projeto, de ecoturismo comunit\u00e1rio, est\u00e1 localizado em Pocon\u00e9 (MT).<\/p>\n<p>Em um de seus primeiros contatos com o Brasil, j\u00e1 p\u00f4de dimensionar o impacto do garimpo em disputas territoriais. Trent veio ao pa\u00eds em 1980, quando havia acabado de se formar em Ci\u00eancias Ambientais pela Universidade do Kansas.<\/p>\n<p>A visita \u00e0 regi\u00e3o amaz\u00f4nica era um sonho de Trent, que, logo na viagem de ida, de \u00f4nibus, escutava di\u00e1logos de outros passageiros sobre a ambi\u00e7\u00e3o em torno do ouro que poderiam extrair dali. No percurso, tamb\u00e9m deparou, pela primeira vez, com um esp\u00e9cime de on\u00e7a-preta em seu habitat natural.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m chamada de jaguar-preto, a on\u00e7a-preta \u00e9 uma varia\u00e7\u00e3o da on\u00e7a-pintada, mas com pelagem escura, por conter mais melanina. A on\u00e7a-pintada \u00e9 um dos animais sob risco de extin\u00e7\u00e3o, atualmente, e que vive em quatro biomas: o Cerrado, a Mata Atl\u00e2ntica, a Amaz\u00f4nia e o Pantanal.<\/p>\n<p>Em 1981, Trent criava a\u00a0<em>Focus Tour Environmentally Responsible Travel<\/em>, empresa de ecoturismo, passando a oferecer passeios de contempla\u00e7\u00e3o de animais da regi\u00e3o. Naquela \u00e9poca, estabeleceu rela\u00e7\u00e3o com o fazendeiro Lerinho de Arruda Falc\u00e3o, que abriu as portas da propriedade para a observa\u00e7\u00e3o de araras-azuis.<\/p>\n<p>Conforme relata Trent, por\u00e9m, o fazendeiro e sua fam\u00edlia matavam on\u00e7as, sob a justificativa de que precisavam proteger o gado que criavam. Com a maior proximidade entre os dois, convenceu Lerinho a parar com a matan\u00e7a e a entrar para o ramo de ecoturismo.<\/p>\n<p>Atualmente, a Reserva Ecol\u00f3gica do Jaguar deriva do trabalho de 50 fam\u00edlias. Para o projeto, foram feitas diversas capacita\u00e7\u00f5es de membros da comunidade, para que se tornassem guias e equipes de hospedagem profissionais. Uma das atividades desenvolvidas para toc\u00e1-lo adiante foi envolv\u00ea-las em levantamentos da fauna local, j\u00e1 que estavam mais familiarizadas com os animais.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\"><img loading=\"lazy\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Douglas Trent\/Instituto Sustentar\/Direitos Reservados\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/IpEPQ84CJtL1nYGhgQat_km1HS4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/douglas5.jpg?itok=8ZcU1JZx\" alt=\"Bichos do Pantanal, Instituto Sustentar\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Bichos do Pantanal, Instituto Sustentar &#8211;\u00a0<strong>Douglas Trent\/Instituto Sustentar\/Direitos Reservados<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Trent diz que um dos aspectos centrais para avan\u00e7ar na conscientiza\u00e7\u00e3o das pessoas foi entender o contexto socioecon\u00f4mico em que a comunidade vivia. \u201cEu percebi que um dos problemas quanto \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da natureza \u00e9 a pobreza. Se vou trabalhar com a natureza, tenho que trabalhar para reduzir a pobreza\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s criar a operadora de turismo, surgiu o Instituto Sustentar, organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental, com sede em Belo Horizonte e filial em C\u00e1ceres (MT), ao qual Trent se dedica atualmente. A reserva, por sua vez, est\u00e1 sob responsabilidade da fam\u00edlia Falc\u00e3o. Trent tamb\u00e9m \u00e9 mentor do projeto Bichos do Pantanal, do Instituto Sustentar, desenvolvido no \u00e2mbito no programa Petrobras Socioambiental, desde 2012, e que conta com uma rede de coopera\u00e7\u00e3o com lideran\u00e7as locais.<\/p>\n<p>A diretora executiva do Instituto Sustentar, Jussara Utsch, diz que a ajuda de profissionais de outros pa\u00edses deve ser valorizada. &#8220;\u00c0s vezes, n\u00f3s, brasileiros, estigmatizamos um pouco, mas a verdade \u00e9 que a gente precisa valorizar um pouco essa vis\u00e3o internacional, que pode estar nos ajudando aqui&#8221;, defende.<\/p>\n<p>Eduardo Arruda, que administra a pousada da Reserva Ecol\u00f3gica do Jaguar, ap\u00f3s o falecimento do pai, conta uma dos primeiros aprendizados sobre a prote\u00e7\u00e3o da natureza. &#8220;A primeira coisa que o Douglas me falou, h\u00e1 muitos anos, foi: \u00e9 o pa\u00eds com a maior biodiversidade do planeta, mas h\u00e1 desconex\u00e3o do brasileiro com a pr\u00f3pria natureza.&#8221;<\/p>\n<h2>Amaz\u00f4nia extraordin\u00e1ria<\/h2>\n<p>No baixo Rio Negro, Amazonas, outra iniciativa fez reverberar discursos fundamentais em torno da preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Trata-se da Poranduba Amaz\u00f4nia, reserva de desenvolvimento sustent\u00e1vel do Rio Negro, que fica em frente ao Arquip\u00e9lago de Anavilhanas, um dos maiores do mundo, e abrange duas comunidades: a Tumbira e a Santa Helena do Ingl\u00eas, cada uma com 30 fam\u00edlias, aproximadamente.<\/p>\n<p>&#8220;Poranduba&#8221; \u00e9 uma express\u00e3o ind\u00edgena, que significa &#8220;hist\u00f3rias fant\u00e1sticas&#8221; contadas entre os povos da Amaz\u00f4nia, incluindo contos, f\u00e1bulas e mitos. Tamb\u00e9m remete a &#8220;rela\u00e7\u00e3o&#8221;, &#8220;sentir&#8221;, &#8220;escutar&#8221;.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\"><img loading=\"lazy\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Bruno Mangolini\/Poranduba Amaz\u00f4nia\/Direitos Reservados\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/eF8REiDfKzOcZ9B8RSJMr-G_rfM=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/poranduba_-_bruno_mangolini3_0.jpeg?itok=I0s2qI9P\" alt=\"Poranduba, Amaz\u00f4nia\" width=\"640\" height=\"812\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Poranduba, Amaz\u00f4nia &#8211;\u00a0<strong>Bruno Mangolini\/Poranduba Amaz\u00f4nia\/Direitos Reservados<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O psic\u00f3logo Bruno Mangolini morava na capital paulista, quando decidiu que sua vida devia tomar outro rumo, bem distante da zona urbana e do sudeste do Brasil. Em 2017, fez as malas e se mudou para a regi\u00e3o, depois de sua companheira, que atuava em projetos nos arredores, adquirir uma casa.<\/p>\n<p>J\u00e1 estava ali havia algum tempo, at\u00e9 que uma comunidade vizinha \u00e0 sua lan\u00e7ou a ideia de que poderiam gerar renda com atividades tur\u00edsticas. Mangolini sentiu que poderia fazer a ponte entre moradores e turistas, em virtude de sua experi\u00eancia com viagens. A partir da\u00ed, a comunidade passou a discutir quais servi\u00e7os poderia oferecer, quem estaria envolvido com cada atividade e como se daria a remunera\u00e7\u00e3o dos participantes.<\/p>\n<p>Em 2019, o projeto se concretizou. Segundo Mangolini, das cerca de 30 pessoas que comp\u00f5em a equipe, a maioria tem baixa renda e precisa do turismo para ter uma qualidade de vida melhor. Tudo \u00e9 decidido coletivamente, inclusive a aplica\u00e7\u00e3o de recursos obtidos e que podem ser usados para melhorias na estrutura que atende a comunidade. &#8220;A gente tem esse compromisso de ir al\u00e9m do turismo, mas n\u00e3o s\u00f3, de fazer o turismo ser um vetor do desenvolvimento local, estimulando pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, tanto pelos moradores como pelos visitantes. E esperamos, al\u00e9m de gerar renda, conseguir melhorar a infraestrutura da comunidade, porque, como estamos isolados, o poder p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 muito atuante para resolver problemas b\u00e1sicos, como \u00e1gua, luz e outras coisas&#8221;, comenta, pontuando que o transporte na regi\u00e3o \u00e9 feito de barco.<\/p>\n<p>Um dos trabalhadores da reserva, Roberto Brito, conhecido como Roberto Tumbira, era madeireiro antes de come\u00e7ar a atuar no projeto. Ele seguiu os passos dos av\u00f3s, tanto maternos quanto paternos, e do pai, que n\u00e3o teve condi\u00e7\u00f5es de estudar. Todos eles, conta, acabaram indo para esse ramo, ilegal, porque &#8220;o que se tinha para fazer era trabalhar na esta\u00e7\u00e3o de madeira&#8221;.<\/p>\n<p>Brito comenta que a transi\u00e7\u00e3o de perspectivas teve in\u00edcio em 2008, quando a comunidade em que vive passou a ter contato com o conceito de sustentabilidade e de preserva\u00e7\u00e3o ambiental, com oficinas promovidas pelo governo amazonense. &#8220;Eu era uma das pessoas que olhavam a floresta derrubada como forma de sustento e trabalhei mais de 26 anos tirando madeira&#8221;, reconhece.<\/p>\n<p>&#8220;Coletivamente, era mais f\u00e1cil resolver as coisas. Na \u00e9poca, nossas reivindica\u00e7\u00f5es eram muito por educa\u00e7\u00e3o da comunidade e legaliza\u00e7\u00e3o da nossa \u00e1rea [de atividade], que era a madeira. S\u00f3 que, gra\u00e7as a Deus, as coisas foram ter outro rumo. A educa\u00e7\u00e3o chegou na nossa comunidade e eu ainda com esp\u00edrito de madeireiro, querendo a legaliza\u00e7\u00e3o. Quando a educa\u00e7\u00e3o chegou, foi abrindo muita clareza, oportunidade pra gente ver como o mundo seria se vivesse de modo sustent\u00e1vel.&#8221;<\/p>\n<p>Desde 2011, Brito come\u00e7ou a trabalhar com turismo. &#8220;Tenho dois filhos adultos, na \u00e9poca eram pequenos. Eu pensava: se n\u00e3o tiver educa\u00e7\u00e3o, o meu filho vai ser mais um madeireiro, clandestino, como meu pai&#8221;, diz ele.<\/p>\n<h2>Quilombos e a preserva\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Em Taubat\u00e9, interior de S\u00e3o Paulo, a t\u00e9cnica em turismo e historiadora Solange Barbosa \u00e9 uma das mulheres que compartilham experi\u00eancias pela Rota da Liberdade, da qual \u00e9 presidente. Com uma equipe de cinco pessoas e parceiros, o projeto tem como objetivo promover a\u00e7\u00f5es de turismo em comunidades negras tradicionais e foi considerado um dos dez melhores projetos de geoturismo do mundo, pela National Geographic, em 2009.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da Rota da Liberdade, os turistas t\u00eam a oportunidade de escutar a hist\u00f3ria revisada de pessoas escravizadas do interior paulista. Conforme explicou Solange, em entrevista, pesquisadores de \u00e1reas como antropologia, sociologia e hist\u00f3ria t\u00eam bastante interesse nos roteiros, que foram adaptados para atender especificamente a esse grupo, al\u00e9m de outros existentes, que incluem gastronomia t\u00edpica e demais passeios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\"><img loading=\"lazy\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Solange Barbosa\/Rota da Liberdade\/Direitos Reservados\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/v0VJNGAn_Y2hzzl7YA9zPIPNjtw=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/solange_barbosa_-_roda_dagua_no_quilombo_da_fazenda_-_ubatuba_0.jpeg?itok=xYwxE72i\" alt=\"Roda d'\u00e1gua no Quilombo da Fazenda\" width=\"640\" height=\"349\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Roda d&#8217;\u00e1gua no Quilombo da Fazenda &#8211;\u00a0<strong>Solange Barbosa\/Rota da Liberdade\/Direitos Reservados<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Solange relata que o princ\u00edpio de tudo foi uma ideia que surgiu ainda nos tempos de faculdade, que acabou sendo aprimorada e apresentada \u00e0 Secretaria de Turismo e Cultura do munic\u00edpio, com ajustes sugeridos por seus professores. Ela, que j\u00e1 foi consultora do programa Rota do Escravo, da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco), menciona que o grupo apresenta aos visitantes um arquivo hist\u00f3rico que documenta a presen\u00e7a de ind\u00edgenas na regi\u00e3o e tamb\u00e9m a chegada de africanos, no s\u00e9culo 17.<\/p>\n<p>\u201cTem muitos p\u00fablicos diferenciados que buscam a informa\u00e7\u00e3o. A hist\u00f3ria do negro ainda est\u00e1 sendo contada no Brasil. A gente tinha uma hist\u00f3ria oficial, de que todo negro era escravo e que todo escravo vinha da \u00c1frica. Pronto. E a gente tem vivido, nos \u00faltimos 10, 12 anos, uma busca de outras narrativas. Os documentos hist\u00f3ricos, arqueol\u00f3gicos, est\u00e3o revelando essas outras hist\u00f3rias, e a gente est\u00e1 usando isso pra contar tamb\u00e9m\u201d, diz.<\/p>\n<p>Solange cita ainda o roteiro pedag\u00f3gico Saberes do Ch\u00e3o, com visitas a um quilombo. \u201cA gente traz o turista para uma viv\u00eancia real, com pessoas reais, distante daquela coisa que foi contada nos livros. O quilombo \u00e9 um valhacouto [ref\u00fagio] de escravos fugidos, isso est\u00e1 l\u00e1 em 1700, \u00e9 o que est\u00e1 escrito. A\u00ed, a gente mostra o que \u00e9 realmente um quilombo, o que \u00e9 uma comunidade quilombola, o quanto a sua \u00e1rea est\u00e1 preservada justamente pela sua a\u00e7\u00e3o, pela sua pr\u00f3pria presen\u00e7a\u201d, finaliza Solange.<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"alt-font font-italic my-2 small text-info\">Edi\u00e7\u00e3o: Kelly Oliveira<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projetos em todo o pa\u00eds estimulam desenvolvimento sustent\u00e1vel O turismo de base comunit\u00e1ria, que envolve<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Projetos em todo o pa\u00eds estimulam desenvolvimento sustent\u00e1vel O turismo de base comunit\u00e1ria, que envolve","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139268"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139268"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139268\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":139269,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139268\/revisions\/139269"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}