{"id":139223,"date":"2021-01-03T13:15:30","date_gmt":"2021-01-03T16:15:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=139223"},"modified":"2021-01-03T13:15:30","modified_gmt":"2021-01-03T16:15:30","slug":"programa-de-conservacao-salva-especie-de-tartaruga-a-beira-da-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/programa-de-conservacao-salva-especie-de-tartaruga-a-beira-da-extincao\/","title":{"rendered":"Programa de conserva\u00e7\u00e3o salva esp\u00e9cie de tartaruga \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p data-raofz=\"18\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-139224\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-1.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-1.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/tartaruga-1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p data-raofz=\"18\">Uma vez considerada extinta, a tartaruga telhado birmanesa (<em>Batagur Trivittata<\/em>) foi trazida de volta da beira da extin\u00e7\u00e3o por um ambicioso programa de conserva\u00e7\u00e3o, Agora, quase 30 anos ap\u00f3s sua redescoberta na natureza, os cientistas finalmente come\u00e7aram a descrever os filhotes dessa tartaruga de rio pouco conhecida.<\/p>\n<p data-raofz=\"18\">Fotos e descri\u00e7\u00f5es dos filhotes e dos ovos, bem como alguma informa\u00e7\u00e3o de contexto sobre a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie foi publicada recentemente na revista Zootaxa por cientistas da Sociedade de Conserva\u00e7\u00e3o da Vida Selvagem (WCS na sigla em ingl\u00eas), de Mianmar, da Alian\u00e7a pela Sobreviv\u00eancia das Tartarugas (TSA na sigla em ingl\u00eas), da Conserva\u00e7\u00e3o da Vida Selvagem Global e da Universidade de Georgetown.<\/p>\n<p data-raofz=\"18\">A tartaruga telhado birmanesa \u00e9 a segunda esp\u00e9cie mais criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o no mundo. Antes abundante, a ca\u00e7a e a superexplora\u00e7\u00e3o dos ovos levaram a popula\u00e7\u00e3o a uma quase extin\u00e7\u00e3o, com o conhecimento da exist\u00eancia de apenas cinco ou seis f\u00eameas adultas e dois machos adultos na natureza atualmente.<\/p>\n<p data-raofz=\"18\">A esp\u00e9cie foi considerada extinta at\u00e9 2001, quando pesquisadores encontraram um casco de uma tartaruga recentemente morta em uma vila ao longo do rio Dokhtawady, em Mianmar. Logo depois, um colecionador de tartarugas dos Estados Unidos encontrou um exemplar vivo em um mercado de vida selvagem na China.<\/p>\n<p data-raofz=\"18\">Encorajados por essas descobertas, pesquisadores conduziram pesquisas de campo para encontrar a popula\u00e7\u00e3o na natureza. Depois de seguir descri\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o local sobre \u201covos do tamanho de um pato\u201d, os pesquisadores encontraram tartarugas vivas em dois rios separados de Mianmar. No entanto, a popula\u00e7\u00e3o colapsou a um sussurro, com menos de 10 f\u00eameas adultas na natureza naquele tempo.<\/p>\n<p data-raofz=\"18\">\u201cA maior amea\u00e7a \u00e9 que h\u00e1 t\u00e3o poucos sobreviventes na natureza e, portanto, se houver um acidente, n\u00f3s perdemos uma grande parte da popula\u00e7\u00e3o\u201d, disse Steven Platt, primeiro autor do estudo e herpetologista de conserva\u00e7\u00e3o associado da WCS no sudeste asi\u00e1tico, ao Mongabay. \u201cCaso contr\u00e1rio, \u00e9 principalmente a pesca. Eu me preocupo com elas ficando presas em equipamentos de pesca e se afogando. E se n\u00f3s n\u00e3o monitor\u00e1ssemos, os ovos seriam coletados\u201d.<\/p>\n<p data-raofz=\"18\">Mais da metade das esp\u00e9cies de tartarugas e c\u00e1gados do mundo est\u00e3o amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o. A perda do habitat \u00e9 sua maior amea\u00e7a global, mas as tartarugas tamb\u00e9m enfrentam os perigos do com\u00e9rcio de animais de estima\u00e7\u00e3o, superconsumo como comida ou rem\u00e9dio, pesca, polui\u00e7\u00e3o, esp\u00e9cies invasoras e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p data-raofz=\"18\">Em um esfor\u00e7o para trazer a tartaruga telhado birmanesa de volta da beira da extin\u00e7\u00e3o, a WCS e a TSA em colabora\u00e7\u00e3o com o Minist\u00e9rio da Conserva\u00e7\u00e3o Ambiental e Florestal come\u00e7ou um programa, em 2007, para \u201cdar uma vantagem\u201d para a esp\u00e9cie. Pesquisadores e t\u00e9cnicos coletaram ovos de tartarugas selvagens e come\u00e7aram um programa de cria\u00e7\u00e3o em cativeiro.<\/p>\n<p data-raofz=\"18\">Agora, as tartarugas est\u00e3o geradas, chocadas e criadas em condi\u00e7\u00f5es protegidas da preda\u00e7\u00e3o por peixes grandes, p\u00e1ssaros e lagartos, ca\u00e7a ilegal e coleta de ovos. Esfor\u00e7os complementares de conserva\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o focados nas tartarugas selvagens remanescentes conhecidas: cinco a seis f\u00eameas adultas e somente dois machos vivendo em um trecho remoto do alto do rio Chindwin. Seus ninhos s\u00e3o monitorados e os ovos s\u00e3o coletados e incubados em uma instala\u00e7\u00e3o segura na vila de Limpha, na regi\u00e3o de Sagaingue, em Mianmar.<\/p>\n<p data-raofz=\"18\">A popula\u00e7\u00e3o do cativeiro agora se aproxima de mil tartarugas, e a esp\u00e9cie parece correr pouco perigo de uma extin\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica. O objetivo \u00e9 eventualmente libert\u00e1-las de volta para o habitat natural delas no rio Chindwin.<\/p>\n<p data-raofz=\"18\">Em 2015, a WCS e a TSA reintroduziram algumas tartarugas macho para a natureza, mas as tartarugas reintroduzidas podem ser dif\u00edceis de acompanhar e localizar no rio quando a esta\u00e7\u00e3o de chuvas chega, explica Platt. Por enquanto, o time est\u00e1 tentando uma estrat\u00e9gia diferente, mantendo algumas das tartarugas em gaiolas flutuantes no rio, como uma maneira de \u201clibera\u00e7\u00e3o suave\u201d. A expectativa \u00e9 de que uma vez que as tartarugas se acostumem com a \u00e1rea elas possam ser soltas e n\u00e3o dispersem para muito longe.<\/p>\n<p data-raofz=\"18\">\u201cA conserva\u00e7\u00e3o de tartaruga de rio \u00e9 realmente dif\u00edcil\u201d, disse Platt. \u201cC\u00e1gados podem se mover cerva de um quil\u00f4metro ou, normalmente, ficam apenas dentro de uns poucos hectares de onde n\u00f3s as soltamos, mas essas tartarugas, uma vez que elas est\u00e3o no rio, elas podem subir ou descer umas centenas de milhas se elas apenas continuarem a nadar. Ent\u00e3o, voc\u00ea sabe, a conserva\u00e7\u00e3o das tartarugas de rio \u00e9 um osso duro de roer\u201d.<\/p>\n<p data-raofz=\"18\">\u201cPor\u00e9m, o programa de cria\u00e7\u00e3o em cativeiro produziu cerca de 170 tartarugas por ano nos \u00faltimos dois anos\u201d, disse Platt. \u201cPortanto, as tartarugas est\u00e3o biologicamente seguras. Elas n\u00e3o v\u00e3o ser extintas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma vez considerada extinta, a tartaruga telhado birmanesa (Batagur Trivittata) foi trazida de volta da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma vez considerada extinta, a tartaruga telhado birmanesa (Batagur Trivittata) foi trazida de volta da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139223"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139223"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139223\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":139225,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139223\/revisions\/139225"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}