{"id":139103,"date":"2020-12-31T10:42:31","date_gmt":"2020-12-31T13:42:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=139103"},"modified":"2020-12-31T10:42:31","modified_gmt":"2020-12-31T13:42:31","slug":"ilhas-do-alasca-podem-pertencer-a-um-unico-vulcao-gigante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ilhas-do-alasca-podem-pertencer-a-um-unico-vulcao-gigante\/","title":{"rendered":"Ilhas do Alasca podem pertencer a um \u00fanico vulc\u00e3o gigante"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/vulcao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-139104\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/vulcao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/vulcao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/vulcao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>An\u00e1lise preliminar de um conjunto de ilhas remotas sugere que pequenos vulc\u00f5es antes considerados independentes podem ser, na realidade, um \u00fanico vulc\u00e3o gigante.<\/h2>\n<p>Um conjunto de ilhas vulc\u00e2nicas na costa sul do Alasca pode constituir um \u00fanico vulc\u00e3o gigante, de acordo com evid\u00eancias apresentadas no encontro de fim de ano da\u00a0<a href=\"https:\/\/agu.confex.com\/agu\/fm20\/webprogram\/Paper746451.html\">Uni\u00e3o Geof\u00edsica Americana<\/a>. Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel que o vulc\u00e3o gigante rec\u00e9m-descoberto tenha entrado em erup\u00e7\u00e3o uma vez, em uma explos\u00e3o maior que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/2020\/05\/mount-st-helens-isnt-where-should-be-scientists-may-finally-know-why\/\">a erup\u00e7\u00e3o catacl\u00edsmica de 1980 do Monte Santa Helena<\/a>.<\/p>\n<p>O grande vulc\u00e3o em quest\u00e3o \u00e9 marcado por um conjunto semicircular de picos nas Ilhas Aleutas, arquip\u00e9lago conhecido como as\u00a0<a href=\"https:\/\/www.geology.cwu.edu\/IFM\/IFM\/About_the_islands.html\">Ilhas das Quatro Montanhas<\/a>\u00a0(IFM). Considerados vulc\u00f5es independentes por muito tempo, os seis picos \u2014 incluindo Herbert, Carlisle, Cleveland, Tana, Uliaga e Kagamil \u2014 podem compreender uma s\u00e9rie de aberturas conectadas ao longo da borda de uma caldeira vulc\u00e2nica muito maior.<\/p>\n<p>Mesmo que a hip\u00f3tese seja confirmada, os resultados n\u00e3o necessariamente preveem uma futura cat\u00e1strofe.<\/p>\n<p>\u201cEsse novo resultado da pesquisa n\u00e3o altera os riscos\u201d, conta John Power, geof\u00edsico do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico dos Estados Unidos e do Alaska Volcano Observatory, que apresentar\u00e1 a pesquisa no encontro da Uni\u00e3o Geof\u00edsica Americana (AGU). \u201cN\u00e3o prevemos algo perigoso com isso.\u201d<\/p>\n<p>Em busca do grande vulc\u00e3o<\/p>\n<p>Os cientistas n\u00e3o procuraram evid\u00eancias da forte explos\u00e3o a primeira vez que navegaram para as Ilhas das Quatro Montanhas em 2014. Em vez disso, focaram na arqueologia da regi\u00e3o. Um segundo grupo fez uma expedi\u00e7\u00e3o nos dois anos seguintes para observar as placas tect\u00f4nicas dos vulc\u00f5es.<\/p>\n<p>Os pesquisadores analisaram a geologia local e empregaram diversas tecnologias para estudar a regi\u00e3o, incluindo sism\u00f4metros para detectar leves tremores e an\u00e1lises qu\u00edmicas para compreender a composi\u00e7\u00e3o de gases que saem do solo. No entanto, conforme estudavam os dados, observaram caracter\u00edsticas intrigantes que, s\u00f3 recentemente, perceberam que poderiam estar relacionadas a uma enorme e antiga erup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O primeiro fator foi o curioso formato de meia-lua do conjunto de vulc\u00f5es das Ilhas das Quatro Montanhas. Uma explica\u00e7\u00e3o poderia ser uma caldeira.<\/p>\n<p>Caldeiras s\u00e3o formadas quando um grande reservat\u00f3rio de magma esvazia de repente e o solo sobrejacente desmorona, criando uma vasta depress\u00e3o na superf\u00edcie da Terra com cerca de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.usgs.gov\/volcanoes\/glossary#:~:text=Term%3A-,Caldera,Cinder%20cone\">um a 50 quil\u00f4metros<\/a>. A forma\u00e7\u00e3o de uma caldeira produz uma s\u00e9rie de fraturas pelas quais o magma pode se infiltrar e chegar \u00e0 superf\u00edcie, de modo que conjuntos vulc\u00e2nicos s\u00e3o comuns em torno de suas bordas ou centros.<\/p>\n<p>Nesse caso, os pesquisadores suspeitaram que os vulc\u00f5es das Ilhas das Quatro Montanhas possam representar uma s\u00e9rie de estruturas geol\u00f3gicas conectadas em torno de uma poss\u00edvel caldeira de 20 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, que acreditam estar centenas de metros abaixo da superf\u00edcie das \u00e1guas geladas do Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>\u201cIsso seria um problema simples se fosse em terra\u201d, diz\u00a0<a href=\"https:\/\/dtm.carnegiescience.edu\/people\/diana-c-roman\">Diana Roman<\/a>, vulcan\u00f3loga do Carnegie Institution for Science e uma das principais investigadoras do projeto. \u201cMas est\u00e1 debaixo d\u2019\u00e1gua, o que torna tudo muito mais dif\u00edcil.\u201d<\/p>\n<p>Outro fator foi a descoberta de rochas conhecidas como ignimbritos soldados. Esses materiais se formam quando uma grande erup\u00e7\u00e3o gera cinzas vulc\u00e2nicas escaldantes t\u00e3o espessas que os gr\u00e3os se fundem em rocha s\u00f3lida, explica Pete Stelling, que participou da temporada de pesquisas de 2015, mas n\u00e3o participou da nova an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Estimulada por esses dados intrigantes, a equipe come\u00e7ou a \u201caprofundar as pesquisas\u201d, como diz Roman, para encontrar outras informa\u00e7\u00f5es que ajudariam a explicar o fen\u00f4meno. Eles coletaram uma s\u00e9rie de evid\u00eancias, incluindo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/0377027386900156\">anomalias gravim\u00e9tricas<\/a>\u00a0de dados de sat\u00e9lite e levantamentos batim\u00e9tricos que foram conduzidos na \u00e1rea logo ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial. Embora n\u00e3o seja de alta resolu\u00e7\u00e3o, o mapeamento do fundo do mar indica v\u00e1rios cumes arredondados e uma depress\u00e3o com mais de 121 metros de profundidade que poderia ser parte de uma caldeira.<\/p>\n<p>Se as suspeitas forem confirmadas, a equipe acredita que a poss\u00edvel bacia subaqu\u00e1tica pode ter sido formada por uma explos\u00e3o vulc\u00e2nica que poderia ser chamada de \u201csupererup\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQualquer uma dessas evid\u00eancias \u00e9 question\u00e1vel\u201d, diz Power. \u201cPor\u00e9m, \u00e0 medida que mais evid\u00eancias se alinham, temos um argumento mais forte.\u201d<\/p>\n<p>Grande explos\u00e3o, mas n\u00e3o a maior<\/p>\n<p>A equipe adverte que ainda existem muitas inc\u00f3gnitas sobre a estrutura. Por um lado, eles ainda n\u00e3o t\u00eam certeza sobre o tamanho da caldeira e n\u00e3o sabem se ela foi formada por uma grande explos\u00e3o ou por diversas erup\u00e7\u00f5es menores.<\/p>\n<p>Mesmo se formada por um \u00fanico evento, teria sido uma explos\u00e3o m\u00e9dia em compara\u00e7\u00e3o a outras ao redor do mundo de acordo com a hist\u00f3ria geol\u00f3gica, observa Roman. Por exemplo, um c\u00e1lculo aproximado definiria a explos\u00e3o das Ilhas das Quatro Montanhas com cerca de um d\u00e9cimo do tamanho daquela que abalou o Yellowstone cerca de 640 mil anos atr\u00e1s, diz\u00a0<a href=\"http:\/\/ceoas.oregonstate.edu\/profile\/kent\/\">Adam Kent<\/a>, vulcan\u00f3logo da Universidade do Estado do Oregon que n\u00e3o integrou a equipe do estudo. \u201cPossivelmente seria uma mudan\u00e7a global\u201d, diz ele. \u201cMas n\u00e3o o fim do mundo.\u201d<\/p>\n<p>Ainda assim, a pesquisa preliminar fornece algumas pistas fascinantes para ajudar os cientistas a compreender melhor os potenciais riscos atuais e futuros nessa regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEssa pesquisa merece futuras investiga\u00e7\u00f5es\u201d, diz\u00a0<a href=\"http:\/\/myweb.facstaff.wwu.edu\/caplanj\/\">\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/myweb.facstaff.wwu.edu\/caplanj\/\">Jackie Caplan-Auerbach<\/a>, vulcan\u00f3loga e sism\u00f3loga da Universidade Western Washington, que n\u00e3o participou da pesquisa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00e1lise preliminar de um conjunto de ilhas remotas sugere que pequenos vulc\u00f5es antes considerados independentes<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":139104,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/vulcao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/vulcao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/vulcao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/vulcao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/vulcao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/vulcao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/vulcao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/vulcao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/vulcao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/vulcao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"An\u00e1lise preliminar de um conjunto de ilhas remotas sugere que pequenos vulc\u00f5es antes considerados independentes","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139103"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139103"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139103\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":139105,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139103\/revisions\/139105"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/139104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}