{"id":138849,"date":"2020-12-26T13:16:22","date_gmt":"2020-12-26T16:16:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=138849"},"modified":"2020-12-26T14:02:54","modified_gmt":"2020-12-26T17:02:54","slug":"maior-iceberg-do-mundo-esta-em-rota-de-colisao-com-ilha-da-georgia-do-sul-e-sua-vida-selvagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/maior-iceberg-do-mundo-esta-em-rota-de-colisao-com-ilha-da-georgia-do-sul-e-sua-vida-selvagem\/","title":{"rendered":"Maior iceberg do mundo est\u00e1 em rota de colis\u00e3o com ilha da Ge\u00f3rgia do Sul e sua vida selvagem"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/iceberg-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-138850\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/iceberg-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/iceberg-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/iceberg-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Cientistas temem que o iceberg seja uma \u201camostra do que est\u00e1 por vir\u201d com o aquecimento da Ant\u00e1rtida.<\/h2>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>O MAIOR\u00a0<em>ICEBERG<\/em>\u00a0do planeta amea\u00e7a parar em breve em um santu\u00e1rio intocado da fauna ant\u00e1rtica que abriga pinguins, focas e uma pequena popula\u00e7\u00e3o de baleias-azuis amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O\u00a0<em>iceberg<\/em>, denominado A68, se desprendeu da plataforma de gelo Larsen C na costa leste da Pen\u00ednsula Ant\u00e1rtida em 2017. Ele estava se deslocando lentamente para o norte at\u00e9 o in\u00edcio deste ano, quando uma corrente oce\u00e2nica rapidamente impulsionou-o para o Atl\u00e2ntico Sul.<\/p>\n<p>Com 152 quil\u00f4metros de comprimento e largura m\u00e1xima de 48 quil\u00f4metros, o\u00a0<em>iceberg<\/em>\u00a0possui uma \u00e1rea de mais de 3,8 mil quil\u00f4metros quadrados e uma extens\u00e3o de 150 a 180 metros sob a \u00e1gua. Imagens por sat\u00e9lite mostram que ele tem o formato de um punho cerrado com o dedo indicador apontando para cima.<\/p>\n<p>Cientistas preveem que o\u00a0<em>iceberg<\/em>, atualmente a cerca de 50 quil\u00f4metros da Ge\u00f3rgia do Sul, fique preso nas \u00e1guas rasas ao redor da ilha ou avance nos pr\u00f3ximos dias. Se acabar ficando parado, ainda n\u00e3o se sabe por quanto tempo ele pode continuar intacto e im\u00f3vel.<\/p>\n<p>\u201cSempre existe a possibilidade de ele seguir em dire\u00e7\u00e3o ao norte ou ent\u00e3o ficar ancorado por algum tempo\u201d, explica Chris Readinger, analista ant\u00e1rtico principal do Centro Nacional de Gelo dos Estados Unidos. \u201cAparentemente, a maior probabilidade \u00e9 que desvie para o sul da ilha.\u201d<\/p>\n<p>Segundo ele, imagens recentes mostram que o\u00a0<em>iceberg<\/em>\u00a0est\u00e1 come\u00e7ando a se dividir e os cientistas est\u00e3o acompanhando ansiosos para ver o que acontecer\u00e1 com ele.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o temos muitas informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas sobre\u00a0<em>icebergs<\/em>\u00a0como esse\u201d, esclarece Geraint Tarling, ecologista do British Antarctic Survey, instituto brit\u00e2nico de pesquisas na Ant\u00e1rtida. Ele descreve a forma\u00e7\u00e3o do A68 como um fen\u00f4meno natural, mas afirma que devido ao aquecimento global, especialmente na regi\u00e3o onde o\u00a0<em>iceberg<\/em>\u00a0se formou, ele pode ser \u201cuma amostra do que est\u00e1 por vir\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/002_a68_pho_2017316_lrg.webp?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/002_a68_pho_2017316_lrg.jpg?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/002_a68_pho_2017316_lrg.webp?w=1024&amp;h=683\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/002_a68_pho_2017316_lrg.jpg?w=1024&amp;h=683\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/002_a68_pho_2017316_lrg.webp?w=710&amp;h=474\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/002_a68_pho_2017316_lrg.jpg?w=710&amp;h=474\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"O A68 se desprendeu da plataforma de gelo Larsen C em julho de 2017. Esta imagem ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/002_a68_pho_2017316_lrg.webp?w=710&amp;h=474\" alt=\"O A68 se desprendeu da plataforma de gelo Larsen C em julho de 2017. Esta imagem ...\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>O A68 se desprendeu da plataforma de gelo Larsen C em julho de 2017. Esta imagem foi registrada durante um sobrevoo em 12 de novembro do mesmo ano. Durante tr\u00eas anos, o imenso\u00a0<em>iceberg<\/em>, maior que o territ\u00f3rio do Distrito Federal, derivou lentamente em dire\u00e7\u00e3o ao norte at\u00e9 que uma forte corrente oce\u00e2nica o impulsionou para o Oceano Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">JOHN SONNTAG, NASA<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<h3><strong>Linha do tempo do A68<\/strong><\/h3>\n<p>A Pen\u00ednsula Ant\u00e1rtida \u00e9 uma das regi\u00f5es da Terra que v\u00eam aquecendo mais rapidamente, e as plataformas de gelo da costa leste do continente est\u00e3o se desfazendo. A plataforma de gelo Larsen A, pr\u00f3xima ao extremo norte da pen\u00ednsula, desmoronou em 1995; a vizinha ao sul,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/news\/2017\/07\/larsen-ice-shelf-collapse-decline-maps\/\">Larsen B<\/a>, teve o mesmo destino registrado em impressionantes imagens por sat\u00e9lite em 2002.<\/p>\n<p>A Larsen C \u00e9 a plataforma seguinte e, de longe, a maior das tr\u00eas. Uma fissura grande e profunda surgiu em 2010 e continuou a crescer at\u00e9 julho de 2017, quando a plataforma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/news\/2017\/08\/antarctica-larsen-c-iceberg-climate-photography-science\/\">se rompeu<\/a>. Assim surgiu o\u00a0<em>iceberg<\/em>\u00a0A68 \u2014 um bloco de gelo maior que a \u00e1rea do Distrito Federal com uma massa de 10% do total da plataforma.<\/p>\n<p>Durante a maior parte de 2017, o\u00a0<em>iceberg<\/em>\u00a0n\u00e3o se movimentou muito. Mas em 2018 come\u00e7ou a ser carregado em dire\u00e7\u00e3o ao norte e girou v\u00e1rias vezes, de acordo com\u00a0<a href=\"https:\/\/www.scp.byu.edu\/iceberg\/A68tracking.html\">registros<\/a>\u00a0de rastreamento da Universidade Brigham Young. Ao longo de 2019, ele vagou rumo ao norte pelo Mar de Weddell do Oceano Ant\u00e1rtico at\u00e9 ser pego pela forte Corrente Circumpolar Ant\u00e1rtica, uma corrente oce\u00e2nica de sentido anti-hor\u00e1rio que rodeia o continente.<\/p>\n<p><em>Icebergs<\/em>\u00a0com o tamanho do A68 s\u00e3o t\u00e3o imensos e se estendem t\u00e3o profundamente oceano adentro que, \u00e0s vezes, \u00e9 necess\u00e1ria uma corrente muito forte para impulsion\u00e1-los. Ao longo de 2020, o A68 circulou para o norte e leste em ziguezague, eventualmente girando \u2014 mas avan\u00e7ando de forma constante em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Ge\u00f3rgia do Sul.<\/p>\n<p>\u201cProvavelmente n\u00e3o vai chegar mais perto\u201d, conta Readinger. \u201cO oceano no local tem cerca de 150 metros de profundidade e a [profundidade] do\u00a0<em>iceberg<\/em>\u00a0\u00e9 mais ou menos a mesma.\u201d<\/p>\n<p>O\u00a0<em>iceberg<\/em>\u00a0pode ficar detido nas \u00e1guas rasas do entorno da ilha, sem se chocar com a superf\u00edcie dela. Readinger observa que ele est\u00e1 flutuando em \u00e1guas mais quentes e \u00e9 prov\u00e1vel que esteja come\u00e7ando a se dividir.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 pequenos\u00a0<em>icebergs<\/em>\u00a0de aproximadamente 1,5 quil\u00f4metro de comprimento se soltando dele\u201d, explica Readinger. \u201cN\u00e3o ficaria surpreso se um grande peda\u00e7o se separasse e o cham\u00e1ssemos de A68d.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/003_larsen_dms_2017316_lrg.webp?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/003_larsen_dms_2017316_lrg.jpg?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/003_larsen_dms_2017316_lrg.webp?w=1024&amp;h=683\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/003_larsen_dms_2017316_lrg.jpg?w=1024&amp;h=683\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/003_larsen_dms_2017316_lrg.webp?w=710&amp;h=474\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/003_larsen_dms_2017316_lrg.jpg?w=710&amp;h=474\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Uma imagem do A68 de novembro de 2017 mostra as bordas \u00edngremes e escarpadas do iceberg. ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/003_larsen_dms_2017316_lrg.webp?w=710&amp;h=474\" alt=\"Uma imagem do A68 de novembro de 2017 mostra as bordas \u00edngremes e escarpadas do iceberg. ...\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Uma imagem do A68 de novembro de 2017 mostra as bordas \u00edngremes e escarpadas do\u00a0<em>iceberg<\/em>. Cientistas calculam que os picos tenham quase sete andares de altura, aproximadamente 30 metros. Enquanto o\u00a0<em>iceberg<\/em>\u00a0adentrava as \u00e1guas mais quentes do Atl\u00e2ntico em 2020, ele come\u00e7ou a se partir, gerando\u00a0<em>icebergs<\/em>\u00a0menores e erodindo lentamente.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">ICEBRIDGE DIGITAL MAPPING SYSTEM<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>Blocos do A68 se separaram nos \u00faltimos tr\u00eas anos, eles foram denominados A68b e A68c.<\/p>\n<p>\u201cEle est\u00e1 muito pr\u00f3ximo de parar, o que significa que vai atingir o fundo do mar. Se isso acontecer, ficar\u00e1 preso ou ent\u00e3o girar\u00e1 no sentido oposto\u201d, afirma David Long, diretor do centro de sensoriamento remoto da Universidade Brigham Young, um laborat\u00f3rio que rastreia movimentos de\u00a0<em>icebergs<\/em>. Long explica que ele talvez avance \u201ccome\u00e7ando pela ponta\u201d, o que pode ocasionar uma divis\u00e3o mais r\u00e1pida, e correntes oce\u00e2nicas podem for\u00e7ar o restante do\u00a0<em>iceberg<\/em>\u00a0a virar para \u00e1guas ao norte da Ge\u00f3rgia do Sul. Ele espera que gire para o leste antes de seguir para o norte.<\/p>\n<h3><strong>Uma amostra do que est\u00e1 por vir?<\/strong><\/h3>\n<p>Plataformas de gelo como a Larsen C s\u00e3o as termina\u00e7\u00f5es flutuantes de geleiras da superf\u00edcie. Com o avan\u00e7o das geleiras em dire\u00e7\u00e3o ao mar,\u00a0<em>icebergs<\/em>\u00a0surgem na extremidade oce\u00e2nica das plataformas de gelo. Em um mundo que n\u00e3o estivesse em aquecimento, esses processos naturais aconteceriam de forma equilibrada. A Larsen C existe h\u00e1 pelo menos 10 mil anos.<\/p>\n<p>Sua desintegra\u00e7\u00e3o em decorr\u00eancia do aquecimento global foi prevista pela primeira vez h\u00e1 mais de 40 anos \u2014 mas isso n\u00e3o significa que o aquecimento global tenha causado o surgimento do A68. \u201cAo falar algo sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, n\u00e3o se pode falar sobre um evento isolado\u201d, declara Kelly Brunt, geof\u00edsica da Universidade de Maryland. \u201cA mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 um jogo de estat\u00edsticas.\u201d<\/p>\n<p>Mas ela pode enviar mais\u00a0<em>icebergs<\/em>\u00a0para a Ge\u00f3rgia do Sul no futuro?<\/p>\n<p>Cerca de 90% dos\u00a0<em>icebergs<\/em>\u00a0que saem da Ant\u00e1rtida\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ua3WS8sPDL4&amp;feature=youtu.be\">se deslocam em sentido anti-hor\u00e1rio ao redor do continente<\/a>, ficando pr\u00f3ximos \u00e0 costa e entrando no Mar de Weddell; de onde eles s\u00e3o levados para o norte em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Ge\u00f3rgia do Sul, por uma regi\u00e3o que \u00e9 conhecida como \u201ccorredor dos\u00a0<em>icebergs<\/em>\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/004_nationalgeographic_2716139.webp?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/004_nationalgeographic_2716139.jpg?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/004_nationalgeographic_2716139.webp?w=1024&amp;h=683\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/004_nationalgeographic_2716139.jpg?w=1024&amp;h=683\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/004_nationalgeographic_2716139.webp?w=710&amp;h=474\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/004_nationalgeographic_2716139.jpg?w=710&amp;h=474\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Os elefantes-marinhos podem chegar a seis metros de comprimento e pesar at\u00e9 quatro toneladas. Cerca da ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/004_nationalgeographic_2716139.webp?w=710&amp;h=474\" alt=\"Os elefantes-marinhos podem chegar a seis metros de comprimento e pesar at\u00e9 quatro toneladas. Cerca da ...\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Os elefantes-marinhos podem chegar a seis metros de comprimento e pesar at\u00e9 quatro toneladas. Cerca da metade da popula\u00e7\u00e3o mundial de elefantes-marinhos-do-sul se reproduz na Ge\u00f3rgia do Sul, de acordo com o British Antarctic Survey.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">MACDUFF EVERTON, NATIONAL GEOGRAPHIC IMAGE COLLECTION<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>Em 2002, Long rastreou todos os\u00a0<em>icebergs<\/em>\u00a0que conseguiu identificar de 1978 at\u00e9 os dias atuais. O resultado foi um aumento exponencial do n\u00famero deles, aparentemente um ind\u00edcio das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Mas ao rastrear os\u00a0<em>icebergs<\/em>\u00a0at\u00e9 seus pontos de origem, ele descobriu que o aumento observado pode ter sido parte de um ciclo natural de crescimento e diminui\u00e7\u00e3o das plataformas de gelo. Em raz\u00e3o disso, embora os dados n\u00e3o evidenciassem que a culpa seria do aquecimento na regi\u00e3o, \u201cn\u00e3o descartaram que o aquecimento estaria contribuindo\u201d, esclarece ele.<\/p>\n<p>Quando o A68 se desprendeu da Larsen C em 2017, o British Antarctic Survey\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bas.ac.uk\/data\/our-data\/publication\/larsen-c-ice-shelf\/\">chegou a conclus\u00f5es parecidas<\/a>, afirmando que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem ter contribu\u00eddo, mas o ciclo de vida natural da plataforma de gelo tamb\u00e9m teve um papel importante.<\/p>\n<p>O colapso da Larsen B em 2002, no entanto, demonstrou como uma atmosfera em processo de aquecimento pode contribuir para um final abrupto desse ciclo. Po\u00e7as de \u00e1gua proveniente do gelo derretido se formaram na superf\u00edcie da Larsen B, e a \u00e1gua que penetrou no gelo ajudou a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=zIcLuiTt4f4\">despeda\u00e7ar a plataforma, criando uma esquadra de\u00a0<em>icebergs<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>Estudos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0034425718301263?via%3Dihub\">mais recentes<\/a>\u00a0realizados por Long juntamente com cientistas do Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo dos Estados Unidos sugerem que as plataformas de gelo remanescentes da Pen\u00ednsula Ant\u00e1rtida podem estar altamente vulner\u00e1veis a esse mecanismo de \u201chidrofratura\u201d. Com base nessa informa\u00e7\u00e3o, Long declara que \u201cpodemos esperar mais\u00a0<em>icebergs<\/em>\u00a0com a continua\u00e7\u00e3o do aquecimento\u201d.<\/p>\n<p>Quantos chegar\u00e3o t\u00e3o longe como o que se dirige \u00e0 Ge\u00f3rgia do Sul, \u00e9 uma outra quest\u00e3o. Mesmo que os\u00a0<em>icebergs<\/em>\u00a0se tornem mais comuns na regi\u00e3o, os do tamanho de um pa\u00eds como o A68 podem continuar sendo raros. Desde a d\u00e9cada de 1970, Readinger conta que o n\u00famero desses gigantes no corredor de\u00a0<em>icebergs<\/em>\u00a0n\u00e3o aumentou nem diminuiu de modo mensur\u00e1vel.<\/p>\n<p>E\u00a0<em>icebergs<\/em>\u00a0menores costumam se dividir antes de chegarem \u00e0 regi\u00e3o da Ge\u00f3rgia do Sul.<\/p>\n<p>\u201cEles precisam ser muito grandes para chegar [\u00e0 Ge\u00f3rgia do Sul]\u201d, esclarece Long. \u201c\u00c9 dif\u00edcil saber se haver\u00e1 um aumento.\u201d<\/p>\n<h3><strong>Uma amea\u00e7a \u00e0 vida selvagem<\/strong><\/h3>\n<p>Por ora, o A68 \u00e9 uma grande amea\u00e7a \u00e0 vida selvagem e \u00e0 biodiversidade marinha da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Grandes\u00a0<em>icebergs<\/em>\u00a0com quilhas profundas \u201cescavam o fundo do mar\u201d, conta Tarling. \u201cAlgo muito importante na Ge\u00f3rgia do Sul \u00e9 a incr\u00edvel diversidade do seu fundo mar\u00edtimo. \u00c9 uma diversidade equivalente \u00e0 das Ilhas Gal\u00e1pagos.\u201d<\/p>\n<p>No fundo do mar que rodeia a Ge\u00f3rgia do Sul, cientistas descobriram comunidades abundantes de ofiuroides, ouri\u00e7os-do-mar, minhocas e esponjas. Ele tamb\u00e9m abriga peixes e\u00a0<em>krill<\/em>\u00a0ant\u00e1rtico abundantes, uma parte essencial da cadeia alimentar que serve de alimento para focas, pinguins e diversas esp\u00e9cies de baleias.<\/p>\n<p>Os carism\u00e1ticos pinguins e focas da regi\u00e3o tamb\u00e9m sofrer\u00e3o se o\u00a0<em>iceberg<\/em>\u00a0ficar parado, pois ele poderia estabelecer uma barreira entre o solo e a \u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o desses animais na extremidade da plataforma costeira.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/005_nationalgeographic_2693233.webp?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/005_nationalgeographic_2693233.jpg?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/005_nationalgeographic_2693233.webp?w=1024&amp;h=682\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/005_nationalgeographic_2693233.jpg?w=1024&amp;h=682\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/005_nationalgeographic_2693233.webp?w=710&amp;h=473\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/005_nationalgeographic_2693233.jpg?w=710&amp;h=473\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Uma grande col\u00f4nia de pinguins-rei em um vale montanhoso na ilha da Ge\u00f3rgia do Sul. Se ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/005_nationalgeographic_2693233.webp?w=710&amp;h=473\" alt=\"Uma grande col\u00f4nia de pinguins-rei em um vale montanhoso na ilha da Ge\u00f3rgia do Sul. Se ...\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Uma grande col\u00f4nia de pinguins-rei em um vale montanhoso na ilha da Ge\u00f3rgia do Sul. Se o\u00a0<em>iceberg<\/em>\u00a0ficar parado pr\u00f3ximo \u00e0 costa, pode ser uma muralha mortal separando os pinguins do local onde eles se alimentam.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">ANDREW COLEMAN, NATIONAL GEOGRAPHIC IMAGE COLLECTION<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>\u201c\u00c9 um momento muito importante do ciclo de vida quando os adultos est\u00e3o alimentando os filhotes e precisam fazer pequenas viagens frequentes at\u00e9 as \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o\u201d, explica Tarling.<\/p>\n<p>Ele observa que mesmo se o\u00a0<em>iceberg<\/em>\u00a0se dividir, o conjunto de pequenos\u00a0<em>icebergs<\/em>\u00a0resultante ainda poderia bloquear o percurso de alimenta\u00e7\u00e3o dos animais.<\/p>\n<p>O A68, que cont\u00e9m centenas de milh\u00f5es de toneladas de \u00e1gua doce, em algum momento derreter\u00e1, tornando as condi\u00e7\u00f5es mais dif\u00edceis para formas de vida como algas e pl\u00e2ncton que se adaptaram \u00e0 \u00e1gua salgada.<\/p>\n<p>No final do m\u00eas de janeiro pr\u00f3ximo, uma equipe de cientistas do British Antarctic Survey ir\u00e1 das Ilhas Malvinas at\u00e9 o\u00a0<em>iceberg<\/em>\u00a0para analisar seus efeitos no ecossistema. Essa informa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 crucial para entender como o ecossistema mudar\u00e1 se o aquecimento causar o surgimento de mais\u00a0<em>icebergs<\/em>\u00a0no futuro.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas temem que o iceberg seja uma \u201camostra do que est\u00e1 por vir\u201d com o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":138850,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/iceberg-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/iceberg-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/iceberg-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/iceberg-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/iceberg-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/iceberg-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/iceberg-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/iceberg-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/iceberg-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/iceberg-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cientistas temem que o iceberg seja uma \u201camostra do que est\u00e1 por vir\u201d com o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138849"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=138849"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138849\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":138852,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138849\/revisions\/138852"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/138850"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=138849"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=138849"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=138849"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}