{"id":138666,"date":"2020-12-22T15:24:55","date_gmt":"2020-12-22T18:24:55","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=138666"},"modified":"2020-12-22T15:27:21","modified_gmt":"2020-12-22T18:27:21","slug":"o-plano-dos-cientistas-para-proteger-a-terra-de-microbios-extraterrestres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-plano-dos-cientistas-para-proteger-a-terra-de-microbios-extraterrestres\/","title":{"rendered":"O plano dos cientistas para proteger a Terra de micr\u00f3bios extraterrestres"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/cosmo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-138667\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/cosmo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/cosmo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/cosmo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u00c0 medida que mais materiais c\u00f3smicos s\u00e3o coletados por miss\u00f5es espaciais, as ag\u00eancias espaciais, por cautela, est\u00e3o construindo laborat\u00f3rios de biosseguran\u00e7a altamente seguros para isolar a preciosa carga.<\/h2>\n<p>EM UMA CLARA\u00a0manh\u00e3 de dezembro, uma equipe de cientistas acompanhou o retorno de uma bola luminosa no remoto deserto australiano para coletar materiais preciosos do espa\u00e7o sideral. A c\u00e1psula do tamanho de uma caixa de sapatos, parte da miss\u00e3o japonesa Hayabusa2, continha rochas e poeira de Ryugu, asteroide rico em carbono que provavelmente abriga os elementos de forma\u00e7\u00e3o da vida. Para manter a amostra intacta, a c\u00e1psula foi transferida rapidamente ao Centro de Curadoria de Amostras Extraterrestres da Ag\u00eancia de Explora\u00e7\u00e3o Aeroespacial do Jap\u00e3o (Jaxa), laborat\u00f3rio pr\u00f3ximo a T\u00f3quio projetado para evitar a contamina\u00e7\u00e3o de materiais c\u00f3smicos com organismos terrestres.<\/p>\n<p>Durante anos, as preocupa\u00e7\u00f5es com a prote\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria se concentraram em impedir a contamina\u00e7\u00e3o do sistema solar pela Terra \u2014 esterilizando ve\u00edculos espaciais e mantendo os astronautas sob estritos protocolos de quarentena. Contudo, \u00e0 medida que as ag\u00eancias espaciais de todo o mundo se preparam para coletar mais amostras de destinos como asteroides, a Lua e Marte, os cientistas cogitam cada vez mais a probabilidade inversa: e se trouxermos micr\u00f3bios extraterrestres \u00e0 Terra?<\/p>\n<p>No passado, os cientistas consideravam todas as amostras extraterrestres como poss\u00edveis riscos biol\u00f3gicos. A Nasa costumava colocar os astronautas da Apollo em quarentena ao retornarem de viagens pela superf\u00edcie lunar. \u00c0 medida que as amostras lunares eram examinadas, a ag\u00eancia concluiu que n\u00e3o continham vida e, assim, foram eliminados diversos desses protocolos de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Contudo, com a expans\u00e3o de diversas miss\u00f5es com o objetivo de coletar amostras, todo cuidado \u00e9 pouco. Nos \u00faltimos anos, os cientistas encontraram micro-organismos saud\u00e1veis capazes de sobreviver em locais cada vez mais in\u00f3spitos da Terra. Tard\u00edgrados min\u00fasculos, tamb\u00e9m conhecidos como ursos d\u2019\u00e1gua,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/invertebrates\/t\/tardigrades-water-bears\/\">podem sobreviver at\u00e9 no v\u00e1cuo do espa\u00e7o<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cPor exemplo, nas minas de ouro da \u00c1frica do Sul, ao perfurar uma rocha, \u00e0s vezes \u00e9 encontrado um reservat\u00f3rio de \u00e1gua que remonta a centenas de milhares de anos e cont\u00e9m micr\u00f3bios\u201d, afirma J. Andy Spry, cientista s\u00eanior do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.seti.org\/\">Instituto de Busca de Intelig\u00eancia Extraterrestre<\/a>. \u201cTendo luz e calor dispon\u00edveis, eles se desenvolvem.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m das novas amostras de Ryugu, uma sonda da Nasa recolher\u00e1 fragmentos do asteroide Bennu, que possui carbono, em 2023. Em fevereiro, o Perseverance, ve\u00edculo espacial da Nasa, deve pousar em uma regi\u00e3o de Marte que pode ter preservado vest\u00edgios de vida, se \u00e9 que j\u00e1 existiu no planeta vermelho. Basicamente, o ve\u00edculo espacial coletar\u00e1 e armazenar\u00e1 amostras de rochas marcianas que ser\u00e3o enviadas \u00e0 Terra \u2014 talvez transportando habitantes marcianos.<\/p>\n<p>\u201cAcreditamos que pode ter existido vida em Marte no passado\u201d, afirma Spry. \u201cAinda pode haver viabilidade de vida em reservat\u00f3rios sob a superf\u00edcie do planeta.\u201d<\/p>\n<p>Assim, uma coopera\u00e7\u00e3o entre ag\u00eancias espaciais de todo o mundo, como a Nasa, a Ag\u00eancia Japonesa de Explora\u00e7\u00e3o Aeroespacial (Jaxa) e a Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA), est\u00e3o construindo novos laborat\u00f3rios altamente seguros projetados para proteger a Terra de quaisquer micr\u00f3bios ou res\u00edduos org\u00e2nicos possivelmente trazidos por futuras miss\u00f5es espaciais. Esses laborat\u00f3rios associam tecnologias modernas de sala limpa com protocolos e equipamentos de biosseguran\u00e7a com alto n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o empregados por laborat\u00f3rios de doen\u00e7as infecciosas para manipular micro-organismos nocivos como o ebola e o SARS-CoV-2.<\/p>\n<p>\u201cA campanha de coleta de amostras de Marte, atualmente em andamento, prev\u00ea que as amostras coletadas pelo Perseverance sejam encapsuladas\u201d, explica Scott Hubbard, ex-vice-diretor de pesquisa do Centro de Pesquisa Ames da Nasa, no Vale do Sil\u00edcio na Calif\u00f3rnia, onde supervisionou programas de astrobiologia e miss\u00f5es a Marte.<\/p>\n<p>\u201cEm 2031, ao pousar no deserto de Utah, os recipientes com as amostras ser\u00e3o levados a uma instala\u00e7\u00e3o com o mais alto n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o de biosseguran\u00e7a.\u201d<\/p>\n<h3><strong>Quando os astronautas eram mantidos em quarentena<\/strong><\/h3>\n<p>Ao menos a Nasa pode usar o passado para buscar inspira\u00e7\u00e3o aos projetos atuais desses laborat\u00f3rios. Quando os astronautas da Apollo voltaram ap\u00f3s pisar na superf\u00edcie da Lua, seus trajes espaciais estavam cobertos por poeira lunar. A Nasa nunca havia estudado a composi\u00e7\u00e3o de rochas lunares intocadas, ent\u00e3o a ag\u00eancia considerou todas as part\u00edculas da superf\u00edcie lunar como um poss\u00edvel risco \u00e0 vida humana.<\/p>\n<p>As tripula\u00e7\u00f5es das miss\u00f5es Apollo 11, 12 e 14 foram mantidas em quarentena pela Nasa em um\u00a0<em>trailer<\/em>\u00a0AirStream modificado no conv\u00e9s do porta-avi\u00f5es que os retirou do oceano em sua c\u00e1psula flutuante. Uma vez em terra, um helic\u00f3ptero os levou ao Laborat\u00f3rio de Recebimentos Lunares no Centro Espacial Lyndon B. Johnson em Houston, Texas, o precursor das instala\u00e7\u00f5es atualmente em desenvolvimento em todo o mundo.<\/p>\n<p>No\u00a0<a href=\"https:\/\/www.lpi.usra.edu\/lunar\/documents\/lunarReceivingLabCr2004_208938.pdf\">Laborat\u00f3rio de Recebimentos Lunares<\/a>, cada tripula\u00e7\u00e3o passava seus primeiros 21 dias de volta \u00e0 Terra na \u00c1rea de Recep\u00e7\u00e3o de Tripulantes, isolada dentro de uma barreira biol\u00f3gica para evitar a \u201ccontamina\u00e7\u00e3o de regresso\u201d, express\u00e3o utilizada pela Nasa para a poss\u00edvel transmiss\u00e3o de microrganismos lunares na Terra. A instala\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m continha uma \u00c1rea de Opera\u00e7\u00e3o de Amostras, que abrigava caixas de luvas mantidas a v\u00e1cuo e equipamentos para an\u00e1lises biol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>A parte mais importante do esquema de biosseguran\u00e7a do Laborat\u00f3rio de Recebimentos Lunares era seu complexo sistema de v\u00e1cuo, cujo objetivo era impedir a entrada de contaminantes externos e a circula\u00e7\u00e3o ou sa\u00edda de poss\u00edveis micr\u00f3bios lunares. O elaborado projeto de bombas e v\u00e1lvulas, do tamanho de um \u00f4nibus de dois andares, continha sua pr\u00f3pria sala de armazenamento e inclu\u00eda um sistema de v\u00e1cuo de reserva em caso de falha do principal.<\/p>\n<p>Esse laborat\u00f3rio foi integrado posteriormente \u00e0 Diretoria Cient\u00edfica de Pesquisa e Explora\u00e7\u00e3o de Astromateriais (Ares), tamb\u00e9m no Centro Espacial Johnson, que cont\u00e9m amostras de poeira estelar, meteoritos e part\u00edculas de cometas, al\u00e9m das rochas lunares da Apollo. Todos esses materiais s\u00e3o armazenados em salas limpas de press\u00e3o positiva semelhantes \u00e0s utilizadas na ind\u00fastria de semicondutores. A press\u00e3o positiva faz com que o fluxo de ar circule sempre para fora da sala, de modo que o interior permane\u00e7a est\u00e9ril.<\/p>\n<p>No entanto esses sistemas s\u00e3o menos complexos do que os necess\u00e1rios para receber eventuais amostras de Marte e outras amostras novas porque n\u00e3o precisavam manter nenhum poss\u00edvel micr\u00f3bio confinado.<\/p>\n<p>Os laborat\u00f3rios em constru\u00e7\u00e3o \u201cbasicamente empregar\u00e3o um sistema de conten\u00e7\u00e3o dentro de mais conten\u00e7\u00e3o\u201d, esclarece Michael Calaway, contratado do Grupo de Engenharia Jacobs pela Nasa e l\u00edder de projeto de curadoria de amostras da Ares. Para essa empreitada, os projetistas est\u00e3o buscando conhecimento com os maiores laborat\u00f3rios de biosseguran\u00e7a da Terra.<\/p>\n<h3><strong>Construindo o laborat\u00f3rio mais seguro do mundo<\/strong><\/h3>\n<p>Em Boston, os Laborat\u00f3rios Nacionais de Doen\u00e7as Infecciosas Emergentes (NEIDL) entraram em isolamento. Uma contamina\u00e7\u00e3o de pat\u00f3genos colocou a instala\u00e7\u00e3o em alerta vermelho. Os pesquisadores e funcion\u00e1rios seguem as ordens de manter quarentena enquanto chegam os socorristas.<\/p>\n<p>Todos est\u00e3o calmos, afinal, sabem o que fazer \u2014 e a contamina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 real. \u00c9 uma simula\u00e7\u00e3o, faz parte do protocolo que mant\u00e9m o NEIDL em seguran\u00e7a e ajuda a manter sua distin\u00e7\u00e3o como um dos laborat\u00f3rios mais seguros do planeta.<\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o de Ronald Corely \u00e9 prever os piores cen\u00e1rios. Como diretor do NEIDL, Corely coordena equipes que implantam e executam todos os n\u00edveis envolvidos nos protocolos de seguran\u00e7a. H\u00e1 um plano em vigor para falta de energia, contamina\u00e7\u00f5es, ataques cibern\u00e9ticos \u2014 basicamente qualquer risco que a maioria dos leigos n\u00e3o consideraria \u2014 para todos os n\u00edveis de seus laborat\u00f3rios de biosseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Em sua busca para criar instala\u00e7\u00f5es para prote\u00e7\u00e3o da Terra, os projetistas da Nasa visitaram o NEIDL para estudar seus processos e os sistemas f\u00edsicos que mant\u00eam o laborat\u00f3rio herm\u00e9tico e seguro. Embora as atuais salas limpas da Nasa dependam de press\u00e3o positiva, a conten\u00e7\u00e3o de pat\u00f3genos requer o oposto: salas com press\u00e3o negativa que mant\u00eam a circula\u00e7\u00e3o de ar dentro da sala.<\/p>\n<p>Embora o Laborat\u00f3rio original de Recebimentos Lunares da Nasa tenha combinado ambos os sistemas, os protocolos de tecnologia e biosseguran\u00e7a tiveram muitos avan\u00e7os desde a d\u00e9cada de 1960. Os Centros de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as (CDC) dos Estados Unidos definiram seus\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cdc.gov\/labs\/BMBL.html\">n\u00edveis de requisitos de biosseguran\u00e7a<\/a>\u00a0na forma de c\u00f3digos somente em 1984, embora\u00a0<a href=\"https:\/\/fas.org\/pubs\/pir\/2011fall\/2011fall-bioagents.pdf\">esses centros tenham iniciado a discuss\u00e3o dessas pr\u00e1ticas em 1955<\/a>.<\/p>\n<p>No primeiro n\u00edvel, os pesquisadores manipulam bact\u00e9rias como a\u00a0<em>E. coli<\/em>, comumente encontrada em diversos locais, como alimentos contaminados e no intestino humano. Os cientistas desses laborat\u00f3rios utilizam equipamentos b\u00e1sicos de prote\u00e7\u00e3o individual e implementam pr\u00e1ticas de esteriliza\u00e7\u00e3o padr\u00e3o, como descontamina\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de todos os equipamentos e lavagem completa das m\u00e3os, para garantir que os micr\u00f3bios nocivos permane\u00e7am onde deveriam. \u00c0 exce\u00e7\u00e3o de algumas placas de sinaliza\u00e7\u00e3o de risco biol\u00f3gico e dos sistemas de ventila\u00e7\u00e3o especializados que mant\u00eam o ar dentro do laborat\u00f3rio, esses espa\u00e7os pareceriam comuns a qualquer estudante de biologia.<\/p>\n<p>Os laborat\u00f3rios do segundo n\u00edvel lidam com agentes discretamente mais perigosos, como o\u00a0<em>Staphylococcus aureus<\/em>, pat\u00f3geno oportunista tamb\u00e9m comum no microbioma do corpo humano. As pr\u00e1ticas de seguran\u00e7a e descontamina\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais rigorosas nesse n\u00edvel, mas est\u00e3o longe de ser extremas.<\/p>\n<p>\u201cNo terceiro n\u00edvel de biosseguran\u00e7a, s\u00e3o utilizados equipamentos de seguran\u00e7a completos\u201d, afirma Corely. \u201c\u00c9 utilizado um respirador.\u201d Os pesquisadores entram no espa\u00e7o passando por portas duplas com veda\u00e7\u00e3o a v\u00e1cuo. Por dentro, o laborat\u00f3rio lembra o de um curso de biologia da faculdade \u2014 com esta\u00e7\u00f5es de laborat\u00f3rio cobertas com protetores de vidro e ventila\u00e7\u00e3o superior. Mas \u201cno terceiro n\u00edvel, deve ser poss\u00edvel esterilizar e descontaminar tudo\u201d, explica ele. O SARS-CoV-2 \u00e9 mantido no terceiro n\u00edvel.<\/p>\n<p>O quarto n\u00edvel de biosseguran\u00e7a, o mais alto, \u00e9 reservado aos contaminantes mais letais, como o v\u00edrus ebola. Nesse n\u00edvel, o traje utilizado pelos cientistas \u00e9 o que Corely define como totalmente encapsulado por estar ligado a mangueiras que bombeiam o ar de fora da sala. Os cientistas e os micr\u00f3bios perigosos est\u00e3o totalmente separados por camadas de luvas, \u00f3culos de prote\u00e7\u00e3o e respiradores. S\u00e3o utilizadas camadas e mais camadas de precau\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Futuros centros de curadoria de amostras extraterrestres adotar\u00e3o o mesmo procedimento de um laborat\u00f3rio de n\u00edvel quatro. Os cientistas que estudam as rochas marcianas entrar\u00e3o nos laborat\u00f3rios com um conjunto completo de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o. Passar\u00e3o por portas hermeticamente fechadas a v\u00e1cuo para chegar a espa\u00e7os de trabalho especializados e projetados de forma rigorosa para manter os micr\u00f3bios em seu interior.<\/p>\n<p>J\u00e1 est\u00e3o em andamento os planos para conclus\u00e3o dessas instala\u00e7\u00f5es, embora, como ocorre em outras iniciativas de explora\u00e7\u00e3o espacial, demorar\u00e3o anos para que sejam concretizados e ainda poder\u00e3o ser feitos ajustes de projetos.<\/p>\n<p>A\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nap.edu\/read\/10138\/chapter\/8\">Instala\u00e7\u00e3o de Quarentena de Marte<\/a>, a primeira a armazenar poeira e rochas do planeta vermelho em Houston, Texas, poder\u00e1 acomodar astronautas que retornem de Marte at\u00e9 que a ag\u00eancia considere segura sua reintegra\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade. As \u00e1reas ser\u00e3o divididas em compartimentos e conter\u00e3o filtros Hepa. A ESA, que trabalha em coopera\u00e7\u00e3o com a Nasa no compartilhamento e curadoria de futuras amostras de Marte, est\u00e1 desenvolvendo suas pr\u00f3prias instala\u00e7\u00f5es an\u00e1logas em Viena, \u00c1ustria. As futuras instala\u00e7\u00f5es da Nasa poder\u00e3o at\u00e9 ser\u00a0<a href=\"https:\/\/ui.adsabs.harvard.edu\/abs\/2018cosp...42E.493C\/abstract\">m\u00f3veis e divididas em m\u00f3dulos<\/a>, semelhantes a seu antigo Laborat\u00f3rio de Recebimentos Lunares, por\u00e9m ter\u00e3o projetos leves e funcionais.<\/p>\n<p>Nenhum desses preparativos deve ser motivo de preocupa\u00e7\u00e3o. As ag\u00eancias est\u00e3o fazendo esse trabalho por excesso de cautela e n\u00e3o por medo de que micr\u00f3bios espaciais possam se espalhar pelo planeta.<\/p>\n<p>\u201cO filme\u00a0<em>O Enigma de Andr\u00f4meda<\/em>\u00a0\u00e9 apenas um bom filme de suspense\u201d, conta Hubbard. \u201cMas n\u00e3o h\u00e1 fundamento cient\u00edfico para quase nada que se passa no filme. A chance de algo assim ocorrer na realidade \u00e9 extremamente remota.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 medida que mais materiais c\u00f3smicos s\u00e3o coletados por miss\u00f5es espaciais, as ag\u00eancias espaciais, por<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":138667,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/cosmo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/cosmo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/cosmo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/cosmo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/cosmo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/cosmo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/cosmo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/cosmo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/cosmo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/cosmo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u00c0 medida que mais materiais c\u00f3smicos s\u00e3o coletados por miss\u00f5es espaciais, as ag\u00eancias espaciais, por","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138666"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=138666"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138666\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":138668,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138666\/revisions\/138668"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/138667"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=138666"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=138666"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=138666"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}