{"id":138494,"date":"2020-12-19T11:00:20","date_gmt":"2020-12-19T14:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=138494"},"modified":"2020-12-19T08:39:17","modified_gmt":"2020-12-19T11:39:17","slug":"este-video-mostra-como-raizes-de-plantas-competem-por-espaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/este-video-mostra-como-raizes-de-plantas-competem-por-espaco\/","title":{"rendered":"Este v\u00eddeo mostra como ra\u00edzes de plantas competem por espa\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/plantas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-138495\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/plantas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/plantas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/plantas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cPlantas n\u00e3o assinam contratos nem tecem acordos, mas aprendem a dividir recursos e mediar os conflitos que surgem com a vida em sociedade\u201d, diz\u00a0<a href=\"https:\/\/super.abril.com.br\/ciencia\/a-inteligencia-secreta-das-plantas\/\">a reportagem\u00a0<\/a><em>A vida secreta das plantas<\/em>, publicada na Super em maio de 2018. N\u00e3o \u00e9 exagero. Mesmo sem um neur\u00f4nio sequer, plantas s\u00e3o seres inegavelmente inteligentes. E t\u00eam que criar mecanismos sofisticados para coexistir com suas vizinhas, principalmente na hora de buscar por \u00e1gua e alimento.<\/p>\n<p>Um novo estudo, feito por pesquisadores do Museu de Ci\u00eancias Naturais de Madrid e publicado em dezembro\u00a0<a href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/370\/6521\/1197\">na revista\u00a0<em>Science<\/em><\/a>, investigou o principal desses mecanismos de boa vizinhan\u00e7a: o padr\u00e3o de crescimento das ra\u00edzes.<\/p>\n<p>Embora escondido por muitas camadas de solo, ele est\u00e1 longe de ser arbitr\u00e1rio. Quando duas plantas est\u00e3o bem pr\u00f3ximas uma das outras, elas conseguem orientar suas ramifica\u00e7\u00f5es por baixo da terra para evitar problemas com ra\u00edzes de terceiros. Foi o que os cientistas mostraram.<\/p>\n<ul>\n<li>Primeiro, o grupo criou um modelo matem\u00e1tico para estimar o padr\u00e3o de crescimento e volume normal das ra\u00edzes plantas, sem competi\u00e7\u00e3o. Depois, usaram o mesmo algoritmo para tentar prever como o vegetal se comporta quando tem algum vizinho.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A segunda parte do projeto foi colocar esse sistema de previs\u00e3o \u00e0 prova. O grupo plantou mudas de pimenta na estufa do museu para analisar como as ra\u00edzes de fato se comportavam nos dois cen\u00e1rios. Algumas delas ficaram solit\u00e1rias, e outras separadas de sua dupla por uma dist\u00e2ncia de 10 cent\u00edmetros.<\/p>\n<p>Para diferenciar os caminhos escolhidos por cada uma, os cientistas adicionaram tinta vermelha ao caule de uma das plantas e azul ao da outra. Assim, as ra\u00edzes produzidas identificavam a qual planta pertenciam. O resultado voc\u00ea pode assistir no v\u00eddeo abaixo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JU4mn_AJumI\" width=\"500\" height=\"281\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>O modelo criado pelos cientistas acertou em cheio. Quando reinava soberana, sem ningu\u00e9m por perto para tomar um pedacinho de solo para si, a pimenteira gerava um grande n\u00famero de ra\u00edzes na base do caule \u2013 mas, ao mesmo tempo, estendia seu alcance subterr\u00e2neo em todas as dire\u00e7\u00f5es, de forma sim\u00e9trica.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, isso mudou quando havia uma outra planta morando ao lado. Nesse caso, em vez de expandir seus dom\u00ednios, pimenteiras preferiam investir em novas ra\u00edzes quase sempre na \u00e1rea mais pr\u00f3xima do seu pr\u00f3prio caule. Al\u00e9m disso, o n\u00famero de filamentos de ra\u00edzes ficava menor conforme elas se aproximavam de ra\u00edzes vizinhas.<\/p>\n<p>Quanto mais pr\u00f3xima estava da sua dupla, mais ra\u00edzes a pimenteira criava. E essas ra\u00edzes tamb\u00e9m seguiam o mesmo padr\u00e3o: cresciam mais pr\u00f3ximas do caule da planta. Segundo os pesquisadores, essa \u00e9 uma forma de evitar a sobreposi\u00e7\u00e3o com a concorr\u00eancia \u2013 diminuindo a disputa e, por tabela, garantindo mais recursos.<\/p>\n<p>\u201cMas para que cientistas gastaram tempo estudando isso?\u201d, voc\u00ea, leitor, pode estar se perguntando. Saber o qu\u00e3o intrusas s\u00e3o as ra\u00edzes de uma planta pode ajudar a ci\u00eancia a criar variedades que j\u00e1 vem de f\u00e1brica prontas para se adaptar a grandes lavouras, por exemplo. Se uma vizinha j\u00e1 incomoda, imagina um canteiro cheio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPlantas n\u00e3o assinam contratos nem tecem acordos, mas aprendem a dividir recursos e mediar os<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":138495,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/plantas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/plantas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/plantas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/plantas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/plantas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/plantas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/plantas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/plantas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/plantas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/plantas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u201cPlantas n\u00e3o assinam contratos nem tecem acordos, mas aprendem a dividir recursos e mediar os","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138494"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=138494"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138494\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":138497,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138494\/revisions\/138497"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/138495"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=138494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=138494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=138494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}