{"id":138269,"date":"2020-12-14T16:20:49","date_gmt":"2020-12-14T19:20:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=138269"},"modified":"2020-12-14T16:20:49","modified_gmt":"2020-12-14T19:20:49","slug":"vacina-contra-coronavirus-e-aprovada-em-primeiro-estudo-com-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/vacina-contra-coronavirus-e-aprovada-em-primeiro-estudo-com-humanos\/","title":{"rendered":"Vacina contra coronavirus \u00e9 aprovada em primeiro estudo com humanos"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/covid-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-138270\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/covid-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/covid-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/covid-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Moderna Therapeutics recentemente ingressou na fase dois de seus ensaios cl\u00ednicos. Veja como as vacinas baseadas na tecnologia RNAm funcionam e o que significam os \u00faltimos desdobramentos.<\/h2>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>UM CANDIDATO PROMISSOR \u00e0 vacina contra o coronav\u00edrus superou um obst\u00e1culo importante na \u00faltima semana, quando a Moderna Therapeutics entrou na fase dois dos estudos cl\u00ednicos. A conquista sinaliza que a vacina \u00e0 base de RNAm da empresa foi aprovada nas verifica\u00e7\u00f5es iniciais de seguran\u00e7a e alcan\u00e7ou um marco importante ao aproximar o medicamento dos mercados p\u00fablico e comercial.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s quase cinco meses de mortes e paralisa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas provocadas pela pandemia da covid-19 em todo o mundo, as pessoas aguardam ansiosamente por algum sinal de esperan\u00e7a para que possam retornar \u00e0 vida como era antes. Isso explica, em parte, a recente agita\u00e7\u00e3o envolvendo os resultados da Moderna e seu mais avan\u00e7ado candidato, que saiu do laborat\u00f3rio da empresa em Cambridge, Massachusetts, para estudos em humanos em um tempo recorde de 63 dias.<\/p>\n<p>Em 18 de maio, a empresa de biotecnologia\u00a0<a href=\"https:\/\/investors.modernatx.com\/news-releases\/news-release-details\/moderna-announces-positive-interim-phase-1-data-its-mrna-vaccine\">anunciou descobertas preliminares<\/a>\u00a0de que indiv\u00edduos saud\u00e1veis haviam respondido \u00e0 sua vacina de RNAm produzindo \u201canticorpos neutralizantes\u201d. Os anticorpos s\u00e3o as principais sentinelas produzidas pelo sistema imunol\u00f3gico para prevenir infec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus. Especialistas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.statnews.com\/2020\/05\/19\/vaccine-experts-say-moderna-didnt-produce-data-critical-to-assessing-covid-19-vaccine\/\">foram r\u00e1pidos em apontar<\/a>\u00a0que os resultados se referem a apenas oito pessoas de um total de 45 que participam do estudo, que est\u00e1 sendo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.niaid.nih.gov\/news-events\/nih-clinical-trial-vaccine-covid-19-now-enrolling-older-adults\">conduzido pelo Instituto Nacional de Alergia e Doen\u00e7as Infecciosas dos Estados Unidos<\/a>. A empresa n\u00e3o divulgou informa\u00e7\u00f5es suficientes para avaliar se os participantes da primeira fase apresentaram respostas imunes protetoras, que, de acordo com imunologistas, envolvem mais do que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2020\/05\/07\/health\/coronavirus-antibody-prevalence.html\">a simples produ\u00e7\u00e3o de anticorpos<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/vaccine_ap_20120141516171.webp?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/vaccine_ap_20120141516171.jpg?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/vaccine_ap_20120141516171.webp?w=1024&amp;h=683\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/vaccine_ap_20120141516171.jpg?w=1024&amp;h=683\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/vaccine_ap_20120141516171.webp?w=710&amp;h=474\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/vaccine_ap_20120141516171.jpg?w=710&amp;h=474\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"O farmac\u00eautico Michael Witte (\u00e0 esquerda) aplica uma dose do medicamento em Rebecca Sirull na primeira ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/vaccine_ap_20120141516171.webp?w=710&amp;h=474\" alt=\"O farmac\u00eautico Michael Witte (\u00e0 esquerda) aplica uma dose do medicamento em Rebecca Sirull na primeira ...\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>O farmac\u00eautico Michael Witte (\u00e0 esquerda) aplica uma dose do medicamento em Rebecca Sirull na primeira fase de um estudo cl\u00ednico sobre uma poss\u00edvel vacina contra a covid-19, em 16 de mar\u00e7o de 2020. Sirull \u00e9 a terceira paciente a receber a dose no estudo do Instituto de Pesquisa em Sa\u00fade Kaiser Permanente Washington, em Seattle, um dos tr\u00eas centros do estudo de fase um.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">TED S. WARREN, AP PHOTO<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>Mas os detalhes apresentados pela Moderna, combinados com o \u00faltimo comunicado, sugerem que a empresa esteja caminhando para alcan\u00e7ar algo sem precedentes: licenciar a primeira vacina com tecnologia RNAm para uso humano.<\/p>\n<p>\u201cOs resultados s\u00e3o empolgantes porque possuem dados da primeira fase que demonstram que a vacina \u00e9 segura, o que \u00e9 muito importante\u201d, diz\u00a0<a href=\"https:\/\/pharmacy.uiowa.edu\/directory\/person\/aliasger-k-salem\">Ali Salem<\/a>, desenvolvedor de medicamentos e professor da Faculdade de Farm\u00e1cia da Universidade de Iowa, que n\u00e3o participou do estudo da Moderna.<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/clinicaltrials.gov\/ct2\/show\/NCT04405076\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estudo de fase dois<\/a>\u00a0envolver\u00e1 cerca de 600 participantes de 10 centros e oito estados. Os centros recrutaram participantes e, se forem eleg\u00edveis com base nos exames f\u00edsicos realizados, alguns receber\u00e3o imuniza\u00e7\u00f5es. A\u00a0<a href=\"https:\/\/investors.modernatx.com\/news-releases\/news-release-details\/moderna-announces-first-participants-each-age-cohort-dosed-phase\">Moderna confirmou por meio de um comunicado \u00e0 imprensa<\/a>\u00a0que os primeiros participantes em cada faixa et\u00e1ria do estudo \u2014 adultos abaixo e acima dos 55 anos \u2014 receberam doses do candidato desenvolvido pela empresa.<\/p>\n<p>\u201cNossos investigadores principais diriam facilmente que esses estudos s\u00e3o os mais importantes que j\u00e1 realizaram na vida\u201d, afirma Jaime Farra, diretor de marketing da Alliance for Multispecialty Research, que opera um centro do estudo em Newton, Kansas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/49692246187_c361535be4_k.webp?w=768&amp;h=635\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/49692246187_c361535be4_k.jpg?w=768&amp;h=635\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/49692246187_c361535be4_k.webp?w=1024&amp;h=846\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/49692246187_c361535be4_k.jpg?w=1024&amp;h=846\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/49692246187_c361535be4_k.webp?w=710&amp;h=587\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/49692246187_c361535be4_k.jpg?w=710&amp;h=587\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Uma c\u00e9lula humana (marrom-esverdeado) est\u00e1 gravemente infectada com part\u00edculas do v\u00edrus SARS-CoV-2 (rosa) isolado de um ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/49692246187_c361535be4_k.webp?w=710&amp;h=587\" alt=\"Uma c\u00e9lula humana (marrom-esverdeado) est\u00e1 gravemente infectada com part\u00edculas do v\u00edrus SARS-CoV-2 (rosa) isolado de um ...\" width=\"640\" height=\"529\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Uma c\u00e9lula humana (marrom-esverdeado) est\u00e1 gravemente infectada com part\u00edculas do v\u00edrus SARS-CoV-2 (rosa) isolado de um paciente. Essa imagem foi obtida e processada no Instituto Nacional de Alergia e Doen\u00e7as Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">COLORIZED SCANNING ELECTRON MICROGRAPH BY NATIONAL INSTITUTE OF ALLERGY AND INFECTIOUS DISEASES, NIH<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<h3><strong>Como surgiram as vacinas de RNAm<\/strong><\/h3>\n<p>Sempre que um micro-organismo infecta o corpo, nosso sistema imunol\u00f3gico se esfor\u00e7a para reconhec\u00ea-lo e formular um plano de resposta.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/health-and-human-body\/human-body\/searching-for-coronavirus-vaccine-how-would-it-work\/\">As vacinas tradicionais utilizam essa resposta<\/a>\u00a0por meio da introdu\u00e7\u00e3o, em nosso organismo, de v\u00edrus inteiros, por\u00e9m inativos, ou de suas prote\u00ednas inteiras, desencadeando uma rea\u00e7\u00e3o imune.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/2020\/04\/why-coronavirus-vaccine-could-take-way-longer-than-a-year\/\">Essas vacinas levam tempo para serem desenvolvidas<\/a>, em parte porque os cientistas precisam cultivar e inativar o micro-organismo todo ou suas prote\u00ednas, e fazem isso de forma bem espec\u00edfica.<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/www.genome.gov\/genetics-glossary\/messenger-rna\">RNA mensageiro<\/a>\u00a0\u00e9 um material gen\u00e9tico feito de \u00e1cido nucleico \u2014 o mesmo material que o nosso DNA \u2014 que percorre nossas c\u00e9lulas, dando instru\u00e7\u00f5es finais sobre quais prote\u00ednas construir para formar a arquitetura celular do corpo.\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.3390\/vaccines7020037\">No in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990<\/a>, os cientistas se perguntaram o que aconteceria se produzissem peda\u00e7os de DNA viral e RNAm e os injetassem em c\u00e9lulas humanas ou animais de laborat\u00f3rio. A esperan\u00e7a era que as c\u00e9lulas captassem os fragmentos gen\u00e9ticos, produzissem prote\u00ednas virais e acionassem uma resposta imune.<\/p>\n<p>Na teoria, esse m\u00e9todo permitiria aos cientistas acelerar as vacinas; em vez de semanas, um candidato poderia ficar pronto para testes em horas ou dias. Esses candidatos \u00e0 vacina tamb\u00e9m seriam mais flex\u00edveis e dur\u00e1veis contra v\u00edrus que tendem a evoluir por meio de muta\u00e7\u00f5es, como o coronav\u00edrus, influenza e HIV. Isso pode ajudar no desenvolvimento de uma vacina universal que seja eficaz contra v\u00e1rias cepas de um v\u00edrus, afirma Margaret Liu, presidente do conselho da Sociedade Internacional de Vacinas.<\/p>\n<p>Trinta anos atr\u00e1s, Liu estava entre o\u00a0<a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/30129778\/\">primeiro grupo de pesquisadores de laborat\u00f3rio<\/a>\u00a0a tentar utilizar vacinas de DNA e RNAm; seus primeiros resultados com uma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jstor.org\/stable\/2881215?seq=1\">vacina universal de DNA contra influenza foram os primeiros a demonstrar prote\u00e7\u00e3o e se mostraram os mais promissores<\/a>\u00a0\u2014 pelo menos em camundongos. Em geral, quando vacinas de DNA e RNAm foram produzidas pela primeira vez, elas demonstraram\u00a0<a href=\"https:\/\/www.mdpi.com\/2076-393X\/7\/2\/37\/htm\">\u00eaxito sustentado em modelos animais<\/a>, momento conhecido como est\u00e1gio \u201cpr\u00e9-cl\u00ednico\u201d no desenvolvimento de medicamentos, mas as vacinas n\u00e3o produziram respostas imunes potentes em humanos.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas pensaram que isso se devia ao fato dos humanos serem maiores\u201d, conta Liu. Mas essa hip\u00f3tese perdeu for\u00e7a ap\u00f3s o desenvolvimento bem-sucedido de vacinas \u00e0 base de DNA para\u00a0<a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/31022829\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">cavalos<\/a>, peixes e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0264410X06012941\">condores-da-calif\u00f3rnia<\/a>.<\/p>\n<p>Enquanto isso, as vacinas com tecnologia RNAm enfrentavam dificuldades, pois n\u00e3o eram est\u00e1veis. Uma vez dentro do corpo, o RNAm de uma vacina se decomp\u00f5e mais rapidamente que o DNA, o que tamb\u00e9m limita a pot\u00eancia imune. Al\u00e9m disso, o RNAm\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/nrd.2017.243\">pode intensificar as c\u00e9lulas imunes<\/a>, causando rea\u00e7\u00f5es adversas. Durante anos, esses desafios foram respons\u00e1veis por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/nrd4278\">descartar as vacinas de RNAm<\/a>\u00a0e relegar as vacinas de DNA \u00e0 medicina veterin\u00e1ria.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/sars-cov-2_spikes-visual-science.webp?w=768&amp;h=432\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/sars-cov-2_spikes-visual-science.jpg?w=768&amp;h=432\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/sars-cov-2_spikes-visual-science.webp?w=1024&amp;h=576\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/sars-cov-2_spikes-visual-science.jpg?w=1024&amp;h=576\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/sars-cov-2_spikes-visual-science.webp?w=710&amp;h=400\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/sars-cov-2_spikes-visual-science.jpg?w=710&amp;h=400\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Dezenas de esp\u00edculas em forma de coroa (em vermelho), que deram aos coronav\u00edrus seu nome, se ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/sars-cov-2_spikes-visual-science.webp?w=710&amp;h=400\" alt=\"Dezenas de esp\u00edculas em forma de coroa (em vermelho), que deram aos coronav\u00edrus seu nome, se ...\" width=\"639\" height=\"360\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Dezenas de esp\u00edculas em forma de coroa (em vermelho), que deram aos coronav\u00edrus seu nome, se projetam a partir da superf\u00edcie do v\u00edrus e permitem a infec\u00e7\u00e3o de uma c\u00e9lula humana.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">MODEL AT ATOMIC RESOLUTION IN BY VISUAL SCIENCE<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<h3><strong>Elementos importantes em desenvolvimento<\/strong><\/h3>\n<p>A hist\u00f3ria come\u00e7ou a mudar em 2005, quando cientistas da Universidade da Pensilv\u00e2nia realizaram\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.immuni.2005.06.008\">pequenas modifica\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas nas vacinas de RNAm<\/a>. Essas modifica\u00e7\u00f5es aumentaram a durabilidade e tornaram as vacinas mais seguras, causando menos respostas imunes adversas.<\/p>\n<p>\u201cMuitas pessoas come\u00e7aram a considerar o RNAm como uma estrat\u00e9gia terap\u00eautica para uma variedade de doen\u00e7as\u201d, diz Salem, da Universidade de Iowa. Uma delas seria a \u201cModeRNA Therapeutics\u201d, agora conhecida como Moderna, empresa criada em 2010 depois que o pesquisador da Harvard Derrick Rossi\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cell.com\/cell-stem-cell\/fulltext\/S1934-5909(10)00434-0\">usou RNAm modificado para reprogramar c\u00e9lulas-tronco<\/a>\u00a0em uma tentativa de tratar doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos, a empresa tamb\u00e9m passou a contar com uma famosa ferramenta para a administra\u00e7\u00e3o de medicamentos chamada nanopart\u00edculas lip\u00eddicas. Ao preencher uma c\u00e1psula escorregadia feita de lip\u00eddios oleosos com material gen\u00e9tico, essas part\u00edculas poderiam transportar o RNAm mais facilmente para dentro das c\u00e9lulas, onde ele poderia fazer o seu trabalho. Com tecnologia RNAm mais segura e melhor administra\u00e7\u00e3o dos medicamentos, a empresa conseguiu expandir seu portf\u00f3lio e buscar solu\u00e7\u00f5es\u00a0<a href=\"https:\/\/clinicaltrials.gov\/ct2\/results?cond=&amp;term=ModernaTX%2C+Inc&amp;cntry=&amp;state=&amp;city=&amp;dist=\">para o c\u00e2ncer e diversas doen\u00e7as infecciosas<\/a>, incluindo a gripe. Mas o momento decisivo veio com o v\u00edrus zika transmitido por mosquitos.<\/p>\n<p>Depois que o zika surgiu em 2015, os laborat\u00f3rios se apressaram para encontrar uma vacina adequada. Justin Richner, agora professor assistente da Universidade de Illinois, em Chicago, fez parte de um projeto que envolveu diversas universidades que realizaram pesquisas iniciais sobre candidatos \u00e0 vacina de RNAm desenvolvidos pela Moderna Therapeutics. Richner diz que a equipe aprimorou os c\u00f3digos de RNAm, a\u00e7\u00e3o que levou uma das vacinas contra o zika da Moderna aos primeiros estudos em humanos em 2016 \u2014 momento em que o desenvolvimento\u00a0<a href=\"https:\/\/clinicaltrials.gov\/ct2\/show\/study\/NCT03014089\">se estagnou<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/sars-cov-2_spikes-antibody-visual-science.webp?w=768&amp;h=433\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/sars-cov-2_spikes-antibody-visual-science.jpg?w=768&amp;h=433\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/sars-cov-2_spikes-antibody-visual-science.webp?w=1024&amp;h=577\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/sars-cov-2_spikes-antibody-visual-science.jpg?w=1024&amp;h=577\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/sars-cov-2_spikes-antibody-visual-science.webp?w=710&amp;h=401\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/sars-cov-2_spikes-antibody-visual-science.jpg?w=710&amp;h=401\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Depois que uma vacina convence o corpo a produzir anticorpos neutralizantes (em branco), essas sentinelas eliminam ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/sars-cov-2_spikes-antibody-visual-science.webp?w=710&amp;h=401\" alt=\"Depois que uma vacina convence o corpo a produzir anticorpos neutralizantes (em branco), essas sentinelas eliminam ...\" width=\"639\" height=\"361\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Depois que uma vacina convence o corpo a produzir anticorpos neutralizantes (em branco), essas sentinelas eliminam o v\u00edrus, anexando-se \u00e0s suas prote\u00ednas em forma de esp\u00edcula. Para produzir uma vacina, a estrutura gen\u00e9tica e molecular do v\u00edrus precisa ser compreendida. Assista a um v\u00eddeo que mostra os componentes do v\u00edrus\u00a0<a href=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/417208044\">aqui<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">MODEL AT ATOMIC RESOLUTION IN BY VISUAL SCIENCE<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<h3><strong>Seguran\u00e7a em primeiro lugar<\/strong><\/h3>\n<p>A Moderna Therapeutics n\u00e3o respondeu aos diversos pedidos de entrevista da\u00a0<strong>National Geographic<\/strong>. Mas as atualiza\u00e7\u00f5es da empresa, que n\u00e3o s\u00e3o revisadas por pares, podem fornecer pistas sobre seu progresso na vacina contra a covid-19. Por exemplo, o an\u00fancio feito pela Moderna em 18 de maio n\u00e3o apresentou n\u00fameros concretos sobre a quantidade de anticorpos detectados em humanos ou camundongos ap\u00f3s a imuniza\u00e7\u00e3o. Mas revelou que a primeira fase de seu estudo sobre a covid-19 aparentemente alcan\u00e7ou seu objetivo principal de determinar a dosagem mais segura do medicamento.<\/p>\n<p>\u201cQuando se conduz um estudo cl\u00ednico que nunca foi realizado em humanos antes, a informa\u00e7\u00e3o mais importante a ser obtida \u00e9 se a vacina \u00e9 segura\u201d, diz\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bcm.edu\/people\/view\/maria-bottazzi-ph-d\/b1628c2c-ffed-11e2-be68-080027880ca6\">Maria Elena Bottazzi<\/a>, reitora da Escola Nacional de Medicina Tropical da Baylor College of Medicine, que n\u00e3o participou do estudo da Moderna.<\/p>\n<p>Ela acrescenta que um sinal mais concreto de \u00eaxito para a Moderna pode ser algum ponto ainda n\u00e3o abordado nas declara\u00e7\u00f5es da empresa: as c\u00e9lulas T. Os anticorpos s\u00e3o apenas uma parte da resposta imune. As c\u00e9lulas T s\u00e3o outra. Ambos podem formar prote\u00e7\u00e3o duradoura por conta pr\u00f3pria, mas as c\u00e9lulas T\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencemag.org\/news\/2020\/05\/t-cells-found-covid-19-patients-bode-well-long-term-immunity\">ajudam na manifesta\u00e7\u00e3o de anticorpos<\/a>. Isso \u00e9 importante porque as vacinas de DNA e RNAm\u00a0<a href=\"https:\/\/www.mdpi.com\/2076-393X\/7\/2\/37\/htm\">s\u00e3o mais eficazes em acionar c\u00e9lulas T<\/a>, diz Bottazzi, mas avaliar essa resposta \u00e9 dif\u00edcil e normalmente isso \u00e9 reservado para fases posteriores de estudos em humanos.<\/p>\n<p>Ainda assim, a Moderna pode ter um longo caminho pela frente. Os participantes da fase dois devem ser monitorados por pelo menos 15 meses. Contudo se os primeiros sinais forem positivos, o candidato \u00e0 vacina poderia chegar aos est\u00e1gios finais ainda este ano.<\/p>\n<p>Independentemente do sucesso da Moderna, o mundo\u00a0<a href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/early\/2020\/05\/27\/science.abc5312.full\">precisar\u00e1 de diversas vers\u00f5es para vencer a pandemia<\/a>. Globalmente, mais de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.who.int\/who-documents-detail\/draft-landscape-of-covid-19-candidate-vaccines\">cem estudos com candidatos \u00e0 vacina contra a covid-19 est\u00e3o em andamento<\/a>\u00a0e, at\u00e9 agora, diversas empresas est\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/lancet\/article\/PIIS0140-6736(20)31208-3\/fulltext\">relatando resultados promissores revisados por pares<\/a>. Ter um grande n\u00famero de possibilidades \u00e9 vantajoso porque se um candidato \u00e0 vacina falhar, os outros poder\u00e3o continuar oferecendo esperan\u00e7a, afirma Bottazzi.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Moderna Therapeutics recentemente ingressou na fase dois de seus ensaios cl\u00ednicos. 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