{"id":138255,"date":"2020-12-11T14:47:31","date_gmt":"2020-12-11T17:47:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=138255"},"modified":"2020-12-11T14:47:31","modified_gmt":"2020-12-11T17:47:31","slug":"parque-estadual-repleto-de-biodiversidade-na-maior-regiao-de-savana-da-america-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/parque-estadual-repleto-de-biodiversidade-na-maior-regiao-de-savana-da-america-do-sul\/","title":{"rendered":"Parque estadual repleto de biodiversidade na maior regi\u00e3o de savana da Am\u00e9rica do Sul"},"content":{"rendered":"<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/paraiso.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-138256\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/paraiso-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/paraiso-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/paraiso.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Nadar em um fervedouro \u00e9 como boiar em uma piscina de champanhe \u2013 a \u00e1gua de um rio subterr\u00e2neo borbulha atrav\u00e9s de uma ruptura no solo, levantando areia clara e fina. Embora seja chamado de fervedouro, suas \u00e1guas n\u00e3o s\u00e3o quentes.<\/p>\n<p>Localizadas em meio \u00e0 topografia seca do\u00a0<a href=\"https:\/\/turismo.to.gov.br\/regioes-turisticas\/encantos-do-jalapao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Parque Estadual do Jalap\u00e3o<\/a>, no Tocantins, essas piscinas calmas e de \u00e1guas cristalinas s\u00e3o, na realidade,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.showcaves.com\/english\/br\/springs\/Fervedouro.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">nascentes c\u00e1rsicas<\/a>. Mas a apar\u00eancia \u00fanica dos fervedouros \u00e9 diferente de todas as nascentes do tipo no mundo.<\/p>\n<p>O parque foi criado em 2001 e ocupa uma \u00e1rea de aproximadamente 161 mil hectares em uma regi\u00e3o remota do norte do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/viagem\/2020\/11\/os-melhores-destinos-de-2021\/#cerrado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cerrado, a maior regi\u00e3o de savana da Am\u00e9rica do Sul<\/a>, que separa a Amaz\u00f4nia da Mata Atl\u00e2ntica. Para chegar ao Jalap\u00e3o, os turistas devem viajar at\u00e9 Palmas, capital do Tocantins e, em seguida, pegar estradas de terra por cinco a seis horas na dire\u00e7\u00e3o leste.<\/p>\n<p>[Relacionado:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/viagem\/2020\/11\/os-melhores-destinos-de-2021\">Os melhores destinos de 2021<\/a>]<\/p>\n<p>A dificuldade de acesso manteve o Jalap\u00e3o desconhecido \u2013 at\u00e9 a estreia de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.imdb.com\/title\/tt7216712\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>O Outro Lado do Para\u00edso<\/em><\/a>,<em>\u00a0<\/em>novela das nove exibida entre 2017 e 2018, que utilizou o parque como cen\u00e1rio para os tri\u00e2ngulos amorosos e disputas por terras de seus personagens. A novela triplicou o turismo na regi\u00e3o quase que de um dia para o outro.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/desert-tocantins-brazil.webp?w=768&amp;h=577\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/desert-tocantins-brazil.jpg?w=768&amp;h=577\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/desert-tocantins-brazil.webp?w=1024&amp;h=769\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/desert-tocantins-brazil.jpg?w=1024&amp;h=769\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/desert-tocantins-brazil.webp?w=710&amp;h=533\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/desert-tocantins-brazil.jpg?w=710&amp;h=533\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"O p\u00f4r do sol nas dunas douradas do Jalap\u00e3o permite uma nova perspectiva sobre um dos ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/desert-tocantins-brazil.webp?w=710&amp;h=533\" alt=\"O p\u00f4r do sol nas dunas douradas do Jalap\u00e3o permite uma nova perspectiva sobre um dos ...\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>O p\u00f4r do sol nas dunas douradas do Jalap\u00e3o permite uma nova perspectiva sobre um dos mais novos parques do Brasil. As dunas foram formadas pela eros\u00e3o natural de montanhas pr\u00f3ximas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">JAMIE DITARANTO<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>O p\u00fablico brasileiro foi especialmente cativado pelas imagens dos raros fervedouros. Visitantes boiando em meio a um fluxo constante de \u00e1guas l\u00edmpidas, com vegeta\u00e7\u00e3o tropical fazendo sombra. Muitos turistas nunca foram al\u00e9m dessas atra\u00e7\u00f5es, mas h\u00e1 muito mais no parque, incluindo cachoeiras de \u00e1guas transparentes e dunas de areia dourada.<\/p>\n<p><strong>Protegendo a biodiversidade do ponto tur\u00edstico<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com dados sobre o<a href=\"https:\/\/turismo.to.gov.br\/en\/tocantins\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0turismo no Tocantins<\/a>, entre 2015 e 2019 o n\u00famero de visitantes nas dunas do parque aumentou mais de 200%, chegando a 33,6 mil turistas em 2019, a maioria deles brasileiros. Antes da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/coronavirus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pandemia do coronav\u00edrus<\/a>, d\u00f3lares movimentavam as regi\u00f5es pr\u00f3ximas ao parque pela primeira vez, e novos neg\u00f3cios, como operadores de turismo e hot\u00e9is, foram abertos nas cidades vizinhas de S\u00e3o Felix e Mateiros.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o governador do Tocantins\u00a0<a href=\"http:\/\/surgiu.com.br\/2020\/03\/17\/governador-carlesse-assina-decreto-que-suspende-visitacoes-aos-parques-estaduais-em-funcao-do-novo-coronavirus\/?fbclid=IwAR3yrcI607t_3fBXyOVDZ6PdWO0AtsQKq3VoC8-I5DEbVgivD9yq0SD8Rd8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">fechar todos os parques<\/a>\u00a0em mar\u00e7o, o Jalap\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/afnoticias.com.br\/estado\/carlesse-reabre-jalapao-inaugura-obras-e-anuncia-emprestimo-para-trabalhadores-informais\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">reabriu em outubro<\/a>\u00a0com a not\u00edcia de que novos investimentos possibilitariam a pavimenta\u00e7\u00e3o de 50 quil\u00f4metros de estrada entre as cidades Ponte Alta e S\u00e3o Felix. No entanto, mesmo quando a nova estrada for constru\u00edda, a maior parte do parque provavelmente permanecer\u00e1 um destino selvagem e de dif\u00edcil acesso \u2013 como dizem os locais: o Jalap\u00e3o \u00e9 bruto.<\/p>\n<p>Para os turistas, as condi\u00e7\u00f5es ruins das estradas s\u00e3o um inconveniente, mas para os moradores do parque \u2013 uma comunidade\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/magazine\/2012\/04\/maroon-people\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">quilombola<\/a>\u00a0descendente de negros escravizados que escaparam e se estabeleceram por todo o interior do Brasil \u2013 as estradas irregulares dificultam a viagem at\u00e9 Palmas, onde acessam servi\u00e7os de sa\u00fade. Conforme o turismo cresce, algumas pessoas pressionam para que o governo pavimente os acessos principais, enquanto outras se preocupam com os impactos que novas estradas podem trazer \u00e0 fr\u00e1gil ecologia do parque.<\/p>\n<p>Entre 2005 e 2008, Mariana Napolitano, gerente de ci\u00eancias da\u00a0<a href=\"https:\/\/wwf.panda.org\/wwf_offices\/brazil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">World Wildlife Fund<\/a>\u00a0(WWF) Brasil, trabalhou em colabora\u00e7\u00e3o com o governo para determinar a capacidade de turismo do parque e levantou preocupa\u00e7\u00f5es sobre os impactos do asfalto na vida selvagem da regi\u00e3o, como o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/animais\/2020\/04\/especies-ameacadas-lobo-guara-cerrado-dia-da-terra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">lobo-guar\u00e1<\/a>, amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o, o raro pato-mergulh\u00e3o brasileiro, com menos de 250 indiv\u00edduos no mundo, e novas esp\u00e9cies que ainda n\u00e3o foram descobertas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/tourist-tocantins-brazil.webp?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/tourist-tocantins-brazil.jpg?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/tourist-tocantins-brazil.webp?w=1024&amp;h=683\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/tourist-tocantins-brazil.jpg?w=1024&amp;h=683\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/tourist-tocantins-brazil.webp?w=710&amp;h=474\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/tourist-tocantins-brazil.jpg?w=710&amp;h=474\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Para n\u00e3o sobrecarregar o fervedouro do Rio Sono, h\u00e1 um limite de oito pessoas por vez.\n\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/tourist-tocantins-brazil.webp?w=710&amp;h=474\" alt=\"Para n\u00e3o sobrecarregar o fervedouro do Rio Sono, h\u00e1 um limite de oito pessoas por vez.\n\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Para n\u00e3o sobrecarregar o fervedouro do Rio Sono, h\u00e1 um limite de oito pessoas por vez.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">JAMIE DITARANTO<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>\u201cA estrada [atual] exige que os carros andem mais devagar. Ent\u00e3o, os animais t\u00eam tempo suficiente para evit\u00e1-los. Mas se a estrada for pavimentada, os motoristas dirigiriam em altas velocidades\u201d, diz Napolitano.<\/p>\n<p>Marcello Coelho, guia de turismo no Tocantins, se preocupa com os fervedouros, que, segundo ele, exigem mais supervis\u00e3o do governo. Cada grupo tem um limite de perman\u00eancia de 20 minutos em cada nascente. Avisos pro\u00edbem o uso de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/travel\/features\/sunscreen-destroying-coral-reefs-alternatives-travel-spd\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">protetor solar<\/a>\u00a0antes de entrar na \u00e1gua. Mas Coelho diz que \u201co ambiente natural, especialmente os fervedouros, est\u00e1 sofrendo com a presen\u00e7a humana e precisa de tempo para se recuperar\u201d.<\/p>\n<p>O crescimento do turismo beneficiou economicamente a regi\u00e3o, gerou empregos e aumentou a receita dos neg\u00f3cios que atuam no parque, em sua maioria, de propriedade dos moradores locais. E, embora muitos queiram que limites r\u00edgidos sejam estabelecidos durante esse per\u00edodo sens\u00edvel de crescimento, outros, como Anna Carolina Lobo, especialista em gest\u00e3o de turismo e meio ambiente na WWF, acreditam que o momento \u00e9 uma oportunidade.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/town-tocantins-brazil.webp?w=768&amp;h=514\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/town-tocantins-brazil.jpg?w=768&amp;h=514\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/town-tocantins-brazil.webp?w=1024&amp;h=685\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/town-tocantins-brazil.jpg?w=1024&amp;h=685\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/town-tocantins-brazil.webp?w=710&amp;h=475\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/town-tocantins-brazil.jpg?w=710&amp;h=475\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"As estradas asfaltadas terminam em Ponte Alta, uma das \u00faltimas cidades que os turistas passam antes ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/town-tocantins-brazil.webp?w=710&amp;h=475\" alt=\"As estradas asfaltadas terminam em Ponte Alta, uma das \u00faltimas cidades que os turistas passam antes ...\" width=\"640\" height=\"428\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>As estradas asfaltadas terminam em Ponte Alta, uma das \u00faltimas cidades que os turistas passam antes de entrar no Parque Estadual do Jalap\u00e3o, no Tocantins.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">JAMIE DITARANTO<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>O Cerrado abrange quase um quarto do territ\u00f3rio brasileiro e possui uma biodiversidade extraordin\u00e1ria, mas est\u00e1\u00a0<a href=\"https:\/\/news.mongabay.com\/2018\/11\/saving-the-amazon-has-come-at-the-cost-of-cerrado-deforestation-study\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">cada vez mais amea\u00e7ado pelo desmatamento<\/a>\u00a0devido ao constante avan\u00e7o do cultivo de soja e da pecu\u00e1ria. Mais de 100 mil quil\u00f4metros quadrados foram destru\u00eddos apenas na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Menos de 3% do Cerrado est\u00e1 sob prote\u00e7\u00e3o legal, mas Lobo espera que o crescimento do turismo em parques como o Jalap\u00e3o possa ajudar a aumentar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o Cerrado entre turistas brasileiros, que poderiam defender a preserva\u00e7\u00e3o da vida selvagem no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Apesar dos 150 milh\u00f5es de hectares de terra protegida no Brasil, os brasileiros nunca tiveram uma cultura de f\u00e9rias que envolvesse destinos mais r\u00fasticos. Mas quando ficam sabendo de outras pessoas que visitaram o local \u2013 contando hist\u00f3rias sobre araras selvagens, cachoeiras azuis e planaltos majestosos \u2013, a beleza intocada do interior do Brasil torna-se um pouco mais compreendida e muito mais intrigante.<\/p>\n<p>Com a reabertura do parque e o an\u00fancio de novos investimentos em estradas e outras infraestruturas tur\u00edsticas, espera-se que o Jalap\u00e3o se torne um cart\u00e3o-postal do Tocantins, assim como todo o Cerrado, trazendo uma nova conscientiza\u00e7\u00e3o para uma regi\u00e3o h\u00e1 tempos ofuscada pelo ecossistema bem mais \u00famido da Floresta Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<blockquote><p><em>Jamie Ditaranto \u00e9 jornalista e fot\u00f3grafa n\u00f4made e escreve sobre tend\u00eancias de viagem e sustentabilidade. Siga-a no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/jamieditaranto\/?hl=en\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Instagram<\/a>\u00a0e no\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/jamieditaranto?ref_src=twsrc%5Egoogle%7Ctwcamp%5Eserp%7Ctwgr%5Eauthor\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Twitter<\/a>.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nadar em um fervedouro \u00e9 como boiar em uma piscina de champanhe \u2013 a \u00e1gua<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":138256,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/paraiso.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/paraiso-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/paraiso-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/paraiso.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/paraiso.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/paraiso.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/paraiso.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/paraiso.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/paraiso.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/paraiso.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Nadar em um fervedouro \u00e9 como boiar em uma piscina de champanhe \u2013 a \u00e1gua","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138255"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=138255"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138255\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":138257,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138255\/revisions\/138257"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/138256"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=138255"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=138255"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=138255"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}