{"id":138082,"date":"2020-12-08T09:07:34","date_gmt":"2020-12-08T12:07:34","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=138082"},"modified":"2020-12-08T09:12:41","modified_gmt":"2020-12-08T12:12:41","slug":"quem-sao-os-flexitarianos-brasileiros-e-por-que-decidiram-comer-menos-carne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/quem-sao-os-flexitarianos-brasileiros-e-por-que-decidiram-comer-menos-carne\/","title":{"rendered":"Quem s\u00e3o os flexitarianos brasileiros e por que decidiram comer menos carne"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/alimentos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-138083\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/alimentos-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/alimentos-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/alimentos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A redu\u00e7\u00e3o no consumo de carnes tem feito crescer um novo perfil de consumidor no Brasil: os flexitarianos. S\u00e3o pessoas que diminu\u00edram o consumo de produtos de origem animal, mas n\u00e3o os cortaram definitivamente do prato, como vegetarianos e, principalmente, veganos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistagloborural.globo.com\/Noticias\/Pesquisa-e-Tecnologia\/noticia\/2020\/12\/pesquisa-inedita-aponta-que-metade-dos-brasileiros-reduziu-o-consumo-de-carne.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Pesquisa coordenada pelo The Good Food Institute (GFI)<\/strong><\/a>\u00a0e feita pelo Ibope junto a consumidores das classes A, B e C mostra que 51% dos flexitarianos brasileiros passaram a comer menos carne em cada refei\u00e7\u00e3o, em vez de cort\u00e1-la totalmente (25%) ou retir\u00e1-la do prato em determinados dias da semana (24%).<\/p>\n<p>No caso da carne bovina, 57% dos flexitarianos disseram comer, no m\u00e1ximo, uma vez por semana. Ao mesmo tempo, 70% comem ao menos uma vez por semana alternativas vegetais, que s\u00e3o similares, mas \u00e0 base de plantas \u2013 e 45% comem tr\u00eas vezes por semana ou mais.<\/p>\n<p>\u201cEsse p\u00fablico cresceu de maneira expressiva nos \u00faltimos dois anos, aumentando em quase 40 milh\u00f5es de pessoas de 2018 para 2020. A grande maioria dos brasileiros n\u00e3o se v\u00ea como vegetariano ou vegano, por isso os alimentos s\u00e3o vendidos com foco nos flexitarianos\u201d, ressalta Raquel Casselli, gerente de engajamento corporativo do GFI Brasil.<\/p>\n<p>Entre os flexitarianos brasileiros, a carne mais consumida \u00e9 a de frango (56% comem tr\u00eas vezes por semana ou mais). No caso da bovina, o \u00edndice \u00e9 de 43%. Por outro lado, a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 menor no caso de derivados. Segundo a pesquisa, esses consumidores relataram consumir tr\u00eas vezes por semana ou mais latic\u00ednios (61%), ovos (58%) e leite (55%).<\/p>\n<p>\u201cA comida \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o familiar e passa de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. O objetivo \u00e9 levar esses alimentos que eles j\u00e1 est\u00e3o acostumados, mas sem origem animal. N\u00e3o acho que todos v\u00e3o se tornar veganos, mas a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 uma realidade. S\u00f3 que, para isso, \u00e9 preciso ter bons alimentos para substituir\u201d, analisa Amanda Pinto, head de inova\u00e7\u00e3o do Grupo Mantiqueira, que criou a startup N.Ovo focada em alternativas vegetais ao ovo.<\/p>\n<p>O estudo, que foi financiado por 11 empresas da ind\u00fastria de alimentos, refor\u00e7a esse conceito. Para o flexitariano, as caracter\u00edsticas mais desejadas no consumo de alternativas vegetais s\u00e3o ser o mais natural poss\u00edvel (62%) e ter sabor, aroma e textura igual ou melhor (62%).<\/p>\n<p>\u201cAs grandes empresas sabem que, ainda que movimento vegano esteja crescendo, n\u00e3o atende \u00e0 demanda delas. Por isso, um dos grandes avan\u00e7os foi quando a Beyond Meat, nos Estados Unidos, convenceu grandes redes a botar seus produtos ao lado da carne nos supermercados. Quando ficava longe, a pessoa nem entrava na g\u00f4ndola de veganos ou vegetarianos\u201d, observa Ricardo Laurino, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).<\/p>\n<p><strong>Veja a an\u00e1lise dos resultados da pesquisa<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"embed-video\" title=\"Embed youtube video\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fkQPRsGII1o\" width=\"320\" height=\"204\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/fkQPRsGII1o\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p>No Brasil, essa estrat\u00e9gia de venda j\u00e1 \u00e9 comum em muitos supermercados. Na rede P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, por exemplo, as alternativas vegetais est\u00e3o espalhadas pelas lojas. Tem queijo vegetal ao lado do animal, por exemplo, assim como as carnes \u00e0 base de plantas ficam muito perto das carnes tradicionais.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Percebemos que este consumidor v\u00ea a qualidade acima do pre\u00e7o. O pre\u00e7o \u00e9 um crit\u00e9rio importante, mas o sabor \u00e9 mais. Verificamos, tamb\u00e9m, que h\u00e1 uma recompra em quem experimenta as alternativas vegetais&#8221;<\/p>\n<address>Andr\u00e9 Artin Machado, gerente de desenvolvimento comercial do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar<\/address>\n<\/blockquote>\n<p>Raquel, do GFI Brasil, refor\u00e7a que o crescimento da experimenta\u00e7\u00e3o de produtos \u00e0 base de plantas passa por n\u00e3o ficarem em uma \u00e1rea espec\u00edfica nos supermercados.<\/p>\n<p>\u201cA maioria das pessoas que virem uma se\u00e7\u00e3o para diab\u00e9ticos n\u00e3o vai se identificar, pois n\u00e3o \u00e9 diab\u00e9tica. Por\u00e9m, se o supermercado coloca uma geleia sem a\u00e7\u00facar ao lado da geleia tradicional, muitos consumidores v\u00e3o comprar por entenderem o benef\u00edcio de consumir menos a\u00e7\u00facar. \u00c9 mais eficiente comunicar uma caracter\u00edstica que pode ser valiosa para muitos (sem a\u00e7\u00facar) do que focar num nicho que precisa dos produtos (diab\u00e9ticos)\u201d, exemplifica.<\/p>\n<h2>Efeito na ind\u00fastria<\/h2>\n<p>Atenta ao maior potencial de venda, a ind\u00fastria j\u00e1 trata o flexitariano como p\u00fablico-alvo de seus produtos, apesar de ressaltar que n\u00e3o abre m\u00e3o de vegetarianos e veganos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o queremos mudar as tradi\u00e7\u00f5es e h\u00e1bitos totalmente, mas substituir para que seja impercept\u00edvel a diferen\u00e7a. Nesse sentido, os flexitarianos s\u00e3o a prioridade\u201d, diz Camille Lau, gerente de marketing da Unilever Food Solutions , que lan\u00e7ou recentemente no Brasil a marca holandesa The Vegetarian Butcher.<\/p>\n<p>A Seara Alimentos endossa o discurso e tamb\u00e9m destaca a maior abertura de consumidores jovens para trocar a prote\u00edna animal pela vegetal.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;O flexitariano busca um produto com sabor e textura de carne, uma digest\u00e3o mais suave ou diferenciada, entre outras caracter\u00edsticas. Sabemos que, at\u00e9 2030, o mundo vai adicionar 2,4 bilh\u00f5es de pessoas. E n\u00f3s, grandes empresas de alimentos, temos o papel de trazer solu\u00e7\u00f5es de acordo com o que consumidor est\u00e1 buscando&#8221;<\/p>\n<address>Jos\u00e9 Cirilo, diretor executivo de marketing e trade da Seara<\/address>\n<\/blockquote>\n<p>Para atrair esse p\u00fablico, algumas marcas j\u00e1 fizeram at\u00e9 adapta\u00e7\u00f5es no r\u00f3tulo. \u00c9 o caso da Vida Veg, que redirecionou sua estrat\u00e9gia a partir de 2019.<\/p>\n<p>\u201cAntes, coloc\u00e1vamos que era um produto vegano. Hoje, usamos 100% vegetal ou feito de plantas. A gente sabe que o p\u00fablico flexitariano \u00e9 maior e vai trazer volume \u00e0s vendas. E, no fim das contas, o prop\u00f3sito vegano e vegetariano acaba sendo levado adiante\u201d, afirma Anderson Rodrigues, diretor executivo e um dos fundadores da companhia.<\/p>\n<p>\u201cAs empresas est\u00e3o em um cen\u00e1rio em que o consumidor est\u00e1 aberto a reduzir produtos de origem animal, mas ainda n\u00e3o est\u00e1 totalmente convencido nem consumindo tanto alternativas vegetais. Nossa expectativa, por\u00e9m, \u00e9 que esse n\u00famero aumente, principalmente quando falamos em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 carne no dia a dia\u201d, projeta Raquel, do GFI Brasil.<\/p>\n<p>Ela cita como exemplo estudo da NPD Group, publicado recentemente, apontando que 89% das pessoas que pediram hamb\u00fargueres plant-based n\u00e3o se declararam veganas nem vegetarianas. \u201c\u00c9 preciso educar e passar a atingir uma gama maior de consumidores, o que passa por oferecer produtos melhores e mais baratos, desenvolver alimentos t\u00edpicos brasileiros, e investir pesadamente em inova\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A redu\u00e7\u00e3o no consumo de carnes tem feito crescer um novo perfil de consumidor no<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":138083,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/alimentos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/alimentos-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/alimentos-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/alimentos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/alimentos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/alimentos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/alimentos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/alimentos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/alimentos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/alimentos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A redu\u00e7\u00e3o no consumo de carnes tem feito crescer um novo perfil de consumidor no","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138082"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=138082"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138082\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":138085,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138082\/revisions\/138085"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/138083"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=138082"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=138082"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=138082"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}