{"id":138054,"date":"2020-12-07T11:00:08","date_gmt":"2020-12-07T14:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=138054"},"modified":"2020-12-07T09:07:54","modified_gmt":"2020-12-07T12:07:54","slug":"satelite-clear-space-1-primeiro-coletor-de-lixo-no-espaco-vem-da-suica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/satelite-clear-space-1-primeiro-coletor-de-lixo-no-espaco-vem-da-suica\/","title":{"rendered":"Primeiro sat\u00e9lite &#8220;coletor&#8221; de lixo no espa\u00e7o vem da Su\u00ed\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lixo-espacial.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-138055\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lixo-espacial-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lixo-espacial-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lixo-espacial.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em 10 de fevereiro de 2009,\u00a0o sat\u00e9lite comercial americano Iridium 33 esbarrou\u00a0no sat\u00e9lite militar russo Kosmos 2251 a uma velocidade de quase 42.000 km\/h. Os dois ve\u00edculos se fragmentaram\u00a0em mais de 600 peda\u00e7os, lan\u00e7ados a 20 vezes a velocidade de uma bala de fuzil.<\/p>\n<p>Foi o primeiro acidente registrado deste tipo, mas certamente n\u00e3o o \u00fanico. Alguns s\u00e3o at\u00e9 volunt\u00e1rios: russos, americanos, chineses e indianos destru\u00edram um ou mais de seus pr\u00f3prios sat\u00e9lites em testes de m\u00edsseis. As explos\u00f5es tiveram por consequ\u00eancia o lan\u00e7amento de mais alguns milhares de res\u00edduos que podem amea\u00e7ar qualquer nave espacial que esteja em \u00f3rbita, inclusive a Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional (EEI).<\/p>\n<p>Em 2009, Muriel Richard-Noca e seus estudantes na Escola Polit\u00e9cnica Federal de Lausanne (EPFL) comemoravam o lan\u00e7amento do SwissCube, que haviam desenvolvido nos seus laborat\u00f3rios. O primeiro (mini)sat\u00e9lite foi fabricado inteiramente na Su\u00ed\u00e7a e n\u00e3o \u00e9 maior do que uma caixa de leite. Por\u00e9m Noca, engenheiro espacial, pensa j\u00e1 no momento onde o aparelho se tornar\u00e1 tamb\u00e9m um destro\u00e7o em \u00f3rbita. Isso pode acontecer se o SwissCube passar na \u00e1rea repleta de peda\u00e7os da colis\u00e3o ocorrida alguns meses antes.<\/p>\n<p>Os riscos existentes levaram\u00a0Richard-Noca e o Centro Espacial da EPFL a lan\u00e7ar,\u00a0em 2012, o projeto &#8220;Space Cleaner&#8221; (n.r.: Faxineiro do Espa\u00e7o). Ao mesmo tempo, Luisa Innocenti, uma f\u00edsica da AEE, convenceu a ag\u00eancia a lan\u00e7ar um programa, que tamb\u00e9m chamou de CleanSpace. Foi o in\u00edcio da hist\u00f3ria.<\/p>\n<div class=\"infobox\" role=\"region\" aria-label=\"Infobox\">\n<p class=\"uk-visible\"><strong>Lixo espacial<\/strong><\/p>\n<p class=\"uk-visible\">Desde o lan\u00e7amento do sat\u00e9lite Sputnik 1, em 1957, j\u00e1 foram lan\u00e7ados quase 9.600 objetos ao espa\u00e7o, dos quais 5.500 ainda orbitam ao redor do planeta. Por\u00e9m hoje os pa\u00edses t\u00eam menos da metade deles sobre controle, o que explica 3.200 &#8220;naves fantasmas&#8221; que est\u00e3o em \u00f3rbita. Soma-se ent\u00e3o detritos de foguetes e res\u00edduos de colis\u00f5es, explos\u00f5es e outras anomalias &#8211; mais de 500 at\u00e9 hoje, de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Safety_Security\/Space_Debris\/Space_debris_by_the_numbers\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">acordo com estimativas da AEE<\/a>.<\/p>\n<p class=\"uk-visible\">Ao todo s\u00e3o mais de 8.800 toneladas de fragmentos incontrol\u00e1veis de sucata met\u00e1lica sobrevoando no espa\u00e7o, totalizando quase 130 milh\u00f5es de fragmentos, variando em tamanho desde um gr\u00e3o de arroz at\u00e9 um \u00f4nibus. A maior parte dela \u00e9 min\u00fascula, por\u00e9m na velocidade de movimento fazem com que um simples parafuso libere uma energia de uma granada de m\u00e3o em caso de impacto.<\/p>\n<p class=\"uk-visible\">Os maiores desses destro\u00e7os (cerca de 22.300) s\u00e3o conhecidos e monitorados permanentemente pelas ag\u00eancias especiais. Quando um deles amea\u00e7a atingir uma nave espacial, o sistema emite um alerta para modificar sua \u00f3rbita a fim de evitar acidentes. E isso acontece o tempo todo.<\/p>\n<p class=\"uk-visible\">No in\u00edcio de outubro, o telesc\u00f3pio espacial su\u00ed\u00e7o CHEOPS teve que realizar tal manobra, menos de um ano ap\u00f3s seu lan\u00e7amento. A Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional, por exemplo, que passa por uma \u00e1rea mais congestionada, teve que mudar sua \u00f3rbita tr\u00eas vezes somente em 2020<\/p>\n<\/div>\n<h2>Startup su\u00ed\u00e7a<\/h2>\n<p>Oito anos mais tarde, a iniciativa da EPFL se transformou na startup &#8220;ClearSpace&#8221;. E como j\u00e1 anunciado no outono de 2019, foi escolhido pela AEE entre 13 candidatos &#8211; incluindo v\u00e1rios gigantes industriais europeus &#8211; para fazer o trabalho. E o n\u00famero de funcion\u00e1rios passou de cinco a vinte.<\/p>\n<p>Tudo \u00e9 novo neste caso: nenhum projeto no mundo est\u00e1 t\u00e3o avan\u00e7ado no campo da limpeza do espa\u00e7o. Esta \u00e9 a primeira vez que a AEE contrata o servi\u00e7o de terceiros para executar uma tarefa que geralmente est\u00e1 em sua al\u00e7ada. Mais importante ainda: \u00e9 a primeira vez que uma ag\u00eancia espacial investe tanto dinheiro em uma jovem empresa: 86 milh\u00f5es de euros (CHF 93 milh\u00f5es). J\u00e1 a ClearSpace ter\u00e1 de encontrar outros investidores dispostos a colocar mais 24 milh\u00f5es de euros (CHF 26 milh\u00f5es) para completar o or\u00e7amento.<\/p>\n<p>ClearSpace formou em 2019 um cons\u00f3rcio de institutos e ind\u00fastrias de oito pa\u00edses europeus, incluindo gigantes como a Airbus e a RUAG da Su\u00ed\u00e7a, que fabricou, dentre outros, estruturas para os foguetes Ariane.<\/p>\n<div class=\"si-grid\">\n<article class=\"si-teaser si-teaser--html-fragment html-fragment\"><span class=\"show-for-sr\">Conte\u00fado externo<\/span><\/p>\n<div class=\"si-teaser__link\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rts.ch\/play\/embed?urn=urn:rts:video:11793476\" width=\"560\" height=\"438.75\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-aspect-ratio=\"1.7777777777777777\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<h2>Miss\u00e3o de alto risco<\/h2>\n<p>Portanto, o ClearSpace-1 deve ser lan\u00e7ado no espa\u00e7o em 2025 no compartimento de carga do foguete europeu Vega. Sua miss\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 definida: coletar lixo espacial e lev\u00e1-lo a uma \u00f3rbita de reentrada na atmosfera, onde o atrito ir\u00e1 carboniz\u00e1-lo em uma chuva de estrelas cadentes.<\/p>\n<p>O alvo escolhido \u00e9 uma VESPA: trata-se de um pequeno cone met\u00e1lico usado para separar sat\u00e9lites uns dos outros quando o mesmo foguete transporta mais de um. Foi lan\u00e7ado em 2013 por um foguete Vega em \u00f3rbita baixa a 800 km da Terra e pesa 112 quilos.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m jamais capturou um objeto &#8220;n\u00e3o cooperante&#8221; no espa\u00e7o. A Vespa, que se move livremente girando sobre si mesma, n\u00e3o tem motorista ou motor. &#8220;Os filmes sempre mostram um astronauta tentando pegar uma ferramenta, faz um movimento falso e a ferramenta vai para o espa\u00e7o como uma bola de golfe. Com a Vespa, ser\u00e1 exatamente a mesma coisa&#8221;, explica Luisa Innocenti. O ClearSpace-1 ter\u00e1 que abrir com bastante amplitude seus quatro bra\u00e7os mec\u00e2nicos para garantir uma captura suave do objeto.<\/p>\n<p>Outra dificuldade: o sol, que cega as c\u00e2meras e pode tornar o alvo invis\u00edvel. O &#8220;ca\u00e7ador&#8221; ter\u00e1, portanto, que avan\u00e7ar passo a passo e reavaliar constantemente cada movimento, com a ajuda da intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<h2>E para que tanto esfor\u00e7o?<\/h2>\n<p>No final o ClearSpace-1 ir\u00e1 queimar com o objeto capturado ao entrar na atmosfera. Ent\u00e3o a pergunta: n\u00e3o seria um gasto muito excessivo para livrar de um \u00fanico peda\u00e7o de lixo espacial?<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o&#8221;, respondem os t\u00e9cnicos da AEE e da ClearSpace em un\u00edssono. Esta miss\u00e3o deve ser a primeira de uma longa s\u00e9rie, o que permitir\u00e1 desenvolver um &#8220;ca\u00e7ador&#8221; capaz de deixar de eliminar uma grande quantidade de lixo espacial. J\u00e1 se fala de cinco ou mesmo dez peda\u00e7os de destro\u00e7os eliminados em apenas \u00fanica miss\u00e3o.<\/p>\n<p>E h\u00e1 mais: as tecnologias do ClearSpace tamb\u00e9m poderiam ser usadas para reabastecer ou fazer reparos para prolongar a vida \u00fatil de certos sat\u00e9lites.<\/p>\n<p>&#8220;Nosso objetivo \u00e9 oferecer servi\u00e7os de baixo custo e sustent\u00e1veis em \u00f3rbita&#8221;, diz Luc Piguet, diretor da ClearSpace, sem esconder os objetivos comerciais da sua empresa. O mercado potencial \u00e9 avaliado entre milh\u00f5es e bilh\u00f5es de d\u00f3lares ao ano.<\/p>\n<h2>Responsabilidade n\u00e3o definida<\/h2>\n<p>Quem paga? Quem \u00e9 respons\u00e1vel pelo lixo espacial? \u00c9 uma \u00e1rea onde a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 clara.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.alain-bensoussan.com\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/STSPACE11F.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Os Tratados do Espa\u00e7o adotado<\/a>s pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas em 2002 fala apenas da responsabilidade dos pa\u00edses em caso de acidente e n\u00e3o dizem nada sobre a presen\u00e7a de empreendedores privados.<\/p>\n<p>Isso significa que o lixo espacial n\u00e3o \u00e9 responsabilidade de ningu\u00e9m?<\/p>\n<p>N\u00e3o exatamente. \u00c9 preciso fazer uma distin\u00e7\u00e3o entre detritos antigos e novos (ou futuros). Hoje existem regras muito precisas \u00e0s quais as ag\u00eancias espaciais e os indiv\u00edduos privados obedecem, mesmo sem leis existentes. Por exemplo, um lan\u00e7ador de sat\u00e9lites deve reentrar na atmosfera ap\u00f3s 25 anos orbitando. Isso \u00e9 poss\u00edvel se o foguete tem combust\u00edvel suficiente para realizar a manobra propriamente dita.<\/p>\n<p>&#8220;O lixo espacial \u00e9 um pouco como o aquecimento global: um problema que j\u00e1 existe h\u00e1 muito tempo, mas onde as decis\u00f5es s\u00e3o tomadas lentamente.&#8221;<\/p>\n<p>Lu\u00edsa Innocenti, AEE<\/p>\n<p><cite class=\"quote-right\" role=\"region\" aria-label=\"Quote\"><span class=\"show-for-sr\">End of insertion<\/span><\/cite><\/p>\n<p>E tanto melhor, porque, como ressalta Luc Piguet, &#8220;cada vez mais sat\u00e9lites s\u00e3o lan\u00e7ados no espa\u00e7o. Desde 2010, o n\u00famero de objetos em \u00f3rbita aumentou 16 vezes&#8221;. Este fen\u00f4meno se deve principalmente aos empreendimentos voltados \u00e0 oferta de internet via sat\u00e9lite: Starlink, da firma SpaceX, ou OneWeb. Mas todos os atores do setor est\u00e3o &#8220;muito conscientes do problema e s\u00e3o proativos&#8221;, diz o chefe do ClearSpace.<\/p>\n<p>Portanto, o maior problema s\u00e3o os detritos mais velhos. E Luc Piguet \u00e9 categ\u00f3rico. &#8220;\u00c9 agora ou nunca: precisamos agir&#8221;!<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 discuss\u00f5es no contexto das Na\u00e7\u00f5es Unidas em que se prop\u00f5e a introdu\u00e7\u00e3o de um imposto sobre lan\u00e7amentos. Os fundos seriam ent\u00e3o usados para financiar a limpeza do espa\u00e7o e seria administrado pela ONU&#8221;, diz Luisa Innocenti. &#8220;Mas s\u00e3o discuss\u00f5es que ocorrem entre diplomatas. &#8220;O lixo espacial \u00e9 um pouco como o aquecimento global: um problema que j\u00e1 existe h\u00e1 muito tempo, mas onde as decis\u00f5es s\u00e3o tomadas lentamente.&#8221;<\/p>\n<p>Adapta\u00e7\u00e3o: Alexander Thoele<\/p>\n<div class=\"si-grid\">\n<article class=\"si-teaser si-teaser--html-fragment html-fragment\"><span class=\"show-for-sr\">Conte\u00fado externo<\/span><\/p>\n<div class=\"si-teaser__link\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rzmZxuf_Na4?rel=0\" width=\"649\" height=\"432.6656394453004\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-aspect-ratio=\"1.8027777777777778\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 10 de fevereiro de 2009,\u00a0o sat\u00e9lite comercial americano Iridium 33 esbarrou\u00a0no sat\u00e9lite militar russo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":138055,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lixo-espacial.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lixo-espacial-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lixo-espacial-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lixo-espacial.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lixo-espacial.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lixo-espacial.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lixo-espacial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lixo-espacial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lixo-espacial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lixo-espacial.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em 10 de fevereiro de 2009,\u00a0o sat\u00e9lite comercial americano Iridium 33 esbarrou\u00a0no sat\u00e9lite militar russo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138054"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=138054"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138054\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":138057,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138054\/revisions\/138057"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/138055"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=138054"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=138054"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=138054"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}