{"id":137939,"date":"2020-12-05T15:00:05","date_gmt":"2020-12-05T18:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=137939"},"modified":"2020-12-05T11:35:04","modified_gmt":"2020-12-05T14:35:04","slug":"esses-camaroes-caminham-fora-dagua-e-agora-sabemos-por-que","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/esses-camaroes-caminham-fora-dagua-e-agora-sabemos-por-que\/","title":{"rendered":"Esses camar\u00f5es caminham fora d\u2019\u00e1gua \u2013 e agora sabemos por qu\u00ea"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/camarao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-137940\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/camarao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/camarao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/camarao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Eles s\u00e3o apreciados por habitantes e turistas, mas o motivo de os camar\u00f5es da Tail\u00e2ndia sa\u00edrem da \u00e1gua e caminharem nunca havia sido estudado \u2014 nem mesmo de qual esp\u00e9cie eles s\u00e3o.<\/h2>\n<div class=\"ngart__main-col\">\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p><a href=\"https:\/\/winbiologist.wixsite.com\/winbiologist\">Watcharapong Hongjamrassilp<\/a>\u00a0cresceu em Bangkok, na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/travel\/destinations\/asia\/thailand\/\">Tail\u00e2ndia<\/a>, e se encantou com reportagens na TV sobre camar\u00f5es de \u00e1gua doce que \u201cdesfilavam\u201d, encontrados na prov\u00edncia de Ubon Ratchathani. O crust\u00e1ceo sai dos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.org\/topics\/resource-library-rivers-and-streams\/\">rios<\/a>\u00a0durante a \u00e9poca das chuvas para fazer misteriosas caminhadas noturnas.<\/p>\n<p>Seu interesse precoce pelo comportamento animal transformou-se em paix\u00e3o acad\u00eamica e, ap\u00f3s se formar em biologia, Hongjamrassilp foi para os Estados Unidos para fazer p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2017, Hongjamrassilp foi\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.org\/explorers\/\">Explorador da\u00a0<strong>National Geographic<\/strong><\/a>\u00a0na Universidde da Calif\u00f3rnia em Los Angeles (UCLA) e estudou a agressividade e a comunica\u00e7\u00e3o dos peixes. Entretanto ainda pensava nos camar\u00f5es que o impressionaram d\u00e9cadas antes.<\/p>\n<p>\u201cA reportagem que vi durou apenas cinco minutos, mas fiquei pensando nela por 20 anos\u201d, conta Hongjamrassilp.<\/p>\n<p>Ele descobriu que, apesar da popularidade dos camar\u00f5es entre os turistas e de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=XIEHOKye_UQ&amp;feature=youtu.be\">serem destaque no folclore local<\/a>, ningu\u00e9m jamais havia identificado sua esp\u00e9cie ou estudado por que esses animais min\u00fasculos saem da \u00e1gua. Uma miss\u00e3o cient\u00edfica ent\u00e3o entrou em foco: ele estava ansioso para retornar \u00e0 sua terra natal para estudar a fauna nativa e como ela se relaciona com as popula\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n<p>\u201cEu queria criar um projeto que ajudasse as pessoas na Tail\u00e2ndia e ao mesmo tempo ajudasse o meio ambiente\u201d, explica ele.<\/p>\n<h3><strong>Segredos do camar\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Em 2018 e 2019, Hongjamrassilp observou o rio Lamduan no nordeste da Tail\u00e2ndia e identificou dois locais onde centenas de camar\u00f5es de \u00e1gua doce sa\u00edam das \u00e1guas turbulentas durante os meses \u00famidos de agosto a outubro. Ele e seus colegas posicionaram c\u00e2meras noturnas com lapso de tempo para capturar os movimentos dos camar\u00f5es.<\/p>\n<p>Suas descobertas,\u00a0<a href=\"https:\/\/zslpublications.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/jzo.12841\">publicadas recentemente no peri\u00f3dico\u00a0<em>Journal of Zoology<\/em><\/a>, sugerem que os camar\u00f5es provavelmente est\u00e3o desviando de fortes correntes. Quanto mais forte a correnteza, maior a probabilidade de os crust\u00e1ceos rastejarem at\u00e9 a terra, caminharem rio acima e depois retornarem \u00e0 \u00e1gua em uma \u00e1rea mais calma.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-002.webp?w=768&amp;h=769\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-002.jpg?w=768&amp;h=769\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-002.webp?w=1024&amp;h=1025\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-002.jpg?w=1024&amp;h=1025\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-002.webp?w=710&amp;h=711\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-002.jpg?w=710&amp;h=711\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Cada camar\u00e3o pode caminhar at\u00e9 20 metros antes de retornar \u00e0 \u00e1gua.\n\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-002.webp?w=710&amp;h=711\" alt=\"Cada camar\u00e3o pode caminhar at\u00e9 20 metros antes de retornar \u00e0 \u00e1gua.\n\" width=\"640\" height=\"641\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Cada camar\u00e3o pode caminhar at\u00e9 20 metros antes de retornar \u00e0 \u00e1gua.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">WATCHARAPONG HONGJAMRASSILP<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>Eles observaram que o desfile \u00e9 um fluxo cont\u00ednuo de camar\u00f5es que saem da \u00e1gua e se juntam aos demais e, dependendo do tempo em que ficam fora d\u2019\u00e1gua, alguns chegam a caminhar at\u00e9 20 metros.<\/p>\n<p>Em tanques de laborat\u00f3rio, Hongjamrassilp tamb\u00e9m induziu camar\u00f5es capturados na natureza a deixar a \u00e1gua \u2014 mas somente ap\u00f3s dois anos tentando descobrir as condi\u00e7\u00f5es perfeitas. Era necess\u00e1rio usar a \u00e1gua do rio e aumentar a velocidade do fluxo.<\/p>\n<p>\u201cGritei de alegria quando vi o primeiro camar\u00e3o sair da \u00e1gua. Eu pensava: \u2018nossa, eu decifrei [um] segredo da natureza!\u2019\u201d, conta ele.<\/p>\n<p>Misteriosamente, temperaturas mais frias e pouca luz parecem ser os principais sinais para os camar\u00f5es sa\u00edrem da \u00e1gua, acrescenta Hongjamrassilp, que testou fatores como intensidade da luz, for\u00e7a da correnteza e temperatura da \u00e1gua em seus experimentos no laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Na etapa final de seu estudo, ele fez uma an\u00e1lise gen\u00e9tica que revelou a esp\u00e9cie\u00a0<em>Macrobrachium dienbienphuense<\/em>, identificada pela primeira vez na d\u00e9cada de 1970, mas que n\u00e3o havia sido relacionada aos camar\u00f5es que caminham sobre a terra.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"yt-embed media--small left\">\n<div class=\"aspect-ratio-wrapper sixteennine\"><iframe title=\"ECapGZGTMwg\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ECapGZGTMwg\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<h3><strong>Banquete em movimento<\/strong><\/h3>\n<p>A esp\u00e9cie\u00a0<em>M. dienbienphuense<\/em><em>\u00a0<\/em>enfrenta riscos ao sair da \u00e1gua devido a uma infinidade de animais terrestres famintos. R\u00e3s, lagartos e cobras s\u00e3o predadores comuns, e Hongjamrassilp tamb\u00e9m observou tesourinhas e aranhas-pescadoras como predadores.<\/p>\n<p>As aranhas simplesmente esperam at\u00e9 que os camar\u00f5es passem ao longo do rio, uma estrat\u00e9gia que Hongjamrassilp compara a esperar pelo sushi na esteira rolante.<\/p>\n<p>A cada \u00e9poca de chuvas, esse\u00a0<em>buffet<\/em>\u00a0m\u00f3vel provavelmente garante um aumento no teor de prote\u00edna presente na cadeia alimentar, algo que Hongjamrassilp deseja explorar posteriormente. Ele diz que a migra\u00e7\u00e3o dos camar\u00f5es \u201cefetivamente transfere alguma energia do ecossistema aqu\u00e1tico para o ecossistema terrestre\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Peter_Novak10\">Peter Novak<\/a>, ecologista de \u00e1gua doce do Departamento de Biodiversidade, Conserva\u00e7\u00e3o e Atra\u00e7\u00f5es da Austr\u00e1lia Ocidental, diz ser intrigante o fato de as migra\u00e7\u00f5es n\u00e3o parecerem ser parte de um acontecimento importante, como a reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c[As descobertas] levantam quest\u00f5es interessantes sobre por que esses crust\u00e1ceos est\u00e3o caminhando rio acima j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 necessidade de terem estado rio abaixo\u201d, diz Novak, que n\u00e3o participou do estudo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-004.webp?w=768&amp;h=1153\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-004.jpg?w=768&amp;h=1153\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-004.webp?w=1024&amp;h=1537\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-004.jpg?w=1024&amp;h=1537\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-004.webp?w=710&amp;h=1066\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-004.jpg?w=710&amp;h=1066\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Esses camar\u00f5es min\u00fasculos s\u00e3o altamente vulner\u00e1veis a predadores durante as caminhadas noturnas.\n\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-004.webp?w=710&amp;h=1066\" alt=\"Esses camar\u00f5es min\u00fasculos s\u00e3o altamente vulner\u00e1veis a predadores durante as caminhadas noturnas.\n\" width=\"640\" height=\"961\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Esses camar\u00f5es min\u00fasculos s\u00e3o altamente vulner\u00e1veis a predadores durante as caminhadas noturnas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>Algumas esp\u00e9cies semelhantes \u00e0\u00a0<em>M. dienbienphuense<\/em><em>\u00a0<\/em>s\u00e3o anf\u00eddromos, ou seja, come\u00e7am a vida em um estu\u00e1rio e migram para as nascentes dos rios para desovar. Embora a esp\u00e9cie\u00a0<em>M. dienbienphuense<\/em><em>\u00a0<\/em>n\u00e3o seja conhecida por fazer isso, Novak se pergunta se os camar\u00f5es que caminham fora d\u2019\u00e1gua est\u00e3o migrando entre partes do rio durante fases diferentes de seu ciclo de vida. Por exemplo, quando o rio est\u00e1 mais cheio, os adultos prontos para reprodu\u00e7\u00e3o podem ser arrastados rio abaixo para\u00a0<em>habitats<\/em>\u00a0favor\u00e1veis a camar\u00f5es jovens.<\/p>\n<p>Embora os camar\u00f5es\u00a0<em>M. dienbienphuense<\/em><em>\u00a0<\/em>n\u00e3o estejam amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o, o turismo pode ter um impacto negativo, esclarece Hongjamrassilp. Quando as pessoas apontam suas lanternas para os camar\u00f5es, eles entendem como um sinal para voltar para a \u00e1gua e s\u00e3o arrastados rapidamente rio abaixo.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, os camar\u00f5es que caminham fora d\u2019\u00e1gua atra\u00edram mais de 100 mil turistas por ano \u00e0 regi\u00e3o, conta ele, acontecimento que \u00e9 divulgado pela prov\u00edncia como uma experi\u00eancia \u00fanica de ecoturismo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-003.webp?w=768&amp;h=1024\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-003.jpg?w=768&amp;h=1024\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-003.webp?w=1024&amp;h=1366\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-003.jpg?w=1024&amp;h=1366\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-003.webp?w=710&amp;h=947\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-003.jpg?w=710&amp;h=947\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Desfile de camar\u00f5es ao longo das corredeiras do rio Lamduan, um acontecimento anual que ocorre entre ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/parading-shrimp-003.webp?w=710&amp;h=947\" alt=\"Desfile de camar\u00f5es ao longo das corredeiras do rio Lamduan, um acontecimento anual que ocorre entre ...\" width=\"640\" height=\"854\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Desfile de camar\u00f5es ao longo das corredeiras do rio Lamduan, um acontecimento anual que ocorre entre os meses de agosto e outubro.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p><strong>Caravana para o futuro<\/strong><\/p>\n<p>Hongjamrassilp espera que sua pesquisa sobre os camar\u00f5es que desfilam possa contribuir com a preserva\u00e7\u00e3o de outros crust\u00e1ceos de \u00e1gua doce que est\u00e3o amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Barragens, por exemplo, podem bloquear a migra\u00e7\u00e3o de outros camar\u00f5es, como de esp\u00e9cies semelhantes \u00e0\u00a0<em>M. dienbienphuense<\/em><em>\u00a0<\/em>na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.publish.csiro.au\/mf\/MF16034\">Austr\u00e1lia<\/a>\u00a0e na\u00a0<a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/10.1098\/rstb.2016.0127\">\u00c1frica<\/a>, fragmentando suas popula\u00e7\u00f5es e prejudicando seu deslocamento. Os camar\u00f5es que caminham fora d\u2019\u00e1gua podem inspirar a \u201cpreserva\u00e7\u00e3o de camar\u00f5es\u201d no futuro, ajudando esp\u00e9cies semelhantes mais raras, diz ele.<\/p>\n<p>\u201cCada elemento da natureza \u00e9 importante e precisamos entend\u00ea-los para poder conserv\u00e1-los.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eles s\u00e3o apreciados por habitantes e turistas, mas o motivo de os camar\u00f5es da Tail\u00e2ndia<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":137940,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/camarao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/camarao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/camarao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/camarao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/camarao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/camarao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/camarao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/camarao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/camarao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/camarao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Eles s\u00e3o apreciados por habitantes e turistas, mas o motivo de os camar\u00f5es da Tail\u00e2ndia","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137939"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=137939"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137939\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":137942,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137939\/revisions\/137942"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/137940"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=137939"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=137939"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=137939"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}