{"id":137582,"date":"2020-11-24T10:26:22","date_gmt":"2020-11-24T13:26:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=137582"},"modified":"2020-11-24T10:26:57","modified_gmt":"2020-11-24T13:26:57","slug":"mogno-jacaranda-e-ipe-ameacadas-de-extincao-essas-tres-arvores-sao-as-cobicadas-pelos-madeireiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mogno-jacaranda-e-ipe-ameacadas-de-extincao-essas-tres-arvores-sao-as-cobicadas-pelos-madeireiros\/","title":{"rendered":"Mogno, jacarand\u00e1 e ip\u00ea: amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, essas tr\u00eas \u00e1rvores s\u00e3o as cobi\u00e7adas pelos madeireiros"},"content":{"rendered":"<div id=\"notCorpo\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/ipe.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-137583\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/ipe-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/ipe-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/ipe.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Na rota do mercado internacional de madeira, todos os olhos dos pa\u00edses estrangeiros est\u00e3o voltados para tr\u00eas \u00e1rvores nativas brasileiras: o ip\u00ea, o mogno e o jacarand\u00e1. Essas tr\u00eas esp\u00e9cies, amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, encabe\u00e7am a lista das madeiras mais procuradas por outros pa\u00edses, devido \u00e0 beleza e \u00e0 qualidade.<\/p>\n<p>Dados detalhados revelam quais s\u00e3o os produtos mais exportados pelo Brasil. As informa\u00e7\u00f5es oficiais do Ibama mostram que, apesar de o mercado internacional consumir apenas 10% da produ\u00e7\u00e3o de madeira brasileira &#8211; 90% \u00e9 destinada ao consumidor nacional &#8211; \u00e9 para o exterior que seguem as madeiras mais nobres.<\/p>\n<p>Entre os anos de 2012 e 2017, 92% dos ip\u00eas que tombaram no Brasil foram enviados ao exterior. O mesmo ocorreu com o mogno, hoje bem mais escasso na natureza (90%) e com o jacarand\u00e1-violeta (91%). Em menor quantidade, mas tamb\u00e9m em grande volume (65%), aparece a cerejeira-da-Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>As ind\u00fastrias de m\u00f3veis, assoalhos e de constru\u00e7\u00e3o de casas s\u00e3o os principais destinos dessa madeira. O ip\u00ea, de cor amarela-acastanhada, pode chegar a 40 metros de altura. \u00c9 encontrado na Bahia, Esp\u00edrito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, mas hoje um dos principais alvos dos madeireiros em busca dessa \u00e1rvore \u00e9 a regi\u00e3o norte de Rond\u00f4nia e Par\u00e1, na fronteira com o Amazonas.<strong><a href=\"https:\/\/domtotal.com\/noticia\/1483944\/2020\/11\/cantilena-de-bolsonaro-contra-a-china-faz-brics-tirar-apoio-ao-brasil-no-conselho-de-seguranca-da-onu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><br \/>\n<\/a><\/strong><\/p>\n<p>O mogno, conhecido por sua cor que varia do marrom avermelhado ao vermelho, atrai pela alta resist\u00eancia. \u00c9 muito procurado para marcenaria, mob\u00edlia, ornamentos de interiores e at\u00e9 mesmo constru\u00e7\u00e3o de barcos e navios, em acabamentos e assoalho. O mogno resiste ao ataque de fungos, insetos e at\u00e9 a cupins de madeira seca.<\/p>\n<p>J\u00e1 o jacarand\u00e1, que era muito encontrado em Minas, Esp\u00edrito Santo, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, atualmente s\u00f3 \u00e9 mais visto no sul da Bahia. \u00c9 explorado desde a fase colonial. Com altura entre 15 e 25 metros e tronco de 40 a 80 cent\u00edmetros de di\u00e2metro tem madeira de cor escura e resistente. \u00c9 comum em obras de marcenaria, constru\u00e7\u00e3o de instrumentos de corda e na fabrica\u00e7\u00e3o de pianos.<\/p>\n<p>O Ibama tem procurado aperfei\u00e7oar o sistema de registro, transporte e exporta\u00e7\u00e3o de madeira, com a elimina\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is e a centraliza\u00e7\u00e3o de dados no Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais, administrado pelo \u00f3rg\u00e3o vinculado ao Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. Ocorre que a inser\u00e7\u00e3o dos dados no sistema, sem um controle r\u00edgido de informa\u00e7\u00f5es, abre brechas para fraudes.<\/p>\n<p>A importa\u00e7\u00e3o da madeira que sai das florestas do Brasil est\u00e1 concentrada em 20 pa\u00edses. Dados compilados pela \u00e1rea t\u00e9cnica do Ibama mostram que, entre 2007 e 2019, os Estados Unidos lideram o consumo da madeira nacional, tendo adquirido 944 mil metros c\u00fabicos (m\u00b3) de produtos do Brasil. O segundo maior comprador foi a Fran\u00e7a, com 384 mil m\u00b3, seguida por China (308 mil m\u00b3), Holanda (256 m\u00b3) e B\u00e9lgica (252 mil m\u00b3). No total, o mercado legal de madeira exportou cerca de R$ 3 bilh\u00f5es nos \u00faltimos cinco anos. S\u00e3o aproximadamente R$ 600 milh\u00f5es anuais. A lista traz ainda, em destaque, o Reino Unido (163 mil m\u00b3), Portugal (155 mil m\u00b3), Su\u00ed\u00e7a (115 mil m\u00b3), Rep\u00fablica Dominicana (105 mil m\u00b3), Dinamarca (102 mil \u00b3) e Alemanha (87 mil m\u00b3).<\/p>\n<p>Esses dados do Ibama referem-se \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es oficiais, ou seja trata-se de madeiras que deixaram o Brasil de forma legalizada. Isso n\u00e3o significa, por\u00e9m, que a origem de toda essa madeira \u00e9 legal. Antes de uma chapa de ip\u00ea ou mogno chegar ao porto de Santos ou qualquer outra porta de sa\u00edda do territ\u00f3rio nacional, ela percorre uma cadeia que, invariavelmente, \u00e9 marcada pela corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O crime se baseia, basicamente, em uma ind\u00fastria de pap\u00e9is falsos. Com envolvimento de agentes p\u00fablicos que atuam de forma criminosa, documentos s\u00e3o emitidos para &#8220;esquentar&#8221; a madeira roubada de terras ind\u00edgenas e unidades de conserva\u00e7\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n<p>Assim, na pr\u00e1tica, um pa\u00eds que importa madeira do Brasil pode at\u00e9 achar que est\u00e1 adquirindo um produto 100% legal, quando, na realidade, sua origem pode ser fruto de um esquema fraudulento.<\/p>\n<p><strong>Identifica\u00e7\u00e3o de empresas<\/strong><\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e a PF t\u00eam buscado a coopera\u00e7\u00e3o com pa\u00edses da Europa, a fim de identificar empresas que importam madeira ilegal do Brasil e para que sejam punidas. Respons\u00e1vel pela opera\u00e7\u00e3o Arquimedes, que investiga uma rede de exporta\u00e7\u00e3o ilegal a partir da Amaz\u00f4nia, o procurador Leonardo Galiano afirma que quem compra madeira ilegal n\u00e3o s\u00e3o os pa\u00edses, mas, sim, as companhias neles instaladas.<\/p>\n<p>&#8220;V\u00e1rias empresas de pa\u00edses europeus est\u00e3o envolvidas. N\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds comprando de outro, \u00e9 a empresa que vai fabricar m\u00f3veis, pisos e adquire esse insumo. S\u00e3o madeiras de alt\u00edssimo valor agregado&#8221;, disse Galiano ao Estad\u00e3o.<\/p>\n<p>O mercado brasileiro de madeira \u00e9, historicamente, marcado pela ilegalidade. N\u00e3o h\u00e1 n\u00fameros precisos sobre a dimens\u00e3o dessas atividades criminosas, mas estima-se que at\u00e9 90% das madeiras que v\u00e3o para o exterior s\u00e3o de extra\u00e7\u00e3o irregular.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de buscar coopera\u00e7\u00e3o internacional com a Europa, com vistas a punir os importadores, as tratativas com os Estados Unidos tamb\u00e9m est\u00e3o avan\u00e7adas. Os investigadores buscam o compartilhamento de provas e t\u00eam montado equipes conjuntas.<\/p>\n<p>Em 2017, na 1.\u00aa fase da opera\u00e7\u00e3o Arquimedes, foram apreendidos 10 mil m\u00b3 de madeira, volume que, se enfileirado, cobriria o percurso entre Bras\u00edlia e Bel\u00e9m (1,5 mil quil\u00f4metros) . A carga iria para outros Estados e pa\u00edses da Am\u00e9rica do Norte, da \u00c1sia e da Europa.<\/p>\n<p>Em abril de 2019, a Justi\u00e7a Federal do Amazonas autorizou o compartilhamento de provas da opera\u00e7\u00e3o com o Departamento de Justi\u00e7a dos EUA. O acordo, solicitado pelo MP Federal, visava a repatria\u00e7\u00e3o da madeira ilegalmente exportada. A expectativa \u00e9 de que o mesmo aconte\u00e7a com a Europa.<\/p>\n<p>&#8220;O que a gente tem percebido \u00e9 que os EUA, por meio do Departamento de Justi\u00e7a e da ag\u00eancia equivalente ao Ibama, t\u00eam tido uma intera\u00e7\u00e3o muito grande. A grande mensagem \u00e9: os EUA t\u00eam feito essa interlocu\u00e7\u00e3o conosco&#8221;, disse Galiano.<\/p>\n<p>Chefe da opera\u00e7\u00e3o Arquimedes desde 2017, ele observou que o manejo sustent\u00e1vel de madeira tem sido usado como pano de fundo para opera\u00e7\u00f5es ilegais na Amaz\u00f4nia. &#8220;Temos percebido desmatamento significativo, sem crit\u00e9rios e sem retornos para o Brasil. Uma grande usurpa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio nacional&#8221;, constatou.<\/p>\n<p>A pol\u00eamica veio \u00e0 tona na ter\u00e7a, quando o presidente Jair\u00a0<a href=\"https:\/\/domtotal.com\/noticia\/1483594\/2020\/11\/bolsonaro-critica-oms-e-da-omc-e-diz-que-brics-tera-papel-central-no-pos-pandemia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Bolsonaro disse que revelar\u00e1 &#8220;nos pr\u00f3ximos dias&#8221; a lista dos pa\u00edses que compram madeira ilegal\u00a0<\/strong><\/a>da Amaz\u00f4nia. Em discurso na c\u00fapula do Brics, ele disse ver &#8220;injustific\u00e1veis ataques&#8221; sofridos pelo Brasil nessa \u00e1rea. E pretende mostrar que &#8220;alguns que muitos nos criticam em parte t\u00eam responsabilidade nessa quest\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p><strong>FICHA T\u00c9CNICA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ip\u00ea-peroba<\/strong><br \/>\n<strong>Bioma:\u00a0<\/strong>Mata Atl\u00e2ntica<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Em perigo<br \/>\n<strong>Nomes comuns:\u00a0<\/strong>Ip\u00ea-claro, ip\u00ea-peroba, ip\u00ea-rajado, peroba-branca e perobinha.<br \/>\n<strong>Caracter\u00edsticas:\u00a0<\/strong>\u00c1rvore de grande porte, podendo chegar a 40 metros de altura. Madeira de \u00f3tima qualidade, \u00e9 hoje um dos principais alvos dos madeireiros na regi\u00e3o norte de Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>Mogno<\/strong><br \/>\n<strong>Bioma:<\/strong>\u00a0Amaz\u00f4nia<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Vulner\u00e1vel<br \/>\n<strong>Nomes comuns:\u00a0<\/strong>Acaju, aguano, araputanga, caoba, cedro-aguano, cedro-mogno e cedrorana.<br \/>\n<strong>Caracter\u00edsticas:\u00a0<\/strong>Sua cor varia do marrom avermelhado ao vermelho. O mogno \u00e9 muito procurado para marcenaria e mob\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>Jacarand\u00e1-da-Bahia<\/strong><br \/>\n<strong>Bioma:\u00a0<\/strong>Mata Atl\u00e2ntica<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Vulner\u00e1vel<br \/>\n<strong>Nomes comuns:\u00a0<\/strong>Cavi\u00fana, gra\u00fana, jacarand\u00e1-cabi\u00fana e pau-preto.<br \/>\n<strong>Caracter\u00edsticas:\u00a0<\/strong>Uma das mais valorizadas madeiras brasileiras. \u00c9 utilizada na marcenaria, para produzir instrumentos de corda e na fabrica\u00e7\u00e3o de pianos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na rota do mercado internacional de madeira, todos os olhos dos pa\u00edses estrangeiros est\u00e3o voltados<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":137583,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/ipe.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/ipe-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/ipe-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/ipe.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/ipe.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/ipe.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/ipe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/ipe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/ipe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/ipe.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Na rota do mercado internacional de madeira, todos os olhos dos pa\u00edses estrangeiros est\u00e3o voltados","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137582"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=137582"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137582\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/137583"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=137582"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=137582"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=137582"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}