{"id":137386,"date":"2020-11-20T13:00:16","date_gmt":"2020-11-20T16:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=137386"},"modified":"2020-11-20T08:18:22","modified_gmt":"2020-11-20T11:18:22","slug":"venenos-de-serpente-e-de-aranha-da-amazonia-tem-potencial-farmacologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/venenos-de-serpente-e-de-aranha-da-amazonia-tem-potencial-farmacologico\/","title":{"rendered":"Venenos de serpente e de aranha da Amaz\u00f4nia t\u00eam potencial farmacol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cobra.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-137387\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cobra-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cobra-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cobra.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e do Instituto Butantan identificaram uma s\u00e9rie de pequenos fragmentos de prote\u00ednas com potencial farmacol\u00f3gico para condi\u00e7\u00f5es card\u00edacas, bact\u00e9rias, fungos, v\u00edrus e c\u00e2ncer, entre outros, no veneno da jararaca-do-norte (<em>Bothrops atrox<\/em>), e de uma esp\u00e9cie de tar\u00e2ntula (<em>Acanthoscurria rondoniae<\/em>), ambas da regi\u00e3o amaz\u00f4nica. No veneno da serpente foram encontrados 105 pept\u00eddeos (fragmentos de prote\u00ednas) e no da aranha, 84 novas toxinas.<\/p>\n<p>\u201cEssa aranha foi muito pouco estudada at\u00e9 hoje. H\u00e1 v\u00e1rios estudos sobre a esp\u00e9cie de serpente, mas n\u00e3o nesse n\u00edvel de detalhe dos pept\u00eddeos, que s\u00e3o mol\u00e9culas pequenas, com poucos amino\u00e1cidos, o que facilita sintetizarmos aquelas que parecerem mais interessantes\u201d, explicou o professor da Escola Paulista de Medicina (EPM), da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), e coordenador dos estudos, Alexandre Tashima.<\/p>\n<p>Nesse estudo com a jararaca-do-norte, os cientistas buscaram diferenciar o veneno das f\u00eameas e dos machos, analisando quatro animais de cada sexo. A hip\u00f3tese era de que as f\u00eameas poderiam ter diferen\u00e7as na composi\u00e7\u00e3o do veneno por serem maiores e por terem a pe\u00e7onha mais potente. O levantamento mostrou que as f\u00eameas t\u00eam maior abund\u00e2ncia de pept\u00eddios que se ligam \u00e0s plaquetas do sangue, podendo interferir mais na coagula\u00e7\u00e3o que a dos machos.<\/p>\n<p>\u201cDependendo do local onde vivem e das presas que t\u00eam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, as serpentes podem ter diferen\u00e7as na composi\u00e7\u00e3o do veneno, mesmo dentro de uma mesma esp\u00e9cie. No caso das f\u00eameas, uma vez que elas precisam proteger os ovos, pode ser que isso tenha favorecido uma sele\u00e7\u00e3o de formas mais potentes das toxinas\u201d, explicou Tashima.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-86883 lazyloaded\" src=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/veneno-cobra.jpg\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" srcset=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/veneno-cobra.jpg 640w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/veneno-cobra-300x141.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"180\" data-srcset=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/veneno-cobra.jpg 640w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/veneno-cobra-300x141.jpg 300w\" data-src=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/veneno-cobra.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><figcaption>Esp\u00e9cie Bothrops atrox \/ Foto: S\u00e1vio S. Sant\u2019Anna<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O estudo mostrou tamb\u00e9m que machos e f\u00eameas t\u00eam uma diversidade de pept\u00eddeos que podem ser estudados no futuro para dar origem a novas classes de medicamentos para hipertens\u00e3o arterial.<\/p>\n<p>No caso da tar\u00e2ntula, o exame das 84 toxinas mostrou semelhan\u00e7as com outras que t\u00eam efeitos bactericidas, antic\u00e2ncer, antif\u00fangicos e antivirais. Foram identificados sete novos pept\u00eddeos ricos em ciste\u00edna (CRP), subst\u00e2ncia comum em aranhas, conhecida por ter efeitos em canais i\u00f4nicos e contra bact\u00e9rias. Al\u00e9m deles, outro pept\u00eddeo tem potencial n\u00e3o apenas bactericida como antif\u00fangico.<\/p>\n<p>Segundo os dados, alguns dos CRPs t\u00eam grande semelhan\u00e7a com outros pept\u00eddeos, de outros animais, que j\u00e1 mostraram resultados promissores contra v\u00edrus. Dois CRPs e quatro pept\u00eddeos menores apresentaram tamb\u00e9m potencial contra c\u00e9lulas tumorais.<\/p>\n<p>\u201cEsse estudo mostra ainda como conhecemos pouco da nossa biodiversidade, a maior do mundo, tanto do ponto de vista biol\u00f3gico e ecol\u00f3gico, quanto farmacol\u00f3gico e biotecnol\u00f3gico. Mol\u00e9culas como essas podem ser exploradas de forma sustent\u00e1vel. Estamos perdendo muitas esp\u00e9cies sem nem mesmo conhec\u00ea-las\u201d, disse Tashima.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo da pesquisa \u00e9 confirmar a a\u00e7\u00e3o dessas subst\u00e2ncias por meio de trabalhos experimentais que dever\u00e3o ser feitos em modelos celulares e animais, j\u00e1 que os resultados s\u00e3o apenas indicativos de atividades biol\u00f3gicas potenciais.<\/p>\n<p>Os estudos s\u00e3o apoiados pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":137387,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cobra.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cobra-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cobra-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cobra.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cobra.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cobra.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cobra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cobra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cobra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cobra.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137386"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=137386"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137386\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/137387"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=137386"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=137386"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=137386"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}