{"id":137334,"date":"2020-11-19T11:00:16","date_gmt":"2020-11-19T14:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=137334"},"modified":"2020-11-18T21:09:28","modified_gmt":"2020-11-19T00:09:28","slug":"52-dos-brasileiros-tem-ao-menos-uma-doenca-cronica-aponta-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/52-dos-brasileiros-tem-ao-menos-uma-doenca-cronica-aponta-ibge\/","title":{"rendered":"52% dos brasileiros t\u00eam ao menos uma doen\u00e7a cr\u00f4nica, aponta IBGE"},"content":{"rendered":"<div class=\"story tbl-forkorts-article\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pressao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-137335\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pressao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pressao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pressao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No Brasil, 52% dos indiv\u00edduos de 18 anos ou mais t\u00eam ao menos uma doen\u00e7a cr\u00f4nica \u2014 f\u00edsica ou mental. A informa\u00e7\u00e3o faz parte da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS), levantamento IBGE em parceria com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, cujos dados mais recentes s\u00e3o de 2019. Segundo o levantamento, a doen\u00e7a com maior incid\u00eancia de diagn\u00f3sticos foi a hipertens\u00e3o, seguida por problema cr\u00f4nico de coluna e depress\u00e3o. A diabetes apareceu em quarto lugar.<\/p>\n<p>Atualmente, doen\u00e7as cr\u00f4nicas s\u00e3o um dos principais problemas de sa\u00fade p\u00fablica do Brasil, com impactos na qualidade de vida, nos servi\u00e7os de atendimento e, \u00e0s vezes, causando incapacidades.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira (18), todas as doen\u00e7as analisadas tiveram aumento desde 2013, ano da \u00faltima PNS.<\/p>\n<p>A pesquisadora da Fiocruz Celia Landman analisa que os resultados da PNS s\u00e3o de &#8220;fundamental import\u00e2ncia&#8221; diante do cen\u00e1rio atual, com processo de envelhecimento na popula\u00e7\u00e3o brasileira, o que muda o perfil de mortalidade, com as doen\u00e7as cr\u00f4nicas passando a constituir problema de muita relev\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Por isso, ela explica, o aumento na prevalencia de doen\u00e7as cr\u00f4nicas j\u00e1 era algo esperado, j\u00e1 que elas t\u00eam rela\u00e7\u00e3o direta com a faixa et\u00e1ria: quanto mais alta, maior a incid\u00eancia.<\/p>\n<p>\u2014 Al\u00e9m de ter mais informa\u00e7\u00f5es sobre essas doen\u00e7as, precisamos ter as preval\u00eancias nos \u00faltimos anos, como mostra a pesquisa, porque servem para dimensionar as necessidades de sa\u00fade p\u00fablica do pa\u00eds e orientar o planejamento da oferta de servi\u00e7os \u2014 comenta Landman. \u2014 O risco de desenvolver doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis podem ser drasticamente reduzidos pela ado\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos saud\u00e1veis, como pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica e alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel.<\/p>\n<h2>Hipertens\u00e3o<\/h2>\n<p>Tamb\u00e9m conhecida popularmente como press\u00e3o alta, a hipertens\u00e3o atingiu 23, 9% das pessoas em 2019. H\u00e1 seis anos, a taxa era de 21, 4%. A propor\u00e7\u00e3o aumenta de acordo com a idade: 56,6% das pessoas de 65 a 74 anos afirmaram terem recebido este diagn\u00f3stico, e 62,1% entre a popula\u00e7\u00e3o com 75 ou mais.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m parece ter influ\u00eancia neste fator, j\u00e1 que a maior porcentagem de pessoas com hipertens\u00e3o n\u00e3o t\u00eam instru\u00e7\u00e3o ou t\u00eam o fundamental incompleto. Al\u00e9m disso, a maioria dos pacientes foi atendido nos servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade: 66,4% haviam realizado sua \u00faltima consulta h\u00e1 menos de um ano nas unidades do SUS.<\/p>\n<h2>Depress\u00e3o<\/h2>\n<p>A quantidade de pessoas com depress\u00e3o no Brasil tamb\u00e9m aumentou nos \u00faltimos seis anos. Em 2013, a doen\u00e7a atingia 7,6% da popula\u00e7\u00e3o adulta. No ano passado, a taxa subiu para 10,2%, ou 16 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>As mulheres s\u00e3o as principais afetadas: 14,7% delas disseram ter depress\u00e3o, contra 5,1% dos homens.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o Sul do pa\u00eds apresentou a maior taxa da doen\u00e7a, seguida pela Sudeste e Centro-Oeste. Para se ter uma ideia das disparidades, o Par\u00e1, o estado com menos incid\u00eancia, teve 4,1% de diagn\u00f3sticos e o Rio Grande do Sul, 17,9%. A maioria (47,4%) das pessoas com depress\u00e3o se consultaram em consult\u00f3rios particulares ou cl\u00ednicas privadas.<\/p>\n<p>Especialista em Sa\u00fade P\u00fablica, Ligia Bahia explica que as doen\u00e7as cr\u00f4nicas representam um impacto &#8220;imenso&#8221; porque afeta desde o desempenho laboral at\u00e9 a vida amorosa, considerando entre as doen\u00e7as cr\u00f4nicas a alta preval\u00eancia de depress\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 Para o sistema de sa\u00fade \u00e9 relevante definir pol\u00edticas que, de fato, reduzam os riscos que causam as doen\u00e7as cr\u00f4nicas desde propiciar contato entre m\u00e3es e beb\u00eas at\u00e9 como controlar os alimentos ultraprocessados \u2014 argumenta a professora da UFRJ.<\/p>\n<p>Landman acrescenta que o aumento na preval\u00eancia de depress\u00e3o pode ser explicado por uma melhora nos diagn\u00f3sticos, o que ela considera um fator positivo:<\/p>\n<p>\u2014 Com um diagn\u00f3stico precoce, pode aumentar a qualidade de vida e h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o das hospitaliza\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias \u2014 afirma a pesquisadora, chamando aten\u00e7\u00e3o para o fato de que crescimento de diagn\u00f3sticos tamb\u00e9m pode acarretar em mais pessoas sofrendo de quest\u00f5es associadas, como sobrepeso.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, 52% dos indiv\u00edduos de 18 anos ou mais t\u00eam ao menos uma doen\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":137335,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pressao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pressao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pressao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pressao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pressao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pressao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pressao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pressao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pressao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/pressao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"No Brasil, 52% dos indiv\u00edduos de 18 anos ou mais t\u00eam ao menos uma doen\u00e7a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137334"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=137334"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137334\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/137335"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=137334"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=137334"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=137334"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}