{"id":137271,"date":"2020-11-18T15:00:14","date_gmt":"2020-11-18T18:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=137271"},"modified":"2020-11-18T08:25:42","modified_gmt":"2020-11-18T11:25:42","slug":"falesias-cearenses-sofrem-com-degradacao-e-riscos-de-acidentes-sao-constantes-alerta-especialista%e2%80%8b","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/falesias-cearenses-sofrem-com-degradacao-e-riscos-de-acidentes-sao-constantes-alerta-especialista%e2%80%8b\/","title":{"rendered":"Fal\u00e9sias cearenses sofrem com degrada\u00e7\u00e3o e riscos de acidentes s\u00e3o constantes, alerta especialista\u200b"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/falesias.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-137272\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/falesias-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/falesias-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/falesias.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Na manh\u00e3 da ter\u00e7a-feira (17), um deslizamento de parte de uma fal\u00e9sia na praia de Pipa, no Rio Grande do Norte,<a href=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/pais\/parte-de-falesia-desmorona-e-deixa-mortos-na-praia-de-pipa-no-rio-grande-do-norte-1.3012295\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>\u00a0ocasionou a morte de tr\u00eas pessoas por soterramento<\/strong><\/a>. O acidente acende um alerta sobre as fal\u00e9sias cearenses, distribu\u00eddas em todo o litoral e consideradas atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica do Estado. Especialistas destacam que esses monumentos naturais tem sofrido com a degrada\u00e7\u00e3o constante, aumentando assim o riscos de desabamentos.<\/p>\n<p>&#8220;Pode ocorrer esses acidentes aqui, com certeza. Estamos falando de uma forma de relevo que est\u00e1 disposto no nosso litoral, \u00e9 um sistema din\u00e2mico, especialmente quando falamos de fal\u00e9sias vivas, que s\u00e3o essas que tem em Jericoacoara, Beberibe e litoral de Caucaia. Essas fal\u00e9sias elas sofrem com o processo din\u00e2mico de a\u00e7\u00e3o do mar na sua base. \u00c9 a a\u00e7\u00e3o marinha que vai desgastando a base da fal\u00e9sia e auxiliando problemas como o que ocorreu na praia de Pipa, no dia de hoje (17)&#8221;, aponta o professor Davis Pereira de Paula, vice-coordenador do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia da Universidade Estadual do Cear\u00e1 (Uece),<\/p>\n<p>Quanto a a\u00e7\u00e3o tur\u00edstica nos locais, Pereira ressalta o avan\u00e7o do processo de desgaste. &#8220;A gente j\u00e1 t\u00e1 em um ambiente de fragilidade, se voc\u00ea tem o uso desordenado isso vai trazer impactos, como desagregamento das part\u00edculas da pr\u00f3pria fal\u00e9sia. O grande charme de se visitar as fal\u00e9sias, \u00e9 ir at\u00e9 a sua escarpa e tirar uma foto pegando o mar ao fundo, s\u00f3 que ali \u00e9 uma \u00e1rea de risco onde pode ter um processo de colapso da fal\u00e9sia&#8221;.<\/p>\n<h2>Identificar riscos<\/h2>\n<p>Conforme explica Rhaiane Rodrigues, doutoranda em Ci\u00eancias Marinhas Tropicais do Instituto de Ci\u00eancias do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC), \u00e9 poss\u00edvel identificar quando uma fal\u00e9sia est\u00e1 preste a desmoronar,\u00a0<strong>observando a estrutura da parte superior<\/strong>\u00a0onde tem a maior inclina\u00e7\u00e3o. &#8220;Se voc\u00ea for em uma praia com fal\u00e9sias e identificar que na escarpa a base est\u00e1 um pouquinho para dentro, como se fosse uma minicaverna, n\u00e3o fique perto, porque em pouco tempo, a gente n\u00e3o consegue saber exatamente em quanto tempo, ela vai desmoronar&#8221;, alerta.<\/p>\n<h2>A\u00e7\u00f5es para evitar acidentes\u200b<\/h2>\n<p>De acordo com o Professor Jeovah Meireles, do Departamento de Geografia da UFC, algumas inciativas podem ser tomadas para prevenir acidentes. &#8220;Essas \u00e1reas, agora principalmente, devem ser definidas em mapas, com escala de detalhes e com an\u00e1lise da evolu\u00e7\u00e3o espa\u00e7o temporal do recuo da fal\u00e9sia&#8221;, pontua. &#8220;D\u00e1 para se contar a frequ\u00eancia de desmoronamento e deslizamento com as ferramentas que j\u00e1 temos&#8221;, complementa.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante definir \u00e1reas de acesso livre e restrito, e definir essas restri\u00e7\u00f5es desde o menor risco at\u00e9 o risco m\u00e1ximo&#8221;, enfatiza Meireles. O professor Davis Pereira de Paula tamb\u00e9m acredita que investir no mapeamento, monitoramento e sinaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a sa\u00edda para que acidentes com v\u00edtimas n\u00e3o ocorram. &#8220;A sinaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 algo muito importante quando se fala de ambientes costeiros, pois \u00e9 algo muito din\u00e2mico. Na fal\u00e9sia, se voc\u00ea n\u00e3o tem uma placa indicando que \u00e9 uma \u00e1rea de risco, sujeita a mudan\u00e7as muito r\u00e1pidas e bruscas, que podem ocasionar o desmoronamento de blocos, ent\u00e3o pode levar a pessoa entender que \u00e9 um local seguro&#8221;.<\/p>\n<h2>Fiscaliza\u00e7\u00e3o em fal\u00e9sias\u200b<\/h2>\n<p>Respons\u00e1vel pela fiscaliza\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de fal\u00e9sias, a Superintend\u00eancia Estadual do Meio Ambiente (Semace) destaca restri\u00e7\u00f5es a diversas atividades nessas \u00e1reas, como retirada ou desmonte das forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas, incluindo a vegeta\u00e7\u00e3o que as protegem e\/ou circundante, natural ou n\u00e3o;\u00a0 constru\u00e7\u00e3o;\u00a0 realiza\u00e7\u00e3o de obras civis, de terraplenagem, a abertura de vias ou o cercamento sobre as forma\u00e7\u00f5es geomorfol\u00f3gicas que comp\u00f5em as fal\u00e9sia; entre outras atividades danosas previstas na legisla\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>&#8220;Nessas \u00e1reas existem algumas exce\u00e7\u00f5es do que pode fazer, como obras de interesse social e atividades de baixo impacto. A Semace tem obriga\u00e7\u00e3o por fiscalizar qualquer infra\u00e7\u00e3o ambiental que atinja uma \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente, o nosso objetivo [com a fiscaliza\u00e7\u00e3o] \u00e9 preservar a fal\u00e9sia, n\u00e3o necessariamente evitar acidentes, mas tendo em vista a import\u00e2ncia dessas \u00e1reas para o meio ambiente&#8221;, explica Pablo Mapurunga,\u00a0 gerente de execu\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o da Semace.<\/p>\n<p>Em sua p\u00e1gina, o \u00f3rg\u00e3o enfatiza que &#8220;a colabora\u00e7\u00e3o da sociedade \u00e9 imprescind\u00edvel na gest\u00e3o desta unidade de conserva\u00e7\u00e3o, denunciando as agress\u00f5es ao meio ambiente e adotando atitudes que propiciem o desenvolvimento de uma consci\u00eancia ecol\u00f3gica na popula\u00e7\u00e3o e nos visitantes&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 Secretaria do Meio Ambiente (Sema) informa que det\u00e9m a gest\u00e3o de algumas unidades de conserva\u00e7\u00e3o que t\u00eam falesias em seu territ\u00f3rio, como Monumento Natural das Fal\u00e9sias de Beberibe, Apa da lagoa do Urua\u00fa e Apa das Dunas da Lagoinha. Al\u00e9m disso, destaca que o Zoneamento Ecol\u00f3gico Econ\u00f4mico est\u00e1 sendo realizado sob coordena\u00e7\u00e3o da Sema, e estabelece diretrizes de ordenamento e gest\u00e3o do territ\u00f3rio, com base nas caracter\u00edsticas naturais.<\/p>\n<p>&#8220;Cabe mencionar que as fal\u00e9sias vivas s\u00e3o consideradas \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente &#8211; APP, de acordo com a Lei Estadual 13.796\/2006, art. 14. Por isso \u00e9 muito importante que instrumentos de gest\u00e3o de territ\u00f3rio (ZEEC, PLANO DIRETOR etc.) sejam efetivamente norteadores de um crescimento ordenado e sustent\u00e1vel em cada territ\u00f3rio municipal, resguardando os atributos naturais relevantes&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na manh\u00e3 da ter\u00e7a-feira (17), um deslizamento de parte de uma fal\u00e9sia na praia de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":137272,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/falesias.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/falesias-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/falesias-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/falesias.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/falesias.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/falesias.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/falesias.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/falesias.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/falesias.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/falesias.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Na manh\u00e3 da ter\u00e7a-feira (17), um deslizamento de parte de uma fal\u00e9sia na praia de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137271"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=137271"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137271\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/137272"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=137271"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=137271"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=137271"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}