{"id":137213,"date":"2020-11-16T12:45:17","date_gmt":"2020-11-16T15:45:17","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=137213"},"modified":"2020-11-16T12:45:17","modified_gmt":"2020-11-16T15:45:17","slug":"coronavirus-melhorou-ou-piorou-a-alimentacao-depende-do-seu-grupo-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/coronavirus-melhorou-ou-piorou-a-alimentacao-depende-do-seu-grupo-social\/","title":{"rendered":"Coronav\u00edrus melhorou ou piorou a alimenta\u00e7\u00e3o? Depende do seu grupo social"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/dieta.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-137214\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/dieta-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/dieta-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/dieta.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O\u00a0<a href=\"http:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/coronavirus\"><strong>coronav\u00edrus<\/strong><\/a>\u00a0virou a vida do brasileiro de cabe\u00e7a pra baixo \u2014 e\u00a0<a href=\"http:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/alimentacao-saudavel\"><strong>a alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a>\u00a0n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que, enquanto dois estudos sugerem melhorias nos h\u00e1bitos \u00e0 mesa no Brasil, outro aponta pioras. Por que conclus\u00f5es t\u00e3o discrepantes? E o que tirar de cada levantamento?<\/p>\n<p>Comecemos pela\u00a0<a href=\"https:\/\/nutrinetbrasil.fsp.usp.br\/\"><strong>pesquisa NutriNet, conduzida no N\u00facleo de Pesquisas Epidemiol\u00f3gicas em Nutri\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade da Universidade de S\u00e3o Paulo (Nupens\/USP)<\/strong><\/a>. Os experts colheram respostas sobre a dieta de brasileiros entre os dias 6 de janeiro e 15 de fevereiro de 2020 e, depois, repetiram o processo entre o 10 e o 19 de maio. Ou seja, h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es de antes e depois da pandemia.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o revela aumentos pequenos, mas significativos, no consumo de verduras e legumes (de 87,3% para 89,1%), frutas (de 78,3% para 81,8%) e leguminosas (de 53,5% para 55,3%).<\/p>\n<p>Essa tend\u00eancia positiva \u00e9 refor\u00e7ada por uma enquete mais recente (feita de 22 de setembro a 6 de outubro), encomendada pela Herbalife Nutrition e conduzida pela One Poll. A \u201cPesquisa Global Sobre H\u00e1bitos Alimentares na Pandemia\u201d abordou 28 mil pessoas de 30 pa\u00edses (mil s\u00e3o daqui) e indica que 50% dos brasileiros afirmaram estar consumindo mais\u00a0<a href=\"http:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/frutas-e-verduras\"><strong>frutas<\/strong><\/a>\u00a0e verduras ap\u00f3s a chegada da Covid-19. J\u00e1 45% disseram que vem ingerindo mais itens \u00e0 base de plantas e 43% alegaram reduzir o espa\u00e7o da carne no card\u00e1pio.<\/p>\n<p><strong>O outro lado da dieta nacional<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 um terceiro estudo,\u00a0<a href=\"https:\/\/convid.fiocruz.br\/index.php?pag=alimentacao\"><strong>a ConVid Pesquisa de Comportamentos<\/strong><\/a>, traz conclus\u00f5es diferentes. A partir de question\u00e1rios preenchidos por 44 mil brasileiros, os cientistas notaram\u00a0<strong>uma maior dificuldade de consumir alimentos saud\u00e1veis cinco vezes ou mais por semana<\/strong>. O trabalho, conduzido pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (FioCruz) em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal de Minas Gerais, conclui:<\/p>\n<ul>\n<li>33% das pessoas afirmaram consumir legumes e verduras cinco vezes ou mais na semana durante a pandemia, contra 37,3% antes dessa crise<br \/>\n\u2022 No caso das frutas, o n\u00famero caiu de 32,8% para 31,9%<br \/>\n\u2022 Quanto \u00e0s leguminosas, 31,9% disseram com\u00ea-las cinco vezes ou mais por semana durante a pandemia. Mas 32,8% alegaram que tinham esse h\u00e1bito positivo antes do desembarque do coronav\u00edrus<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m disso, a pesquisa revela um crescimento no consumo de\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/alimentacao\/alimentos-ultraprocessados-elevam-risco-de-doencas-cardiovasculares\/\"><strong>alimentos ultraprocessados, que s\u00e3o ligados a diferentes problemas de sa\u00fade<\/strong><\/a>:<\/p>\n<ul>\n<li>10% dos volunt\u00e1rios admitiram ingerir congelados (como pizzas, lasanhas e pratos prontos) em dois ou mais dias na semana antes da pandemia. A taxa aumentou para 14,6% durante a pandemia<br \/>\n\u2022 Quando o assunto s\u00e3o salgadinhos de pacote, o \u00edndice subiu de 9,5% para 13,2%<br \/>\n\u2022 Por fim, o consumo de doces (que incluem chocolates, biscoitos e peda\u00e7os de tortas ou bolos) foi de 41,3% para 47,1%.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Parte dessa diferen\u00e7a entre os estudos pode ser explicada pela forma com a qual os pesquisadores questionaram os volunt\u00e1rios. Ora, m\u00e9todos diferentes trazem dados diferentes.<\/p>\n<p>Mas outro ponto important\u00edssimo \u00e9 o perfil dos entrevistados \u2014 e daqui podemos tirar ensinamentos. O pr\u00f3prio relat\u00f3rio do estudo NutriNet, da USP, admite que o trabalho da Fiocruz selecionou um grupo de respondentes com caracter\u00edsticas sociodemogr\u00e1ficas mais representativas de toda a popula\u00e7\u00e3o adulta do Brasil.<\/p>\n<p>No caso da NutriNet, 78% do p\u00fablico analisado era composto por mulheres e quase 80% morava no Sul e no Sudeste. Conclus\u00e3o: estamos falando de um grupo mais feminino e rico do que a m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p>Isso sugere que as\u00a0<a href=\"http:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/saude-da-mulher\"><strong>mulheres<\/strong><\/a>\u00a0podem se cuidar melhor em tempos de pandemia e que o dinheiro \u00e9 importante para manter a alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, especialmente numa crise que afetou a economia.<\/p>\n<p>A habilidade feminina de n\u00e3o deixar o coronav\u00edrus sabotar a dieta parece ser confirmada\u00a0<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/brasileiras-passaram-a-cozinhar-mais-e-abandonaram-dietas-na-pandemia\/\"><strong>por outro estudo da USP<\/strong><\/a>\u00a0\u2014 esse conduzido pela Faculdade de Medicina da institui\u00e7\u00e3o. Focado apenas em mulheres (74,5% da regi\u00e3o Sudeste), ele coletou respostas de 1 183 participantes entre junho e setembro de 2020. Os dados mostram que elas est\u00e3o cozinhando mais, abandonando dietas radicais e reduzindo a ingest\u00e3o de \u00e1lcool.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0coronav\u00edrus\u00a0virou a vida do brasileiro de cabe\u00e7a pra baixo \u2014 e\u00a0a alimenta\u00e7\u00e3o\u00a0n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. 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