{"id":137154,"date":"2020-11-15T13:00:03","date_gmt":"2020-11-15T16:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=137154"},"modified":"2020-11-14T21:19:12","modified_gmt":"2020-11-15T00:19:12","slug":"erupcoes-estelares-podem-ajudar-cientistas-a-saberem-se-um-planeta-e-habitavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/erupcoes-estelares-podem-ajudar-cientistas-a-saberem-se-um-planeta-e-habitavel\/","title":{"rendered":"Erup\u00e7\u00f5es estelares podem ajudar cientistas a saberem se um planeta \u00e9 habit\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/exoplaneta.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-137155\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/exoplaneta-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/exoplaneta-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/exoplaneta.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em um novo estudo publicado nesta segunda-feira (9) na revista Monthly Notices of Royal Astronomical Society, um grupo de cientistas abordou um tema pouco explorado que pode se tornar \u00fatil na busca por vida alien\u00edgena: a eros\u00e3o atmosf\u00e9rica dos planetas. De acordo com a equipe, analisar esse fator pode ajudar a determinar se um mundo distante \u00e9 habit\u00e1vel ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Descobrir quais mundos podem ser habit\u00e1veis \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia antes mesmo de procurar por seres vivos, pois \u00e9 atrav\u00e9s da habitabilidade planet\u00e1ria que astr\u00f4nomos sabem onde procurar bioassinaturas (ou seja, rastros qu\u00edmicos de origem biol\u00f3gica). A habitabilidade \u00e9 determinada por uma s\u00e9rie de caracter\u00edsticas, como a temperatura, presen\u00e7a de \u00e1gua l\u00edquida e composi\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica.<\/p>\n<p>Em exoplanetas (mundos que orbitam estrelas que n\u00e3o o Sol) distantes, \u00e9 dif\u00edcil detectar certas caracter\u00edsticas. Mas o novo estudo prop\u00f5e mais uma abordagem para determinar a habitabilidade. Liderada pelo pesquisador Dimitra Atri, a equipe apresentou o processo de an\u00e1lise de dados de erup\u00e7\u00f5es estelares captados pelo telesc\u00f3pio espacial TESS da\u00a0<a class=\"linkagem\" title=\"Ir para tudo sobre NASA\" href=\"https:\/\/canaltech.com.br\/empresa\/nasa\/\">NASA<\/a>. Eles constataram que as erup\u00e7\u00f5es de energia mais baixa e mais frequentes tiveram um impacto maior na atmosfera dos planetas do que as chamas mais energ\u00e9ticas \u2014 que s\u00e3o mais raras.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/imagens.canaltech.com.br\/224925.455495-exoplaneta-kepler-186f.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" \/>Conceito do exoplaneta Kepler-186f, o primeiro rochoso que o telesc\u00f3pio Kepler da NASA descobriu na zona habit\u00e1vel de uma estrela, em 2014 (Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/NASA)<\/p>\n<p>Essas emiss\u00f5es repentinas de energia solar consistem em f\u00f3tons ultravioleta (XUV) extremos e part\u00edculas carregadas capazes de alterar a atmosfera superior de um planeta, e isso foi verificado na an\u00e1lise de dados apresentada neste estudo. Essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito \u00fatil, pois poder\u00e1 ser implementada nos m\u00e9todos de verifica\u00e7\u00e3o de habitabilidade de exoplanetas. Em outras palavras, medir as erup\u00e7\u00f5es da estrela anfitri\u00e3 pode dar pistas se algum planeta em sua \u00f3rbita apresenta atmosfera habit\u00e1vel ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Os cientistas tamb\u00e9m descobriram como diferentes tipos de estrelas com radia\u00e7\u00e3o ultravioleta extrema (XUV) aferam os planetas em suas \u00f3rbitas, atrav\u00e9s de erup\u00e7\u00f5es estelares. At\u00e9 ent\u00e3o, os efeitos da atividade estelar sobre uma atmosfera ainda n\u00e3o haviam sido bem compreendidos \u2014 e provavelmente novas descobertas podem estar a caminho.<\/p>\n<p>Como exemplo de pr\u00f3ximas descobertas a serem feitas, o artigo aponta para a necessidade de uma melhor modelagem num\u00e9rica para prever o escape atmosf\u00e9rico, ou seja, para descobrir como os exoplanetas liberam gases da sua atmosfera para o espa\u00e7o. Esse escape pode significar uma atmosfera mais fina e, portanto, poucas chances do planeta ser habit\u00e1vel.<\/p>\n<p>A equipe continuar\u00e1 seu estudo, com planos de expandir o conjunto de dados para analisar ainda mais erup\u00e7\u00f5es estelares de diversas estrelas para saber quais s\u00e3o os efeitos de longo prazo sobre os exoplanetas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um novo estudo publicado nesta segunda-feira (9) na revista Monthly Notices of Royal Astronomical<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":137155,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/exoplaneta.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/exoplaneta-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/exoplaneta-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/exoplaneta.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/exoplaneta.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/exoplaneta.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/exoplaneta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/exoplaneta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/exoplaneta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/exoplaneta.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em um novo estudo publicado nesta segunda-feira (9) na revista Monthly Notices of Royal Astronomical","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137154"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=137154"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137154\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/137155"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=137154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=137154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=137154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}