{"id":137096,"date":"2020-11-14T09:55:21","date_gmt":"2020-11-14T12:55:21","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=137096"},"modified":"2020-11-14T09:55:21","modified_gmt":"2020-11-14T12:55:21","slug":"o-vale-do-rio-tejo-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-vale-do-rio-tejo-em-portugal\/","title":{"rendered":"O vale do Rio Tejo, em Portugal"},"content":{"rendered":"<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/consuladoportugalsp.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/vinhais.jpg\" alt=\"A REGI\u00c3O DO TEJO SE RENOVA | Consulado Geral de Portugal em S\u00e3o Paulo\" width=\"639\" height=\"329\" \/>A curta dist\u00e2ncia da bela capital Lisboa, pr\u00f3xima ao centro de Portugal, encontra-se a surpreendente e promissora regi\u00e3o vitivin\u00edcola do Tejo<\/em><\/p>\n<p>O majestoso Tejo, o maior rio de Portugal, interliga uma enorme \u00e1rea com cerca de 12.500 hectares recobertos de vinhedos que se estendem por 21 munic\u00edpios. Ele \u00e9 o mais destacado e importante elemento no cen\u00e1rio, e sua magnitude influencia, ano ap\u00f3s ano, a fertilidade, as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e o terroir dos vinhos l\u00e1 produzidos, nas mais variadas microrregi\u00f5es ao longo de seu curso. Manh\u00e3s frescas e dias longos e quentes asseguram a boa matura\u00e7\u00e3o dos frutos, mas a amplitude t\u00e9rmica tamb\u00e9m contribui para a obten\u00e7\u00e3o de uvas ricas em aromas e sabores, elevando a m\u00e9dia de qualidade dos vinhos do Tejo, conferindo-lhes um car\u00e1ter \u201cspice\u201d e proporcionando para alguns r\u00f3tulos um not\u00e1vel potencial de guarda.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/22859645-8c7-fee\/FT631A\/MalvedosStonySoil.jpg\" alt=\"Enoturismo entre Lisboa e Porto vai muito al\u00e9m das provas de vinho - Jornal  O Globo\" width=\"640\" height=\"343\" \/>Dos 12.500 hectares plantados, 2.500 hectares s\u00e3o de vinhas em propriedades abrangidas pela Denomina\u00e7\u00e3o de Origem Controlada (DOC), que regula rigidamente as condi\u00e7\u00f5es de plantio e produ\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. Outros 5 mil hectares s\u00e3o de vinhedos de classifica\u00e7\u00e3o IG Tejo, ou seja, Origem Geogr\u00e1fica, uma classifica\u00e7\u00e3o menos r\u00edgida que a DOC, mas que garante a proced\u00eancia e a autenticidade geogr\u00e1fica dos vinhos.<\/p>\n<p>No Tejo, a arte de produzir vinhos remonta a cerca de 2.000 a.C., quando os tartessos iniciaram a planta\u00e7\u00e3o da vinha junto \u00e0s margens do grande rio. No passado, a regi\u00e3o tinha uma enorme produ\u00e7\u00e3o que abastecia o mercado interno com vinhos de baixo custo e as col\u00f4nias portuguesas na \u00c1frica.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/3\/2\/1605200030723.jpg\" alt=\"ctv-avg-foto-2\" width=\"639\" height=\"426\" \/>Ponte D. Lu\u00eds sobre o Rio Tejo, ponte que liga Santar\u00e9m a Almeirim Foto: CVR &#8211; Tejo<\/p>\n<p>No ano de 1765 teria acontecido, por raz\u00f5es desconhecidas, o desaparecimento dos vinhedos nos campos do Tejo, por uma ordem supostamente imposta pelo marqu\u00eas de Pombal. Foi ele que, em 1756, criou a primeira regi\u00e3o demarcada de vinhos do mundo, o Douro, onde at\u00e9 hoje s\u00e3o produzidos vinhos de excepcional qualidade, como o c\u00e9lebre vinho do Porto. A regi\u00e3o demarcada do Tejo \u00e9 mais jovem: em 1997, foi criada a Comiss\u00e3o Vitivin\u00edcola Regional do Ribatejo, \u00e0 qual se sucede a constitui\u00e7\u00e3o por lei da Comiss\u00e3o Vitivin\u00edcola Regional do Tejo, em 2009, seguindo-se a rota dos vinhos do Tejo.<\/p>\n<p>Hoje, o respeito \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es associado a uma vis\u00e3o enol\u00f3gica mais moderna, praticada principalmente por uma nova gera\u00e7\u00e3o de jovens en\u00f3logos, v\u00eam transformando o cen\u00e1rio vitivin\u00edcola nessa linda regi\u00e3o, a ponto de os vinhos do Tejo serem considerados promissoramente uma nova gera\u00e7\u00e3o de vinhos emergindo do pa\u00eds. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 variada e democr\u00e1tica: h\u00e1 desde vinhos simples, jovens e frutados, de pre\u00e7o combativo e feitos para serem bebidos ainda jovens, passando por vinhos de m\u00e9dia gama, chegando a r\u00f3tulos sofisticados e com potencial de guarda. Independentemente das microrregi\u00f5es de onde v\u00eam os vinhos brancos do Tejo, eles s\u00e3o arom\u00e1ticos, de \u00f3tima acidez e frescor. Os tintos, por sua vez, t\u00eam muito equil\u00edbrio, s\u00e3o frescos e de taninos muito polidos, com destaque para seu car\u00e1ter frutado. S\u00e3o elaborados ainda no Tejo vinhos ros\u00e9s, espumantes, frisantes, licorosos e r\u00f3tulos de colheita tardia. A produ\u00e7\u00e3o anual, que n\u00e3o para de crescer, atingiu em 2019 cerca de 60 milh\u00f5es de litros.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/7\/6\/1605200032467.jpg\" alt=\"ctv-o9z-foto-3\" width=\"639\" height=\"426\" \/>Vinhedos no terroir da charneca Foto: CVR &#8211; Tejo<\/p>\n<p><strong>Rota dos vinhos do Tejo<\/strong><\/p>\n<p>Algu\u00e9m j\u00e1 ouviu falar do gado Mertolengo? Achig\u00e3 grelhado? A\u00e7orda de S\u00e1vel, Fata\u00e7a na Telha, Torricado, Filhoses Ribatejanas? Essas s\u00e3o apenas algumas das iguarias da saborosa culin\u00e1ria do Ribatejo, \u00e0 espera dos viajantes que por l\u00e1 se aventuram. Na paisagem, vilas medievais paradas no tempo, floresta de sobreiros, vastos olivais, castelos g\u00f3ticos, mosteiros manuelinos, propriedades seculares mantidas por sucessivas gera\u00e7\u00f5es, muitas hoje convertidas em acolhedores hot\u00e9is e restaurantes, dedicadas ao enoturismo e a oferecer a imbat\u00edvel e calorosa hospitalidade portuguesa e a pujante gastronomia do Ribatejo. Uma experi\u00eancia para viver e reviver \u2013 uma vez que \u00e9 imposs\u00edvel ir a Portugal e n\u00e3o morrer de saudade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A curta dist\u00e2ncia da bela capital Lisboa, pr\u00f3xima ao centro de Portugal, encontra-se a surpreendente<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A curta dist\u00e2ncia da bela capital Lisboa, pr\u00f3xima ao centro de Portugal, encontra-se a surpreendente","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137096"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=137096"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137096\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=137096"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=137096"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=137096"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}