{"id":136939,"date":"2020-11-12T12:30:29","date_gmt":"2020-11-12T15:30:29","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=136939"},"modified":"2020-11-11T19:10:42","modified_gmt":"2020-11-11T22:10:42","slug":"bem-vindo-abacaxi-conheca-o-rei-dos-frutos-que-abencoa-nossa-digestao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/bem-vindo-abacaxi-conheca-o-rei-dos-frutos-que-abencoa-nossa-digestao\/","title":{"rendered":"Bem-vindo, abacaxi! Conhe\u00e7a o rei dos frutos, que aben\u00e7oa nossa digest\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/abacaxi.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-136940\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/abacaxi-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/abacaxi-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/abacaxi.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Olha que deliciosa coincid\u00eancia marca o lan\u00e7amento desta coluna. Parece at\u00e9 sorte de estreante. N\u00e3o bastasse aparecer entre as primeiras palavras do dicion\u00e1rio \u2014 e a ideia aqui \u00e9 brincar com o ABC para falar sobre in\u00fameros alimentos \u2014, o\u00a0<strong>abacaxi<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m representa boas-vindas.<\/p>\n<p>Muito antes das caravelas europeias aportarem em terras americanas, os ind\u00edgenas j\u00e1 colocavam o vegetal na entrada das moradias para receber os visitantes. Era um s\u00edmbolo de\u00a0<strong>acolhimento e amizade<\/strong>.<\/p>\n<p>Diz-se que alguns estrangeiros adotaram o costume em suas casas. Nobres passaram a oferecer a iguaria como sinal de hospitalidade. Em mesas bem mais simples, e passados s\u00e9culos e s\u00e9culos, surgiu em forma de jarra pl\u00e1stica com aquele toque de aconchego, de casa da v\u00f3.<\/p>\n<p>O abacaxi tamb\u00e9m j\u00e1 foi visto como \u00edcone de riqueza. Da\u00ed que, em tempos coloniais, o fruto exposto na fachada refletia\u00a0<strong>prosperidade<\/strong>. Inclusive, quem passeia sem pressa pelas ruas do centro hist\u00f3rico de Paraty, no Rio de Janeiro, dificilmente deixa de notar um sobrado antigo, todo adornado com figuras geom\u00e9tricas e uma por\u00e7\u00e3o de abacaxis sobre suas grades superiores.<\/p>\n<p>Ao que tudo indica, foram os\u00a0<strong>guaranis<\/strong>\u00a0que domesticaram a esp\u00e9cie. Diante do sabor e da beleza, esses povos quiseram t\u00ea-la sempre por perto e assim come\u00e7aram a cultiv\u00e1-la. O abacaxizeiro tem sua origem no centro do Brasil e do Paraguai. Dali come\u00e7ou sua viagem pela Am\u00e9rica Central, alcan\u00e7ou o M\u00e9xico e as Antilhas e seguiu para al\u00e7ar a fama do outro lado do oceano.<\/p>\n<p>Seu nome tamb\u00e9m \u00e9 obra dos \u00edndios. Deriva do tupi-guarani, onde \u201cib\u00e1\u201d significa \u201cfruto\u201d, e \u201ccati\u201d quer dizer \u201ccheiroso\u201d. Ningu\u00e9m contesta. O aroma apresenta propriedades sensoriais incomuns, dificilmente obtidas por s\u00edntese qu\u00edmica. Subst\u00e2ncias de nomes complicados, caso dos \u00e9steres al\u00edlicos, est\u00e3o entre as principais respons\u00e1veis pelo perfume.<\/p>\n<p>Para os bot\u00e2nicos, trata-se de uma infrutesc\u00eancia, ou seja, um agrupamento de frutos. Ele \u00e9 composto por um conjunto de at\u00e9 200 pequenas bagas carnosas e cada um desses gomos surge a partir de uma flor. J\u00e1 a famosa coroa \u00e9 um tufo de folhas. Ela serve, inclusive, como muda para o replantio.<\/p>\n<p>O formato encantou os estrangeiros. Basta ver a descri\u00e7\u00e3o do frei portugu\u00eas Antonio do Ros\u00e1rio (1647-1704), autor de\u00a0<em>Frutas do Brasil<\/em>, obra que mescla natureza e ensinamentos religiosos: \u201cNasce com coroa como rei; na casca, que parece um brocado em pinhas, tem a roupa real; nos espinhos, como arqueiros, tem a sua guarda; pelas ins\u00edgnias reais com que a natureza o produziu t\u00e3o singular, de grande e formosa estatura, tem a forma digna de imp\u00e9rio\u2026\u201d.<\/p>\n<h3>Reinado nutricional<\/h3>\n<p>Se a coroa torna o abacaxi a majestade dos frutos, uma subst\u00e2ncia muito particular contribui para ele ser considerado um alimento\u00a0<em>sui generis.<\/em>\u00a0\u00c9 a\u00a0<strong>bromelina<\/strong>. Est\u00e1 presente em toda a sua estrutura, com grande concentra\u00e7\u00e3o no cilindro central e \u00e9 exatamente por causa dela que aquele talinho pinica a l\u00edngua de algumas pessoas mais sens\u00edveis.<\/p>\n<p>Esse ingrediente, na verdade uma enzima, tornou-se famoso por interferir com as prote\u00ednas, quebrando-as. Na dose certa, pode compor marinadas, atuando como\u00a0<strong>amaciante de carnes<\/strong>. S\u00f3 n\u00e3o vale exagero porque o efeito \u00e9 potente e os bifes podem at\u00e9 desmanchar.<\/p>\n<p>No nosso organismo, a bromelina colabora para a\u00a0<a href=\"http:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/saude-gastrointestinal\"><strong>boa digest\u00e3o<\/strong><\/a>. Uma sugest\u00e3o \u00e9 apreciar algumas fatias de abacaxi depois do churrasco.<\/p>\n<p>Ainda que existam variedades mais doces, caso do P\u00e9rola, a acidez sempre estar\u00e1 presente. Sem d\u00favida uma marca registrada, que faz toda a diferen\u00e7a na culin\u00e1ria. Desde sucos e drinks, como o gringo pi\u00f1a colada, at\u00e9 pratos de peixes e frutos-do-mar, passando por bolos, geleias, caldas, cremes e sorvetes, o abacaxi passeia pelas mais diversas prepara\u00e7\u00f5es, emprestando seus perfumes e sabores.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m incrementa o card\u00e1pio com doses de\u00a0<a href=\"http:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/fibras\"><strong>fibras<\/strong><\/a>, aliadas do intestino, e ainda oferta minerais como o\u00a0<strong>pot\u00e1ssio, al\u00e9m das vitaminas A e C<\/strong>, entre outros guardi\u00e3es da sa\u00fade.<\/p>\n<p>Reza a lenda que uma variedade do abacaxi teria poderes afrodis\u00edacos. Seria justamente aquele que d\u00e1 em Irar\u00e1, terra do mestre Tom Z\u00e9. Por isso o compositor baiano dedicou uma m\u00fasica ao fruto. A ci\u00eancia n\u00e3o atestou tal fa\u00e7anha, mas, de qualquer maneira, vale saborear a can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tom Z\u00e9 - O Abacaxi de Irar\u00e1\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gGeGvAnWkZo?feature=oembed\" width=\"500\" height=\"375\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olha que deliciosa coincid\u00eancia marca o lan\u00e7amento desta coluna. Parece at\u00e9 sorte de estreante. 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