{"id":136869,"date":"2020-11-11T12:00:58","date_gmt":"2020-11-11T15:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=136869"},"modified":"2020-11-10T21:39:10","modified_gmt":"2020-11-11T00:39:10","slug":"com-chuvas-irregulares-recuperacao-dos-niveis-dos-rios-no-pantanal-pode-ser-mais-lenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/com-chuvas-irregulares-recuperacao-dos-niveis-dos-rios-no-pantanal-pode-ser-mais-lenta\/","title":{"rendered":"Com chuvas irregulares, recupera\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis dos rios no Pantanal pode ser mais lenta"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-136870\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rio-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rio-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rio.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Com\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/570727-as-mudancas-climaticas-estao-alterando-o-padrao-de-chuvas-no-brasil-particularmente-no-sudeste\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">chuvas irregulares<\/a>, recupera\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis dos rios no Pantanal pode ser mais lenta, segundo progn\u00f3stico do\u00a0<strong>Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>Boletim semanal atualizado nesta quinta-feira mant\u00e9m tend\u00eancia de recupera\u00e7\u00e3o dos\u00a0<strong>n\u00edveis dos rios<\/strong>\u00a0no\u00a0<strong>MT<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>MS<\/strong>\u00a0mesmo com o atraso do per\u00edodo chuvoso na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil<\/strong>\u00a0publicou nesta quinta-feira, dia 05\/11, novo boletim semanal de\u00a0<strong>monitoramento da vazante no Pantanal<\/strong>. Nesta \u00faltima semana, a tend\u00eancia geral foi de recupera\u00e7\u00e3o de n\u00edveis na calha principal do rio Paraguai.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cprm.gov.br\/sace\/paraguai\/ultimo_boletim.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Acesse o \u00faltimo boletim aqui<\/a>.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador em Geoci\u00eancias,\u00a0<strong>Marcus Suassuna<\/strong>, as chuvas observadas neste m\u00eas foram muito irregulares e ainda n\u00e3o caracterizam o in\u00edcio do da\u00a0<strong>esta\u00e7\u00e3o chuvosa<\/strong>. Nos \u00faltimos 7 dias, estimativas de chuvas por sat\u00e9lite, sugerem acumulados de 10 mm. \u201cAinda que a esta\u00e7\u00e3o chuvosa se inicie, por\u00e9m, os rios na\u00a0<strong>calha do rio Paraguai<\/strong>\u00a0levar\u00e3o tempo para se recuperarem, haja vista serem rios de resposta lenta, principalmente sobre o\u00a0<strong>MS<\/strong>. Al\u00e9m disso, a previs\u00e3o das chuvas nos pr\u00f3ximos 15 dias \u00e9 de chuva pouco abaixo do normal para este per\u00edodo do ano, o que deve fazer com que essa recupera\u00e7\u00e3o dos rios seja lenta\u201d, alertou. \u201cEm\u00a0<strong>Lad\u00e1rio<\/strong>, o\u00a0<strong>rio Paraguai<\/strong>\u00a0tem mostrado uma tend\u00eancia de recupera\u00e7\u00e3o de n\u00edveis e, de acordo com os dados hist\u00f3ricos, \u00e9 improv\u00e1vel que o rio retorne ao regime de recess\u00e3o neste local, ap\u00f3s retomada a recupera\u00e7\u00e3o de n\u00edveis\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>No entanto, os n\u00edveis das esta\u00e7\u00f5es ainda se encontram abaixo do normal para este per\u00edodo e dentro da zona de aten\u00e7\u00e3o para m\u00ednimas. No\u00a0<strong>Mato Grosso<\/strong>, nos munic\u00edpios de\u00a0<strong>C\u00e1ceres<\/strong>,\u00a0<strong>Cuiab\u00e1<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Santo Ant\u00f4nio do Leverger<\/strong>, os rios est\u00e3o na m\u00ednima hist\u00f3rica do registro de dados para este per\u00edodo do ano. \u00c0 exce\u00e7\u00e3o das esta\u00e7\u00f5es do\u00a0<strong>rio Piquiri<\/strong>, no munic\u00edpio\u00a0<strong>Bar\u00e3o do Melga\u00e7o<\/strong>\u00a0(MT). No total, o monitoramento abrange 21 esta\u00e7\u00f5es distribu\u00eddas ao longo da bacia em oito munic\u00edpios<\/p>\n<h3>Progn\u00f3stico de n\u00edveis<\/h3>\n<p>Nas esta\u00e7\u00f5es na\u00a0<strong>calha do rio Paraguai<\/strong>, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>C\u00e1ceres<\/strong>, as previs\u00f5es com horizonte de 28 dias s\u00e3o mantidas pelo\u00a0<strong>Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil<\/strong>. Para\u00a0<strong>Lad\u00e1rio<\/strong>\u00a0(MS), a previs\u00e3o \u00e9 que o<strong>\u00a0rio Paraguai<\/strong>\u00a0no pr\u00f3ximo m\u00eas suba at\u00e9 18 cent\u00edmetros. Em\u00a0<strong>Porto Murtinho<\/strong>\u00a0(MS), em quatro semanas o rio deve alcan\u00e7ar a cota de 1,85 metros.<\/p>\n<h3>Panorama da bacia<\/h3>\n<p>Em\u00a0<strong>Cuiab\u00e1<\/strong>\u00a0(MT), o\u00a0<strong>rio Cuiab\u00e1<\/strong>\u00a0registra hoje, 05\/11, o n\u00edvel de 30cm continuando entre as m\u00ednimas hist\u00f3ricas do registro de dados. Em anos normais, a cota registrada seria 77cm (mediana).<\/p>\n<p>Em\u00a0<strong>C\u00e1ceres<\/strong>\u00a0(MT), o\u00a0<strong>rio Paraguai<\/strong>\u00a0que atingiu a m\u00ednima hist\u00f3rica entre todas as cotas j\u00e1 registradas nos dias 10 e 11 de outubro (50 cm). Hoje registra 88cm. Esse valor ainda representa uma m\u00ednima, pois nunca o rio esteve t\u00e3o baixo nessa \u00e9poca. O normal para a esta\u00e7\u00e3o nesse per\u00edodo do ano seria o registro no dia de hoje de uma cota de 1,59 m (mediana).<\/p>\n<p>Em\u00a0<strong>Lad\u00e1rio<\/strong>\u00a0(MS), munic\u00edpio vizinho a\u00a0<strong>Corumb\u00e1<\/strong>\u00a0(MS), a cota do\u00a0<strong>rio Paraguai<\/strong>\u00a0registra hoje -12cm, ainda bem abaixo da mediana para o per\u00edodo, que \u00e9 2,27metros. A r\u00e9gua de Lad\u00e1rio \u00e9 a refer\u00eancia para a defini\u00e7\u00e3o pela Marinha do Brasil de restri\u00e7\u00f5es \u00e0\u00a0<strong>navega\u00e7\u00e3o no rio Paraguai<\/strong>, que exige cotas acima de 1,5 metros.<\/p>\n<p><strong>Porto Murtinho<\/strong>\u00a0(MS), mais ao Sul, o n\u00edvel do rio Paraguai tamb\u00e9m subiu. Na semana passada, estava com 1,04 m e subiu mais 34 cm, chegando a cota atual de 1,38m no entanto, a mediana \u00e9 4,10m, ou seja, ainda precisa subir mais de dois metros para atingir os n\u00edveis considerados normais.<\/p>\n<h3>Sala de crise<\/h3>\n<p>Os dados atualizados do monitoramento e as previs\u00f5es do\u00a0<strong>Sistema de Alerta Hidrol\u00f3gico da Bacia do rio Paraguai<\/strong>\u00a0foram apresentados pelo pesquisador em Geoci\u00eancias,\u00a0<strong>Marcus Suassuna<\/strong>, nesta quinta-feira, na\u00a0<strong>Sala de Crise do Pantanal\u00a0<\/strong>da<strong>\u00a0Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento<\/strong>\u00a0(<strong>ANA<\/strong>), criada para identificar medidas de resposta aos impactos da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/601617-por-que-pantanal-vive-maior-tragedia-ambiental-em-decadas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">seca<\/a>\u00a0na\u00a0<strong>Regi\u00e3o Hidrogr\u00e1fica do Paraguai<\/strong>.<\/p>\n<h3>Previs\u00e3o de chuvas<\/h3>\n<p>Estimativas de\u00a0<strong>chuvas por sat\u00e9lite<\/strong>, sugerem acumulados de 10 mm nos \u00faltimos 7 dias na\u00a0<strong>bacia do Paraguai<\/strong>\u00a0como um todo, considerando a esta\u00e7\u00e3o\u00a0<strong>Porto Murtinho<\/strong>\u00a0e utilizando o modelo MERGE\/INPE. Maiores volumes de precipita\u00e7\u00e3o foram observados no trecho delimitado pela esta\u00e7\u00e3o<strong>\u00a0S\u00e3o Jos\u00e9 do Borir\u00e9u<\/strong>, onde s\u00e3o estimadas chuvas de aproximadamente 24 mm. No\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/603123-a-destruicao-do-pantanal-afeta-diretamente-todos-os-outros-biomas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">bioma Pantanal<\/a>, foram estimados\u00a0<strong>acumulados de chuvas<\/strong>\u00a0de 14 mm em 7 dias. As chuvas observadas neste m\u00eas s\u00e3o pren\u00fancio do in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o chuvosa.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>estiagem<\/strong>\u00a0deste ano \u00e9 semelhante a\u00a0<strong>seca<\/strong>\u00a0registrada entre 1968 a 1973. A\u00a0<strong>vazante extrema<\/strong>\u00a0foi prevista pelo\u00a0<strong>Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil<\/strong>\u00a0a partir do m\u00eas de julho, com a divulga\u00e7\u00e3o do primeiro progn\u00f3stico. Saiba mais\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/38hHvlA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>De acordo com o\u00a0<strong>Cemaden<\/strong>, a\u00a0<strong>seca<\/strong>\u00a0deste ano \u00e9 a mais severa dos 22 anos de monitoramento do\u00a0<strong>\u00cdndice Padronizado de Precipita\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0(<strong>SPI<\/strong>) na\u00a0<strong>sub-bacia do alto Paraguai<\/strong>\u00a0e do<strong>\u00a0bioma Pantanal<\/strong>.<\/p>\n<p>Os dados hidrol\u00f3gicos utilizados nos boletins s\u00e3o provenientes da\u00a0<strong>Rede Hidrometeorol\u00f3gica Nacional<\/strong>\u00a0(<strong>RHN<\/strong>) de responsabilidade da<strong>\u00a0Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento<\/strong>\u00a0(<strong>ANA<\/strong>), operada pelo\u00a0<strong>Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil<\/strong>\u00a0(<strong>CPRM<\/strong>) e demais parceiros. Os dados de monitoramento de chuvas foram obtidos por meio de imagens de sat\u00e9lite do produto MERGE\/GPM, disponibilizados pelo\u00a0<strong>INPE<\/strong>\u00a0(Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Os dados de previs\u00e3o de chuva apresentados s\u00e3o do\u00a0<strong>modelo CFS<\/strong>, gerados pelo\u00a0<strong>NOAA<\/strong>. As previs\u00f5es apresentadas neste boletim s\u00e3o baseadas em modelos hidrol\u00f3gicos e est\u00e3o sujeitas \u00e0s incertezas inerentes aos mesmos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com\u00a0chuvas irregulares, recupera\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis dos rios no Pantanal pode ser mais lenta, segundo progn\u00f3stico<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":136870,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rio.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rio-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rio-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rio.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rio.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rio.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rio.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Com\u00a0chuvas irregulares, recupera\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis dos rios no Pantanal pode ser mais lenta, segundo progn\u00f3stico","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136869"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136869"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136869\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136870"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136869"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136869"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136869"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}