{"id":136845,"date":"2020-11-10T14:00:22","date_gmt":"2020-11-10T17:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=136845"},"modified":"2020-11-10T13:18:22","modified_gmt":"2020-11-10T16:18:22","slug":"o-que-esta-acontecendo-com-as-plantas-e-animais-dos-biomas-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-que-esta-acontecendo-com-as-plantas-e-animais-dos-biomas-brasileiros\/","title":{"rendered":"O que est\u00e1 acontecendo com as plantas e animais dos biomas brasileiros?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/arara-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-136846\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/arara-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/arara-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/arara-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Brasil tinha, em 2014, cerca de 3.300 esp\u00e9cies de animais e plantas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o na fauna e flora de seus biomas, segundo um estudo publicado pelo IBGE na \u00faltima quinta-feira (5).<\/p>\n<p>O trabalho &#8216;Contas de Ecossistemas: Esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o&#8217; analisou 16.645 esp\u00e9cies entre animais e plantas, e concluiu que 3.299 estavam amea\u00e7adas.<\/p>\n<p>Atualmente, s\u00e3o reconhecidas 49.168 esp\u00e9cies de plantas e 117.096 animais no Brasil. As an\u00e1lises foram feitas em cima de estudos existentes com informa\u00e7\u00f5es sobre os estados de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisa \u00e9 feita de cinco em cinco anos e \u00e9 publicada em forma de portaria ministerial. Como a lista referente a 2019 ainda n\u00e3o ficou pronta, esses s\u00e3o os dados oficiais mais recentes que existem no pa\u00eds.<\/p>\n<p>No universo de esp\u00e9cies analisadas, 0,06% s\u00e3o consideradas totalmente extintas, 0,01% est\u00e1 em extin\u00e7\u00e3o na natureza, 4,73% est\u00e3o criticamente em perigo, 9,35% est\u00e3o em perigo, 5,74% s\u00e3o vulner\u00e1veis, 3,98% est\u00e3o quase amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, 62,82% s\u00e3o menos preocupantes e 13,33% possuem dados insuficientes.<\/p>\n<h3>O estudo considerou amea\u00e7adas as esp\u00e9cies vulner\u00e1veis, em perigo e criticamente em perigo<\/h3>\n<p><span class=\"storyimage smallfullwidth inlineimage\" data-aop=\"image\"><span class=\"image\" data-attrib=\"Animais\" data-caption=\"\" data-id=\"114\" data-m=\"{&quot;i&quot;:114,&quot;p&quot;:112,&quot;n&quot;:&quot;openModal&quot;,&quot;t&quot;:&quot;articleImages&quot;,&quot;o&quot;:2}\"><img loading=\"lazy\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB1aLACE.img?h=482&amp;w=725&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"425\" data-src=\"{&quot;default&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;72&quot;,&quot;h&quot;:&quot;48&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB1aLACE.img?h=482&amp;w=725&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;},&quot;size3column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;42&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB1aLACE.img?h=415&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;},&quot;size2column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;42&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB1aLACE.img?h=415&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;}}\" \/><\/span><span class=\"caption truncate\"><span class=\"attribution\">\u00a9 Animais<\/span><\/span><\/span>Imagem: joreasonable\/iStock<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, o estudo analisou as listas de esp\u00e9cies nacionais oficiais de 2014 e as avalia\u00e7\u00f5es sobre a sua conserva\u00e7\u00e3o, publicadas pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade) e pelo Centro Nacional de Conserva\u00e7\u00e3o da Flora do Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro (CNCFlora\/JBRJ).<\/p>\n<p>Entre todos os biomas, Pantanal e Amaz\u00f4nia apresentavam as maiores propor\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies na categoria menos preocupante, com 88,7% e 84,8%, respectivamente, e tamb\u00e9m os menores percentuais de esp\u00e9cies amea\u00e7adas, 3,8% e 4,68%.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, em n\u00fameros absolutos, s\u00e3o 54 esp\u00e9cies amea\u00e7adas no Pantanal e 278 na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>A mata atl\u00e2ntica se destaca pelo maior n\u00famero total de esp\u00e9cies amea\u00e7adas, considerando fauna e flora, totalizando 1.989. Proporcionalmente, tamb\u00e9m teve a maior quantidade de esp\u00e9cies avaliadas, sendo que 25% do bioma estavam em categorias amea\u00e7adas.<\/p>\n<p>Outros 12% de esp\u00e9cies da mata atl\u00e2ntica est\u00e3o em uma categoria que apresenta dados insuficientes.<\/p>\n<p>O bioma ainda apresenta um grande percentual de esp\u00e9cies amea\u00e7adas na flora terrestre, com 42,5% delas enquadradas nessa categoria.<\/p>\n<p>Entre as esp\u00e9cies extintas no bioma est\u00e1 o mutum-do-nordeste, cuja sobreviv\u00eancia depende de programas de reprodu\u00e7\u00e3o em cativeiro.<\/p>\n<p>Cerrado e caatinga s\u00e3o outros dois biomas com grau elevado de esp\u00e9cies amea\u00e7adas, com 19,7% (1.061 esp\u00e9cies) e 18,2% (366 esp\u00e9cies), respectivamente. O pampa vem em seguida, com 14,5% (194 esp\u00e9cies).<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o aponta que pelo menos dez esp\u00e9cies est\u00e3o extintas, como as aves ma\u00e7arico-esquim\u00f3, gritador-do-nordeste, limpa-folha-do-nordeste, peito-vermelho-grande, arara-azul-pequena e cabur\u00e9-de-pernambuco.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e3o classificadas em extin\u00e7\u00e3o o anf\u00edbio perereca-verde-de-f\u00edmbria, o mam\u00edfero rato-de-Noronha e o peixe marinho tubar\u00e3o-dente-de-agulha.<\/p>\n<h3>Os efeitos da a\u00e7\u00e3o do homem nos biomas nacionais<\/h3>\n<p><span class=\"storyimage smallfullwidth inlineimage\" data-aop=\"image\"><span class=\"image\" data-attrib=\"Animais\" data-caption=\"\" data-id=\"115\" data-m=\"{&quot;i&quot;:115,&quot;p&quot;:112,&quot;n&quot;:&quot;openModal&quot;,&quot;t&quot;:&quot;articleImages&quot;,&quot;o&quot;:3}\"><img loading=\"lazy\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB1aLHF3.img?h=512&amp;w=683&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" data-src=\"{&quot;default&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;68&quot;,&quot;h&quot;:&quot;51&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB1aLHF3.img?h=512&amp;w=683&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;},&quot;size3column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;47&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB1aLHF3.img?h=468&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;},&quot;size2column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;47&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB1aLHF3.img?h=468&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;}}\" \/><\/span><span class=\"caption truncate\"><span class=\"attribution\">\u00a9 Animais<\/span><\/span><\/span>Imagem: Leandro A Luciano\/iStock<\/p>\n<p>Em setembro, o IBGE j\u00e1 havia publicado outra parte da pesquisa &#8216;Contas de Ecossistemas&#8217;, que mostrou os efeitos da a\u00e7\u00e3o do homem nos biomas nacionais.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.selecoes.com.br\/especial\/dia-da-amazonia-conheca-a-importancia-da-floresta-para-a-sobrevivencia-humana\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-id=\"119\" data-m=\"{&quot;i&quot;:119,&quot;p&quot;:112,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:7}\">A Amaz\u00f4nia perdeu uma \u00e1rea equivalente a 270 mil km\u00b2 entre os anos 2000 e 2018.<\/a>\u00a0No per\u00edodo, a maior floresta tropical do planeta viu desaparecer 8% de sua cobertura, substitu\u00edda, principalmente, por \u00e1reas de pastagem.<\/p>\n<p>O estudo mostrou que a redu\u00e7\u00e3o na vegeta\u00e7\u00e3o florestal amaz\u00f4nica foi a maior entre as coberturas naturais dos biomas brasileiros no per\u00edodo analisado.<\/p>\n<p>As \u00e1reas de pastagem tiveram um aumento de 71%, passando de 249 mil km\u00b2, em 2000, para 426 mil km\u00b2, em 2018, o que evidenciou uma fragmenta\u00e7\u00e3o da paisagem da regi\u00e3o, segundo o IBGE.<\/p>\n<p>As perdas na Amaz\u00f4nia n\u00e3o foram as \u00fanicas entre os biomas terrestres brasileiros entre 2000 e 2018. No total, uma cobertura natural de quase 500 mil km\u00b2 desapareceu do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>Em 2019, um relat\u00f3rio da ONU apontou que h\u00e1 pelo menos 1 milh\u00e3o de esp\u00e9cies de animais e plantas em risco de extin\u00e7\u00e3o, o que representa grave amea\u00e7a a ecossistemas de que povos de todo o mundo dependem para sua sobreviv\u00eancia, de acordo com um novo e abrangente panorama publicado pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es foram que na maior parte dos habitats terrestres, das savanas da \u00c1frica \u00e0s florestas tropicais da Am\u00e9rica do Sul, a abund\u00e2ncia m\u00e9dia de vida animal e vegetal caiu em 20% ou mais nos \u00faltimos cem anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil tinha, em 2014, cerca de 3.300 esp\u00e9cies de animais e plantas amea\u00e7adas de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":136846,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/arara-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/arara-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/arara-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/arara-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/arara-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/arara-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/arara-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/arara-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/arara-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/arara-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Brasil tinha, em 2014, cerca de 3.300 esp\u00e9cies de animais e plantas amea\u00e7adas de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136845"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136845"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136845\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136846"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136845"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136845"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136845"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}