{"id":136841,"date":"2020-11-10T15:00:27","date_gmt":"2020-11-10T18:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=136841"},"modified":"2020-11-10T13:01:04","modified_gmt":"2020-11-10T16:01:04","slug":"pesquisa-aponta-cinco-grandes-tendencias-na-alimentacao-dos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisa-aponta-cinco-grandes-tendencias-na-alimentacao-dos-brasileiros\/","title":{"rendered":"Pesquisa aponta cinco grandes tend\u00eancias na alimenta\u00e7\u00e3o dos brasileiros"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/alimentos-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-136842\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/alimentos-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/alimentos-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/alimentos-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Depois de se debru\u00e7ar sobre mais de 83 mil posts e quase 20 mil mat\u00e9rias publicadas na internet, uma pesquisa realizada pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/bhbfood.com\/\">BHB Foods e Suplementos<\/a>, plataforma da consultoria Equilibrium Latam, e pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/decodebuzz\">Decode<\/a>, bra\u00e7o de intelig\u00eancia de dados do grupo BTG Pactual, ilumina\u00a0<strong>cinco grandes tend\u00eancias na alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0de parcela expressiva dos brasileiros. A an\u00e1lise, conclu\u00edda em outubro deste ano, contempla conte\u00fados e men\u00e7\u00f5es feitos em redes sociais como Instagram e sites como Google News e YouTube.<\/p>\n<p>O levantamento aponta movimentos entre os consumidores e a ind\u00fastria aliment\u00edcia cada vez mais enraizados no pa\u00eds e que prometem crescer nos pr\u00f3ximos anos. S\u00e3o eles: a ascens\u00e3o da dieta plant-based, a procura por produtos clean label, a prefer\u00eancia pela prote\u00edna como ingrediente, o equil\u00edbrio entre alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e momentos indulgentes e\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/alimentacao\/consumo-de-suplementos-cresce-na-pandemia-do-coronavirus-vale-a-pena\/\">o uso de suplementos<\/a>.<\/p>\n<h3>O movimento plant-based<\/h3>\n<p>O termo em ingl\u00eas faz refer\u00eancia a um card\u00e1pio mais baseado em\u00a0<strong>vegetais<\/strong>. \u00c9 uma das tend\u00eancias em expans\u00e3o l\u00e1 fora e ganha for\u00e7a no Brasil. Abriga sob seu guarda-chuva adeptos do\u00a0<a href=\"http:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/vegetarianismo\"><strong>vegetarianismo<\/strong><\/a>\u00a0e do\u00a0<strong>veganismo<\/strong>, que vetam produtos de origem animal, mas tamb\u00e9m os\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/blog\/com-a-palavra\/flexitarianismo-por-mais-equilibrio-e-consciencia-na-alimentacao\/\"><strong>flexitarianos<\/strong><\/a>, que procuram reduzir o consumo de carne e priorizar os vegetais.<\/p>\n<p>S\u00f3 no YouTube, segundo a pesquisa, o volume de visualiza\u00e7\u00f5es de v\u00eddeos sobre\u00a0<strong>dietas plant-based<\/strong>\u00a0cresceu tr\u00eas vezes nos \u00faltimos sete anos \u2014 s\u00e3o mais de 900 mil views em 2020. \u201cA sociedade est\u00e1 cada vez mais convencida de que, al\u00e9m de olhar para a pr\u00f3pria sa\u00fade, precisa pensar na sustentabilidade. Muitas pessoas percebem que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a sua dieta que est\u00e1 em jogo,\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/especiais\/a-dieta-que-vai-salvar-voce-e-o-planeta\/\">mas todo um sistema para alimentar o planeta<\/a>\u201c, avalia a nutricionista Carolina Godoy, diretora de transforma\u00e7\u00e3o digital da Equilibrium Latam.<\/p>\n<p>\u00c9 dentro dessa proposta que, atentos inclusive \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es de estudos e especialistas, mais brasileiros passam a limitar o espa\u00e7o da carne e de outros alimentos de origem animal, e abrir o prato e a despensa a frutas, legumes, verduras e produtos feitos com vegetais.<\/p>\n<p>O estudo mostra que\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/alimentacao\/veganismo-e-pop-o-que-e-quais-sao-os-beneficios-e-no-que-ficar-de-olho\/\"><strong>o interesse pelo veganismo decolou 941% nos \u00faltimos oito anos<\/strong><\/a>\u00a0e cresceu a busca no Google por receitas como bolo vegano. O vegetarianismo tamb\u00e9m est\u00e1 na onda, com buscas se elevando em 20%. Nas redes sociais, o tema ainda vem cercado de d\u00favidas e emo\u00e7\u00f5es como revolta e satisfa\u00e7\u00e3o. \u201cTamb\u00e9m precisamos lembrar que ser vegetariano n\u00e3o significa automaticamente ter uma alimenta\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel. Tem gente que muda o padr\u00e3o alimentar, mas acaba ingerindo muito a\u00e7\u00facar ou gordura\u201d, pondera Carolina.<\/p>\n<h3>O apelo do clean label<\/h3>\n<p>Mais uma express\u00e3o gringa que tomou conta dos consumidores e da ind\u00fastria de alimentos. Ao p\u00e9 da letra, quer dizer \u201cr\u00f3tulo limpo\u201d. \u201cAinda n\u00e3o h\u00e1 uma defini\u00e7\u00e3o exata do que isso representa do ponto de vista regulat\u00f3rio. A ideia geral \u00e9 a de um produto com\u00a0<strong>menos ingredientes, sem aditivos como corantes e conservantes<\/strong>\u201c, conta a diretora da Equilibrium.<\/p>\n<p>O clean label traduz um sentimento em alta nos mercados: a busca por alimentos mais naturais e menos manipulados. Faz sentido: estudos associam o consumo excessivo de alimentos industrializados (sobretudo os ultraprocessados) a maior risco de obesidade, diabetes e outras doen\u00e7as cr\u00f4nicas.<\/p>\n<p>Eis uma tend\u00eancia inclusive nos consult\u00f3rios dos nutricionistas. \u201cFizemos uma pesquisa com esses profissionais e descobrimos que o aspecto mais determinante para a prescri\u00e7\u00e3o dos alimentos \u00e9 a sua lista de ingredientes\u201d, revela Carolina. \u00c9 a m\u00e1xima do quanto menos, melhor.<\/p>\n<p>Segundo o trabalho da Decode e do BHB, o Brasil j\u00e1 \u00e9 a terceira na\u00e7\u00e3o no ranking das que mais buscam por \u201cclean label\u201d na internet.<\/p>\n<h3>D\u00e1-lhe, prote\u00edna!<\/h3>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que, entre os macronutrientes ela \u00e9 a queridinha do p\u00fablico, deixando carboidrato e gordura a ver navios. As pessoas ligam o ingrediente a mais saciedade e m\u00fasculos, pra come\u00e7o de conversa. \u201cA\u00a0<strong>prote\u00edna<\/strong>\u00a0j\u00e1 \u00e9 culturalmente absorvida como algo que ajuda a ter sa\u00fade e boa forma\u201d, nota a nutricionista.<\/p>\n<p>No Google, mostra o levantamento, abundam buscas que remetem a esse universo: dieta \u00e0 base de prote\u00edna, prote\u00edna de soja, ovo, whey protein\u2026 Mas o volume de visualiza\u00e7\u00f5es de v\u00eddeos sobre o assunto no YouTube caiu 90% nos \u00faltimos quatro anos. Sinal, acredita Carolina, de que o tema j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 novidade para o brasileiro.<\/p>\n<p>Ainda assim, a ind\u00fastria n\u00e3o para de lan\u00e7ar produtos estampando na embalagem a quantidade ou o incremento de prote\u00edna. Barrinha, achocolatado, sopa\u2026 Praticamente tudo pode ser enriquecido com a vedete dos macronutrientes.<\/p>\n<p>A pesquisa constata que as pessoas tamb\u00e9m ca\u00e7am fontes proteicas alternativas, o que pode ter a ver justamente com o movimento plant-based. Com menos gente comendo produtos de origem animal, ganham evid\u00eancia receitas \u00e0 base de leguminosas, conhecidas no setor pelo termo \u201cpulses\u201d (lentilha, ervilha, gr\u00e3o-de-bico e companhia).<\/p>\n<h3>A doce indulg\u00eancia<\/h3>\n<p>Outra tend\u00eancia examinada pelo estudo \u00e9 a dos chamados\u00a0<strong>alimentos indulgentes<\/strong>. A corrente tamb\u00e9m tem nome em ingl\u00eas mais famosinho:<em>\u00a0comfort food<\/em>. A ideia aqui \u00e9 recorrer ao alimento como uma fonte de prazer. Vale uma bomba de chocolate, um hamb\u00farguer ou aquela receita caprichada de lasanha da vov\u00f3.<\/p>\n<p>\u201cCom a pandemia, observamos um aumento na procura por receitas saud\u00e1veis mas tamb\u00e9m de pratos mais gourmets\u201d, diz Carolina. O desafio aqui \u00e9 conciliar um card\u00e1pio balanceado com esses momentos abertos a alimentos gostosos, mas um tanto desequilibrados do ponto de vista nutricional.<\/p>\n<p>No fundo, \u00e9 quest\u00e3o de bom-senso. E, pelo que sugere o levantamento da Decode e do BHB, o brasileiro est\u00e1 cada vez mais antenado a isso: nos \u00faltimos tr\u00eas anos, cresceu a preocupa\u00e7\u00e3o com\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/blog\/com-a-palavra\/por-que-voce-deve-evitar-o-consumo-de-alimentos-ultraprocessados\/\">produtos ultraprocessados e seus malef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade.<\/a><\/p>\n<h3>O boom dos suplementos<\/h3>\n<p>A venda desses produtos se ampliou na pandemia, com muita gente comprando vitaminas e afins em prol da\u00a0<strong>imunidade<\/strong>. O levantamento, por\u00e9m, focou em outra categoria que j\u00e1 vinha em ascens\u00e3o e n\u00e3o deve parar: a dos\u00a0<strong>suplementos esportivos<\/strong>.<\/p>\n<p>Creatina, BCAA, maltodextrina, albumina e whey protein s\u00e3o os produtos l\u00edderes de audi\u00eancia no meio digital \u2014 v\u00eddeos sobre eles somam quase 19 milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es no YouTube entre 2012 e 2020. A maioria das pessoas quer saber na internet como us\u00e1-los (dose, hor\u00e1rio, perfomance etc). E praticamente 60% est\u00e1 atr\u00e1s deles para ganhar massa muscular. Entre os produtos que fazem sucesso no segmento fitness, chama a aten\u00e7\u00e3o a busca por snacks proteicos.<\/p>\n<p>Embora a tend\u00eancia possa refletir preocupa\u00e7\u00e3o com o corpo, n\u00e3o deixa de despertar a aten\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade. \u201cMuita gente vai atr\u00e1s desses conte\u00fados e produtos sem procurar um nutricionista\u201d, afirma a diretora da Equilibrium. A quest\u00e3o \u00e9 que exagerar na dose ou ignorar a presen\u00e7a de doen\u00e7as pr\u00e9vias pode levar a reveses \u2014 da\u00ed a sugest\u00e3o de sempre falar com um especialista primeiro e n\u00e3o dar ouvidos a qualquer influencer por a\u00ed.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de se debru\u00e7ar sobre mais de 83 mil posts e quase 20 mil mat\u00e9rias<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":136842,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/alimentos-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/alimentos-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/alimentos-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/alimentos-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/alimentos-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/alimentos-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/alimentos-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/alimentos-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/alimentos-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/alimentos-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Depois de se debru\u00e7ar sobre mais de 83 mil posts e quase 20 mil mat\u00e9rias","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136841"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136841"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136841\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136842"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136841"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136841"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136841"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}