{"id":136747,"date":"2020-11-09T08:12:57","date_gmt":"2020-11-09T11:12:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=136747"},"modified":"2020-11-09T08:12:57","modified_gmt":"2020-11-09T11:12:57","slug":"praga-da-cochonilha-preocupa-produtores-de-caju-do-ceara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/praga-da-cochonilha-preocupa-produtores-de-caju-do-ceara\/","title":{"rendered":"Praga da cochonilha preocupa produtores de caju do Cear\u00e1"},"content":{"rendered":"<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"30\" data-block-id=\"2\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cajus.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-136748\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cajus-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cajus-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cajus.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A colheita do caju no Cear\u00e1 est\u00e1 na reta final e, por l\u00e1, a incid\u00eancia de uma praga pode afetar a safra do maior produtor nacional do falso fruto.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wall protected-content\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"23\" data-block-id=\"4\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O motivo \u00e9 que a cochonilha atingiu diversas lavouras. Al\u00e9m disso, o prolongamento das chuvas neste ano pode ser outro fator negativo.<\/p>\n<\/div>\n<h3>Pragas do cajueiro<\/h3>\n<p>Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p>N\u00edvia da Silva Dias Pini<\/p>\n<p>Raimundo Braga Sobrinho<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As pragas que prejudicam o cajueiro podem ser reunidas em grupos distintos, tais como: pragas desfolhadoras, cujo ataque coincide com o per\u00edodo de maior concentra\u00e7\u00e3o de chuvas, pragas que atacam os ramos, pragas que atacam as infloresc\u00eancias, pragas que atacam os pseudofrutos e frutos, pragas que atacam o tronco e pragas que atacam a raiz.<\/p>\n<p>Apesar do grande n\u00famero de insetos associados ao cajueiro, existem, tamb\u00e9m, organismos ben\u00e9ficos. A literatura relaciona pat\u00f3genos, parasitoides e predadores antag\u00f4nicos aos outros artr\u00f3podes associados ao cajueiro.<\/p>\n<p>As recomenda\u00e7\u00f5es de controle s\u00e3o baseadas na filosofia do Manejo Integrado de Pragas (MIP), que consiste em adotar m\u00e9todos de controle dentro de um sistema harm\u00f4nico, direcionados a manter as pragas abaixo do n\u00edvel de dano econ\u00f4mico. A ocorr\u00eancia de algumas pragas est\u00e1 estreitamente relacionada \u00e0s diversas fases de desenvolvimento do cajueiro. Algumas esp\u00e9cies t\u00eam prefer\u00eancia por tecidos jovens e tenros, enquanto outras, por tecidos de meia idade ou mais fibrosos. As principais pragas ser\u00e3o listadas em fun\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os que elas atacam.<\/p>\n<h4><strong>1-Insetos que atacam ramos ponteiros e infloresc\u00eancias<\/strong><\/h4>\n<h5><strong>1.1. Broca-das-pontas,\u00a0<\/strong><em>Anthistarcha binocularis<\/em>\u00a0Meyrick (Lepidoptera: Gelechiidae)<\/h5>\n<p>\u00c9 considerada uma das principais pragas do cajueiro, em raz\u00e3o do tipo de dano que ocasiona. Os ataques ocorrem quase sempre nos ramos frut\u00edferos, que secam, inviabilizando a forma\u00e7\u00e3o de frutos.<\/p>\n<p>O adulto \u00e9 uma mariposa pequena, de colora\u00e7\u00e3o cinza e asas esbranqui\u00e7adas. A postura dos ovos \u00e9 feita nos ponteiros das infloresc\u00eancias. Ap\u00f3s a eclos\u00e3o, as lagartas penetram no tecido tenro e movem-se em dire\u00e7\u00e3o ao centro do galho formando galerias. A larva tem colora\u00e7\u00e3o amarelada e completa a fase de pupa no interior do ramo atacado.<\/p>\n<p>O sintoma de ataque da praga \u00e9 a murcha (Figura 1), seguida de seca das infloresc\u00eancias, podendo haver ou n\u00e3o ac\u00famulo de goma pr\u00f3ximo ao orif\u00edcio lateral de sa\u00edda do adulto (Figura 2). Na maioria dos casos, ocorre quebra do ramo da infloresc\u00eancia no orif\u00edcio de sa\u00edda do adulto. A lagarta, que pode ser encontrada no interior do ramo brocado (Figura 3), expele excrementos que podem cair sobre as folhas abaixo e demonstram sua presen\u00e7a. Esses sintomas permitem distinguir entre o ataque da praga e os da antracnose e PPH (ver Cap\u00edtulo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/conteudo?p_p_id=conteudoportlet_WAR_sistemasdeproducaolf6_1ga1ceportlet&amp;p_p_lifecycle=0&amp;p_p_state=normal&amp;p_p_mode=view&amp;p_p_col_id=column-1&amp;p_p_col_count=1&amp;p_r_p_-76293187_sistemaProducaoId=7705&amp;p_r_p_-996514994_topicoId=10318\">Doen\u00e7as do cajueiro<\/a>), que tamb\u00e9m, al\u00e9m de causar a seca da infloresc\u00eancia, enrijece-a, mumifica-a e dificulta a sua tor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar de os n\u00edveis de parasitismo natural serem baixos, at\u00e9 o momento, j\u00e1 foram registrados tr\u00eas parasitas que controlam naturalmente essa praga:\u00a0<em>Bracon<\/em>\u00a0sp. (Braconidae),\u00a0<em>Brachymeria<\/em>\u00a0sp. (Chalcididae) e uma esp\u00e9cie ainda n\u00e3o identificada, pertencente \u00e0 fam\u00edlia Bethylidae (Hymenoptera). O controle cultural dessa praga pode ser feito no in\u00edcio do ataque, podando e queimando os ramos ponteiros e as infloresc\u00eancias atacadas.<\/p>\n<p>A prefer\u00eancia da broca-das-pontas para oviposi\u00e7\u00e3o em clones de cajueiro-an\u00e3o (tamb\u00e9m denominado cajueiro-an\u00e3o-precoce) \u00e9 menos evidente em condi\u00e7\u00e3o de forte infesta\u00e7\u00e3o da praga. Em condi\u00e7\u00e3o de menor infesta\u00e7\u00e3o, a praga manifesta prefer\u00eancia em fun\u00e7\u00e3o do gen\u00f3tipo. O controle cultural pode ser feito no in\u00edcio do ataque, pela poda e elimina\u00e7\u00e3o dos ramos ou infloresc\u00eancias atacadas; j\u00e1 o controle qu\u00edmico dever\u00e1 ser feito quando o grau de infesta\u00e7\u00e3o superar 20% de \u00f3rg\u00e3os atacados, usando os produtos registrados Decis 25 EC ou Dominador, conforme informa\u00e7\u00f5es da Tabela 1.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%201-12.jpg?t=1466595362787\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 1.<\/strong>\u00a0Murcha do ramo atacado pela broca-das-pontas.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%202-12.jpg?t=1466595362788\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"436\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 2.<\/strong>\u00a0Orif\u00edcio e presen\u00e7a de resina indicando ataque da broca-das-pontas.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%203-12.jpg?t=1466595362790\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"435\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 3.<\/strong>\u00a0Galeria e lagarta no interior de ramo atacado.<\/p>\n<h5><strong>1.2. Pulg\u00e3o-das-infloresc\u00eancias,\u00a0<\/strong><em>Aphis gossypii<\/em>\u00a0Glover (Homoptera: Aphididae)<\/h5>\n<p>O pulg\u00e3o apresenta-se como uma importante praga do cajueiro, tanto pelo n\u00edvel de popula\u00e7\u00e3o como pelas consequ\u00eancias do seu ataque. Pelo fato de sugar intensamente a seiva, causa a seca e, consequentemente, diminui a quantidade de infloresc\u00eancias vi\u00e1veis por plantas, com reflexos diretos na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa praga \u00e9 um pequeno inseto de corpo mole, de movimentos lentos, podendo ter asas ou n\u00e3o. Sua cor varia do amarelo-claro ao verde-escuro. Vive em col\u00f4nias numerosas nas infloresc\u00eancias e frutos jovens de onde suga a seiva (Figura 4). Os insetos com asas s\u00e3o os respons\u00e1veis pela infesta\u00e7\u00e3o da cultura.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%204-12.jpg?t=1466595849034\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"597\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 4.<\/strong>\u00a0Ataque de pulg\u00e3o na infloresc\u00eancia e maturis.<\/p>\n<p class=\"legenda_figura\">\n<p>Ao mesmo tempo em que suga a seiva da planta, esse inseto solta uma subst\u00e2ncia a\u00e7ucarada denominada \u201cmela\u201d, que recobre, principalmente, as infloresc\u00eancias e folhas, servindo de nutriente para o crescimento da fumagina (<em>Capnodium sp.<\/em>), que \u00e9 um fungo de colora\u00e7\u00e3o negra. As infloresc\u00eancias atacadas murcham e podem secar. A presen\u00e7a de col\u00f4nias de pulg\u00f5es, o aparecimento de in\u00fameras pel\u00edculas brancas, o surgimento de &#8220;mela&#8221; e fumagina (foligem negra) sobre as folhas, pan\u00edculas e maturis revelam o ataque da praga.<\/p>\n<p><br clear=\"ALL\" \/>O controle natural desse inseto \u00e9 feito pelo predador\u00a0<em>Scymnus<\/em>\u00a0sp., que \u00e9 comumente encontrado em col\u00f4nias dessa praga. O controle qu\u00edmico dever\u00e1 ser feito quando forem observadas col\u00f4nias de insetos nas infloresc\u00eancias, maturis e in\u00edcio de mela.<\/p>\n<h4><strong>2-Insetos que atacam frutos\u00a0<\/strong><strong>(castanhas)\u00a0<\/strong><strong>e pseudofrutos<\/strong><strong>\u00a0(ped\u00fanculos)<\/strong><\/h4>\n<h5><strong>2.1. Tra\u00e7a-da-castanha,\u00a0<\/strong><em>Anacampsis phytomiella\u00a0<\/em>Busck (Lepidoptera: Gelechiidae)<\/h5>\n<p>\u00c9 considerada a principal praga dos frutos do cajueiro, por causa dos graves danos econ\u00f4micos que causa, visto que sua a\u00e7\u00e3o resulta na destrui\u00e7\u00e3o da am\u00eandoa.<\/p>\n<p>O inseto mede aproximadamente 13 mm de envergadura, apresenta colora\u00e7\u00e3o escura, com pequenas \u00e1reas claras nas asas. Pr\u00f3ximo \u00e0 fase de pupa, a lagarta apresenta 12 mm de comprimento e colora\u00e7\u00e3o rosa clara com a cabe\u00e7a preta. A coloca\u00e7\u00e3o dos ovos (invis\u00edveis a olho nu) \u00e9 feita nos frutos jovens (Figura 5), e a pequena lagarta penetra na fase de maturi pela castanha, sem deixar vest\u00edgios da penetra\u00e7\u00e3o, destruindo totalmente a am\u00eandoa e tornando-a imprest\u00e1vel para a comercializa\u00e7\u00e3o (Figura 6). Geralmente, encontra-se apenas uma lagarta por fruto.<\/p>\n<p>Antes de tornar-se pupa, a lagarta abre um orif\u00edcio circular na parte final da castanha, por onde sair\u00e1 depois o inseto adulto. A presen\u00e7a da praga, portanto, s\u00f3 \u00e9 notada quando as castanhas apresentam o furo (Figura 7).<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%205-12.jpg?t=1466596258107\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"422\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 5.<\/strong>\u00a0Fase da castanha preferida para postura da tra\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%206-12.jpg?t=1466601606967\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"563\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 6.<\/strong>\u00a0Am\u00eandoa destru\u00edda e presen\u00e7a da larva.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%207-12.jpg?t=1466601735378\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"640\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 7.<\/strong>\u00a0Furo na castanha feito pela sa\u00edda da tra\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"legenda_figura\">\n<p class=\"legenda_figura\">O controle biol\u00f3gico natural coletado em castanha ocorre em n\u00edveis considerados baixos. O inimigo natural mais comumente encontrado \u00e9 o parasitoide\u00a0<em>Brachymeria<\/em>\u00a0sp. (Hymenoptera: Calcididae). O controle qu\u00edmico dever\u00e1 ser feito quando for detectado 5% de castanhas furadas, avaliado por simples percentagem.<\/p>\n<h5><strong>2.2. Percevejos dos frutos<\/strong><\/h5>\n<p>Existe um complexo de percevejos que visita o cajueiro, principalmente durante a fase de frutifica\u00e7\u00e3o, alimentando-se de folhas, castanhas e ped\u00fanculos.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie\u00a0<em>Sphictyrtus chryseis<\/em>\u00a0Lichtenstein (Hemiptera: Coreidae), quando adulto, mede cerca de 16 mm de comprimento, possui cabe\u00e7a avermelhada e olhos pretos interligados por uma faixa preta na extremidade posterior da cabe\u00e7a. A parte inicial do t\u00f3rax do inseto \u00e9 verde brilhante, delimitado por duas faixas avermelhadas nas extremidades anterior e posterior (Figura 8A).<\/p>\n<p>Um outro percevejo, da esp\u00e9cie\u00a0<em>Crinocerus sanctus<\/em>\u00a0Fabricius, (Hemiptera: Coreidae), quando adulto, mede 17 mm de comprimento e apresenta uma colora\u00e7\u00e3o amarelo-terra. Os f\u00eamures do \u00faltimo par de pernas s\u00e3o robustos e salpicados de tub\u00e9rculos pretos, saindo de cada um deles um espinho da mesma colora\u00e7\u00e3o (Figura 8B).<\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 outro percevejo, da esp\u00e9cie\u00a0<em>Theognis\u00a0<\/em>(=<em>Leptoglossus<\/em>)\u00a0<em>stigma\u00a0<\/em>Herbst, (Hemiptera: Coreidae), que apresenta uma linha de colora\u00e7\u00e3o creme ou amarelada, transversal e em zigue-zague.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Fotos: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%208-12.jpg?t=1466601982843\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"221\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 8.<\/strong>\u00a0Percevejos que atacam o cajueiro (A)\u00a0<em>Sphictyrtus cryseis<\/em>\u00a0e (B)\u00a0<em>Crinocerus sanctus.<\/em><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\">\n<p>Quando o ataque se d\u00e1 em maturis pequenos, eles murcham e tornam-se pretos, com sintomas iguais \u00e0 antracnose (Ver Cap\u00edtulo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/conteudo?p_p_id=conteudoportlet_WAR_sistemasdeproducaolf6_1ga1ceportlet&amp;p_p_lifecycle=0&amp;p_p_state=normal&amp;p_p_mode=view&amp;p_p_col_id=column-1&amp;p_p_col_count=1&amp;p_r_p_-76293187_sistemaProducaoId=7705&amp;p_r_p_-996514994_topicoId=10318\">Doen\u00e7as do cajueiro<\/a>). Em maturis maiores, o sintoma \u00e9 inicialmente visualizado na forma de uma mancha oleosa escura. Posteriormente, o maturi murcha e, por fim, assume aspecto mumificado, por\u00e9m permanece mole ou flex\u00edvel. Em castanhas totalmente desenvolvidas, a mancha provocada pelo inseto ao sugar permanece at\u00e9 ap\u00f3s a castanha estar seca.<\/p>\n<p>Os insetos podem tamb\u00e9m atacar brota\u00e7\u00f5es novas, ped\u00fanculos e frutos, causando perdas de qualidade e de quantidade nos pseudofrutos e frutos.<\/p>\n<p>O controle dever\u00e1 ser feito quando o grau de infesta\u00e7\u00e3o superar 10% de frutos atacados.<\/p>\n<h4><strong>3-Insetos que atacam folhas<\/strong><\/h4>\n<h5><strong>3.1. Tripes-da-cinta-vermelha,\u00a0<\/strong><em>Selenothrips rubrocinctus<\/em>\u00a0Giard (Thysanoptera: Thripidae)<\/h5>\n<p>Normalmente, esse inseto aparece nas \u00e9pocas de estiagem (per\u00edodo seco). O adulto apresenta colora\u00e7\u00e3o preta, medindo 1 mm de comprimento. As formas jovens (ninfas) s\u00e3o, em geral, amareladas, com os dois primeiros segmentos abdominais vermelhos. A f\u00eamea introduz os ovos sob a epiderme da folha e cobre-os com uma secre\u00e7\u00e3o que se torna escura ao secar. O ciclo completo dessa praga \u00e9 de cerca de 30 dias.<\/p>\n<p>O inseto ataca, principalmente, a face inferior das folhas, preferindo as de meia idade (Figuras 9 e 10). Ataca tamb\u00e9m ponteiros, infloresc\u00eancias, ped\u00fanculos e frutos (Figura 11). As partes atacadas tornam-se amareladas a princ\u00edpio, passando depois para uma colora\u00e7\u00e3o marrom-clara, com tonalidades bronzeadas. Ataques severos causam ressecamento e queda intensa das folhas, ocorrendo a diminui\u00e7\u00e3o da \u00e1rea foliar da planta e o secamento da infloresc\u00eancia (Figura 12).<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%209-12.jpg?t=1466602561930\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 9.\u00a0<\/strong>Col\u00f4nia de tripes-da-cinta-vermelha na face inferior da folha.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2010-12.jpg?t=1466602617093\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"535\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 10.\u00a0<\/strong>Danos de tripes nas folhas.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2011-12.jpg?t=1466603342045\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 11.<\/strong>\u00a0Danos de tripes na castanha e ped\u00fanculo.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2012-12.jpg?t=1466603376208\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"628\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 12.<\/strong>\u00a0Desfolhamento de cajueiros causado por tripes.<\/p>\n<p class=\"legenda_figura\">\n<p>Na amostragem, observa-se nos ramos avaliados a presen\u00e7a ou n\u00e3o de insetos e a associa\u00e7\u00e3o destes com o bronzeamento das folhas. \u00c9 importante atentar que o bronzeamento permanece mesmo ap\u00f3s o controle da praga, o que por si s\u00f3 n\u00e3o caracteriza um novo ataque.<\/p>\n<p>O controle dever\u00e1 ser feito utilizando os inseticidas registrados para o cajueiro Decis 25 EC ou Dominador, conforme Tabela 1, tendo o cuidado de dirigir o jato para as partes inferiores da folha.<\/p>\n<h5><strong>3.2. Mosca-branca,\u00a0<\/strong><em>Aleurodicus cocois<\/em>\u00a0(Homoptera: Aleyrodidae)<\/h5>\n<p>Atualmente, a mosca-branca encontra-se espalhada por todas as regi\u00f5es produtoras de caju. Contudo, seu ataque se inicia a partir de pequenos focos de infesta\u00e7\u00e3o, em n\u00famero reduzido de plantas, os quais podem se estender para todo o pomar.<\/p>\n<p>A forma adulta desse inseto assemelha-se muito a uma pequena borboleta, de cor branca. S\u00e3o insetos com quatro asas, medindo 2 mm de comprimento e 4 mm de envergadura. As ninfas s\u00e3o achatadas, ficam presas \u00e0s folhas e medem 1 mm de comprimento; possuem colora\u00e7\u00e3o amarelada, semelhante \u00e0s cochonilhas, e encontram-se envolvidas e rodeadas por uma esp\u00e9cie de cera branca, que pode recobrir toda a folha atacada.<\/p>\n<p>Presen\u00e7a de col\u00f4nias de insetos envolvidos por uma secre\u00e7\u00e3o branca (cera) na face inferior da folha e ocorr\u00eancia de fumagina na face superior da folha denunciam a presen\u00e7a da praga. O ataque inicial \u00e9 marcado pela cera em forma de c\u00edrculos aproximadamente regulares, feitos pela f\u00eamea na parte inferior da folha. Os ovos s\u00e3o depositados nesses c\u00edrculos, que ficam recobertos pela cera (Figuras 13 e 14).<\/p>\n<p>Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2013-12.jpg?t=1466603794420\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"697\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 13.<\/strong>\u00a0In\u00edcio do ataque na face inferior (de baixo) da folha.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2014-12.jpg?t=1466603838548\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"436\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 14.<\/strong>\u00a0Ataque generalizado de mosca-branca.<\/p>\n<p class=\"legenda_figura\">\n<p>O controle dever\u00e1 ser realizado quando se observarem col\u00f4nias de insetos e in\u00edcio de mela, tendo o cuidado de dirigir o jato da calda para a parte inferior das folhas.<\/p>\n<p>Pesquisas realizadas testaram o uso de tr\u00eas \u00f3leos vegetais (mamona, nim e soja) no controle de ovos e ninfas da mosca-branca. A avalia\u00e7\u00e3o apresentou efici\u00eancia no controle de ovos de 70,7% e 45,9%, entre o quinto e o vig\u00e9simo dia ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o. Os mesmos bioinseticidas alcan\u00e7aram sobre as ninfas percentual de controle acima de 91,0%, entre o segundo e o quinto dia ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o. Testes realizados com\u00a0<em>Apis mell\u00edfera<\/em>\u00a0demonstraram que as abelhas n\u00e3o foram afetadas pela aplica\u00e7\u00e3o de nenhum dos tr\u00eas \u00f3leos<em>.<\/em><\/p>\n<p>Desse modo, recomenda-se a aplica\u00e7\u00e3o da calda composta por: 97 litros de \u00e1gua, 2 litros de \u00f3leo vegetal (mamona, soja, nim ou algod\u00e3o) e 1 litro de detergente neutro (incolor \u2013 transparente).<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">3.3. Minador-da-folha,<em>\u00a0<\/em><em>Phyllocnistis\u00a0<\/em>sp. (Lepidoptera: Gracillariidae)<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">\n<p>A lagarta, ainda min\u00fascula, penetra no mes\u00f3filo foliar, ficando entre as duas epidermes. Constr\u00f3i minas longas e tortuosas, destruindo o par\u00eanquima foliar (Figuras 15 e 16). Apresenta prefer\u00eancia pelas folhas novas, ricas em antocianinas, podendo tamb\u00e9m atacar as castanhas nas primeiras fases de desenvolvimento.<\/p>\n<p>O n\u00famero de lagartas, por folha, pode variar de 1 a 4. Elas empupam no interior de uma pequena dobra feita no bordo da folha.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2015-12.jpg?t=1466604189777\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"477\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 15.<\/strong>\u00a0Galeria com presen\u00e7a da lagarta.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2016-12.jpg?t=1466604231137\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 16.<\/strong>\u00a0Ataque em folhas novas.<\/p>\n<p class=\"legenda_figura\">\n<p class=\"legenda_figura\">Em fun\u00e7\u00e3o do alto grau de parasitismo, podendo atingir at\u00e9 90%, normalmente n\u00e3o h\u00e1 necessidade de medidas de controle. Existem quatro inimigos naturais associados \u00e0s pupas do minador, sendo que um dos parasitoides pertencem ao g\u00eanero\u00a0<em>Leurinion<\/em>\u00a0(Hym., Braconidae), enquanto os demais n\u00e3o foram ainda identificados. Normalmente, os n\u00edveis de infesta\u00e7\u00e3o observados em campo n\u00e3o t\u00eam justificado nenhuma recomenda\u00e7\u00e3o de controle, possivelmente pela a\u00e7\u00e3o eficiente dos inimigos naturais.<\/p>\n<h4><strong>3.4. Lagartas e outros desfolhadores<\/strong><\/h4>\n<h5><strong>3.4.1. Lagarta v\u00e9u-de-noiva,<\/strong><em>\u00a0Thagona postropaea\u00a0<\/em>(Lepidoptera: Lymantriidae)<\/h5>\n<p>\u00c9 uma mariposa branca que mede 22 mm de envergadura e possui o corpo coberto de escamas, que se desprendem facilmente. A postura dos ovos realiza-se diretamente na folha, em fileiras. As lagartas, de colora\u00e7\u00e3o verde-clara, apresentam o corpo recoberto de pelos longos e esverdeados (Figura 17).<\/p>\n<p>A desfolha \u00e9 o sintoma mais evidente do ataque da praga. Esta tem o h\u00e1bito de se alimentar de folhas novas, podendo desfolhar completamente as plantas.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2017-12.jpg?t=1466604516557\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"431\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 17.<\/strong>\u00a0Lagarta v\u00e9u-de-noiva.<\/p>\n<h5><strong>3.4.2. Lagarta-dos-cafezais<\/strong>,\u00a0<em>Eacles imperialis magnifica\u00a0<\/em>Walk (Lepidoptera: Attacidae)<\/h5>\n<p>O inseto adulto \u00e9 uma mariposa amarela com numerosos pontos escuros nas asas, que s\u00e3o cortadas por duas faixas de cor violeta escura, apresentando, ainda, duas manchas circulares da mesma cor. Fazem postura de ovos em grupo, sobre as folhas. Os ovos s\u00e3o de colora\u00e7\u00e3o amarela e seu per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o \u00e9 de 6 a 12 dias. As lagartas chegam a atingir de 80 mm a 100 mm de comprimento (Figura 18), e possuem colora\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel (verde, amarelo, alaranjado e marrom). A transforma\u00e7\u00e3o da lagarta em cris\u00e1lida ocorre no solo. Os danos se caracterizam pela desfolha do cajueiro.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2018-12.jpg?t=1466604706135\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"439\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 18.<\/strong>\u00a0Lagarta-dos-cafezais.<\/p>\n<h5><strong>3.4.3. Lagarta-de-fogo,\u00a0<\/strong><em>Megalopyge lanata\u00a0<\/em>Stoll &#8211; Cramer (Lepidoptera: Megalopygidae)<\/h5>\n<p>Os adultos s\u00e3o mariposas que medem 70 mm de envergadura e t\u00eam o corpo robusto, de colora\u00e7\u00e3o preta e r\u00f3sea. As f\u00eameas p\u00f5em os ovos envoltos por uma camada de pelos. Os ovos transformam-se em cris\u00e1lidas nos troncos das \u00e1rvores, protegidas por um casulo grande, quase circular, de mais ou menos 100 mm de di\u00e2metro, de colora\u00e7\u00e3o acinzentada. Esse comportamento facilita o controle da praga por meio da retirada e elimina\u00e7\u00e3o dos insetos na fase de pupa. Os ovos s\u00e3o colocados em massas recobertas por pelos arrancados do pr\u00f3prio abd\u00f4men da mariposa. As lagartas, em seus est\u00e1dios iniciais, s\u00e3o de colora\u00e7\u00e3o avermelhada e costumam ficar agrupadas. Quando totalmente desenvolvidas, possuem segmentos brancos, bem definidos, semelhantes a placas, e delineados por linhas pretas. De cada segmento, saem tufos de pelos urticantes (Figura 19). As lagartas tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidas por taturanas, sussuranas ou lagartas-cabeludas. O sintoma de ataque dessa praga \u00e9 a desfolha da planta.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2019-12.jpg?t=1466604911976\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"567\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 19.<\/strong>\u00a0Lagarta-de-fogo.<\/p>\n<h5><strong>3.4.4. Lagarta-verde,<\/strong>\u00a0<em>Cerodirphia rubripes<\/em>\u00a0Draudt (Lepidoptera: Hemileucidae)<\/h5>\n<p>O adulto \u00e9 uma mariposa de cor marrom avermelhada, que mede de 100 mm a 110 mm de envergadura e possui nas asas anteriores duas listras mais escuras, bem distintas, no sentido transversal, e apenas uma listra na asa posterior. Os ovos s\u00e3o bastante duros, esf\u00e9ricos, de cor branca, e apresentam um ponto negro no centro. As lagartas (Figura 20) costumam ficar juntas e t\u00eam o h\u00e1bito de formar fila indiana. Possuem cor verde-clara, passando a castanho na fase de pr\u00e9-pupa. O dano caracter\u00edstico do ataque da lagarta \u00e9 a desfolha do cajueiro.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2020-12.jpg?t=1466605043185\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"588\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 20<\/strong>. Lagarta-verde.<\/p>\n<div><\/div>\n<h5><strong>3.4.5. Besouro-vermelho-do-cajueiro<\/strong>,\u00a0<em>Crimissa cruralis\u00a0<\/em>Stal (Coleoptera: Chrysomelidae)<\/h5>\n<p>Os adultos possuem colora\u00e7\u00e3o vermelha, formato oval, medem cerca de 10 mm de comprimento e t\u00eam as pernas negras (Figura 21). A larva mede cerca de 20 mm de comprimento e possui cor verde lodo (Figura 21). Apesar de apresentar movimentos lentos, a larva \u00e9 bastante voraz, causando intensa redu\u00e7\u00e3o das folhas. A fase de pupa acontece no solo, sempre na proje\u00e7\u00e3o da copa, especialmente nas proximidades do caule. As primeiras popula\u00e7\u00f5es de adultos surgem ap\u00f3s o lan\u00e7amento das folhas novas que brotam em agosto e setembro, ap\u00f3s as precipita\u00e7\u00f5es que s\u00e3o chamadas, no Cear\u00e1, de \u201cchuvas do caju\u201d.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Fotos: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita e Luiz Augusto Lopes Serrano<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2021c-12.jpg?t=1466612313631\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"262\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 21<\/strong>. Larva de\u00a0<em>Crimissa cruralis<\/em>\u00a0(\u00e0 esquerda) e adultos (\u00e0 direita) alimentando-se de folhas do cajueiro.<\/p>\n<p>O sintoma de ataque do besouro-vermelho-do-cajueiro \u00e9 a desfolha, o que pode ser feito tanto pelas larvas como pelos adultos, sendo que o desfolhamento provocado pelos besouros \u00e9 menos intenso.<\/p>\n<h5><strong>3.4.6. Man\u00e9-magro,<\/strong>\u00a0<em>Stiphra robusta<\/em>\u00a0Leit\u00e3o (Orthoptera: Proscopiidae)<\/h5>\n<p>Trata-se de um inseto de aproximadamente 110 mm de comprimento, cujo aspecto assemelha-se a de um graveto; n\u00e3o possui asas e apresenta movimentos lentos (Figura 22). Em casos de forte infesta\u00e7\u00e3o, provoca desfolhamento intenso dos cajueiros.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2022-12.jpg?t=1466613584882\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"435\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 22.<\/strong>\u00a0Cajueiro atacado por man\u00e9-magro.<\/p>\n<h5><strong>3.4.7. Lagarta-saia-justa,<\/strong>\u00a0<em>Cicinnus callipius<\/em>\u00a0Sch. (Lepidoptera: Mimallonidae)<\/h5>\n<p>As lagartas, em seus primeiros est\u00e1dios, ficam agrupadas nas folhas, passando as \u00faltimas fases separadas, envolvidas em uma folha, que lhes serve de abrigo. Quando totalmente desenvolvidas, elas medem 60 mm de comprimento, t\u00eam cabe\u00e7a de cor preta e pr\u00f3-t\u00f3rax preto com duas manchas brancas.<\/p>\n<p>A tecnologia de controle da lagarta-saia-justa se baseia em informa\u00e7\u00f5es relativas ao comportamento bioecol\u00f3gico da esp\u00e9cie em campo, destacando-se os seguintes aspectos:<\/p>\n<p><strong>Posturas<\/strong>: As posturas da lagarta-saia-justa s\u00e3o bem caracter\u00edsticas e muito diferentes dos demais lepid\u00f3pteros que atacam o cajueiro. S\u00e3o feitas em galhos ou ramos, em vez de nas folhas, e se caracterizam por apresentar ovos colados e sobrepostos uns aos outros, formando uma esp\u00e9cie de fita longa, com v\u00e1rias voltas (Figura 23), com uma m\u00e9dia de 361 ovos por postura.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2023-12.jpg?t=1466613751556\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 23.<\/strong>\u00a0Postura em forma de fita com lagartas-saias-justas j\u00e1 eclodidas.<\/p>\n<p><strong>Larvas<\/strong>: Ap\u00f3s a eclos\u00e3o, as lagartas se mant\u00eam agregadas entre duas folhas, unidas por fios de seda produzidos por elas mesmas. Nessa fase, as larvas se alimentam raspando o par\u00eanquima das folhas, deixando-as completamente rendilhadas e secas (Figura 24). Nos \u00faltimos instares, as lagartas se separam e cada uma se enrola em uma folha que lhe servir\u00e1 de abrigo at\u00e9 a sua transforma\u00e7\u00e3o em adulto (Figura 25). Normalmente, associado ao ataque dessas lagartas, encontra-se um emaranhado de teias que prejudicam o desenvolvimento normal das brota\u00e7\u00f5es (Figura 26). No solo, na proje\u00e7\u00e3o da copa, encontra-se uma grande quantidade de dejetos em forma de gr\u00e2nulos, o que denuncia tamb\u00e9m a presen\u00e7a da praga na planta (Figura 27). O ataque dessa praga pode acontecer tanto na fase vegetativa como na reprodutiva, sendo nesse caso mais prejudicial ao cajueiro porque as larvas se alimentam tamb\u00e9m das infloresc\u00eancias.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2024-12.jpg?t=1466613922677\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 24.<\/strong>\u00a0Folhas rendilhadas por lagarta-saia-justa.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2025-12.jpg?t=1466613958186\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"599\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 25.<\/strong>\u00a0In\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o do abrigo para prote\u00e7\u00e3o da lagarta-saia-justa.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2026-12.jpg?t=1466613996484\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"484\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 26.<\/strong>\u00a0Lagartas protegidas por emaranhado de teias.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2027-12.jpg?t=1466614037070\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"423\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 27.<\/strong>\u00a0Dejetos em forma de gr\u00e2nulos na proje\u00e7\u00e3o da copa indicando planta atacada pela lagarta-saia-justa.<\/p>\n<p><strong>Pupas<\/strong>: Ap\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o do abrigo, a lagarta permanece dentro do mesmo inv\u00f3lucro at\u00e9 se transformar em adulto. Por\u00e9m, antes de empupar, a lagarta fixa o abrigo em um galho ou ramo e permanece no seu interior at\u00e9 a emerg\u00eancia do adulto (Figura 28). Muitas vezes, a larva migra do cajueiro hospedeiro e empupa em plantas ou em fios de arame de cercas pr\u00f3ximas ao aceiro do cajueiral (Figura 29).<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2028-12.jpg?t=1466614318266\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"481\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 28.<\/strong>\u00a0Detalhe do abrigo fixado ao ramo com a pupa no seu interior.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2029-12.jpg?t=1466614360013\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"478\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 29.<\/strong>\u00a0Pupas em fios de arame de cerca no aceiro do cajueiral.<\/p>\n<p>Os seguintes passos s\u00e3o recomendados para detectar e eliminar a praga da \u00e1rea:<\/p>\n<ol>\n<li>Monitorar regularmente o pomar, observando a presen\u00e7a de postura em forma de fitas nos ramos ou galhos.<\/li>\n<li>Retirar as posturas de colora\u00e7\u00e3o amarronzada ou preta. As posturas brancas n\u00e3o precisam ser retiradas porque as lagartas j\u00e1 emergiram; por\u00e9m d\u00e3o a indica\u00e7\u00e3o de que a planta est\u00e1 infestada.<\/li>\n<li>Procurar folhas unidas, rendilhadas ou com presen\u00e7a de teias, principalmente no final dos ramos ponteiros.<\/li>\n<li>Retirar a massa de lagartas e destru\u00ed-las.<\/li>\n<li>Procurar e retirar folhas enroladas, formando inv\u00f3lucros ou abrigos com lagartas ou pupas no seu interior, as quais devem ser eliminadas.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Em condi\u00e7\u00f5es de campo, as lagartas-saia-justa s\u00e3o bastante parasitadas por vespas do g\u00eanero\u00a0<em>Bracon<\/em>\u00a0e outros parasitoides, e tamb\u00e9m controladas naturalmente por percevejos predadores (Figuras 30 e 31). Tais inimigos naturais devem ser preservados, evitando o uso de inseticidas qu\u00edmicos.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2030-12.jpg?t=1466614711360\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"453\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 30.<\/strong>\u00a0Lagarta-saia-justa morta por inimigos naturais em campo.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2031-12.jpg?t=1466614761137\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"508\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 31<\/strong>. Lagarta-saia-justa sendo sugada por percevejo predador.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Para todos os desfolhadores, os principais sintomas de ataque s\u00e3o folhas danificadas e redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea foliar, prejudicando a forma\u00e7\u00e3o de fotossintatos, com reflexos negativos na produ\u00e7\u00e3o das plantas.<\/p>\n<p>O controle dever\u00e1 ser feito quando a desfolha for de 60% na fase vegetativa e de 40% na fase reprodutiva da planta.<\/p>\n<h4><strong>3.5. D<\/strong><strong>\u00ed<\/strong><strong>ptero-das-galhas ou verruga-das-folhas,\u00a0<\/strong><em>Stenodiplosis<\/em>\u00a0sp. =\u00a0<em>Contarinia<\/em>\u00a0sp. (Diptera: Cecidomyiidae)<\/h4>\n<p>Esse inseto ataca intensamente o cajueiro na \u00e9poca de lan\u00e7amento das folhas novas e, principalmente, quando o fluxo foliar ocorre no per\u00edodo \u00famido. O ataque dessa praga tamb\u00e9m pode ser problem\u00e1tico em viveiros de mudas.<\/p>\n<p>A f\u00eamea faz a postura internamente no tecido vegetal, havendo a forma\u00e7\u00e3o de pequenas esferas, onde vivem as larvas, que podem causar deforma\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea foliar. H\u00e1 uma n\u00edtida prefer\u00eancia desta praga pelas folhas mais jovens.<\/p>\n<p>O sintoma caracter\u00edstico \u00e9 o aparecimento de galhas ou pequenas esferas com formato de verrugas nas folhas (Figura 32), de colora\u00e7\u00e3o alaranjada. O controle dever\u00e1 ser feito quando se observar presen\u00e7a de galhas de forma generalizada em folhas novas.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2032-12.jpg?t=1466615009977\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"487\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 32.\u00a0<\/strong>Verrugas nas folhas mais arroxeadas.<\/p>\n<h4><strong>3.6. Larva-do-broto-terminal,\u00a0<\/strong><em>Stenodiplosis\u00a0<\/em>sp. =<em>\u00a0Contarinia<\/em>\u00a0sp. (Diptera: Cecidomyiidae).<\/h4>\n<p>As larvas desse inseto atacam as gemas terminais; com a morte do broto, a planta emite novas brota\u00e7\u00f5es laterais que s\u00e3o atacadas imediatamente.<\/p>\n<p>O principal sintoma \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de uma estrutura semelhante a um \u201crepolhinho\u201d, que abriga as larvas, na gema terminal do ramo (Figura 33). A infloresc\u00eancia emitida, a partir de um broto atacado, \u00e9 de pequeno tamanho, deformada e sem condi\u00e7\u00e3o de se desenvolver e produzir.<\/p>\n<p>O controle dever\u00e1 ser feito quando for observado ataque superior a 20% dos ponteiros novos com sintomas em forma de \u201crepolhinhos\u201d.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2033-12.jpg?t=1466615211436\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"517\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 33.\u00a0<\/strong>Sintoma de \u201crepolhinho\u201d em ramo de cajueiro causado pela larva-do-broto-terminal.<\/p>\n<p>No semi-arido do Piau\u00ed, foi observado diferen\u00e7as entre os clones de cajueiros quanto ao ataque larva-do-broto-terminal. Os clones foram classificados como: suscet\u00edvel (\u2018BRS 265\u2019), moderadamente resistente (\u2018BRS 226\u2019) e altamente resistente (\u2018CCP 09\u2019). A resist\u00eancia observada foi provavelmente do tipo n\u00e3o prefer\u00eancia para oviposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>3.7. Escaravelho ou besouro-dos-ponteiros,\u00a0<\/strong><em>Hilarianus<\/em>\u00a0sp. (Coleoptera: Scarabaeidae).<\/h4>\n<p>Essa esp\u00e9cie foi constatada atacando plantios comerciais de cajueiro-an\u00e3o \u2018CCP 76\u2019, nos munic\u00edpios de Beberibe, no Cear\u00e1, Apodi e Severiano Melo, no Rio Grande do Norte, e Pio IX, no Piau\u00ed, onde a ocorr\u00eancia se deu em uma \u00e1rea experimental de clones de cajueiros-comuns e an\u00f5es. O adulto tem colora\u00e7\u00e3o amarronzada (Figura 34), h\u00e1bito noturno e se alimenta de brota\u00e7\u00f5es novas, podendo destruir, completamente, a parte terminal dos ramos (Figura 35). Em caso de alta infesta\u00e7\u00e3o, raspa tamb\u00e9m a casca dos ramos tenros anelando-os e provocando seu ressecamento. As larvas, conhecidas como cor\u00f3s, s\u00e3o do tipo escarabeiforme, apresentam o corpo recurvado em forma de \u201cc\u201d e colora\u00e7\u00e3o branca amarelada; possuem tr\u00eas pares de pernas tor\u00e1xicas que, assim como a cabe\u00e7a, s\u00e3o de colora\u00e7\u00e3o marrom. Nos cajueirais, as larvas foram encontradas no solo, na base de plantas jovens, principalmente em \u00e1reas onde foi utilizada cobertura morta de bagana de carna\u00faba n\u00e3o decomposta. Em fun\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito noturno da esp\u00e9cie, o controle da praga tem sido feito por pulveriza\u00e7\u00f5es, ap\u00f3s as 21 horas, na tentativa de atingir o inseto adulto.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2034-12.jpg?t=1466615432198\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"479\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 34.<\/strong>\u00a0Besouro-dos-ponteiros.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Ant\u00f4nio Lindemberg Martins Mesquita<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2035-12.jpg?t=1466615475187\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"530\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 35.<\/strong>\u00a0Danos nos ramos ponteiros causados pelos adultos.<\/p>\n<h4><strong>4-Insetos que atacam ra\u00edzes e troncos<\/strong><\/h4>\n<h5><strong>4.1. Brocas da raiz e tronco do cajueiro,\u00a0<\/strong><em>Marshallius bondari\u00a0<\/em>Lima ,\u00a0<em>e M. anarcardii<\/em>\u00a0Rosado Neto, (Coleoptera: Curculionidae)<\/h5>\n<p>As duas pragas pertencem ao g\u00eanero\u00a0<em>Marshallius<\/em>, sendo que a broca-da-raiz pertence \u00e0 esp\u00e9cie\u00a0<em>M. bondari<\/em>\u00a0e a do tronco \u00e0 esp\u00e9cie\u00a0<em>M. anacardii<\/em>. A diferen\u00e7a entre as pragas est\u00e1 no comportamento, no tamanho e colora\u00e7\u00e3o dos adultos.<\/p>\n<p>O adulto da broca-da-raiz tem o corpo escuro com manchas claras no t\u00f3rax e final do abd\u00f4men (uma de cada lado), mede de 13,13 mm a 17,17 mm, a larva destr\u00f3i o sistema radicular da planta, e fabrica um abrigo de formato oval, com terra e resto vegetal, no interior do qual se transforma em polpa, e posteriormente, em adulto.<\/p>\n<p>O adulto da broca-do-tronco apresenta tamb\u00e9m as manchas claras no final do abd\u00f4men, mas n\u00e3o s\u00e3o bem vis\u00edveis no t\u00f3rax. A larva se alimenta, principalmente, na regi\u00e3o do colo da planta, logo abaixo da casca. No final do per\u00edodo larval, penetra no lenho, onde constr\u00f3i uma c\u00e9lula pra se transformar em pupa e, em seguida, em adulto, que sai por pequenos furos circulares.<\/p>\n<p>A broca-da-raiz (Figura 36) tamb\u00e9m pode fazer essas cavidades abaixo da linha do solo, de tamanho maior, sendo que a emerg\u00eancia dos adultos s\u00f3 se d\u00e1 na esta\u00e7\u00e3o chuvosa seguinte. Essa praga pode ser controlada pelo arranquio das plantas atacadas, revolvendo o solo \u00e0 dist\u00e2ncia de 1 metro ao redor da planta, na profundidade de aproximadamente 60 cm. Deve-se, ainda, encoivarar e queimar imediatamente o material sobre o solo revolvido.<\/p>\n<p class=\"creditos_figura\">Foto: Luiz Augusto Lopes Serrano<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.spo.cnptia.embrapa.br\/documents\/151633\/0\/Figura%2036-12.jpg?t=1466615821777\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"479\" \/><\/p>\n<p class=\"legenda_figura\"><strong>Figura 3<\/strong><strong>6<\/strong><strong>.<\/strong>\u00a0Broca\u00a0<em>Marshallius<\/em>\u00a0do cajueiro.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A colheita do caju no Cear\u00e1 est\u00e1 na reta final e, por l\u00e1, a incid\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":136748,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cajus.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cajus-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cajus-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cajus.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cajus.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cajus.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cajus.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cajus.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cajus.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/cajus.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A colheita do caju no Cear\u00e1 est\u00e1 na reta final e, por l\u00e1, a incid\u00eancia","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136747"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136747"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136747\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}