{"id":136716,"date":"2020-11-08T15:21:17","date_gmt":"2020-11-08T18:21:17","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=136716"},"modified":"2020-11-08T13:22:32","modified_gmt":"2020-11-08T16:22:32","slug":"estudo-detalha-como-o-exercicio-aerobico-reverte-o-processo-degenerativo-que-leva-a-doencas-metabolicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-detalha-como-o-exercicio-aerobico-reverte-o-processo-degenerativo-que-leva-a-doencas-metabolicas\/","title":{"rendered":"Exerc\u00edcio aer\u00f3bico reverte o processo degenerativo que leva a doen\u00e7as metab\u00f3licas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/estudo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-136717\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/estudo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/estudo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/estudo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Mais do que um simples reservat\u00f3rio de energia para per\u00edodos de priva\u00e7\u00e3o alimentar, o tecido adiposo desempenha papel central na regula\u00e7\u00e3o do metabolismo. Para isso, libera diversas mol\u00e9culas na circula\u00e7\u00e3o, incluindo pequenos RNAs capazes de modular a express\u00e3o de genes-chave em diferentes partes do organismo, entre elas f\u00edgado, p\u00e2ncreas e m\u00fasculos.<\/p>\n<p>J\u00e1 foi demonstrado que tanto o envelhecimento como a obesidade podem comprometer essa produ\u00e7\u00e3o de microRNAs reguladores pelo tecido adiposo e favorecer o surgimento de doen\u00e7as como diabetes e dislipidemia. A boa not\u00edcia \u00e9 que, de acordo com um novo\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/content\/117\/38\/23932\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estudo<\/a><\/strong>\u00a0divulgado na revista\u00a0<i>Proceedings of the National Academy of Sciences<\/i>\u00a0(PNAS), tal processo degenerativo pode ser revertido pela pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos aer\u00f3bicos.<\/p>\n<p>\u201cExperimentos com camundongos e com humanos revelaram que o exerc\u00edcio aer\u00f3bico estimula a express\u00e3o de uma enzima chamada DICER, que \u00e9 essencial para o processamento dos microRNAs. Consequentemente, observamos um aumento na produ\u00e7\u00e3o dessas mol\u00e9culas reguladoras pelas c\u00e9lulas adiposas e uma s\u00e9rie de benef\u00edcios para o metabolismo\u201d, conta\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/16888\/marcelo-alves-da-silva-mori\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcelo Mori<\/a><\/strong>, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp) e um dos coordenadores da pesquisa, apoiada pela FAPESP e realizada em parceria com grupos das universidades de Copenhague (Dinamarca) e Harvard (Estados Unidos).<\/p>\n<p>Os experimentos foram conduzidos durante o p\u00f3s-doutorado de\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/79991\/bruna-brasil-brandao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruna Brasil Brand\u00e3o<\/a><\/strong>, ex-aluna de doutorado de Mori que agora est\u00e1 em Harvard, no laborat\u00f3rio coordenado pelo m\u00e9dico\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/projects.iq.harvard.edu\/kahnlaboratory\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Carl Ronald Kahn<\/a><\/strong>. Os resultados mostraram que, durante a pr\u00e1tica aer\u00f3bica, ocorre uma comunica\u00e7\u00e3o cruzada entre os tecidos muscular e adiposo por meio de mol\u00e9culas sinalizadoras secretadas na circula\u00e7\u00e3o. Essa troca de informa\u00e7\u00f5es torna o consumo de energia pelas c\u00e9lulas adiposas mais eficiente, possibilitando a adapta\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica do organismo ao exerc\u00edcio e o ganho de performance muscular.<\/p>\n<p>Os roedores foram submetidos a um protocolo de corrida em esteira durante uma hora, por oito semanas. \u00c0 medida que ganhavam condicionamento f\u00edsico, a velocidade e a inclina\u00e7\u00e3o da esteira eram aumentados. Ao final, os cientistas notaram, al\u00e9m da melhora na performance, uma eleva\u00e7\u00e3o significativa na express\u00e3o de DICER nos adip\u00f3citos, que foi acompanhada de redu\u00e7\u00e3o do peso corporal e da adiposidade visceral.<\/p>\n<p>Ao repetir o experimento com animais geneticamente modificados para n\u00e3o expressar a DICER nas c\u00e9lulas adiposas, o grupo notou que o efeito do exerc\u00edcio aer\u00f3bico foi bastante reduzido. \u201cOs animais n\u00e3o perderam peso e nem gordura visceral e n\u00e3o houve melhora no condicionamento. Al\u00e9m disso, notamos que as c\u00e9lulas adiposas estavam usando o substrato energ\u00e9tico de uma forma diferente que a dos animais n\u00e3o modificados, deixando menos glicose dispon\u00edvel para os m\u00fasculos\u201d, explica Mori.<\/p>\n<p>Em humanos, seis semanas de treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT, na sigla em ingl\u00eas) foram suficientes para aumentar em mais de cinco vezes, em m\u00e9dia, a quantidade de DICER no tecido adiposo. O efeito foi observado tanto em volunt\u00e1rios jovens (em torno de 36 anos) quanto nos idosos (em torno de 63 anos). Contudo, a resposta variou bastante entre os indiv\u00edduos, sendo que em alguns deles o n\u00edvel de DICER chegou a crescer 25 vezes e, em outros, praticamente n\u00e3o mudou.<\/p>\n<p><b>Mecanismo detalhado<\/b><\/p>\n<p>O papel de DICER e do processamento de microRNAs no tecido adiposo foi\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/22958919\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">descrito<\/a><\/strong>\u00a0pela primeira vez em 2012 na revista\u00a0<i>Cell Metabolism<\/i>\u00a0em trabalho liderado por Mori enquanto fazia parte de um grupo internacional de pesquisadores chefiado por Kahn. Nesse trabalho, observou-se que a express\u00e3o da enzima diminu\u00eda no tecido adiposo de camundongos \u00e0 medida que os animais engordavam e que isso reduzia a longevidade. Descobriu-se ainda que o efeito delet\u00e9rio da obesidade poderia ser revertido com a restri\u00e7\u00e3o de calorias.<\/p>\n<p>Em 2016, na revista\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/27241713\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><i>Aging<\/i><\/a><\/strong>, o grupo de Mori mostrou, tamb\u00e9m em camundongos, que a restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica preveniu a queda da produ\u00e7\u00e3o de microRNAs pelo tecido adiposo causada pelo envelhecimento, bem como o desenvolvimento de diabetes do tipo 2. Na\u00a0<i>Nature<\/i>, em 2017, os pesquisadores comprovaram que os microRNAs produzidos pelo tecido adiposo ca\u00edam na circula\u00e7\u00e3o e agiam em tecidos distantes, regulando a express\u00e3o g\u00eanica (<i>leia mais em\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/24786\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">agencia.fapesp.br\/24786\/<\/a><\/strong><\/i>).<\/p>\n<p>\u201cNeste novo trabalho, vimos que o exerc\u00edcio aer\u00f3bico, assim como a restri\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica, consegue reverter a queda na express\u00e3o de DICER e na produ\u00e7\u00e3o de microRNAs gra\u00e7as \u00e0 ativa\u00e7\u00e3o de um sensor metab\u00f3lico muito importante: a enzima AMPK [sigla em ingl\u00eas para prote\u00edna quinase ativada por monofosfato de adenosina]\u201d, diz Mori.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, esse sensor \u00e9 ativado quando a c\u00e9lula consome ATP (trifosfato de adenosina, a mol\u00e9cula que serve de substrato energ\u00e9tico para a c\u00e9lula) e surge um d\u00e9ficit de energia. Nos experimentos com camundongos, observou-se que o exerc\u00edcio aer\u00f3bico ativou a AMPK nas c\u00e9lulas musculares e isso, de algum modo, induziu a express\u00e3o de DICER nas c\u00e9lulas adiposas.<\/p>\n<p>\u201cO \u00f3bvio seria que o efeito sobre a express\u00e3o g\u00eanica ocorresse na mesma c\u00e9lula em que h\u00e1 o d\u00e9ficit energ\u00e9tico, o que de fato acontece. Mas, nesse caso, o sensor tamb\u00e9m \u00e9 ativado no m\u00fasculo e controla a resposta que acontece no tecido adiposo\u201d, explica.<\/p>\n<p>Com o objetivo de confirmar a comunica\u00e7\u00e3o entre os tecidos, os cientistas coletaram soro sangu\u00edneo de um animal treinado e injetaram em um roedor sedent\u00e1rio. Esse \u201ctratamento\u201d aumentou a express\u00e3o de DICER no tecido adiposo. Em outro experimento, adip\u00f3citos em cultura foram incubados com o soro de camundongos treinados e o mesmo efeito foi observado.<\/p>\n<p>\u201cEsse resultado sugere que existe uma ou mais mol\u00e9culas na circula\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos treinados capazes de por si s\u00f3 induzirem uma melhora metab\u00f3lica no tecido adiposo. Se conseguirmos identificar quais componentes s\u00e3o esses, podemos investigar se eles tamb\u00e9m conseguem induzir outros benef\u00edcios do exerc\u00edcio aer\u00f3bico, como a cardioprote\u00e7\u00e3o. E, no futuro, talvez possamos pensar em transformar isso em um f\u00e1rmaco\u201d, afirma Mori.<\/p>\n<p>Buscando detalhar ainda mais o mecanismo de regula\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica, os pesquisadores analisaram todos os milhares de microRNAs expressos no organismo dos camundongos treinados e compararam com os encontrados no animal sedent\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cIdentificamos uma mol\u00e9cula chamada miR-203-3p, cuja express\u00e3o aumenta tanto com o treinamento quanto com a restri\u00e7\u00e3o de calorias, e mostramos que esse microRNA \u00e9 o respons\u00e1vel por promover o ajuste metab\u00f3lico do adip\u00f3cito. Quando fazemos um exerc\u00edcio prolongado e o estoque de glicog\u00eanio do m\u00fasculo \u00e9 consumido, sinais moleculares s\u00e3o enviados ao tecido adiposo. Nesse momento entra em a\u00e7\u00e3o o miR-203-3p, que faz uma esp\u00e9cie de ajuste fino do metabolismo do adip\u00f3cito. Vimos que essa flexibilidade metab\u00f3lica \u00e9 fundamental para a sa\u00fade e tamb\u00e9m para o ganho de performance\u201d, explica Mori.<\/p>\n<p>Quando essa modula\u00e7\u00e3o n\u00e3o acontece, acrescenta o pesquisador, o adip\u00f3cito aumenta seu consumo de glicose durante o exerc\u00edcio, deixando menos substrato energ\u00e9tico dispon\u00edvel para o m\u00fasculo. Isso poderia levar a uma hipoglicemia precoce, considerada um dos principais limitadores da performance de atletas.<\/p>\n<p>\u201cNo animal que n\u00e3o expressa DICER nos adip\u00f3citos, essa conversa entre tecido adiposo e m\u00fasculo n\u00e3o acontece. \u00c9 um modelo que mimetiza o animal envelhecido e tamb\u00e9m o obeso. Ou seja, quando DICER est\u00e1 diminu\u00edda, a sa\u00fade metab\u00f3lica \u00e9 pobre e os processos degenerativos s\u00e3o acelerados\u201d, diz.<\/p>\n<p>A pesquisa contou com apoio da FAPESP por meio de diversos projetos: (<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/97591\/cameleom-analise-entre-especies-dos-efeitos-metabolicos-na-expectativa-de-vida-e-omicas-de-mimetic\/?q=17\/01184-9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">17\/01184-9<\/a><\/strong>,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/97592\/explorando-o-papel-de-mirnas-circulantes-derivados-do-tecido-adiposo-nos-efeitos-beneficos-do-treina\/?q=17\/07975-8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">17\/07975-8<\/a><\/strong>,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/183973\/estudo-do-papel-do-mir-203-3p-no-metabolismo-do-tecido-adiposo-e-no-desenvolvimento-de-doencas-metab\/?q=18\/21635-8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">18\/21635-8<\/a><\/strong>,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/172560\/caracterizacao-de-alteracoes-proteicas-tecido-especificas-com-o-envelhecimento-e-a-restricao-caloric\/?q=17\/03423-0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">17\/03423-0<\/a><\/strong>,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/173271\/estudo-dos-efeitos-de-dicer-sobre-a-funcao-mitocondrial-o-metabolismo-e-o-envelhecimento-em-nematoi\/?q=17\/04377-2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">17\/04377-2<\/a><\/strong>,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/90316\/dicer-mirnas-e-o-controle-da-funcao-mitocondrial-no-contexto-do-envelhecimento-e-da-restricao-calor\/?q=15\/01316-7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">15\/01316-7<\/a><\/strong>,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/158566\/estudo-do-papel-da-proteina-gcn1-na-genese-de-doencas-metabolicas-em-camundongos\/?q=15\/03292-8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">15\/03292-8<\/a><\/strong>,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/133558\/identificacao-de-mecanismos-responsaveis-pelos-efeitos-beneficos-da-restricao-calorica\/?q=12\/04079-8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">12\/04079-8<\/a><\/strong>,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/134385\/estudo-dos-efeitos-da-delecao-do-gene-da-dicer-em-adipocitos-na-genese-de-doencas-cardiovasculares\/?q=12\/06238-6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">12\/06238-6<\/a><\/strong>\u00a0e\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/44938\/identificacao-de-mecanismos-responsaveis-pelos-efeitos-beneficos-da-restricao-calorica\/?q=10\/52557-0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">10\/52557-0<\/a><\/strong>). Os resultados descritos na\u00a0<i>PNAS<\/i>\u00a0foram\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/370\/6512\/71.6.full\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">comentados<\/a><\/strong>\u00a0na revista\u00a0<i>Science<\/i>\u00a0no in\u00edcio de outubro.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<i>Dynamic changes in DICER levels in adipose tissue control metabolic adaptations to exercise<\/i>\u00a0pode ser lido em\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/content\/117\/38\/23932\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.pnas.org\/content\/117\/38\/23932<\/a><\/strong>.<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1sggF1bXNlc\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais do que um simples reservat\u00f3rio de energia para per\u00edodos de priva\u00e7\u00e3o alimentar, o tecido<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":136717,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/estudo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/estudo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/estudo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/estudo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/estudo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/estudo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/estudo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/estudo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/estudo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/estudo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Mais do que um simples reservat\u00f3rio de energia para per\u00edodos de priva\u00e7\u00e3o alimentar, o tecido","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136716"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136716"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136716\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136717"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136716"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136716"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}