{"id":136664,"date":"2020-11-07T11:44:21","date_gmt":"2020-11-07T14:44:21","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=136664"},"modified":"2020-11-07T11:44:21","modified_gmt":"2020-11-07T14:44:21","slug":"sindrome-da-vez-entenda-por-que-os-millennials-ganharam-o-apelido-de-geracao-burnout","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/sindrome-da-vez-entenda-por-que-os-millennials-ganharam-o-apelido-de-geracao-burnout\/","title":{"rendered":"S\u00edndrome da vez: entenda por que os \u2018millennials\u2019 ganharam o apelido de gera\u00e7\u00e3o burnout"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bournot.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-136665\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bournot-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bournot-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bournot.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>De uns tempos para c\u00e1, o termo <em>burnout<\/em>\u00a0passou a ser usado com assiduidade at\u00e9 nos grupos de WhatsApp, o novo papo de botequim. A palavra nunca foi t\u00e3o falada e os sintomas, sentidos. O colapso f\u00edsico e mental, causado principalmente por excesso de trabalho, tem se tornado uma frequente entre os\u00a0<em>millennials<\/em>, aqueles que nasceram entre 1980 e 1996, que n\u00e3o \u00e0 toa receberam o apelido de \u201cgera\u00e7\u00e3o\u00a0<em>burnout<\/em>\u201d. S\u00e3o pessoas que, apesar de darem tudo de si, ainda se sentem cobrados at\u00e9 chegarem ao ponto de pifar.<\/p>\n<p>Essa caracter\u00edstica geracional estimulou a escritora americana Anne Helen Petersen a publicar, ano passado, o artigo \u201cComo os\u00a0<em>millennials<\/em>\u00a0se tornaram a gera\u00e7\u00e3o\u00a0<em>burnout<\/em>\u201d, que j\u00e1 chega aos 10 milh\u00f5es de leitura e virar\u00e1 um livro em breve. No texto, ela conta que \u201cvoc\u00ea sente o\u00a0<em>burnout<\/em>\u00a0quando esgota todos os seus recursos internos, mas n\u00e3o consegue se libertar da compuls\u00e3o de continuar\u201d. Tudo come\u00e7a com empregos que cobram performances irreais e se intensifica diante da press\u00e3o em performar bem na vida on-line. O livro \u201cBurnout: O segredo para romper com o ciclo de estresse\u201d, de Emily Nagoski, doutora em medicina comportamental, e Amelia Nagoski, sobrevivente da s\u00edndrome, \u00e9 outro que est\u00e1 fazendo sucesso e chega este m\u00eas no Brasil pela editora Best-seller. As irm\u00e3s perceberam que, durante a quarentena, o dist\u00farbio atacou mais mulheres, \u201cque muitas vezes trabalham em jornada dupla e s\u00e3o submetidas \u00e0 press\u00e3o est\u00e9tica e \u00e0 busca por perfei\u00e7\u00e3o em todos os aspectos da vida\u201d. As irm\u00e3s comentam que \u201co livro \u00e9 indicado para todas que \u00e1 se sentiram exaustas por tudo o que precisam fazer e que, mesmo assim, pensam que n\u00e3o est\u00e3o fazendo o suficiente\u201d.<\/p>\n<figure class=\"article__picture article__picture--vertical\"><img loading=\"lazy\" class=\"lazyload article__picture-image image--loaded\" src=\"https:\/\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/24730307-e0a-a36\/FT450A\/x90279445_Burnout.jpg.pagespeed.ic.s9a0HdlSoz.jpg\" alt=\"O livro \u201cBurnout: O segredo para romper com o ciclo de estresse\u201d, de Emily Nagoski, doutora em medicina comportamental, e Amelia Nagoski, sobrevivente da s\u00edndrome, chega este m\u00eas no Brasil Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\" width=\"639\" height=\"1051\" data-src=\"https:\/\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/24730307-e0a-a36\/FT450A\/x90279445_Burnout.jpg.pagespeed.ic.s9a0HdlSoz.jpg\" \/><figcaption class=\"article__picture-caption\">O livro \u201cBurnout: O segredo para romper com o ciclo de estresse\u201d, de Emily Nagoski, doutora em medicina comportamental, e Amelia Nagoski, sobrevivente da s\u00edndrome, chega este m\u00eas no Brasil Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>De acordo com especialistas, a cobran\u00e7a por tornar cada segundo da vida produtivo, de fazer mil coisas ao mesmo tempo e n\u00e3o se dar a chance de praticar o \u00f3cio levam ao\u00a0<em>burnout<\/em>. O tempo que a tecnologia poupa de trabalho, definitivamente, n\u00e3o tem sido convertido em qualidade de vida. Com a pandemia, tudo foi ainda mais acentuado: da inseguran\u00e7a ao per\u00edodo em frente \u00e0s telas, fazendo mais pessoas faiscarem. \u201cO trabalho remoto abriu demandas e cobran\u00e7as que n\u00e3o eram t\u00e3o presentes, como se a pessoa pudesse estar onipresente em diversas frentes. N\u00e3o tivemos uma fase de adapta\u00e7\u00e3o. A transi\u00e7\u00e3o precisa de tempo e de recursos emocionais para ser de sucesso. Hoje, ficar sem bateria no celular por duas horas acarreta em sensa\u00e7\u00f5es de abstin\u00eancia, como se fosse a falta de uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica no organismo\u201d, explica Leonardo Lessa Telles, diretor do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB).<\/p>\n<figure class=\"article__picture article__picture--vertical\"><img loading=\"lazy\" class=\"lazyload article__picture-image image--loaded\" src=\"https:\/\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/24730315-8e8-deb\/FT450A\/x90279443_Burnout.jpg.pagespeed.ic.bvl4s3BTJV.jpg\" alt=\"A comunicadora carioca Lara D\u2019Avila, de 29 anos, come\u00e7ou a se sentir sufocada durante um dia aparentemente normal dentro de casa e teve uma crise de burnout Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\" width=\"640\" height=\"1052\" data-src=\"https:\/\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/24730315-8e8-deb\/FT450A\/x90279443_Burnout.jpg.pagespeed.ic.bvl4s3BTJV.jpg\" \/><figcaption class=\"article__picture-caption\">A comunicadora carioca Lara D\u2019Avila, de 29 anos, come\u00e7ou a se sentir sufocada durante um dia aparentemente normal dentro de casa e teve uma crise de burnout Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Falta de ar, ins\u00f4nia, irritabilidade e inseguran\u00e7a s\u00e3o algumas das caracter\u00edsticas que precedem o\u00a0<em>burnout<\/em>. H\u00e1 um m\u00eas, a comunicadora Lara D\u2019Avila, de 29 anos, come\u00e7ou a se sentir sufocada durante um dia aparentemente normal dentro de casa. Ao inv\u00e9s de esconder o susto, ela contou os detalhes em suas redes sociais. \u201cVeio a sensa\u00e7\u00e3o, perdi o ar, chorei. Busquei encontrar uma v\u00e1lvula de escape. Como tenho uma voz na internet\u00a0<em>(s\u00e3o mais de 60 mil seguidores no Instagram)<\/em>, quis ser bem transparente. N\u00e3o acredito apenas em filtros bonitos\u201d, conta ela. Para se recuperar, Lara procurou ajuda psiqui\u00e1trica, passou a limitar o tempo em frente \u00e0s telas, focou mais em medita\u00e7\u00e3o, e intensificou os exerc\u00edcios f\u00edsicos. \u201c\u00c9 bom evitar conte\u00fados que causam gatilho. N\u00e3o sou a favor da influ\u00eancia que estimula o consumo desenfreado, n\u00e3o acredito em\u00a0<em>look<\/em>\u00a0do dia e busco espalhar informa\u00e7\u00f5es atuais, necess\u00e1rias, que tenham a participa\u00e7\u00e3o de especialistas. Por conta disso, me cobro cada vez mais. Mas preciso sempre lembrar que tenho que ser do meu tamanho, n\u00e3o me comparar\u201d, diz Lara.<\/p>\n<p>A psicanalista Vilma Rangel ressalta a import\u00e2ncia de colocar limites nas solicita\u00e7\u00f5es profissionais e dom\u00e9sticas. \u201cNa pandemia, as exig\u00eancias foram aumentadas: empresas cobram ilimitadamente seus funcion\u00e1rios, os trabalhos de casa acumularam e os cuidados com os filhos fora da escola s\u00e3o muitos. O\u00a0<em>burnout<\/em> se d\u00e1 por esse excesso de press\u00e3o. \u00c9 preciso perceber que h\u00e1 demandas que n\u00e3o podem ser atendidas e colocar limites. Ou bate o pino\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Pare, respire e pense no que precisa mudar para n\u00e3o pifar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De uns tempos para c\u00e1, o termo burnout\u00a0passou a ser usado com assiduidade at\u00e9 nos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":136665,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bournot.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bournot-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bournot-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bournot.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bournot.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bournot.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bournot.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bournot.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bournot.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bournot.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"De uns tempos para c\u00e1, o termo burnout\u00a0passou a ser usado com assiduidade at\u00e9 nos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136664"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136664"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136664\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136665"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136664"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136664"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136664"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}