{"id":136398,"date":"2020-11-03T09:29:38","date_gmt":"2020-11-03T12:29:38","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=136398"},"modified":"2020-11-03T09:29:38","modified_gmt":"2020-11-03T12:29:38","slug":"estresse-por-calor-gera-perdas-para-avicultura-e-tem-uma-forma-de-agir-em-cada-fase-produtiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estresse-por-calor-gera-perdas-para-avicultura-e-tem-uma-forma-de-agir-em-cada-fase-produtiva\/","title":{"rendered":"Estresse por calor gera perdas para avicultura e tem uma forma de agir em cada fase produtiva"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/avicultura.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-136400\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/avicultura-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/avicultura-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/avicultura.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A ampla parte da produ\u00e7\u00e3o de aves no Brasil se encontra em regi\u00f5es onde o estresse cal\u00f3rico pode causar problemas aos animais, inuenciando o seu desempenho. Para falar sobre os cuidados e par\u00e2metros a serem seguidos durante os per\u00edodos mais quentes do ano, o Presente Rural entrevistou o pesquisador da Embrapa Su\u00ednos e Aves, Paulo Giovanni de Abreu, que justica: \u201cExperi\u00eancias t\u00eam mostrado que a produtividade das aves \u00e9 afetada e a taxa de mortalidade \u00e9 consideravelmente alta. No entanto, algumas medidas b\u00e1sicas podem remediar e at\u00e9 eliminar esses problemas\u201d.<\/p>\n<p>Uma das premissas \u00e9 saber o que \u00e9 a zona de conforto t\u00e9rmico. \u201cPara determinada faixa de temperatura efetiva ambiental, a ave mant\u00e9m constante a temperatura corporal, com m\u00ednimo esfor\u00e7o dos mecanismos termorregulat\u00f3rios. \u00c9 a chamada Zona de Conforto T\u00e9rmico (ZCT) ou de termoneutralidade, em que n\u00e3o h\u00e1 sensa\u00e7\u00e3o de frio ou de calor e o desempenho animal em qualquer atividade \u00e9 otimizado\u201d, explica.<\/p>\n<p>O pesquisador explica: \u201cNa gura 1 observa-se que a Zona de Conforto T\u00e9rmico \u00e9 limitada pelas temperaturas efetivas ambientais dos pontos B e B\u2019; a Zona de Homeotermia, pelas temperaturas efetivas ambientais dos pontos C e C\u2019; e a Zona de Sobreviv\u00eancia, pelas temperaturas efetivas ambientais dos pontos D e D\u2019. Nas temperaturas efetivas ambientais situadas na faixa limitada pelos pontos A e D, o animal est\u00e1 estressado por frio e nas de A\u2019 a D\u2019, por calor. A temperatura efetiva ambiental do ponto B \u00e9 a Temperatura Cr\u00edtica Inferior (TCI) e abaixo desta o animal aciona seus mecanismos termorregulat\u00f3rios para incrementar a produ\u00e7\u00e3o e a reten\u00e7\u00e3o de calor corporal, compensando a perda de calor para o ambiente, que se encontra frio. Nessa faixa, a capacidade do animal de aumentar a taxa metab\u00f3lica torna-se relevante para a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio homeot\u00e9rmico\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPara temperaturas efetivas ambientais abaixo daquela denida no ponto C, o animal n\u00e3o consegue mais balancear a sua perda de calor para o ambiente e a temperatura corporal come\u00e7a a declinar rapidamente, acelerando o processo de resfriamento. Se o processo continua por muito tempo ou se nenhuma provid\u00eancia \u00e9 tomada, o n\u00edvel letal D \u00e9 atingido e o animal morre por hipotermia. A temperatura efetiva ambiental do ponto B\u2019 \u00e9 denominada Temperatura Cr\u00edtica Superior (TCS). Acima dessa temperatura o animal aciona seus mecanismos termorregulat\u00f3rios para auxiliar a dissipa\u00e7\u00e3o do calor corporal para o ambiente, uma vez que, nessa faixa, a taxa de produ\u00e7\u00e3o de calor metab\u00f3lico normalmente aumenta, podendo ocorrer, tamb\u00e9m, aumento da temperatura corporal. Nessa faixa, entram em a\u00e7\u00e3o mecanismos de defesa f\u00edsica contra o calor, como a vasodilata\u00e7\u00e3o e a ofega\u00e7\u00e3o. Quando a temperatura ambiental atinge o ponto C\u2019, por mais que esses mecanismos funcionem, n\u00e3o conseguem obter o resfriamento necess\u00e1rio para a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio homeot\u00e9rmico e a temperatura corporal aumenta cada vez mais. Na temperatura ambiental do ponto D\u2019, o animal morre por hipertermia. Na Zona de Hipertermia, os mecanismos de controle da temperatura n\u00e3o s\u00e3o capazes de providenciar suciente resfriamento para manter a temperatura corporal em seu n\u00edvel normal\u201d.<\/p>\n<p><strong>Exig\u00eancias das aves<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Paulo Giovanni de Abreu, a ave tem habilidade para manter constante a temperatura dos \u00f3rg\u00e3os internos, o que \u00e9 conhecido como homeotermia. O mecanismo de homeostase, entretanto, \u00e9 eciente somente quando a temperatura ambiente est\u00e1 dentro de certos limites. \u201cA temperatura do n\u00facleo corporal de aves \u00e9 igual a 41,7 oC. Na Tabela 1 s\u00e3o apresentados os valores da Temperatura Cr\u00edtica Inferior (TCI), Zona de Conforto T\u00e9rmico (ZCT) e Temperatura Cr\u00edtica Superior (TCS) de acordo com a fase da ave. Portanto \u00e9 importante que os avi\u00e1rios tenham temperaturas ambientais pr\u00f3ximas \u00e0s das condi\u00e7\u00f5es de conforto das aves (Tabela 2). Nesse sentido, o aperfei\u00e7oamento dos avi\u00e1rios com ado\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas e equipamentos de condicionamento t\u00e9rmico ambiental tem superado os efeitos prejudiciais de alguns elementos clim\u00e1ticos, possibilitando alcan\u00e7ar bom desempenho produtivo das aves\u201d, menciona.<\/p>\n<p>Estresse t\u00e9rmico (calor) O estresse devido ao calor se produz quando existem temperaturas ambientais acima da zona de termoneutralidade das aves e se intensica na presen\u00e7a de alta umidade relativa e aus\u00eancia de movimento do ar, destaca Paulo Giovanni de Abreu. \u201cFisiologicamente as aves respondem ao estresse cal\u00f3rico aumentando os mecanismos de dissipa\u00e7\u00e3o de calor e diminuindo a produ\u00e7\u00e3o de calor metab\u00f3lico. Durante os per\u00edodos quentes o estresse t\u00e9rmico depende grandemente da ave. Isto \u00e9, idade e tamanho, est\u00e1gio produtivo e das instala\u00e7\u00f5es. Entretanto, as respostas ao estresse t\u00e9rmico variam de formas espec\u00edcas entre esses diferentes grupos\u201d.<\/p>\n<p>O pesquisador da Embrapa frisa que para o conforto siol\u00f3gico das aves \u00e9 considerado que a temperatura no interior da instala\u00e7\u00e3o seja correspondente \u00e0 zona de termoneutralidade da ave. \u201cEsta \u00e9 a temperatura m\u00e9dia a qual a taxa metab\u00f3lica \u00e9 mantida constante pelo controle vaso motor (vasodilata\u00e7\u00e3o e vasoconstri\u00e7\u00e3o perif\u00e9ricas, movimenta\u00e7\u00e3o das penas e mudan\u00e7a postural) e evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua dos pulm\u00f5es. O ponto o qual a temperatura ambiental esta abaixo desta zona \u00e9 chamado temperatura cr\u00edtica e aumenta a taxa metab\u00f3lica para manuten\u00e7\u00e3o da temperatura corporal. O ponto o qual a temperatura est\u00e1 acima desta temperatura \u00e9 chamado ponto de hipertermia e aumento na taxa metab\u00f3lica na tentativa de eliminar o excesso de produ\u00e7\u00e3o de calor\u201d.<\/p>\n<p><strong>Efeito da idade<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA combina\u00e7\u00e3o de temperatura ambiente e umidade relativa capaz de produzir estresse por calor depende da idade das aves. A temperatura ambiente ideal varia desde 32 \u2013 35 oC ao nascer at\u00e9 que se estabiliza aos 20 \u2013 24 oC na quarta semana. A magnitude do estresse cal\u00f3rico depende n\u00e3o somente da esta\u00e7\u00e3o do ano, mas tamb\u00e9m do status siol\u00f3gico (isto \u00e9, est\u00e1gio de crescimento, desenvolvimento e produ\u00e7\u00e3o) das aves. Em muitas aves jovens o estresse cal\u00f3rico \u00e9 menos prov\u00e1vel de ocorrer durante per\u00edodos quentes e \u00famidos. Isto porque as aves rec\u00e9m-nascidas s\u00e3o mais sens\u00edveis ao frio. Como as aves jovens possuem uma temperatura cr\u00edtica superior maior que aves adultas a diminui\u00e7\u00e3o de mortalidade por estresse cal\u00f3rico \u00e9 menor\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Paulo Giovanni, a medida que as aves crescem, tornam-se menos sens\u00edvel ao frio. \u201cIsso ocorre por causa da ineci\u00eancia dessas aves em dissipar rapidamente o calor produzido por seu organismo. Essa ineci\u00eancia na dissipa\u00e7\u00e3o do calor pode ser devido ao ac\u00famulo de gordura subcut\u00e2nea, da falta de gl\u00e2ndulas sudor\u00edparas e da cobertura de penas do corpo. As consequ\u00eancias \u00e9 que com a idade ou aves grandes tonam-se mais suscet\u00edveis ao estresse por calor\u201d.<\/p>\n<p><strong>Umidade<\/strong><\/p>\n<p>A umidade \u00e9 fator determinante na termorregula\u00e7\u00e3o. \u201cNo Brasil quando a temperatura ambiente est\u00e1 por volta de 32oC e a umidade relativa do ar mais que 80%, essa condi\u00e7\u00e3o causa um aumento da severidade do estresse por calor. Como consequ\u00eancia a ingest\u00e3o alimentar \u00e9 reduzida e a taxa respirat\u00f3ria desses animais aumenta na tentativa de resfriar-se pela evapora\u00e7\u00e3o do vapor d\u2019\u00e1gua dos pulm\u00f5es. As aves tender\u00e3o a se mover para locais mais frescos nos avi\u00e1rios e mudar\u00e3o a sua postura. Em casos extremos, com temperaturas ambientes pr\u00f3ximas de 40 oC, as aves podem morrer de exaust\u00e3o f\u00edsica causada pelo calor. Al\u00e9m disso, a mortalidade durante per\u00edodos quentes pode tamb\u00e9m estar relacionada indiretamente com outros fatores de estresse que s\u00e3o relacionados com condi\u00e7\u00f5es de calor e umidade. Esses outros efeitos indiretos incluem a redu\u00e7\u00e3o na ingest\u00e3o alimentar e aumento da incid\u00eancia de doen\u00e7as no plantel. Uma redu\u00e7\u00e3o na ingest\u00e3o alimentar torna as aves mais suscet\u00edveis a doen\u00e7as nesse ambiente\u201d, orienta.<\/p>\n<p><strong>Temperatura ambiente VS prote\u00edna e gordura da dieta<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o aos componentes da dieta, de forma similar ao que ocorre para a manten\u00e7a, h\u00e1 uma diferencia\u00e7\u00e3o nas eci\u00eancias com que a EM dos carboidratos, gorduras e prote\u00ednas \u00e9 utilizada para a deposi\u00e7\u00e3o. Quanto maior a propor\u00e7\u00e3o de prote\u00edna na deposi\u00e7\u00e3o e quanto maior a quantidade de prote\u00edna na dieta maior o incremento cal\u00f3rico esperado. Mantido os n\u00edveis dos demais nutrientes limitantes, com maior gordura diet\u00e9tica o incremento cal\u00f3rico diminui, e consequentemente aumenta a eci\u00eancia de reten\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Em condi\u00e7\u00f5es de estresse cal\u00f3rico, cita, h\u00e1 um aumento mais discreto na produ\u00e7\u00e3o de calor total (PC) pelo aumento na energia necess\u00e1ria para termorregula\u00e7\u00e3o (PCt), mas o incremento cal\u00f3rico associado \u00e0 reten\u00e7\u00e3o ou deposi\u00e7\u00e3o nos tecidos passa a ser uma parcela importante da PC. \u201cEsta contribui\u00e7\u00e3o, de acordo com a temperatura ambiente, conduz \u00e0 hipertermia, e a principal forma da ave reduzir este incremento \u00e9 pela redu\u00e7\u00e3o do consumo de energia metaboliz\u00e1vel (EMc). A redu\u00e7\u00e3o na EMc e aumento na PC levam, por consequ\u00eancia, a uma menor (ou nula) exig\u00eancia de energia para reten\u00e7\u00e3o ou produ\u00e7\u00e3o (EMr)\u201d.<\/p>\n<p>O pesquisador explica que outra forma de reduzir a PC \u00e9 pela utiliza\u00e7\u00e3o de componentes diet\u00e9ticos de baixo incremento cal\u00f3rico de manten\u00e7a e reten\u00e7\u00e3o, como a gordura. \u201cIsto pode ter efeito positivo sobre a sobreviv\u00eancia e\/ou desempenho em condi\u00e7\u00f5es de estresse cal\u00f3rico. Por outro lado, o grau de redu\u00e7\u00e3o da EMc que vai ser apresentado pelos animais n\u00e3o \u00e9 normalmente previs\u00edvel, e pode comprometer a EMr pela deci\u00eancia dos demais nutrientes. Consequentemente, em condi\u00e7\u00f5es de estresse pelo calor, a concentra\u00e7\u00e3o das dietas, especialmente em prote\u00edna, pode trazer benef\u00edcios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 necess\u00e1rio que se tenha controle sobre os n\u00edveis de EMc. No caso do uso de componentes de baixo ICr, como a gordura, o maior efeito ben\u00e9co \u00e9 justamente relacionado com a manuten\u00e7\u00e3o pelos animais de um n\u00edvel de consumo mais compat\u00edvel com a produ\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Paulo Giovanni orienta: \u201cA perda de apetite devido ao bloqueio do centro do apetite localizado no hipot\u00e1lamo e a redu\u00e7\u00e3o brusca do n\u00edvel sangu\u00edneo de vitamina C seriam em termos nutricionais os fatores mais importantes. A ave sob condi\u00e7\u00f5es de estresse cal\u00f3rico seria uma ave deciente em energia, portanto, a manipula\u00e7\u00e3o das ra\u00e7\u00f5es, proporcionando a ingest\u00e3o de n\u00edveis nutricionais de acordo com a exig\u00eancia das aves, seria a solu\u00e7\u00e3o para combater o baixo consumo de ra\u00e7\u00e3o, tendo como base o conceito de \u2018incremento cal\u00f3rico ou a\u00e7\u00e3o din\u00e2mica espec\u00edca dos alimentos\u2019 as gorduras passaram a ser o ingrediente de elei\u00e7\u00e3o na formula\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00f5es de alta energia e concentra\u00e7\u00e3o de nutrientes. Tal pr\u00e1tica vem sendo adotada nas condi\u00e7\u00f5es adversas de cria\u00e7\u00e3o quando ocorre o fator queda de consumo\u201d.<\/p>\n<p>Considerando que as aves n\u00e3o possuem gl\u00e2ndulas sudor\u00edparas, explica, a dissipa\u00e7\u00e3o de calor ocorre por meio dos processos sens\u00edveis e dos mecanismos evaporativos respirat\u00f3rios. \u201cCom o aumento da temperatura ambiente, a dissipa\u00e7\u00e3o de calor pelos processos sens\u00edveis \u00e9 diminu\u00edda, enquanto que pelos mecanismos evaporativos \u00e9 aumentada\u201d.<\/p>\n<p><strong>Vitamina C<\/strong><\/p>\n<p>A vitamina C, conhecida como a vitamina do estresse devido \u00e0s suas peculiaridades principalmente na fase de alerta do estresse, cita o especialista, \u00e9 uma vitamina sintetizada nos rins das aves e no f\u00edgado da maioria dos mam\u00edferos, por isso, a adi\u00e7\u00e3o de vitamina C nas ra\u00e7\u00f5es em condi\u00e7\u00f5es normais n\u00e3o ocorre. \u201cEntretanto, em condi\u00e7\u00f5es adversas de meio, a sua adi\u00e7\u00e3o \u00e9 aconselhada, por\u00e9m as respostas nem sempre s\u00e3o esperadas. De um modo geral, a vitamina C encontra-se em n\u00edveis normais no sangue circulante, mas na fase de alerta do estresse, os n\u00edveis reduzem drasticamente ou mesmo desaparecem; existe uma rela\u00e7\u00e3o entre estresse, adrenais e vitamina C. \u00c9 sabido que as adrenais s\u00e3o gl\u00e2ndulas do estresse, pois elas aumentam de tamanho na fase de acomoda\u00e7\u00e3o do estresse e esgotam o teor de vitamina C. Assim, \u00e9 uma tend\u00eancia l\u00f3gica adicionar a vitamina C \u00e0s ra\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, a resposta plasm\u00e1tica \u00e0 adi\u00e7\u00e3o de vitamina C \u00e9 quase que imediata, favorecendo, \u00e0s vezes, o desempenho\u201d, destaca.<\/p>\n<p>\u201cEm condi\u00e7\u00f5es de estresse, a suplementa\u00e7\u00e3o de vitamina C pela \u00e1gua de beber ou pela ra\u00e7\u00e3o tem demonstrado aliviar os efeitos de fatores de estresse, apresentando benef\u00edcios no desempenho de frangos de corte\u201d, aponta. \u201cAs aves possuem habilidade pr\u00f3pria para sintetizar a vitamina C e, consequentemente, esta tem sido tradicionalmente exclu\u00edda das dietas de aves. Entretanto, numerosas refer\u00eancias sugerem que uma fonte alimentar pode ser necess\u00e1ria em certas condi\u00e7\u00f5es de estresses em que aumenta a necessidade metab\u00f3lica para a vitamina C ou diminui a pr\u00f3pria capacidade de sintetiz\u00e1-la\u201d, amplia.<\/p>\n<p><strong>Arra\u00e7oamento<\/strong><\/p>\n<p>A temperatura ambiente estando mais baixa estimula o centro de apetite, ocorrendo a ingest\u00e3o normal de ra\u00e7\u00e3o. \u201cEmbora o uso do jejum for\u00e7ado durante per\u00edodos pr\u00e9-denidos durante as ondas de calor possa ser \u00fatil para frangos de corte e possivelmente para frangas em reposi\u00e7\u00e3o, tal t\u00e9cnica n\u00e3o funciona para poedeiras em produ\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Paulo Giovanni explica que a pr\u00e1tica de retirada da ra\u00e7\u00e3o tem sido amplamente empregada com bons resultados na avicultura de corte. \u201cAl\u00e9m de j\u00e1 haver uma redu\u00e7\u00e3o natural no consumo com o aumento da temperatura, a restri\u00e7\u00e3o controlada visa compensar a alcalose respirat\u00f3ria pela acidose metab\u00f3lica. Durante o jejum, o organismo utiliza-se das reservas lip\u00eddicas para seu metabolismo, liberando corpos cet\u00f4nicos (\u00e1cido acetac\u00e9tico hidroxibut\u00edrico) na corrente sangu\u00ednea, reequilibrando a rela\u00e7\u00e3o \u00e1cido-base. \u00c9 importante ter conhecimento da extens\u00e3o do jejum, sendo ineciente quando realizado no momento do estresse cal\u00f3rico, e antiecon\u00f4mico quando prolongado demais. V\u00e1rios trabalhos t\u00eam demonstrado a necessidade de se iniciar o jejum pelo menos tr\u00eas horas antes do in\u00edcio do estresse de calor. Os animais devem car sem acesso a dieta at\u00e9 que a temperatura ambiente volte a um n\u00edvel adequado\u201d, sustenta o pesquisador.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do consumo alimentar, continua, \u201cdiminui os substratos metab\u00f3licos ou combust\u00edvel dispon\u00edvel para o metabolismo, desta forma reduzindo a produ\u00e7\u00e3o de calor. Como resultado, muitos consideram a ave capaz de regular seu pr\u00f3prio consumo alimentar. Entretanto, como as aves n\u00e3o t\u00eam capacidade de prever ou controlar as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e s\u00e3o necess\u00e1rias aproximadamente 6 horas para que diminua o aumento de calor provocado pela ra\u00e7\u00e3o, a refei\u00e7\u00e3o do meio da manh\u00e3 pode ser certamente um impacto sobre a carga de calor do meio da tarde. Por isso, o jejum pode representar uma ferramenta de manejo potencial para os frangos de corte em condi\u00e7\u00f5es de estresse cal\u00f3rico\u201d.<\/p>\n<p><strong>Forma f\u00edsica da ra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSabe-se que a peletiza\u00e7\u00e3o aumenta o consumo energ\u00e9tico, a taxa de crescimento e a eci\u00eancia alimentar. Frangos alojados em altas temperaturas diminuem o ganho de peso e de gordura abdominal, enquanto as ra\u00e7\u00f5es peletizadas propiciam maior consumo, ganho de peso e gordura na carca\u00e7a. De acordo com v\u00e1rios autores esses resultados indicam que devem ser fornecidas ra\u00e7\u00f5es peletizadas e com altos n\u00edveis de energia aos frangos criados em temperaturas elevadas. Dessa forma, o processo de peletiza\u00e7\u00e3o proporciona um aumento da densidade das ra\u00e7\u00f5es, melhorando eci\u00eancia alimentar\u201d.<\/p>\n<p><strong>Cloreto de c\u00e1lcio, bicarbonato de s\u00f3dio, \u00e1gua carbonatada<\/strong><\/p>\n<p>O pesquisador explica que o tratamento da \u00e1gua n\u00e3o pode ser esquecido, mas que precisa ser melhor estudado. \u201cUma variedade de tratamentos da \u00e1gua tem sido utilizada para avaliar as condi\u00e7\u00f5es de desequil\u00edbrio \u00e1cidob\u00e1sico associado com a ofeg\u00e2ncia termorregulat\u00f3ria. Entretanto, nenhum tratamento foi completamente bem-sucedido em eliminar o desequil\u00edbrio biol\u00f3gico e suas consequ\u00eancias econ\u00f4micas associadas\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00c1gua resfriada<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA \u00e1gua exerce papel fundamental na absor\u00e7\u00e3o e elimina\u00e7\u00e3o de calor corporal durante per\u00edodos de altas temperaturas. As evid\u00eancias sugerem que o aumento no consumo de \u00e1gua benecia a ave ao atuar como um receptor de calor. A temperatura da \u00e1gua \u00e9 outro importante fator na regula\u00e7\u00e3o da temperatura das aves, devendo estar sempre abaixo da temperatura corporal das mesmas. A presen\u00e7a de \u00e1gua fresca (25 oC) \u00e9 ecaz em atenuar o aumento da temperatura corporal e a perda de peso dos frangos submetidos ao estresse cal\u00f3rico\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Ainda: \u201cO consumo de \u00e1gua acima da necessidade de manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio osm\u00f3tico limita a taxa de crescimento, quando existe estresse cal\u00f3rico. Considerando que a ave dissipa calor ao consumir \u00e1gua, esta dever\u00e1 apresentar-se com temperaturas inferiores \u00e0 corporal, sendo tanto mais eciente quanto maior a diferen\u00e7a. Uma medida que surte bons resultados em dias cr\u00edticos \u00e9 a adi\u00e7\u00e3o de gelo \u00e0 \u00e1gua, reduzindo a mortalidade signicativamente, quando incorporado a 10%\u201d.<\/p>\n<p><strong>Import\u00e2ncia da \u00e1gua no resfriamento das aves<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Paulo Giovanni, em condi\u00e7\u00f5es normais a \u00e1gua \u00e9 o nutriente mais importante, por\u00e9m muitas vezes passa despercebida. \u201cEm condi\u00e7\u00f5es de alta temperatura a ave aumenta seu consumo. A \u00e1gua nesse caso atua como um receptor cal\u00f3rico que ajuda a baixar a temperatura corporal. Resfriar a \u00e1gua abaixo da temperatura ambiente aumenta sua capacidade para dissipar calor e melhorar signicativamente o desempenho das aves. \u00c9 recomend\u00e1vel que em condi\u00e7\u00f5es de estresse cal\u00f3rico, a temperatura da \u00e1gua se encontre 5oC abaixo da temperatura ambiente\u201d.<\/p>\n<p>O profissional explica que aves em restri\u00e7\u00e3o alimentar normalmente ingerem grande quantidade de \u00e1gua, muito mais ainda quando a temperatura ambiente est\u00e1 elevada. \u201cAs aves bebem menos \u00e1gua quando a temperatura dela se eleva. O manejo das aves mostra, portanto, que a \u00e1gua resfriada \u00e9 vi\u00e1vel todo o per\u00edodo. Algumas medidas para amenizar os efeitos do aquecimento da \u00e1gua consistem em: 1) a caixa d\u2019\u00e1gua deve estar protegida dos raios solares. Sombrear a caixa d\u2019\u00e1gua quando essa estiver localizada fora do avi\u00e1rio. A caixa d\u2019\u00e1gua pode tamb\u00e9m estar no interior do avi\u00e1rio. 2) Quando instalada fora do avi\u00e1rio, a caixa d\u2019\u00e1gua deve ser pintada externamente com tinta branca ou reexiva que absorvem menor radia\u00e7\u00e3o solar ou ser utilizado algum isolante t\u00e9rmico. E 3) alguns avicultores depositam blocos de gelo na caixa d\u2019\u00e1gua para resfriar a \u00e1gua e t\u00eam obtido bons resultados\u201d.<\/p>\n<p><strong>Controle de peso<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA resposta ao estresse por calor est\u00e1 relacionada ao peso vivo e ao ritmo de crescimento das aves. Assim, os machos s\u00e3o mais vulner\u00e1veis que as f\u00eameas e os de maior idade (peso maior) mais suscet\u00edveis que os mais jovens. Isso signica que em condi\u00e7\u00f5es de estresse \u00e9 prefer\u00edvel que as aves n\u00e3o expressem todo o seu potencial gen\u00e9tico, pois podem comprometer a sua sobreviv\u00eancia. Aves com sobrepeso s\u00e3o menos aptas a suportar per\u00edodos quentes em situa\u00e7\u00f5es de estresse cal\u00f3rico que aves magras\u201d.<\/p>\n<p><strong>Instala\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>O pesquisador destaca que o avi\u00e1rio deve ser orientado com seu eixo principal no sentido lesteoeste de forma que os raios solares n\u00e3o incidam no interior da instala\u00e7\u00e3o. \u201cA altura do p\u00e9 direito deve ser adequada ao clima da regi\u00e3o e aos sistemas de condicionamento t\u00e9rmico do avi\u00e1rio. Isolamento \u00e9 outro fator f\u00edsico que deve ser considerado na escolha dos materiais para a constru\u00e7\u00e3o do avi\u00e1rio\u201d, orienta. \u201cA ventila\u00e7\u00e3o \u00e9 imprescind\u00edvel para a manuten\u00e7\u00e3o tanto da temperatura como da umidade do ar no interior do avi\u00e1rio. Todas as obstru\u00e7\u00f5es \u00e0 ventila\u00e7\u00e3o natural devem ser removidas. Cobertura de grama ao redor do avi\u00e1rio \u00e9 desej\u00e1vel para reduzir a carga t\u00e9rmica radiante reetida ao avi\u00e1rio. Ventiladores devem distribu\u00eddos no interior do avi\u00e1rio para permitir boa movimenta\u00e7\u00e3o do ar interno. Se necess\u00e1rio adotar um sistema de resfriamento evaporativo\u201d, enumera.<\/p>\n<p><strong>Transporte das aves<\/strong><\/p>\n<p>Durante o transporte at\u00e9 o abatedouro, as aves est\u00e3o sujeitas a uma s\u00e9rie de fatores estressantes, frisa Paulo Giovanni, e a condi\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica \u00e9 a de maior import\u00e2ncia, principalmente porque pode ocorrer estresse por calor. \u201cCondi\u00e7\u00f5es de estresse induzem ao aumento dos n\u00edveis plasm\u00e1ticos de corticosteroides e do \u00edndice heter\u00f3lo\/linf\u00f3cito. Frangos submetidos a altas temperaturas ambiente e umidade relativa do ar durante o transporte apresentam eleva\u00e7\u00e3o da temperatura corporal, entram em alcalose respirat\u00f3ria e ocorre aumento do \u00edndice heter\u00f3los\/linf\u00f3citos. Assim, durante o transporte \u00e9 necess\u00e1ria uma adequada taxa de ventila\u00e7\u00e3o para evitar o estresse por calor e consequente estresse siol\u00f3gico, com preju\u00edzos para o bem-estar animal\u201d, assinala. Paulo explica que os preju\u00edzos s\u00e3o in\u00fameros nessa fase caso n\u00e3o adotadas boas pr\u00e1ticas. \u201cO transporte causa desde leve desconforto, com altera\u00e7\u00f5es na qualidade nal da carne, at\u00e9 a morte das aves\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da dist\u00e2ncia de transporte, destaca, outros fatores podem contribuir com o aumento da mortalidade, como a condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade do animal, estresse t\u00e9rmico, inj\u00farias e traumas ocorridos nas etapas de apanha e carregamento dos frangos. Para garantir o bem-estar das aves o carregamento deve ocorrer nos hor\u00e1rios mais frescos do dia. \u201cTanto no inverno como no ver\u00e3o o transporte das aves no per\u00edodo da tarde \u00e9 o mais estressante. Dist\u00e2ncias longas a serem percorridas at\u00e9 o abatedouro devem ser realizadas \u00e0 noite e no in\u00edcio da manh\u00e3. A opera\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-abate e de transporte de aves at\u00e9 o abatedouro pode ser realizada em diferentes condi\u00e7\u00f5es e combina\u00e7\u00f5es de dist\u00e2ncias e per\u00edodos do dia. Essas combina\u00e7\u00f5es ter\u00e3o um reexo direto na qualidade do produto nal (carne), e na maioria dos casos ser\u00e1 respons\u00e1vel pelas perdas (mortes) durante a viagem\u201d. Paulo Giovanni lembra ainda que a \u00e1rea de espera no abatedouro deve ser equipada com nebulizadores e ventiladores para evitar o estresse por calor das aves.<\/p>\n<p><strong>Temperatura da cama<\/strong><\/p>\n<p>A temperatura da cama deve ser considerada para o bom desempenho dos lotes. \u201cEm condi\u00e7\u00f5es normais, deve estar pr\u00f3xima \u00e0 temperatura ambiente para proporcionar condi\u00e7\u00f5es de bem-estar animal e n\u00e3o interferir adversamente no desempenho das aves. A ave troca calor por condu\u00e7\u00e3o com a cama. Para que as trocas t\u00e9rmicas ocorram \u00e9 necess\u00e1rio um gradiente t\u00e9rmico da ave para a cama. Assim, a cama deve ter temperatura menor que a do corpo da ave para que as trocas t\u00e9rmicas ocorram. Por\u00e9m, a fermenta\u00e7\u00e3o da cama \u00e9 um processo biol\u00f3gico de decomposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica em ambiente anaer\u00f3bico, gerando calor. Esse calor deve ser eliminado pelos sistemas de condicionamento t\u00e9rmico do avi\u00e1rio de forma a proporcionar o conforto t\u00e9rmico das aves, evitando o estresse e eliminando os gases resultantes da fermenta\u00e7\u00e3o\u201d, sugere.<\/p>\n<p>\u00c9 de se esperar, garante o pesquisador, que quanto menor a densidade de aves menor ser\u00e1 a temperatura da cama devido a menor produ\u00e7\u00e3o de excretas e consequentemente menor gera\u00e7\u00e3o de calor. \u201cDessa forma existe intera\u00e7\u00e3o entre a temperatura da cama, densidade de aves e temperatura ambiente. A umidade relativa da cama deve estar entre 50 -70%, n\u00e3o sendo muito seca ou emplastrada. Umidades muito baixas podem proporcionar a produ\u00e7\u00e3o de poeira e aumento do n\u00famero de microrganismos em suspens\u00e3o, tornando as aves suscet\u00edveis a doen\u00e7as respirat\u00f3rias. No ver\u00e3o, podem ocorrer s\u00e9rios problemas de aumento de mortalidade caso a temperatura esteja muito alta e o sistema de ventila\u00e7\u00e3o n\u00e3o esteja sendo suciente para manter a temperatura de conforto. Neste caso, ap\u00f3s um pequeno tempo a umidade relativa pode chegar a 90% ou mais, o que pode levar os animais a morrerem por hipertermia e\/ou hipoxia\u201d.<\/p>\n<p><strong>Sistemas de cria\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Paulo Giovanni explica que o empreendimento tecnol\u00f3gico adotado para cria\u00e7\u00e3o de frangos de corte objetiva obter os avi\u00e1rios de tal forma que as aves se situem dentro da zona de conforto t\u00e9rmico para que possam expressar todo seu potencial gen\u00e9tico de produ\u00e7\u00e3o. \u201cDessa forma, para a concep\u00e7\u00e3o desses avi\u00e1rios \u00e9 necess\u00e1rio uma sistematiza\u00e7\u00e3o dos dados clim\u00e1ticos da regi\u00e3o onde ser\u00e1 implantada a cria\u00e7\u00e3o e comparar esses dados com as exig\u00eancias das aves para denir quais as solu\u00e7\u00f5es construtivas necess\u00e1rias para se promover o conforto t\u00e9rmico das aves com menor custo. O Brasil possui grande diversidade clim\u00e1tica. Apesar dessa diversidade clim\u00e1tica a temperatura e a intensidade de radia\u00e7\u00e3o s\u00e3o elevadas em quase todo ano e t\u00eam sido associadas ao estresse cal\u00f3rico. Esse problema tende a ser mais intenso no regime de cria\u00e7\u00e3o em alta densidade, face ao n\u00famero de aves no avi\u00e1rio e a maior produ\u00e7\u00e3o de calor\u201d, pontua.<\/p>\n<p>De acordo com ele, novas tecnologias adotadas permitem reduzir o impacto das altas temperaturas proporcionando \u00e0 ave condi\u00e7\u00f5es ideais de conforto t\u00e9rmico. \u201cOs produtores brasileiros tem consci\u00eancia que antes de adotar mecanismos sosticados de condicionamento t\u00e9rmico para controlar o estresse cal\u00f3rico devem ser considerados para a concep\u00e7\u00e3o dos avi\u00e1rios, a localiza\u00e7\u00e3o, a orienta\u00e7\u00e3o, as dimens\u00f5es, o p\u00e9-direito, beirais, telhado, lanternim, fechamentos, quebra-ventos, sombreiros, caracter\u00edsticas dos materiais a serem utilizados no avi\u00e1rio e outros que permitam o condicionamento t\u00e9rmico natural. Por\u00e9m, essas alternativas em muitos casos, principalmente em regi\u00f5es quentes, s\u00e3o insucientes para manter a temperatura ambiente de acordo com as exig\u00eancias das aves. Neste sentido, v\u00e1rios equipamentos e m\u00e9todos de ventila\u00e7\u00e3o e de resfriamento do ar t\u00eam sido propostos. As ind\u00fastrias fornecedoras de equipamentos av\u00edcolas est\u00e3o cada vez mais evolu\u00eddas e em conjunto com as entidades de pesquisas t\u00eam propostos solu\u00e7\u00f5es e equipamentos para controle da ventila\u00e7\u00e3o e resfriamento do ar cada vez maisecientes e econ\u00f4micos, que t\u00eam permitido o desenvolvimento da avicultura brasileira mediante a redu\u00e7\u00e3o do estresse cal\u00f3rico e melhorando os \u00edndices de desempenho das aves. Ventiladores e nebulizadores de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o j\u00e1 s\u00e3o realidade na produ\u00e7\u00e3o av\u00edcola. A ado\u00e7\u00e3o de t\u00fanel de ventila\u00e7\u00e3o conjugado ao sistema de resfriamento evaporativo (pad cooling ou nebuliza\u00e7\u00e3o) e inlets, tem sido bem aceitos e apresentando bons resultados de produtividade das aves. Com ado\u00e7\u00e3o desse processo buscam-se avi\u00e1rios cada vez mais isolados sem serem inuenciados pelas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas externas. Neste sentido a procura por materiais com bom isolamento t\u00e9rmico, como o poliuretano, poliestireno, bra de vidro, isopor, entre outros, tem sido constante\u201d, destaca o pesquisador.<\/p>\n<p>Com a implanta\u00e7\u00e3o de avi\u00e1rios cada vez mais independentes da temperatura externa, amplia paulo Giovanni, a automa\u00e7\u00e3o se faz necess\u00e1ria para que o controle interno das caracter\u00edsticas f\u00edsicas ambientais seja mais preciso, deixando a ave dentro de sua zona de conforto t\u00e9rmico. \u201cAs aves criadas em sistemas totalmente automatizados cam menos suscet\u00edveis a erros ou \u00e0s m\u00e1s medidas de manejo com resultados mais padronizados e aves de melhor qualidade por todo ciclo de produ\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cAvi\u00e1rios convencionais, blue house, green house, dark house, brown house, s\u00e3o tecnologias hoje existentes na avicultura. \u201cA ado\u00e7\u00e3o dessa ou daquela tecnologia vai depender do n\u00edvel tecnol\u00f3gico que produtor vai querer adotar e ter condi\u00e7\u00f5es nanceiras de adquirir. \u00c9 poss\u00edvel criar aves em todos os sistemas desde que respeitadas as necessidades das aves e os manejos exigidos de cada sistema. A concep\u00e7\u00e3o desses sistemas \u00e9 para que a aves possam expressar todo seu potencial gen\u00e9tico, com maior eci\u00eancia, de modo a manter as condi\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas ambientais dentro da faixa de conforto exigida pela ave, sem estresse t\u00e9rmico e proporcionando bem-estar animal\u201d.<\/p>\n<p><strong>Novas tecnologias \u2013 avicultura 4.0<\/strong><\/p>\n<p>Para o pesquisador, novas tecnologias permitem reduzir o impacto das altas temperaturas proporcionando \u00e0 ave condi\u00e7\u00f5es ideais de conforto t\u00e9rmico. \u201cAs novas tecnologias t\u00eam permitido o desenvolvimento da avicultura brasileira mediante a redu\u00e7\u00e3o do estresse cal\u00f3rico, proporcionando, dessa forma, melhoria dos \u00edndices de desempenho das aves. Os aplicativos para smartphones ou tablets, que monitoram o ambiente, as aves e emitem sinais de alerta para temperaturas altas com anteced\u00eancia permitem maior precis\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, podendo o produtor atuar rapidamente, evitando o estresse cal\u00f3rico. Com a implanta\u00e7\u00e3o de avi\u00e1rios cada vez mais independentes da temperatura externa, a automa\u00e7\u00e3o se faz necess\u00e1ria para que o controle interno das caracter\u00edsticas f\u00edsicas ambientais seja mais preciso, oferecendo uma zona de conforto t\u00e9rmico ideal para as aves\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Paulo Giovanni avalia que novas tecnologias t\u00eam surgido para tornar a tomada de decis\u00e3o dos avicultores e t\u00e9cnicos mais precisa e facilitada por informa\u00e7\u00f5es em tempo real por meio de sensores, internet das coisas (IoT), intelig\u00eancia articial (AI) e rob\u00f3tica. \u201cDentre essas tecnologias os sensores representam, provavelmente, a mais f\u00e1cil de ser utilizada devido aos baixos custos e aos benef\u00edcios que s\u00e3o imediatamente reconhecidos\u201d. Para ele, o monitoramento do ambiente por meio de imagem e do comportamento das aves t\u00eam sido aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas dessas tecnologias. \u201cNa avicultura 4.0, os rob\u00f4s poderiam realizar tarefas repetitivas e mon\u00f3tonas nos avi\u00e1rios como o pastoreio das aves, retirada de aves mortas, revolvimento de cama, limpeza e desinfec\u00e7\u00e3o do ambiente, controle das condi\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas ambientais evitando estresse cal\u00f3rico e proporcionando maior bem-estar \u00e0 ave e ao avicultor\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Para se obter m\u00e1xima eci\u00eancia produtiva e maiores retornos econ\u00f4micos na atividade av\u00edcola, garante o pesquisador da Embrapa, os efeitos adversos do clima sobre os animais devem ser evitados. \u201cAl\u00e9m dessas medidas, pesquisas devem estar empenhadas no estudo e descoberta de outras alternativas que minimizem as situa\u00e7\u00f5es de estresse cal\u00f3rico para as aves, contribuindo para o crescente desenvolvimento da avicultura\u201d, menciona Paulo Giovanni.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ampla parte da produ\u00e7\u00e3o de aves no Brasil se encontra em regi\u00f5es onde o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":136400,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/avicultura.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/avicultura-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/avicultura-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/avicultura.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/avicultura.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/avicultura.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/avicultura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/avicultura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/avicultura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/avicultura.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A ampla parte da produ\u00e7\u00e3o de aves no Brasil se encontra em regi\u00f5es onde o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136398"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136398"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136398\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136400"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136398"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136398"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136398"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}