{"id":136312,"date":"2020-11-01T00:00:09","date_gmt":"2020-11-01T03:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=136312"},"modified":"2020-11-01T11:57:28","modified_gmt":"2020-11-01T14:57:28","slug":"monitoramento-na-mata-atlantica-busca-salvar-onca-pintada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/monitoramento-na-mata-atlantica-busca-salvar-onca-pintada\/","title":{"rendered":"Monitoramento na Mata Atl\u00e2ntica busca salvar on\u00e7a-pintada"},"content":{"rendered":"<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"header-interna-materia\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"clearfix clearfix-margin\"><strong>Projeto inclui ainda acompanhamento da anta e da queixada<\/strong><\/div>\n<div class=\"internas-autoria\"><span class=\"autorDataHora\">\u00a0Por\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 internas-conteudo\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 mobile-person-offset\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-md-width-mod internas-conteudo-especial\">\n<div class=\"foto-grande\">\n<div class=\"foto\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" src=\"https:\/\/gazetaweb.globo.com\/fotosPortal\/portal_gazetaweb_com\/noticias\/foto_grande\/2020\/10\/202010311827_9219e4ea50.jpg\" width=\"640\" height=\"480\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda cor-back\">\n<p>Monitoramento na Mata Atl\u00e2ntica busca salvar on\u00e7a-pintada<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"post-item-wrap\">\n<p>As on\u00e7as-pintadas, antas e queixadas da Serra do Mar v\u00e3o participar de um dos maiores monitoramentos de mam\u00edferos de grande porte j\u00e1 feitos no bioma Mata Atl\u00e2ntica e o primeiro em larga escala realizado na regi\u00e3o. O Programa Grandes Mam\u00edferos da Serra do Mar tem o objetivo de gerar dados para subsidiar planos de conserva\u00e7\u00e3o da anta (Tapirus terrestris), da queixada (Tayassu pecari) e da on\u00e7a-pintada (Panthera onca).<\/p>\n<p>O projeto ser\u00e1 lan\u00e7ado oficialmente no dia 5 de novembro, em evento online nos perfis do Facebook https:\/\/www.facebook.com\/grandesmamiferosdaserradomar e do Instagram https:\/\/www.instagram.com\/grandesmamiferosdaserradomar\/<\/p>\n<p>O diferencial do programa \u00e9 o monitoramento em larga escala. S\u00e3o 17 mil quil\u00f4metros quadrados (km\u00b2) de atua\u00e7\u00e3o nos estados de S\u00e3o Paulo e Paran\u00e1 &#8211; uma \u00e1rea equivalente a 11 cidades paulistas -, que integram o territ\u00f3rio da Grande Reserva da Mata Atl\u00e2ntica, o maior remanescente cont\u00ednuo de Floresta Atl\u00e2ntica preservada do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o de um programa de monitoramento de grandes mam\u00edferos em larga escala \u00e9 importante para apoiar tomadores de decis\u00e3o nas a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o e manejo a n\u00edvel territorial em um dos maiores remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica do pa\u00eds e tem o potencial de engajar a sociedade civil nas a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o, por meio de uma estrat\u00e9gia de a\u00e7\u00e3o multi-institucional e colaborativa, afirma o respons\u00e1vel t\u00e9cnico do Programa e membro da Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (RECN), Roberto Fusco, membro da Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e p\u00f3s-doutorando na Universidade Federal do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Os resultados esperados desse programa permitir\u00e3o o acesso em tempo real \u00e0s informa\u00e7\u00f5es sobre distribui\u00e7\u00e3o de grandes mam\u00edferos para poder identificar processos de recupera\u00e7\u00e3o ou decl\u00ednio populacional ao longo da regi\u00e3o; usar fotografias e v\u00eddeos obtidos por armadilhas fotogr\u00e1ficas para gerar entusiasmo e apoio p\u00fablico; manter uma rede ampla de pessoas e institui\u00e7\u00f5es colaborando no monitoramento de grandes mam\u00edferos mediante armadilhas fotogr\u00e1ficas e pegadas; facilitar e ampliar a obten\u00e7\u00e3o dos dados de ocorr\u00eancia das esp\u00e9cies, atrav\u00e9s da ci\u00eancia cidad\u00e3, com o desenvolvimento de um aplicativo de celular; oferecer recomenda\u00e7\u00f5es de manejo aos gestores das unidades de conserva\u00e7\u00e3o (UCs) p\u00fablicas e privadas da regi\u00e3o e auxiliar na realiza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es previstas nos planos nacionais para conserva\u00e7\u00e3o de mam\u00edferos (PANs) de mam\u00edferos amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O programa \u00e9 realizado pelo Instituto de Pesquisas Canan\u00e9ia (IPeC) e Instituto Manac\u00e1, com apoio da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza, WWF-Brasil e dobanco ABN AMRO, e com a parceria da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educa\u00e7\u00e3o Ambiental (SPVS), Funda\u00e7\u00e3o Florestal, do Legado das \u00c1guas &#8211; Reserva Votorantim, da Fazenda Elguero, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Paran\u00e1 (PPG ECO &#8211; UFPR) e do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio).<\/p>\n<p>Segundo Roberto Fusco, que \u00e9 respons\u00e1vel t\u00e9cnico pelo programa, ao lado das pesquisadoras Bianca Ingberman e Mariana Landis, a iniciativa surgiu da necessidade de uma agenda integrada para monitoramento e conserva\u00e7\u00e3o de grandes mam\u00edferos. Isso porque o resultado de 15 anos de pesquisa na regi\u00e3o indicou que tais esp\u00e9cies est\u00e3o mais presentes em locais mais elevados e remotos, deixando muitas \u00e1reas de floresta demograficamente vazias de grandes mam\u00edferos, inclusive em unidades de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A preocupa\u00e7\u00e3o com a aus\u00eancia desses animais \u00e9 pela viabilidade a longo prazo das esp\u00e9cies, que j\u00e1 est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. \u00c9 um sinal de alerta. Grandes mam\u00edferos necessitam de \u00e1reas extensas para sobreviver, s\u00e3o extremamente vulner\u00e1veis \u00e0 perda de habitat e \u00e0 press\u00e3o da ca\u00e7a, sendo os primeiros a desaparecer. A proposta, portanto, \u00e9 oferecer dados robustos e de qualidade que indiquem onde essas esp\u00e9cies est\u00e3o, se elas est\u00e3o diminuindo, ou aumentando, e como est\u00e3o ocupando o territ\u00f3rio&#8221;, explica Fusco.<\/p>\n<p>O monitoramento integrado em larga escala de esp\u00e9cies amea\u00e7adas gera informa\u00e7\u00f5es para planejamento de conserva\u00e7\u00e3o e ajuda a criar estrat\u00e9gias mais efetivas para prote\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es desses animais. Al\u00e9m disso, o volume e a qualidade dos dados influenciam diretamente na efetividade das a\u00e7\u00f5es, possibilitando uma vis\u00e3o mais ampla e integrada, diz a pesquisadora Bianca Ingberman, doutora em ecologia e conserva\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>&#8220;Para a Grande Reserva Mata Atl\u00e2ntica, uma das regi\u00f5es mais exuberantes e biodiversas do mundo, o programa visa contribuir de forma significativa com dados e informa\u00e7\u00f5es para subsidiar o planejamento e estrat\u00e9gias de prote\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es de grandes mam\u00edferos, esp\u00e9cies que s\u00e3o essenciais para o equil\u00edbrio do ecossistema. E, uma vez que a floresta esteja saud\u00e1vel, continuar\u00e1 fornecendo os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos que garantem bem-estar e qualidade de vida \u00e0 sociedade, principalmente a disponibilidade h\u00eddrica e a regula\u00e7\u00e3o do clima&#8221;, acrescenta Bianca.<\/p>\n<p>O bom manejo e conserva\u00e7\u00e3o de \u00e1reas naturais atrai oportunidades de benef\u00edcio socioecon\u00f4mico para a regi\u00e3o. &#8220;A Serra do Mar tem grande potencial econ\u00f4mico. O turismo de natureza \u00e9 um exemplo. Pode gerar emprego e renda, valorizando a voca\u00e7\u00e3o local e mantendo a floresta em p\u00e9. S\u00e3o planos de manejo e de conserva\u00e7\u00e3o bem fundamentados que catalisam essas oportunidades. Al\u00e9m disso, essas \u00e1reas podem receber investimento de empresas para projetos de conserva\u00e7\u00e3o, uma pr\u00e1tica que gera reputa\u00e7\u00e3o e que tem atra\u00eddo investidores de todo o mundo. A conserva\u00e7\u00e3o, embasada na ci\u00eancia, ent\u00e3o, se torna um neg\u00f3cio com benef\u00edcio m\u00fatuo&#8221;, destaca Mariana Landis, pesquisadora do Instituto Manac\u00e1 e doutoranda em ecologia aplicada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Para o coordenador de Ci\u00eancia e Conserva\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio, Robson Capretz, a Grande Reserva Mata Atl\u00e2ntica tem grande potencial para contribuir com o desenvolvimento regional baseado no turismo em \u00e1reas naturais e em neg\u00f3cios de impacto positivo ao meio ambiente.<\/p>\n<p>&#8220;Informa\u00e7\u00f5es sobre as esp\u00e9cies que habitam a regi\u00e3o e pr\u00e1ticas efetivas de conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o essenciais para embasar atividades tur\u00edsticas respons\u00e1veis e sustent\u00e1veis, que tamb\u00e9m prezem pela prote\u00e7\u00e3o da natureza&#8221;, diz Capretz. Para ele, outro ponto importante \u00e9 que a presen\u00e7a em grande densidade dessas tr\u00eas esp\u00e9cies indica \u00f3timo status de conserva\u00e7\u00e3o dos habitats, j\u00e1 que elas s\u00e3o bem territorialistas e seletivas.<\/p>\n<p><strong>Frentes de a\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O Programa Grandes Mam\u00edferos da Serra do Mar atua em quatro frentes de a\u00e7\u00e3o: monitoramento, com coleta de dados de maneira cient\u00edfica e sistem\u00e1tica; planejamento de conserva\u00e7\u00e3o, para apoiar os tomadores de decis\u00e3o nas a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o e manejo; sensibiliza\u00e7\u00e3o, para gerar mais conhecimento e valoriza\u00e7\u00e3o da fauna da Mata Atl\u00e2ntica por toda a sociedade e, por fim, a rede de monitoramento.<\/p>\n<p>Esta frente \u00e9 uma estrat\u00e9gia de a\u00e7\u00e3o multi-institucional e colaborativa com o objetivo de integrar e fortalecer os trabalhos de preserva\u00e7\u00e3o na \u00e1rea por meio da articula\u00e7\u00e3o de diferentes atores (gestores, pesquisadores, popula\u00e7\u00e3o local, praticantes de ecoturismo, montanhistas) dentro de uma agenda comum de monitoramento e conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas presentes na Grande Reserva Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Nos estudos que antecederam a cria\u00e7\u00e3o do programa, tamb\u00e9m liderados pelo IPeC, a participa\u00e7\u00e3o de moradores da regi\u00e3o gerou resultados: al\u00e9m de contribuir no mapeamento local de ocorr\u00eancia das esp\u00e9cies, eles ajudaram os pesquisadores a chegar a \u00e1reas montanhosas de dif\u00edcil acesso. Foi assim que a equipe conseguiu, em 2018, registrar, por meio de armadilhas fotogr\u00e1ficas, as primeiras on\u00e7as-pintadas (um casal) na Serra do Mar paranaense e mais um indiv\u00edduo macho no ano seguinte.<\/p>\n<p>&#8220;Esse fato mudou o status de ocupa\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie na regi\u00e3o, reafirmando que a Serra do Mar no Paran\u00e1 &#8211; que antes do registro era considerada como n\u00e3o ocupada por esse animal &#8211; necessita, sim, de investimento em conserva\u00e7\u00e3o e mais pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o para a on\u00e7a-pintada. Com o programa, em uma \u00e1rea muito maior e com mais parceiros, por meio da rede de monitoramento, estamos confiantes de que teremos resultados t\u00e3o expressivos quanto esse&#8221;, diz Fusco. O aux\u00edlio de moradores na coleta de dados faz parte do processo de ci\u00eancia cidad\u00e3, importante para o engajamento da sociedade e para o entendimento de como funciona, de fato, uma pesquisa cient\u00edfica, acrescenta.<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o local<\/strong><\/p>\n<p>A frente de atua\u00e7\u00e3o sensibiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por meio das redes sociais e da tecnologia. As imagens obtidas em campo com a tecnologia das armadilhas fotogr\u00e1ficas s\u00e3o transformadas em conte\u00fado com conhecimento sobre a Mata Atl\u00e2ntica e sua diversidade, em uma linguagem acess\u00edvel e cativante, afirma Fusco. &#8220;H\u00e1 alguns anos, obter imagens de animais livres no habitat, mostrando a sua natureza, o seu comportamento, era praticamente imposs\u00edvel, com custos astron\u00f4micos. Hoje, qualquer pessoa com um celular, pode conhecer o &#8216;cotidiano&#8217; de uma on\u00e7a-pintada na floresta, por exemplo. V\u00eddeos feitos nas c\u00e2meras mostram os animais brincando, comendo, as f\u00eameas com os seus filhotes, ou seja, realmente livres. Essas imagens, portanto, acabam tendo um poder muito grande de sensibiliza\u00e7\u00e3o, gerando um sentimento de querer proteger aquela floresta onde vive aquele animal que viram no v\u00eddeo&#8221;.<\/p>\n<p>Adicionalmente, pelas redes sociais, as pessoas poder\u00e3o acompanhar como \u00e9 uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o e quais s\u00e3o as atividades e a\u00e7\u00f5es ali desenvolvidas. &#8220;Pessoas bem engajadas com conhecimento e informa\u00e7\u00e3o, fazem escolhas melhores e mais conscientes, tendo consequ\u00eancias diretas na conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade brasileira&#8221;, finaliza Fusco.<\/p>\n<p>Atualmente, a rede de monitoramento conta com cerca de 20 membros, que contribuem com levantamento de dados, equipes e outros recursos. Um dos membros \u00e9 Caio Pamplona, chefe do N\u00facleo de Gest\u00e3o Integrada (NGI) Antonina-Guaraque\u00e7aba, do ICMBio, que refor\u00e7a a import\u00e2ncia da parceria. &#8220;\u00c9 um importante passo na prote\u00e7\u00e3o do maior cont\u00ednuo de Mata Atl\u00e2ntica preservada do pa\u00eds. Para as esp\u00e9cies, \u00e9 parte de um trabalho decisivo, principalmente para a on\u00e7a-pintada, visto que a estimativa \u00e9 de uma popula\u00e7\u00e3o de apenas 250 indiv\u00edduos e que, se nada for feito, em 60 anos, podem desaparecer completamente do bioma. Integrar e distribuir esses dados em rede ser\u00e1 um grande diferencial para a\u00e7\u00f5es coordenadas e efetivas. Estamos felizes em contribuir&#8221;, afirma Pamplona.<\/p>\n<p><strong>Mam\u00edferos brasileiros<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o pa\u00eds com maior riqueza de mam\u00edferos conhecidos no mundo. S\u00e3o 701 esp\u00e9cies, das quais mais de 10% est\u00e3o oficialmente amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. Desse total, 90 esp\u00e9cies s\u00e3o end\u00eamicas \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica, ou seja, s\u00f3 ocorrem nesse bioma, explica Fusco.<\/p>\n<p>Mam\u00edferos de grande porte como a on\u00e7a, o porco-do-mato, a anta, o veado e a capivara, entre outros, sofrem com a perda de habitat e press\u00e3o de ca\u00e7a. Os grandes mam\u00edferos herb\u00edvoros, como a anta e a queixada, s\u00e3o essenciais para a manuten\u00e7\u00e3o da floresta, por serem dispersores e predadores de sementes. Tais esp\u00e9cies s\u00e3o respons\u00e1veis pela dispers\u00e3o de mais de 100 tipos de sementes, por extens\u00e3o de cerca de 40 quil\u00f4metros, diariamente. &#8220;Florestas e \u00e1reas vazias desses animais podem sofrer com a perda de diversidade vegetal, consequentemente, o afastamento de outros animais que dependem dessas esp\u00e9cies da flora para sobreviver. A longo prazo, n\u00e3o seria exagero dizer que a viabilidade da floresta corre um grande risco&#8221;, alerta o pesquisador.<\/p>\n<p>J\u00e1 os grandes mam\u00edferos carn\u00edvoros, como a on\u00e7a-pintada, por estarem no topo da pir\u00e2mide alimentar, s\u00e3o essenciais no controle e equil\u00edbrio de popula\u00e7\u00f5es de outros animais que fazem parte da sua dieta, influenciando diretamente em toda din\u00e2mica do ecossistema. &#8220;\u00c9 como um efeito em cascata: na aus\u00eancia de um predador, a abund\u00e2ncia de outras pode aumentar, causando diversos preju\u00edzos, inclusive econ\u00f4micos, por invas\u00e3o de esp\u00e9cies animais em agriculturas&#8221;, conclui Fusco.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto inclui ainda acompanhamento da anta e da queixada \u00a0Por\u00a0Ag\u00eancia Brasil\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Monitoramento na Mata Atl\u00e2ntica<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Projeto inclui ainda acompanhamento da anta e da queixada \u00a0Por\u00a0Ag\u00eancia Brasil\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Monitoramento na Mata Atl\u00e2ntica","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136312"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136312"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136312\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136312"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136312"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136312"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}