{"id":1360,"date":"2014-06-14T15:47:32","date_gmt":"2014-06-14T15:47:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=1360"},"modified":"2014-06-14T15:47:32","modified_gmt":"2014-06-14T15:47:32","slug":"pesquisa-aponta-para-possivel-relacao-entre-cancer-de-mama-e-carne-vermelha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisa-aponta-para-possivel-relacao-entre-cancer-de-mama-e-carne-vermelha\/","title":{"rendered":"Pesquisa aponta para poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre c\u00e2ncer de mama e carne vermelha"},"content":{"rendered":"<p><a id=\"agencia\" href=\"http:\/\/www.jb.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\"><em class=\"author\">Jornal do Brasil<\/em><\/a><em id=\"autor\" class=\"author\">Rafael Gonzaga *<\/em><\/p>\n<menu label=\"Tamanho do Texto:\"><\/menu>\n<div id=\"HOTWordsTxt\">\n<p>Um estudo liderado pela Escola de <a style=\"cursor: hand; color: #014a76; text-decoration: underline; border-bottom: dotted 1px;\" href=\"http:\/\/www.jb.com.br\/ciencia-e-tecnologia\/noticias\/2014\/06\/14\/pesquisa-aponta-para-possivel-relacao-entre-cancer-de-mama-e-carne-vermelha\/#\" rel=\"nofollow\">Sa\u00fade P\u00fablica<\/a> de Harvard, nos Estados Unidos, estabeleceu uma rela\u00e7\u00e3o entre o alto consumo de carne vermelha na vida adulta e o aumento do risco de aparecimento de c\u00e2ncer de mama. Os pesquisadores envolvidos no estudo recomendaram a substitui\u00e7\u00e3o da carne vermelha por uma combina\u00e7\u00e3o de feij\u00f5es, ervilhas, lentilhas, nozes, peixes e aves que, segundo eles, poderia diminuir o risco de aparecimento da doen\u00e7a em mulheres mais jovens.<\/p>\n<p>Os recentes dados s\u00e3o provenientes de um estudo acompanhou a sa\u00fade cerca de 90 mil mulheres com idades entre 24 e 43 anos. A equipe do projeto acompanhou a dieta de aproximadamente tr\u00eas mil mulheres que tiveram c\u00e2ncer de mama. Apesar de os pr\u00f3prios m\u00e9dicos da pesquisa terem descrito o aumento do risco como pequeno, o estudo concluiu que a ingest\u00e3o elevada de carne vermelha pode ser um fator de risco para o surgimento do c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<figure class=\"inline foto horizontal float-le\"><img title=\"Foto: Ag\u00eancia ANSA\" src=\"http:\/\/www.jb.com.br\/media\/fotos\/2014\/06\/13\/300w\/pesquisa-alerta-para-alto-consumo-de-carne_1.jpg\" alt=\"Pesquisa alerta para alto consumo de carne\" \/><figcaption>Pesquisa alerta para alto consumo de carne<\/figcaption><\/figure>\n<p>A nutricionista Maria Eduarda Melo, da Unidade T\u00e9cnica de Alimenta\u00e7\u00e3o, <a style=\"cursor: hand; color: #014a76; text-decoration: underline; border-bottom: dotted 1px;\" href=\"http:\/\/www.jb.com.br\/ciencia-e-tecnologia\/noticias\/2014\/06\/14\/pesquisa-aponta-para-possivel-relacao-entre-cancer-de-mama-e-carne-vermelha\/#\" rel=\"nofollow\">Nutri\u00e7\u00e3o<\/a> e C\u00e2ncer, do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) explica que uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e variada pode diminuir os riscos e proteger contra o c\u00e2ncer. \u201cO que a gente recomenda \u00e9 ter uma alimenta\u00e7\u00e3o com predomin\u00e2ncia de alimentos de origem vegetal, como frutas, legumes e verduras. Esses alimentos possuem nutrientes que s\u00e3o protetores para o nosso organismo, diminuindo o risco de c\u00e2ncer\u201d, diz.<\/p>\n<p>Sobre a pesquisa, a nutricionista explica que, diferente da carne vermelha, vegetais s\u00e3o alimentos de baixa densidade energ\u00e9tica, ou seja, fornecem poucas calorias. De acordo com a especialista, a obesidade \u00e9 um dos principais fatores de risco para v\u00e1rios c\u00e2nceres, como o de mama e o de endom\u00e9trio. Evid\u00eancias recentes teriam ainda mostrado que o sobrepeso est\u00e1 relacionado com o c\u00e2ncer de ov\u00e1rio tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Nesse ponto da quest\u00e3o cal\u00f3rica dos alimentos, a nutricionista explica que as carnes vermelhas t\u00eam um alto teor de gordura e isso contribui para a quest\u00e3o do ganho de peso. Portando, esse seria um dos mecanismos usados para associar a carne vermelha com o surgimento de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Segundo a especialista, a forma como a carne \u00e9 preparada tamb\u00e9m \u00e9 relevante. \u201cQuando voc\u00ea submete essa carne a temperaturas muito elevadas, ao fritar, por exemplo, voc\u00ea forma compostos que s\u00e3o cancer\u00edgenos, como aminas heteroc\u00edclicas e hidrocarbonetos arom\u00e1ticos\u201d, conta.<\/p>\n<p>Maria Eduarda Melo diz ainda que uma pessoa que consuma muitas bebidas a\u00e7ucaradas, como refrigerantes, al\u00e9m de alimentos prontos e carnes processadas como salame, bacon e presunto deve tomar algum cuidado. \u201cGeralmente esses produtos cont\u00eam um alto teor de gordura, aumentando o risco do desenvolvimento de c\u00e2ncer. Al\u00e9m de que s\u00e3o alimentos que podem levar uma grande quantidade de sal, para al\u00e9m dos conservantes, e existem evid\u00eancias que associam esse consumo alto de sal com c\u00e2ncer de est\u00f4mago\u201d, explica.<\/p>\n<p><b>Carne vermelha e c\u00e2ncer de colorretal<\/b><\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o do consumo de carne com o aparecimento de c\u00e2ncer n\u00e3o \u00e9 novidade. Pesquisas anteriores j\u00e1 apontavam para a rela\u00e7\u00e3o entre o consumo de grandes quantidades de carne vermelha e de carne processada com o aumento do risco de c\u00e2ncer no sistema digestivo.<\/p>\n<p>A nutricionista inclusive faz quest\u00e3o de salientar para o consumo desses alimentos. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0s carnes processadas como bacon, presunto, salame, at\u00e9 mesmo hamb\u00farguer, a gente pede pra evitar mesmo. J\u00e1 a carne vermelha tem outros nutrientes, como ferro e B12. O que n\u00f3s recomendamos \u00e9 limitar o consumo, em at\u00e9 300g da carne j\u00e1 cozida por semana\u201d, indica.<\/p>\n<p>Especialista em <a style=\"cursor: hand; color: #014a76; text-decoration: underline; border-bottom: dotted 1px;\" href=\"http:\/\/www.jb.com.br\/ciencia-e-tecnologia\/noticias\/2014\/06\/14\/pesquisa-aponta-para-possivel-relacao-entre-cancer-de-mama-e-carne-vermelha\/#\" rel=\"nofollow\">enfermagem<\/a> oncol\u00f3gica, a enfermeira Alexandra Zandonai possui inclusive um trabalho em que foram demonstrados os fatores de risco do consumo de carne e sua influ\u00eancia na incid\u00eancia do c\u00e2ncer colorretal. Alexandra aponta que evid\u00eancias cient\u00edficas t\u00eam sido avaliadas e sumarizadas em recomenda\u00e7\u00f5es por diferentes grupos de especialistas, que conclu\u00edram essa rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Zandonai aponta para o alto consumo no <a style=\"cursor: hand; color: #014a76; text-decoration: underline; border-bottom: dotted 1px;\" href=\"http:\/\/www.jb.com.br\/ciencia-e-tecnologia\/noticias\/2014\/06\/14\/pesquisa-aponta-para-possivel-relacao-entre-cancer-de-mama-e-carne-vermelha\/#\" rel=\"nofollow\">Brasil<\/a> de carne vermelha, e alerta para como \u00e9 feita a carne. \u201cNo preparo voc\u00ea precisa tomar cuidado para n\u00e3o formar aquela casquinha queimada. Essa casquinha cont\u00e9m alcatr\u00e3o, o mesmo componente que existe no cigarro. E as carnes defumadas est\u00e3o muito relacionadas ao c\u00e2ncer colorretal. Elas apresentam, durante o processo de defuma\u00e7\u00e3o, compostos nitrosos. S\u00e3o agentes cancer\u00edgenos que, depois de consumidos, v\u00e3o alterar a estrutura das c\u00e9lulas intestinais durante o processo de digest\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<p>Para se prevenir do c\u00e2ncer de mama, do c\u00e2ncer colorretal e de todos os demais c\u00e2nceres, a nutricionista Maria Eduarda Melo recomenda manter a alimenta\u00e7\u00e3o predominantemente composta por alimentos de origem vegetal, de forma a ter todos os nutrientes que protejam o organismo contra o desenvolvimento de c\u00e2ncer. \u201cInfelizmente, dados de pesquisas nacionais mostram que o h\u00e1bito do brasileiro de comer legumes e verduras \u00e9 muito baixo. Para ter esse efeito protetor contra o c\u00e2ncer, s\u00e3o recomendadas cinco por\u00e7\u00f5es desses alimentos todos os dias, mas apenas 23% da popula\u00e7\u00e3o consomem esse recomendado de vegetais\u201d, conta.<\/p>\n<p><b>Especialistas pedem cautela com resultados de pesquisa<\/b><\/p>\n<p>Apesar dos resultados da recente pesquisa norte-americana, especialistas brit\u00e2nicos e americanos dizem que \u00e9 preciso observar esses resultados com alguma cautela, visto que estudos anteriores n\u00e3o conseguiram definir uma liga\u00e7\u00e3o t\u00e3o clara entre carne vermelha e c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<p>O professor associado da Faculdade de Farm\u00e1cia da UFRJ Luis Mauricio Lima concorda que \u00e9 preciso tomar cuidado com esse tipo de informa\u00e7\u00e3o. De acordo com o professor, a leitura cuidadosa do artigo original revela que existiria uma chance aumentada de 1 em cada 100.000 mulheres de ser acometida por c\u00e2ncer de mama caso elas aumentassem o consumo de carne vermelha em uma por\u00e7\u00e3o di\u00e1ria &#8211; e n\u00e3o exatamente as chances alarmantes de cerca de 20% de haver a doen\u00e7a que est\u00e3o sendo divulgadas.<\/p>\n<p>Em artigo escrito pelo professor, ele aponta detalhes do estudo que deveriam ser vistos com mais calma. \u201cO que n\u00e3o se comenta \u00e9 que isso seria unicamente v\u00e1lido quando comparados os grupos de maior e menor consumo, n\u00e3o havendo qualquer relev\u00e2ncia estat\u00edstica com grupo de consumos intermedi\u00e1rio de carne vermelha, indo contra o que \u00e9 universalmente observado na ci\u00eancia e epidemiologia: dose-resposta\u201d, diz o professor em artigo.<\/p>\n<p>Lima diz tamb\u00e9m que existem outros fatores sobre as pr\u00f3prias pessoas que foram analisadas que devem ser levados em conta. \u201cSem esquecer de mencionar que neste estudo o grupo de maior consumo de carne vermelha \u2013 o \u00fanico que apresentaria maior risco, 1 em 100.000 &#8211; \u00e9 o que mais fuma. Existe uma necessidade premente de se fazer uma an\u00e1lise detalhada das informa\u00e7\u00f5es publicadas, tanto pelos revisores de artigos cient\u00edficos ao aceitar trabalhos sem demandar cuidado dos autores na informa\u00e7\u00e3o que concluem, quanto pela m\u00eddia e sua urg\u00eancia por estar \u00e0 frente da informa\u00e7\u00e3o\u201d, conta.<\/p>\n<p><i>* do Projeto de Est\u00e1gio do JB<\/i><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornal do BrasilRafael Gonzaga * Um estudo liderado pela Escola de Sa\u00fade P\u00fablica de Harvard,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1361,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/carne_vermelha.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/carne_vermelha.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/carne_vermelha.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/carne_vermelha.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/carne_vermelha.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/carne_vermelha.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/carne_vermelha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/carne_vermelha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/carne_vermelha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/carne_vermelha.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Jornal do BrasilRafael Gonzaga * Um estudo liderado pela Escola de Sa\u00fade P\u00fablica de Harvard,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1360"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1360"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1360\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1361"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1360"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1360"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1360"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}