{"id":13585,"date":"2015-01-06T13:00:37","date_gmt":"2015-01-06T13:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=13585"},"modified":"2015-01-06T00:30:27","modified_gmt":"2015-01-06T00:30:27","slug":"os-niveis-de-mercurio-na-superficie-dos-oceanos-triplicaram-desde-a-revolucao-industrial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/os-niveis-de-mercurio-na-superficie-dos-oceanos-triplicaram-desde-a-revolucao-industrial\/","title":{"rendered":"Os n\u00edveis de merc\u00fario na superf\u00edcie dos oceanos triplicaram desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/mercurio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-13588\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/mercurio-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/mercurio-300x191.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/mercurio.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>De acordo com um novo estudo publicado na revista Nature, a atividade humana desde o in\u00edcio da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial triplicou os n\u00edveis de merc\u00fario nas superf\u00edcies oce\u00e2nicas.<\/p>\n<p>Atividades como a minera\u00e7\u00e3o de ouro e a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis est\u00e3o relacionadas a grandes quantidades do metal t\u00f3xico e seu aumento gradativo.<\/p>\n<p>No oceano, o merc\u00fario inorg\u00e2nico \u00e9 convertido em metil merc\u00fario, composto altamente t\u00f3xico, que pode envenenar peixes e, consequentemente, as pessoas, em \u00faltima inst\u00e2ncia. &#8220;Parece que, se quisermos regular as emiss\u00f5es de merc\u00fario no ambiente e na comida que comemos, ent\u00e3o devemos primeiro saber a quantidade dele que existe e quanto a atividade humana est\u00e1 produzindo a cada ano&#8221;, diz Carl Lamborg da Woods Hole Oceanographic Institution, em um comunicado \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>As estimativas atuais de merc\u00fario presente no oceano s\u00e3o baseadas, principalmente, em estudos de modelagem por computador, mas os cientistas continuam incertos sobre esses valores. Assim, para uma estimativa com base na observa\u00e7\u00e3o de merc\u00fario antropog\u00eanico, Lamborg e seus colegas mediram os n\u00edveis de merc\u00fario em dados recolhidos a partir de 12 expedi\u00e7\u00f5es de amostragem para os Oceanos Atl\u00e2ntico, Pac\u00edfico, Sul e \u00c1rtico ao longo dos \u00faltimos oito anos.<\/p>\n<p>Primeiro, eles precisavam encontrar uma maneira de separar as contribui\u00e7\u00f5es em massa de fontes naturais das humanas. Lamborg explica: \u201cN\u00e3o h\u00e1 nenhuma maneira de olhar para uma amostra de \u00e1gua e dizer a diferen\u00e7a entre o merc\u00fario que veio de polui\u00e7\u00e3o e o merc\u00fario que veio de fontes naturais&#8221;. Assim, sua equipe analisou dados sobre os n\u00edveis de fosfato nos oceanos, que se comportam como o merc\u00fario, mas s\u00e3o melhores estudados. Por determina\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de fosfato de merc\u00fario em \u00e1guas mais profundas que 1.000 metros &#8211; que n\u00e3o tenha estado em contato com a atmosfera da Terra desde o s\u00e9culo 19 &#8211; o grupo foi capaz de estimar o merc\u00fario no oceano que se originou a partir de fontes naturais, tais como a desagrega\u00e7\u00e3o das rochas.<\/p>\n<p><img src=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/images\/Fotos\/2015\/Janeiro\/MeioAmbiente\/Diversos\/011.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Em seguida, para determinar a contribui\u00e7\u00e3o de merc\u00fario antropog\u00eanico em \u00e1guas mais rasas, a equipe usou o di\u00f3xido de carbono como marcador. O g\u00e1s de efeito estufa, se for bem documentado, pode ajudar a descobrir as principais atividades que lan\u00e7aram merc\u00fario no ambiente.<\/p>\n<p>Seus resultados mostram que as \u00e1guas do Atl\u00e2ntico Norte mais profundas e intermedi\u00e1rias (entre 100 e 1.000 metros) s\u00e3o &#8220;anormalmente enriquecidas&#8221; em merc\u00fario, em compara\u00e7\u00e3o com as \u00e1guas profundas do Atl\u00e2ntico Sul e Pac\u00edfico. Isso significa que, desde a industrializa\u00e7\u00e3o, efeitos humanos levaram a um aumento de 150 % na quantidade de merc\u00fario em \u00e1guas intermedi\u00e1rias.<\/p>\n<p>De acordo com as estimativas, a quantidade total de polui\u00e7\u00e3o por merc\u00fario presente na massa oce\u00e2nica global \u00e9 de 60.000 a 80.000 toneladas &#8211; com quase dois ter\u00e7os residentes em \u00e1guas mais rasas (menos de 1.000 metros de profundidade).<\/p>\n<p>&#8220;Os pr\u00f3ximos 50 anos podem muito bem adicionar a mesma quantidade aos oceanos que vimos nos \u00faltimos 150&#8221;, diz Lamborg, mostrando como a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente preocupante. &#8220;A boa not\u00edcia \u00e9 que agora temos alguns n\u00fameros s\u00f3lidos para que possamos fundamentar um trabalho\u201d, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com um novo estudo publicado na revista Nature, a atividade humana desde o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13588,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/mercurio.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/mercurio-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/mercurio-300x191.jpg",300,191,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/mercurio.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/mercurio.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/mercurio.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/mercurio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/mercurio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/mercurio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/mercurio.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"De acordo com um novo estudo publicado na revista Nature, a atividade humana desde o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13585"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13585"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13585\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13588"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13585"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13585"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13585"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}