{"id":135766,"date":"2020-10-21T12:00:19","date_gmt":"2020-10-21T15:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=135766"},"modified":"2020-10-21T09:51:12","modified_gmt":"2020-10-21T12:51:12","slug":"vitimas-do-trafico-saguis-do-cerrado-e-da-caatinga-podem-levar-macacos-da-mata-atlantica-a-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/vitimas-do-trafico-saguis-do-cerrado-e-da-caatinga-podem-levar-macacos-da-mata-atlantica-a-extincao\/","title":{"rendered":"V\u00edtimas do tr\u00e1fico, saguis do Cerrado e da Caatinga podem levar macacos da Mata Atl\u00e2ntica \u00e0 extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/saguim.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-135767\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/saguim-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/saguim-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/saguim.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por Sib\u00e9lia Zanon*<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Um dos efeitos mais devastadores do\u00a0<strong>tr\u00e1fico ilegal de animais silvestres<\/strong>\u00a0no Brasil \u00e9 a\u00a0<strong>multiplica\u00e7\u00e3o de saguis nas grandes cidades<\/strong>. Isso ocorreu com duas esp\u00e9cies em particular: o\u00a0<strong>sagui-de-tufo-preto<\/strong>\u00a0(<em>Callithrix penicillata<\/em>), nativo do\u00a0<strong>Cerrado<\/strong>\u00a0e tamb\u00e9m conhecido como\u00a0<strong>mico-estrela<\/strong>, e o\u00a0<strong>sagui-de-tufo-branco<\/strong>\u00a0(<em>Callithrix jacchus<\/em>), com origem no\u00a0<strong>Nordeste<\/strong>\u00a0brasileiro.<\/p>\n<p>Ambos foram traficados em grande n\u00famero nas d\u00e9cadas de 1980 e 90, culminando com sua introdu\u00e7\u00e3o na\u00a0<strong>Mata Atl\u00e2ntica do Sudeste<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente esses dois animais s\u00e3o comuns no Sudeste. O aporte na natureza, vindo do tr\u00e1fico, pode at\u00e9 ser menor, mas com a soltura que ocorreu no passado eles se reproduziram numa quantidade absurda\u201d, explica Fabiano Melo, professor do departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV), em Minas Gerais.<\/p>\n<p>Inicialmente adquiridos como animais de estima\u00e7\u00e3o, os saguis acabaram sendo abandonados em massa pela popula\u00e7\u00e3o nas matas pr\u00f3ximas aos grandes centros urbanos, onde se multiplicaram. O problema \u00e9 que, quando os\u00a0<strong>pequenos primatas<\/strong>\u00a0foram introduzidos no Sudeste, j\u00e1 havia\u00a0<strong>duas esp\u00e9cies end\u00eamicas de saguis<\/strong>\u00a0na regi\u00e3o. Atualmente, ambas constam na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.iucnredlist.org\/\"><strong>Lista Vermelha de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza<\/strong><\/a>\u00a0<em>(IUCN, na sigla em ingl\u00eas).<\/em><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>sagui-da-serra-escuro<\/strong>\u00a0(<em>Callithrix aurita),\u00a0<\/em>nativo de S\u00e3o Paulo,\u00a0Minas Gerais e\u00a0Rio de Janeiro est\u00e1 \u201cem perigo\u201d e o\u00a0<strong>sagui-da-serra<\/strong>\u00a0(<em>Callithrix flaviceps),\u00a0<\/em>que ocorre numa \u00e1rea pequena de Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo, est\u00e1 \u201ccriticamente em perigo\u201d.<\/p>\n<p>Dificilmente encontrado na natureza, o sagui-da-serra-escuro deveria ser preponderante no Sudeste, mas, em vez disso, ele integra a lista dos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.globalwildlife.org\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Primates-in-Peril-2018-2020-2.pdf\"><strong>25 primatas mais amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o do mundo<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>Na mesma lista est\u00e3o outros dois primatas brasileiros, o\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/conexaoplaneta.com.br\/blog\/filhote-de-sauim-de-coleira-especie-criticamente-ameacada-de-extincao-nasce-em-zoologico-de-brasilia\/\">sauim-de-coleira<\/a>\u00a0<\/strong><em>(Saguinus bicolor),\u00a0<\/em><strong>sagui end\u00eamico da Amaz\u00f4nia<\/strong>, e uma subesp\u00e9cie do\u00a0<strong>bugio-ruivo\u00a0<\/strong><em>(Alouatta guariba guariba),\u00a0<\/em>nativo da Mata Atl\u00e2ntica no Brasil e Argentina.<\/p>\n<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/conexaoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/filhote-saium-nasce-zoo-brasilia-3-conexao-planeta.jpeg\" width=\"639\" height=\"358\" \/>Sauim de Coleira \u2013 Foto: Zool\u00f3gico de Bras\u00edlia\/Toninho Tavares,<\/em><br \/>\n<em>Ag\u00eancia Bras\u00edlia, FotosP\u00fablicas<\/em><\/p>\n<p><strong>Mistura gen\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 novidade que as esp\u00e9cies invasoras proliferaram no Sudeste, interferindo no equil\u00edbrio do bioma e amea\u00e7ando os saguis nativos, mas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.biorxiv.org\/content\/10.1101\/2020.08.12.247692v1.abstract\">estudo\u00a0liderado pela cientista Joanna Malukiewicz<\/a>\u00a0indica que o problema pode ser ainda mais grave.<\/p>\n<p>\u201cUma das maiores revela\u00e7\u00f5es da pesquisa foi mostrar que, por meio do cruzamento, o material gen\u00e9tico das esp\u00e9cies ex\u00f3ticas teve entrada na gen\u00e9tica das esp\u00e9cies nativas\u201d, diz a bi\u00f3loga. Ou seja, quando as esp\u00e9cies nativas cruzam com as invasoras, elas geram\u00a0<strong>filhotes h\u00edbridos e f\u00e9rteis<\/strong>, que continuam proliferando naturalmente. \u201cEssas esp\u00e9cies todas acabam cruzando e no Sudeste estamos com uma mistura de popula\u00e7\u00f5es de\u00a0<strong>saguis ex\u00f3ticos, nativos e h\u00edbridos<\/strong>\u201d, acrescenta Joanna.<\/p>\n<p>Durante cinco anos, a bi\u00f3loga e sua equipe reuniram e analisaram 49 amostras de animais e, com base no DNA mitocondrial, detectaram a presen\u00e7a de\u00a0<strong>tr\u00eas esp\u00e9cies de saguis ex\u00f3ticos<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>quatro esp\u00e9cies de h\u00edbridos<\/strong>\u00a0entre os saguis nativos do Sudeste. O aspecto preocupante revelado pela pesquisa foi que\u00a0<strong>saguis com apar\u00eancia igual ao sagui-da-serra-escuro n\u00e3o eram puros\u00a0<\/strong>e tinham material gen\u00e9tico da esp\u00e9cie invasora.<\/p>\n<p>Fabiano Melo, tamb\u00e9m coordenador do\u00a0<strong>Centro de Conserva\u00e7\u00e3o dos Saguis-da-Serra da UFV<\/strong>, diz que a pesquisa mostrou ser tarefa \u00e1rdua encontrar animais de gen\u00e9tica pura. \u201cEstamos com\u00a0<strong>menos indiv\u00edduos nativos na natureza<\/strong>\u00a0do que imagin\u00e1vamos. Precisar\u00edamos pegar os animais e fazer an\u00e1lise de DNA para separar os indiv\u00edduos puros dos h\u00edbridos\u201d.<\/p>\n<p>Entre os saguis analisados na pesquisa, estavam saguis-da-serra-escuro criados em cativeiro no\u00a0<strong>Zool\u00f3gico Municipal de Guarulhos<\/strong>. Os resultados comprovaram que eles t\u00eam a gen\u00e9tica realmente pura. Isso significa que haveria indiv\u00edduos nativos para uma eventual reintrodu\u00e7\u00e3o no bioma. \u201cPara reintroduzir esp\u00e9cies raras de saguis \u00e0 natureza \u00e9 muito importante conferir que os animais s\u00e3o de fato puros e n\u00e3o h\u00edbridos\u201d, afirma Joanna.<\/p>\n<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/conexaoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/vitimas-trafico-saguis-invasores-mapa-mongabay-brasil.jpg\" width=\"639\" height=\"568\" \/>Distribui\u00e7\u00e3o aproximada das esp\u00e9cies de sagui do g\u00eanero\u00a0Callithrix\u00a0no Brasil e origens geogr\u00e1ficas das amostras que serviram \u00e0 pesquisa, conforme indicado por s\u00edmbolos de letras mai\u00fasculas. No mapa, est\u00e3o ainda indicados os biomas onde as diferentes esp\u00e9cies de Callithrix ocorrem naturalmente (Caatinga, Cerrado e Mata Atl\u00e2ntica). Por Joanna Malukiewicz\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Al\u00e9m de sofrerem com a\u00a0<strong>fragmenta\u00e7\u00e3o florestal<\/strong>, o\u00a0<strong>tr\u00e1fico<\/strong>\u00a0e a\u00a0<strong>hibrida\u00e7\u00e3o<\/strong>, os primatas foram acometidos recentemente pelos\u00a0<strong>surtos de febre amarela e zika v\u00edrus<\/strong>.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>bugio<\/strong>\u00a0foi a esp\u00e9cie mais afetada pela febre amarela, mas saguis tamb\u00e9m morreram durante o surto. Publica\u00e7\u00f5es registraram muitas mortes de saguis h\u00edbridos, o que poderia apontar para o fato de que os\u00a0<strong>h\u00edbridos seriam mais suscet\u00edveis \u00e0 febre amarela<\/strong>. Contudo, esp\u00e9cies h\u00edbridas s\u00e3o mais comuns do que as puras nas \u00e1reas urbanas atingidas pelos surtos.<\/p>\n<p>\u201cFaltam informa\u00e7\u00f5es sobre a suscetibilidade dos primatas brasileiros \u00e0 febre amarela, zika e outros v\u00edrus, mas estudos biom\u00e9dicos mostram que saguis sofrem de alguns sintomas desses v\u00edrus de forma parecida com casos humanos\u201d, diz Joanna, que desenvolve no momento um estudo para entender a\u00a0<strong>vulnerabilidade gen\u00e9tica dos primatas<\/strong>\u00a0a essas doen\u00e7as.<\/p>\n<p>No Brasil, h\u00e1 seis esp\u00e9cies de saguis do g\u00eanero\u00a0<em>Callithrix<\/em>\u00a0com distribui\u00e7\u00e3o distinta e natural. Cada esp\u00e9cie tem apar\u00eancia diversa e vocaliza de forma diferente. Esses aspectos consistem num mecanismo natural de isolamento reprodutivo, chamado pr\u00e9-zig\u00f3tico. Por\u00e9m, o mecanismo \u00e9 fr\u00e1gil e, ao conviverem no mesmo territ\u00f3rio, as esp\u00e9cies acabam cruzando e, com o tempo, passam a reproduzir apenas indiv\u00edduos h\u00edbridos. \u201cCom isso, percebemos uma deteriora\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica das esp\u00e9cies\u201d, explica Fabiano.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da amea\u00e7a aos saguis nativos, a chegada dos invasores causa\u00a0<strong>outros desequil\u00edbrios<\/strong>. H\u00e1bitos alimentares diversos podem alterar a flora, como por exemplo a prefer\u00eancia por determinados frutos, e a dispers\u00e3o de sementes diferentes. Tamb\u00e9m a fauna \u00e9 afetada. \u201cOs saguis invasores s\u00e3o\u00a0<strong>predadores ex\u00edmios<\/strong>, comem muitos ovos e filhotes de p\u00e1ssaros. As esp\u00e9cies nativas est\u00e3o sofrendo muito\u201d, afirma Fabiano.<\/p>\n<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/conexaoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/vitimas-do-trafico-saguis-invasores2-Callithrix_aurita_-foto-Orlando_Vital.jpg\" width=\"639\" height=\"416\" \/>O sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita) \u00e9 um primata end\u00eamico da Mata Atl\u00e2ntica do Sudeste. Com a perda de habitat e a invas\u00e3o de saguis do Cerrado, a esp\u00e9cie tornou-se um dos 25 primatas mais amea\u00e7ados do mundo. Foto: Orlando Vital<\/em><\/p>\n<p><strong>38 milh\u00f5es de animais traficados por ano\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o brasileira pro\u00edbe o tr\u00e1fico de animais desde 1967 e a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9605.htm\"><strong>Lei de Crimes Ambientais<\/strong><\/a>, de 1998, classifica o tr\u00e1fico de animais silvestres como\u00a0<strong>crime de menor potencial ofensivo<\/strong>. Por causa do\u00a0<strong>car\u00e1ter clandestino<\/strong>, \u00e9 dif\u00edcil mensurar o tamanho do\u00a0<strong>mercado ilegal de compra e venda de animais<\/strong>.<\/p>\n<p>Calcula-se que, no Brasil, 38 milh\u00f5es de animais s\u00e3o retirados da natureza por ano, e\u00a0<strong>de cada dez traficados, nove morrem<\/strong>\u00a0antes mesmo de chegarem ao destino final.\u00a0<strong>Entre as esp\u00e9cies mais apreendidas no Brasil est\u00e3o as aves.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/08\/as-redes-de-trafico-que-estao-acelerando-a-extincao-de-especies-na-amazonia\/\">Estudo publicado sobre o\u00a0<strong>tr\u00e1fico na Amaz\u00f4nia<\/strong><\/a>\u00a0entre 2012 e 2019, mostra que o destaque das apreens\u00f5es da regi\u00e3o vai para os\u00a0<strong>peixes\u00a0<\/strong>e as\u00a0<strong>tartarugas<\/strong>. Os primatas continuam chamando aten\u00e7\u00e3o por seu\u00a0<strong>apelo de bicho de estima\u00e7\u00e3o<\/strong>, e pela\u00a0<strong>ca\u00e7a para consumo da carne<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo a\u00a0<strong>ONG Renctas (Rede Nacional de Combate ao Tr\u00e1fico de Animais Silvestres)<\/strong>, a maioria dos esp\u00e9cimes silvestres comercializados ilegalmente \u00e9 proveniente das regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Elas s\u00e3o escoados por rodovias federais para as regi\u00f5es Sul e Sudeste com chegada nos principais pontos de destino:\u00a0<strong>Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo<\/strong>. L\u00e1, s\u00e3o vendidos ou exportados por meio dos principais portos e aeroportos dessas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Os saguis nativos do Sudeste continuam restritos \u00e0 sua regi\u00e3o de origem. \u201cNingu\u00e9m levou os saguis do Sudeste para os outros biomas, at\u00e9 porque seria dif\u00edcil eles sobreviverem. Est\u00e3o adaptados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da Mata Atl\u00e2ntica do litoral, mais \u00famida e com maior disponibilidade de alimentos. J\u00e1 os saguis invasores se d\u00e3o bem no Sudeste porque ocorrem no Cerrado e na Caatinga, ambientes bem mais hostis\u201d, explica Fabiano.<\/p>\n<p>Muito carism\u00e1ticos quando jovens, os saguis atraem as pessoas, que querem\u00a0<strong>ter o bicho como pet<\/strong>. Por\u00e9m, depois de um tempo, elas reconhecem no animal comportamentos indesejados ou acham que d\u00e3o trabalho e soltam o sagui na mata mais pr\u00f3xima, de forma inconsequente. Esse comportamento foi se repetindo por d\u00e9cadas e gerou o desequil\u00edbrio atual.<\/p>\n<p>Hoje, os saguis s\u00e3o vistos nos quintais das casas ou caminhando pelos cabos da rede el\u00e9trica ou telef\u00f4nica de bairros urbanos. Constantemente, as pessoas se aproximam e oferecem alimentos, o que \u00e9 fortemente contraindicado pelos especialistas.<\/p>\n<p><strong>Alimentar os animais pode causar danos intestinais, desequil\u00edbrio hormonal e proteico<\/strong>, danificando a sua sa\u00fade. \u201cO contato direto deve ser evitado porque n\u00f3s somos capazes de transmitir doen\u00e7as e v\u00edrus humano, como o Herpesv\u00edrus simplex Tipo 1, que podem mat\u00e1-los. Por outro lado, h\u00e1 o risco de os saguis transmitirem raiva para o ser humano\u201d, alerta Joanna.<\/p>\n<p>E Fabiano acrescenta: \u201cSe o animal ficar recebendo comida, ele pode se reproduzir com maior velocidade e ocupar ainda mais espa\u00e7o que seria da esp\u00e9cie nativa\u201d.<\/p>\n<p><strong><em>Foto (destaque): Leszek Leszczynski\u00a0<\/em><\/strong><em>\/ O sagui-de-tufo-branco (Callithrix jacchus) \u00e9 uma esp\u00e9cie nativa do Nordeste, origin\u00e1ria de \u00e1reas de Cerrado e Caatinga, mas se tornou comum na Mata Atl\u00e2ntica do Sudeste, onde vem se misturando aos saguis nativos<\/em><\/p>\n<p><em>*<a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/10\/vitimas-do-trafico-saguis-invasores-podem-levar-macacos-da-mata-atlantica-a-extincao\/\">Este texto foi originalmente publicado no site da ag\u00eancia Mongabay Brasil, em 19\/10\/2020<\/a><\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/conexaoplaneta.com.br\/blog\/author\/mongabay\/\">Mongabay Brasil<\/a><\/p>\n<p>Ag\u00eancia de not\u00edcias sem fins lucrativos que visa aumentar o interesse e a valoriza\u00e7\u00e3o de terras e animais selvagens, ao examinar o impacto das tend\u00eancias emergentes no clima, na tecnologia, na economia e nas finan\u00e7as em conserva\u00e7\u00e3o e desenvolvimento. Seu objetivo \u00e9 inspirar, educar e informar<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Sib\u00e9lia Zanon* Um dos efeitos mais devastadores do\u00a0tr\u00e1fico ilegal de animais silvestres\u00a0no Brasil \u00e9<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":135767,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/saguim.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/saguim-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/saguim-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/saguim.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/saguim.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/saguim.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/saguim.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/saguim.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/saguim.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/saguim.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Sib\u00e9lia Zanon* Um dos efeitos mais devastadores do\u00a0tr\u00e1fico ilegal de animais silvestres\u00a0no Brasil \u00e9","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135766"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=135766"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135766\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/135767"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=135766"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=135766"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=135766"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}