{"id":135470,"date":"2020-10-15T13:00:27","date_gmt":"2020-10-15T16:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=135470"},"modified":"2020-10-15T09:20:44","modified_gmt":"2020-10-15T12:20:44","slug":"tempestades-tropicais-podem-eventualmente-sobrecarregar-as-tempestades-seguintes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tempestades-tropicais-podem-eventualmente-sobrecarregar-as-tempestades-seguintes\/","title":{"rendered":"Tempestades tropicais podem eventualmente sobrecarregar as tempestades seguintes"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-1psdhlm\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tempestade.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-135471\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tempestade-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tempestade-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tempestade.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em 2018, uma tempestade tropical se associou a uma onda de calor e intensificou um furac\u00e3o \u2014 um cen\u00e1rio potencializador de tempestades sujeito a ocorrer cada vez mais com o aquecimento global.<\/h2>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>Esta temporada de furac\u00f5es j\u00e1 est\u00e1 batendo recordes. A 25<sup>a<\/sup><sup>\u00a0<\/sup>tempestade da temporada a receber um nome, Delta, se aproxima da\u00a0rec\u00e9m-devastada\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/2020\/10\/still-reeling-louisiana-braces-for-hurricane-delta\/\">Costa do Golfo<\/a>\u00a0\u2014 e oficialmente ainda faltam mais algumas semanas at\u00e9 o fim da temporada. As \u00e1guas quentes do Golfo, que alimentaram o furac\u00e3o Delta, est\u00e3o cada vez mais comuns com o aquecimento global, assim como uma conjun\u00e7\u00e3o de fatores que podem agravar as grandes tempestades de r\u00e1pida expans\u00e3o.<\/p>\n<p>Um novo estudo, publicado no m\u00eas passado no peri\u00f3dico\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-020-18339-2\"><em>Nature Communications<\/em><\/a><em>,\u00a0<\/em>mostra como o efeito de uma tempestade nas \u00e1guas quentes e rasas do Golfo \u2014 aliado ao clima quente \u2014 criou as condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias para transformar a tempestade seguinte em algo muito mais potente.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, o furac\u00e3o Delta n\u00e3o parece ser uma dessas tempestades. Condi\u00e7\u00f5es semelhantes, entretanto, podem ter intensificado dois dos maiores furac\u00f5es desta temporada, Sally e Laura, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.southalabama.edu\/colleges\/artsandsci\/marinesciences\/DrBrianDzwonkowski.html\">Brian Dzwonkowski<\/a>, ocean\u00f3grafo da Universidade do Sul do Alabama e autor principal do estudo, embora ele ainda n\u00e3o tenha analisado todos os dados dessas tempestades e n\u00e3o possa confirmar se ocorreram os mesmos processos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<h3><strong>Tempestade tropical<\/strong><\/h3>\n<p>Em setembro de 2018, uma pequena tempestade tropical denominada Gordon atravessou o norte do Golfo do M\u00e9xico. Gordon por si s\u00f3 era bastante comum, assim como quase todos os ciclones tropicais, provocou estragos na ordem de milh\u00f5es de d\u00f3lares e trouxe muita ang\u00fastia aos moradores da costa.<\/p>\n<p>Mas pode ter desencadeado uma s\u00e9rie de fen\u00f4menos que produziu impactos dr\u00e1sticos em uma tempestade muito maior e mais devastadora, algumas semanas depois: o furac\u00e3o Michael. Essa tempestade se intensificou rapidamente ao se aproximar da costa. Quando atingiu o continente na Fl\u00f3rida, havia se transformado em um assolador furac\u00e3o de categoria 5, causando 16 mortes e bilh\u00f5es de d\u00f3lares de destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o havia uma n\u00edtida correla\u00e7\u00e3o entre as duas tempestades. Estavam bastante afastadas no tempo e no espa\u00e7o \u2014 por semanas e centenas de quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. Mas novos dados cient\u00edficos<em>\u00a0<\/em>revelam que os efeitos da tempestade Gordon, em conjunto com uma onda de calor sobre a regi\u00e3o ap\u00f3s sua passagem, ajudaram Michael a se fortalecer e se transformar na tempestade mais intensa de todos os tempos a atingir a regi\u00e3o de Panhandle na Fl\u00f3rida.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio provocou uma esp\u00e9cie de \u201csobrecarga na energia el\u00e9trica do oceano\u201d, que, por sua vez, alimentou intensamente o furac\u00e3o, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.southalabama.edu\/colleges\/artsandsci\/marinesciences\/DrBrianDzwonkowski.html\">Dzwonkowski<\/a>.<\/p>\n<p>Os ciclones tropicais se energizam com as \u00e1guas quentes do oceano. As \u00e1guas quentes atuam como um armazenamento de energia a ser consumida pelas tempestades, semelhante a uma bateria: quanto mais quentes as \u00e1guas, ou quanto mais \u00e1gua houver, mais energia poder\u00e1 ser transferida ao ar que se encontra em cima. \u00c1guas frias, por outro lado, podem sugar a energia de uma tempestade.<\/p>\n<p>O sol de ver\u00e3o aquece a camada superior do oceano. Contudo, em geral, a \u00e1gua abaixo da camada quente permanece fria. Quando uma tempestade atravessa o oceano, agitando a \u00e1gua \u00e0 sua frente com seus ventos, muitas vezes leva a \u00e1gua fria das profundezas \u00e0 superf\u00edcie. A intera\u00e7\u00e3o com a \u00e1gua fria reduz a energia da tempestade e a enfraquece. Os cientistas demonstraram que esse processo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/ncomms10887#ref-CR35\">aplacou tempestades, como o furac\u00e3o Irene em 2011<\/a>, que ainda causou estragos em Nova York ao passar pela regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNaquele caso, os ventos foram fortes o suficiente para misturar a \u00e1gua, o que gerou \u00e1gua fria e enfraqueceu a tempestade\u201d, explica\u00a0<a href=\"https:\/\/scholar.google.com\/citations?user=L8LwbuMAAAAJ&amp;hl=en\">Greg Seroka<\/a>, ocean\u00f3grafo da Administra\u00e7\u00e3o Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica Nacional dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Mas isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel quando h\u00e1 \u00e1gua fria dispon\u00edvel em algum local pr\u00f3ximo \u2014 talvez em um grande redemoinho ou abaixo da superf\u00edcie. Em 2018, a tempestade Gordon eliminou por completo a \u00e1gua fria do sistema.<\/p>\n<p>As \u00e1guas pr\u00f3ximas \u00e0 Costa do Golfo ao longo da plataforma continental s\u00e3o rasas e a camada superior absorve bastante calor durante o ver\u00e3o com a incid\u00eancia do sol forte. Em setembro de 2018, as \u00e1guas superficiais ao longo do caminho de Gordon j\u00e1 estavam mornas, a quase 29<sup>o\u00a0<\/sup>Celsius, bem acima do limite aproximado de 26<sup>o\u00a0<\/sup>Celsius utilizado pelos cientistas como par\u00e2metro para determinar a possibilidade de avan\u00e7o de uma tempestade tropical.<\/p>\n<p>Normalmente, uma tempestade como Gordon puxaria a \u00e1gua possivelmente fria do fundo para cima. Contudo, como Gordon se dirigiu ao noroeste, partindo da extremidade da Fl\u00f3rida em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 fronteira do Alabama e Mississippi, onde tocou o solo, a \u00e1gua fria agitada pelo furac\u00e3o ficou presa na costa e foi empurrada para baixo em vez subir \u00e0 superf\u00edcie \u2014 e acabou se afastando da plataforma continental rasa. O que restou foi um bloco homog\u00eaneo de \u00e1gua superaquecida a cerca de 29<sup>o\u00a0<\/sup>Celsius do fundo \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n<p>A tempestade passou. O ver\u00e3o prosseguiu. De longe, tudo parecia normal. Mas as \u00e1guas quentes do fundo \u00e0 superf\u00edcie n\u00e3o tinham nada de normal.<\/p>\n<p>Em seguida, uma onda de calor passou pela regi\u00e3o \u2014 n\u00e3o uma onda recorde, mas quente o suficiente para que as \u00e1guas pr\u00f3ximas \u00e0 costa se aquecessem ainda mais. No fim de setembro, a temperatura m\u00e9dia nas \u00e1guas costeiras ficou ainda mais elevada: a superf\u00edcie se manteve a mais de 32<sup>o\u00a0<\/sup>Celsius por um per\u00edodo. Os cientistas constataram que\u00a0<a href=\"https:\/\/journals.ametsoc.org\/jas\/article\/56\/4\/642\/24839\">\u00e1guas superficiais do oceano que est\u00e3o apenas um \u00fanico grau Celsius mais quente<\/a>\u00a0podem provocar tempestades de maior intensidade.<\/p>\n<p>As \u201c\u00e1guas extremamente quentes na superf\u00edcie carregavam a energia el\u00e9trica do oceano\u201d, afirma Dzwonkowski. E o calor penetra mais profundamente quanto mais demorada a onda de calor.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quando o furac\u00e3o Michael come\u00e7ou a avan\u00e7ar pela plataforma continental, dirigindo-se quase diretamente ao norte atrav\u00e9s das \u00e1guas aquecidas pela tempestade Gordon, n\u00e3o havia \u00e1gua fria dispon\u00edvel para enfraquec\u00ea-lo. A tempestade sugou a energia dispon\u00edvel e se intensificou,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/environment\/2018\/10\/hurricane-michael-photos-show-aftermath\/\">provocando resultados devastadores<\/a>.<\/p>\n<p>A cadeia de eventos ocorrida nesse caso n\u00e3o acontece sempre que uma tempestade atravessa a plataforma continental. Tempestades com percursos mais paralelos \u00e0 costa, por exemplo, n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o propensas a empurrar \u00e1gua para baixo com tanta efici\u00eancia. E a onda de calor posterior foi crucial: se houvesse ocorrido um esfriamento do clima ap\u00f3s a passagem da tempestade Gordon, tudo poderia ter sido diferente.<\/p>\n<p>N\u00e3o se sabe ao certo se esse tipo de intera\u00e7\u00e3o ocorre com frequ\u00eancia ou se \u00e9 um fen\u00f4meno novo. Tudo o que Dzwonkowski pode afirmar \u00e9 que a \u00e1gua medida por ele sob o furac\u00e3o Michael estava ao menos 0,5<sup>o\u00a0<\/sup>Celsius mais quente do que em qualquer outro momento nos 14 anos de registros.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 uma previs\u00e3o de que futuramente ser\u00e3o cada vez mais comuns as \u201cconjun\u00e7\u00f5es de fen\u00f4menos\u201d, quando dois fatores clim\u00e1ticos perigosos interagem acentuando o risco, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/scholar.princeton.edu\/jbaldwin\/home\">Jane Baldwin<\/a>, cientista atmosf\u00e9rica do Observat\u00f3rio da Terra Lamont Doherty de Col\u00fambia. Esse pode ser um exemplo de uma intera\u00e7\u00e3o anteriormente desconhecida que pode se agravar.<\/p>\n<p>\u201cA conjun\u00e7\u00e3o dos dois fen\u00f4menos nesse contexto toma uma propor\u00e7\u00e3o maior do que a soma deles separados\u201d, conta ela. \u201c\u00c9 cientificamente interessante \u2014 mas tamb\u00e9m mais assustador da perspectiva de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\u201d<\/p>\n<h3><strong>Uma s\u00e9rie de tempestades maiores<\/strong><\/h3>\n<p>O que essa descoberta mostra, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.lboro.ac.uk\/subjects\/geography-environment\/staff\/tom-matthews\/\">Tom Matthews<\/a>, cientista clim\u00e1tico da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, \u00e9 que nem sequer possu\u00edmos uma compreens\u00e3o completa sobre as formas de intera\u00e7\u00e3o dos riscos clim\u00e1ticos atuais, o que remete a um futuro repleto de surpresas desagrad\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cExistem muitos riscos futuros inesperados, pois o sistema clim\u00e1tico inteiro est\u00e1 se modificando e mudando ao mesmo tempo de maneira nunca observada. E a soma de duas intera\u00e7\u00f5es pode ser muito maior at\u00e9 mesmo do que os efeitos individuais combinados dos perigos.\u201d<\/p>\n<p>Mas existem algumas previs\u00f5es mais concretas que podemos fazer. Um planeta mais quente implica\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/environment\/2019\/07\/extreme-heat-to-affect-millions-of-americans\/\">ondas de calor mais intensas e frequentes<\/a>, o que tende a aumentar a probabilidade de fen\u00f4menos semelhantes aos da sobrecarga do furac\u00e3o Michael.<\/p>\n<p>Os cientistas demonstraram h\u00e1 muito tempo que o car\u00e1ter das tempestades tropicais tamb\u00e9m est\u00e1 mudando: est\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/news\/2018\/06\/hurricanes-cyclones-move-slower-drop-more-rain-climate-change-science\/\">reduzindo a velocidade e ficando mais intensas e \u00famidas no decorrer do tempo<\/a>. H\u00e1 tamb\u00e9m cada vez mais evid\u00eancias de que a quantidade de tempestades tropicais pode aumentar gradativamente com o aquecimento global e das \u00e1guas que alimentam as tempestades. Ningu\u00e9m sabe ainda como essas mudan\u00e7as poder\u00e3o afetar fen\u00f4menos semelhantes ao furac\u00e3o Michael.<\/p>\n<p>Mas associar tempestades mais frequentes e intensas com ondas de calor cada vez mais fortes (<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41558-018-0156-3?WT.ec_id=NCLIMATE-201806&amp;spMailingID=56720253&amp;spUserID=ODE0MzAwNjg5MAS2&amp;spJobID=1405001778&amp;spReportId=MTQwNTAwMTc3OAS2\">fen\u00f4menos \u201ccompostos\u201d, em termos clim\u00e1ticos<\/a>) quase certamente aumentar\u00e1 os riscos para os humanos, tanto nesse tipo de cen\u00e1rio quanto em outros.<\/p>\n<p>Matthews e seus colegas analisaram outra quest\u00e3o semelhante relacionada aos riscos de tempestades e ondas de calor sucessivas. Eles avaliaram quais s\u00e3o as chances de que um grande ciclone tropical, forte o suficiente para derrubar a infraestrutura el\u00e9trica,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41558-019-0525-6\">seja seguido por uma onda de calor \u00famido extrema<\/a>? Atualmente, os riscos s\u00e3o baixos. Mas a probabilidade dos dois fen\u00f4menos desastrosos se alinharem aumenta drasticamente em um mundo mais quente. Segundo o estudo, se o planeta ficar dois graus<sup>\u00a0<\/sup>Celsius mais quente, \u00e9 poss\u00edvel que esses riscos em cascata se alinhem em 11 anos de um per\u00edodo de 30 anos; com um aquecimento de quatro graus Celsius, poder\u00e3o ocorrer todos os anos.<\/p>\n<p>Um mundo com mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ser\u00e1 semelhante em alguns aspectos e completamente desconhecido em outros, afirma Matthews. O fato de que tempestades anteriores poderiam influenciar o destino das posteriores n\u00e3o era um conceito evidente ou amplamente compreendido, explica ele: foi, em muitos aspectos, uma surpresa \u2014 e j\u00e1 est\u00e1 em andamento em um clima que mudou apenas uma fra\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 previsto.<\/p>\n<p>\u201cAs mudan\u00e7as clim\u00e1ticas trar\u00e3o ainda mais surpresas\u201d, diz ele.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2018, uma tempestade tropical se associou a uma onda de calor e intensificou um<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":135471,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tempestade.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tempestade-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tempestade-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tempestade.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tempestade.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tempestade.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tempestade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tempestade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tempestade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tempestade.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em 2018, uma tempestade tropical se associou a uma onda de calor e intensificou um","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135470"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=135470"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135470\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/135471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=135470"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=135470"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=135470"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}