{"id":135180,"date":"2020-10-10T13:00:07","date_gmt":"2020-10-10T16:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=135180"},"modified":"2020-10-10T11:25:54","modified_gmt":"2020-10-10T14:25:54","slug":"seguranca-nas-redes-brasileiras-sao-as-segundas-mais-assediadas-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/seguranca-nas-redes-brasileiras-sao-as-segundas-mais-assediadas-do-mundo\/","title":{"rendered":"Seguran\u00e7a nas redes: brasileiras s\u00e3o as segundas mais assediadas do mundo"},"content":{"rendered":"<div class=\"vc_row wpb_row vc_row-fluid eltdf-section eltdf-content-aligment-left\">\n<div class=\"clearfix eltdf-full-section-inner\">\n<div class=\"wpb_text_column wpb_content_element \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/seguranca_redes.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-135181\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/seguranca_redes-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/seguranca_redes-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/seguranca_redes.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses do mundo mais violentos para as mulheres. E no mundo on line n\u00e3o \u00e9 diferente.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>\u00c9 o que revela uma pesquisa<\/strong>\u00a0internacional feita pela ONG\u00a0<em><a href=\"https:\/\/plan-international.org\/\">Plan International<\/a>\u00a0<\/em>que escutou 14 mil adolescentes e jovens de 22 pa\u00edses, com idades entre 15 e 25 anos.<\/p>\n<p>Os resultados?\u00a0<strong>58% das entrevistadas afirmaram j\u00e1 terem sido assediadas virtualmente<\/strong>. No Brasil, esse n\u00famero \u00e9 ainda mais elevado: 77% das mulheres sofreram ass\u00e9dio, o que coloca o pa\u00eds no<strong>\u00a0segundo lugar<\/strong>\u00a0do grupo.<\/p>\n<p>Os relatos s\u00e3o de\u00a0<strong>ass\u00e9dios variados<\/strong>, como conota\u00e7\u00e3o sexual, apar\u00eancia f\u00edsica, coment\u00e1rios racistas ou relacionados \u00e0 comunidade LGBTQ+ ou at\u00e9 por expressar opini\u00f5es pol\u00edticas, como informa a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/sociedade\/jovens-brasileiras-estao-entre-as-que-mais-sofrem-assedio-on-line-no-mundo-diz-estudo\/\">Carta Capital<\/a>.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o pela qual o Brasil ocupa a segunda posi\u00e7\u00e3o de agress\u00f5es on line se deve ao fato de estar, tamb\u00e9m, no\u00a0<strong>segundo lugar da lista de pa\u00edses que mais acessam a internet e as redes sociais.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a gerente de marketing e de comunica\u00e7\u00e3o da Plan International Brasil, Ana Paula de Andrade:<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cNo Brasil, 99% delas as utilizam, por isso \u00e9 imposs\u00edvel pedir para que essas meninas saiam das redes sociais e da internet. Essa \u00e9 uma realidade hoje, principalmente neste contexto de pandemia em que as pessoas est\u00e3o cada vez mais conectadas seja pelo lazer, estudos ou para expressar suas opini\u00f5es. \u00c9 mais uma quest\u00e3o de a gente tornar esse ambiente mais saud\u00e1vel e mais seguro do que pedir que essas meninas e jovens mulheres n\u00e3o frequentem (as redes)\u201d.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Um dado importante destacado por Andrade \u00e9 que\u00a0<strong>46% das v\u00edtimas contaram denunciar o ass\u00e9dio<\/strong>, um \u00edndice, segundo ela, muito bom porque revela o n\u00edvel de conscientiza\u00e7\u00e3o das brasileiras.<\/p>\n<h2>Ass\u00e9dio infantil<\/h2>\n<p>Entretanto, um dado preocupante levantado pela pesquisa foram\u00a0<strong>casos de ass\u00e9dios com meninas de 8 anos de idade<\/strong>. A maioria das entrevistadas (42%) revelou ter sofrido o primeiro ass\u00e9dio quando tinham entre 12 e 16 anos.<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cH\u00e1 relatos de primeiros ass\u00e9dio entre 8 e 11 anos. Em teoria, essas meninas nem poderiam estar em redes sociais, n\u00e3o deveriam ter perfil pois os termos de uso do Facebook e Instagram determinam a idade m\u00ednima de 13 anos. Mas a gente sabe que, na realidade, as crian\u00e7as est\u00e3o acessando e muitas vezes sem a supervis\u00e3o dos pais\u201d, exp\u00f5e Andrade.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h2>Seguran\u00e7a de dados<\/h2>\n<p>Cada vez mais \u00e9 fundamental discutir a\u00a0<strong>seguran\u00e7a no uso da internet e das redes sociais<\/strong>, sobretudo, quando os usu\u00e1rios s\u00e3o adolescentes e crian\u00e7as. Ali\u00e1s, esse grupo nem deveria ter acesso \u00e0 internet sem a\u00a0<strong>supervis\u00e3o dos pais ou respons\u00e1veis.<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>exposi\u00e7\u00e3o nas redes<\/strong>\u00a0pode trazer consequ\u00eancias desastrosas e para a toda a vida de uma crian\u00e7a ou adolescente. Pais, respons\u00e1veis e educadores precisam falar abertamente com as crian\u00e7as e jovens sobre esse tema, conforme j\u00e1 alertamos aqui:<\/p>\n<p>Est\u00e1 comprovado que\u00a0<strong>n\u00e3o existe seguran\u00e7a nas redes sociais<\/strong>, haja vista o caso Snowden e WikiLeak. Os document\u00e1rio da Netflix \u201c<a href=\"https:\/\/www.greenme.com.br\/viver\/arte-e-cultura\/47460-o-dilema-das-redes\/\">O dilema das redes<\/a>\u201d tamb\u00e9m exp\u00f5e isso claramente, assim como o document\u00e1rio dispon\u00edvel na Globo Play \u201cEles est\u00e3o entre n\u00f3s\u201d,\u00a0 que mostra a alian\u00e7a pol\u00edtica entre religiosos e a Cambridge Analytica e suas empresas de fachada que mudaram o\u00a0<strong>equil\u00edbrio da pol\u00edtica contempor\u00e2nea<\/strong>\u00a0no mundo todo.<\/p>\n<p>Existem algumas\u00a0<strong>formas de minimizar a exposi\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0nas redes sociais \u00e0s crian\u00e7as?<\/p>\n<p>N\u00f3s tamb\u00e9m publicamos aqui, um minguia para proteger as crian\u00e7as dos abusos on line.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 fundamental acompanhar os passos dos filhos<\/strong>\u00a0nas redes sociais e educ\u00e1-los, tamb\u00e9m, para a conviv\u00eancia na vida on line.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses do mundo mais violentos para as mulheres. 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