{"id":135146,"date":"2020-10-10T07:27:17","date_gmt":"2020-10-10T10:27:17","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=135146"},"modified":"2020-10-10T07:27:17","modified_gmt":"2020-10-10T10:27:17","slug":"mapeamento-de-toxinas-produzidas-por-anemonas-de-tubo-revela-moleculas-com-potencial-farmacologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mapeamento-de-toxinas-produzidas-por-anemonas-de-tubo-revela-moleculas-com-potencial-farmacologico\/","title":{"rendered":"Mapeamento de toxinas produzidas por an\u00eamonas-de-tubo revela mol\u00e9culas com potencial farmacol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/toxina.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-135147\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/toxina-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/toxina-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/toxina.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos conclu\u00edram o primeiro mapeamento das toxinas produzidas pelas an\u00eamonas-de-tubo \u2013 fam\u00edlia de animais marinhos da mesma classe das an\u00eamonas comuns, \u00e1guas-vivas e corais. As an\u00e1lises revelaram toxinas com potencial de agir no sistema nervoso, na circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea e na parede de c\u00e9lulas, entre outras fun\u00e7\u00f5es, o que abre caminho para a descoberta de novos medicamentos.<\/p>\n<p>\u201cPor muito tempo, as an\u00eamonas-de-tubo e as an\u00eamonas comuns foram classificadas como pertencentes \u00e0 mesma fam\u00edlia. Desde 2014, no entanto, nosso grupo tem mostrado que, fora a anatomia externa, elas s\u00e3o muito diferentes em comportamento, ciclo de vida e outras caracter\u00edsticas. Ent\u00e3o pensamos que as toxinas produzidas por elas tamb\u00e9m seriam diferentes\u201d, explica\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/171695\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">S\u00e9rgio Stampar<\/a><\/strong>, professor da Faculdade de Ci\u00eancias e Letras da Universidade Estadual Paulista (FCL-Unesp) em Assis e coordenador do estudo, cujos resultados foram\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.mdpi.com\/1660-3397\/18\/8\/413\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">publicados<\/a><\/strong>\u00a0na revista\u00a0<i>Marine Drugs<\/i><\/p>\n<p>O trabalho contou com apoio da FAPESP por meio de tr\u00eas projetos (<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/92118\/evolucao-e-diversidade-de-ceriantharia-cnidaria\/?q=15\/24408-4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">15\/24408-4<\/a><\/strong>,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/106286\/padroes-reprodutivos-comportamentais-e-genomicos-em-ceriantharia-cnidaria-um-passo-para-a-compre\/?q=19\/03552-0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">19\/03552-0<\/a><\/strong>\u00a0e\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/96826\/effects-of-diet-and-diel-lighting-on-expression-of-venom-diversity-in-two-species-of-tube-dwelling-a\/?q=17\/50028-0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">17\/50028-0<\/a><\/strong>) e foi conduzido em colabora\u00e7\u00e3o com cientistas das universidades norte-americanas do Kansas, Carolina do Norte em Charlotte e Florida Southern College.<\/p>\n<p>Os pesquisadores retiraram amostras dos tent\u00e1culos dos animais e extra\u00edram o RNA, que em seguida foi sequenciado. Softwares de bioinform\u00e1tica possibilitaram classificar a maior parte de tudo que foi transcrito, agrupando em fam\u00edlias de toxinas. As an\u00e1lises apontaram a exist\u00eancia de 525 genes relacionados a essas subst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>As toxinas fazem parte de fam\u00edlias encontradas tamb\u00e9m em \u00e1guas-vivas, conhecidas por terem venenos que causam desde queimaduras at\u00e9 a morte de humanos. Al\u00e9m disso, uma vez que os tent\u00e1culos fazem parte do processo digestivo das an\u00eamonas e das an\u00eamonas-de-tubo, os pesquisadores esperavam encontrar mais compostos semelhantes entre os dois grupos.<\/p>\n<p>No entanto, mais do que subst\u00e2ncias usadas na digest\u00e3o, as an\u00eamonas-de-tubo produzem neurotoxinas e outras subst\u00e2ncias que afetam a circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea e destroem a parede celular, caracter\u00edsticas de toxinas usadas para matar presas e se defender de predadores.<\/p>\n<p>\u201cO mais curioso \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 relatos de acidentes com esses animais. Eu mesmo j\u00e1 manipulei essas esp\u00e9cies com as m\u00e3os desprotegidas algumas vezes e nunca senti sequer uma ard\u00eancia. Ainda n\u00e3o sabemos por que, mesmo tendo um arsenal t\u00f3xico bastante apurado, ele n\u00e3o tem a\u00e7\u00e3o contra n\u00f3s\u201d, diz Stampar.<\/p>\n<p><b>Diversidade de toxinas<\/b><\/p>\n<p>Na esp\u00e9cie\u00a0<i>Isarachnanthus nocturnus<\/i>, encontrada no Brasil, foram descobertas toxinas similares \u00e0s da vespa-do-mar (<em>Chironex fleckeri<\/em>), esp\u00e9cie de medusa australiana capaz de matar um ser humano com seu veneno, que forma poros na parede das c\u00e9lulas. Recentemente, o grupo de Stampar realizou o sequenciamento do genoma mitocondrial da\u00a0<i>I. nocturnus<\/i>\u00a0\u2013 o maior j\u00e1 encontrado em um animal (<i>leia mais em:\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/30478\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">agencia.fapesp.br\/30478<\/a><\/strong><\/i>).<\/p>\n<p>Uma das hip\u00f3teses para a diversidade de toxinas na esp\u00e9cie est\u00e1 no fato de ela passar muito mais tempo na fase larval \u2013 cerca de quatro meses \u2013 do que outras an\u00eamonas-de-tubo, que vagam por dois ou tr\u00eas dias na coluna d\u2019\u00e1gua antes de se fixarem no leito marinho. Assim como os corais, an\u00eamonas e an\u00eamonas-de-tubo passam a maior parte da vida fixadas no ch\u00e3o. O tempo estendido interagindo com predadores pode ter feito a\u00a0<i>I. nocturnus<\/i>\u00a0desenvolver defesas mais eficientes do que as outras esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Junto com a\u00a0<i>Ceriantheomorphe brasiliensis<\/i>, a esp\u00e9cie \u00e9 uma das duas encontradas no Brasil que fizeram parte do estudo. Tamb\u00e9m integram a pesquisa a\u00a0<i>Pachycerianthus borealis<\/i>, origin\u00e1ria da Am\u00e9rica do Norte, e\u00a0a\u00a0<i>Pachycerianthus maua,<\/i>\u00a0encontrada no Mar Vermelho, no Golfo de Aden e na costa da Tanz\u00e2nia.<\/p>\n<p>As toxinas mais diversas nas quatro esp\u00e9cies foram as hemost\u00e1ticas e hemorr\u00e1gicas. Parte de fam\u00edlias de toxinas produzidas por r\u00e9pteis pe\u00e7onhentos, uma das encontradas \u00e9 similar \u00e0 presente na pe\u00e7onha do drag\u00e3o-de-komodo (<i>Varanus komodoensis<\/i>), que a usa para matar mam\u00edferos maiores do que ele mesmo.<\/p>\n<p>Toxinas com capacidade de alterar a circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea t\u00eam potencial para gerar medicamentos para problemas cardiovasculares. O captopril, por exemplo, usado para tratar hipertens\u00e3o, \u00e9 derivado do veneno da jararaca (<i>Bothrops jararaca<\/i>).<\/p>\n<p>Foram encontradas ainda toxinas relacionadas \u00e0 imunidade inata, provavelmente a pat\u00f3genos, al\u00e9m de inibidores de protease, mesma fam\u00edlia usada, por exemplo, em medicamentos antirretrovirais, como contra o v\u00edrus HIV.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante lembrar que, como os organismos marinhos est\u00e3o na Terra h\u00e1 muito mais tempo do que n\u00f3s, eles t\u00eam um arsenal qu\u00edmico muito mais elaborado. Ao longo da evolu\u00e7\u00e3o, acabaram refinando as defesas contra v\u00edrus, bact\u00e9rias e mesmo contra tumores. Isolar essas subst\u00e2ncias pode ser muito interessante para n\u00f3s\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>Uma das toxinas identificadas j\u00e1 est\u00e1 sendo testada em c\u00e9lulas de tumores de mama por\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/47357\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Karina Alves de Toledo<\/a><\/strong>, tamb\u00e9m professora da FCL-Unesp. Os resultados, ainda preliminares, t\u00eam sido promissores e sugerem que o composto pode matar as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas sem prejudicar as saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>Atualmente, a prospec\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas advindas da biodiversidade marinha \u00e9 um dos ramos mais promissores da biotecnologia, com estimativas de movimentar em torno de US$ 6,4 bilh\u00f5es at\u00e9 2025. O antiviral redemsivir, usado contra os v\u00edrus do ebola e recentemente autorizado para tratamento da COVID-19 nos Estados Unidos, por exemplo, \u00e9 feito a partir de uma subst\u00e2ncia encontrada em esponjas-do-mar e um tratamento completo pode custar entre US$ 2 mil e US$ 3 mil naquele pa\u00eds.<\/p>\n<p><b>Descri\u00e7\u00e3o de quatro novas esp\u00e9cies<\/b><\/p>\n<p>Em outro trabalho recente,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/journals.australian.museum\/stampar-2020-rec-aust-mus-723-81100\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">publicado<\/a><\/strong>\u00a0na revista\u00a0<i>Records of the Australian\u00a0Museum<\/i>, Stampar e colaboradores da Austr\u00e1lia e da Nova Zel\u00e2ndia descreveram tr\u00eas novas esp\u00e9cies de an\u00eamonas-de-tubo daquela regi\u00e3o e uma da Ant\u00e1rtica. Esta \u00faltima, a\u00a0<i>Pachycerianthus antarcticus<\/i>, \u00e9 a esp\u00e9cie mais ao sul de que se tem registro. Antes dela, uma an\u00eamona-de-tubo da Argentina, descrita tamb\u00e9m pelo grupo de Stampar, era a mais austral conhecida.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie australiana \u00e9 uma das menores esp\u00e9cies de an\u00eamona-de-tubo j\u00e1 descritas. Com cerca de cinco cent\u00edmetros de comprimento \u2013 enquanto as outras t\u00eam normalmente de 30 a 40 cent\u00edmetros \u2013 a\u00a0<i>Ceriantheopsis microbotanica<\/i>\u00a0\u00e9 end\u00eamica das \u00e1guas rasas da Botany Bay, pequena ba\u00eda onde fica o aeroporto de Sidney.<\/p>\n<p>\u201cO material estava guardado h\u00e1 alguns anos no museu, resultado de uma dragagem para a amplia\u00e7\u00e3o da pista do aeroporto. Nos primeiros exemplares que analisei, pensei estar lidando com juvenis, mas quando analisei as estruturas sexuais deu para ver que eram indiv\u00edduos adultos. Talvez seja alguma adapta\u00e7\u00e3o a uma regi\u00e3o de \u00e1guas escuras e pouco convidativas\u201d, conta Stampar, que realizou o trabalho durante o tempo que atuou como pesquisador visitante no Australian Museum, como parte de um\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/99170\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">projeto<\/a><\/strong>\u00a0financiado pela FAPESP.<\/p>\n<p>Nesse meio tempo, uma pesquisadora da Nova Zel\u00e2ndia entrou em contato pedindo ajuda na descri\u00e7\u00e3o de duas esp\u00e9cies daquele pa\u00eds. Curiosamente, um dos animais \u00e9 bastante comum, a ponto de ser registrado constantemente em fotos por mergulhadores. No entanto, a\u00a0<i>Pachycerianthus fiordlandensis<\/i>\u00a0ainda n\u00e3o havia sido descrita. Por outro lado, a segunda esp\u00e9cie neozelandesa,\u00a0<i>Ceriantheopsis zealandiaensis<\/i>, foi descrita a partir de dois \u00fanicos esp\u00e9cimes colhidos na regi\u00e3o conhecida como Fiordland. As an\u00eamonas-de-tubo atualmente consistem em 57 esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<i>Transcriptomic Analysis of Four Cerianthid (Cnidaria, Ceriantharia) Venoms<\/i>\u00a0pode ser lido em:\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.mdpi.com\/1660-3397\/18\/8\/413\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.mdpi.com\/1660-3397\/18\/8\/413<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o das quatro novas esp\u00e9cies da Oceania e Ant\u00e1rtica pode ser lida no artigo\u00a0<i>Ceriantharia (Cnidaria) from Australia, New Zealand and Antarctica with descriptions of four new species<\/i>\u00a0dispon\u00edvel em:\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/journals.australian.museum\/stampar-2020-rec-aust-mus-723-81100\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/journals.australian.museum\/stampar-2020-rec-aust-mus-723-81100<\/a><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos conclu\u00edram o primeiro mapeamento das toxinas produzidas pelas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":135147,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/toxina.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/toxina-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/toxina-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/toxina.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/toxina.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/toxina.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/toxina.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/toxina.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/toxina.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/toxina.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos conclu\u00edram o primeiro mapeamento das toxinas produzidas pelas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135146"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=135146"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135146\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/135147"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=135146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=135146"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=135146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}