{"id":135004,"date":"2020-10-07T08:35:49","date_gmt":"2020-10-07T11:35:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=135004"},"modified":"2020-10-07T08:35:49","modified_gmt":"2020-10-07T11:35:49","slug":"exclusivo-espaco-ecologico-publica-artigo-de-vanda-de-claudino-sales-sobre-as-dunas-de-fortaleza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/exclusivo-espaco-ecologico-publica-artigo-de-vanda-de-claudino-sales-sobre-as-dunas-de-fortaleza\/","title":{"rendered":"EXCLUSIVO: Espa\u00e7o Ecol\u00f3gico publica artigo de Vanda de Claudino-Sales sobre as dunas de Fortaleza"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/vanda_claudino.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-116481 alignleft\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/vanda_claudino.jpg\" alt=\"\" width=\"301\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/vanda_claudino.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/vanda_claudino-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 301px) 100vw, 301px\" \/><\/a>A doutora em Geografia pela Universidade Paris-Sorbonne, Fran\u00e7a, Vanda de Claudino-Sales escreveu artigo sobre a situa\u00e7\u00e3o ambiental das dunas de Fortaleza.<\/p>\n<p>Confira o texto na \u00edntegra:<\/p>\n<p><strong>Fortaleza, uma hist\u00f3ria de dunas destru\u00eddas\u2026.<\/strong><\/p>\n<p>Por Vanda de Claudino-Sales*<\/p>\n<p>Dunas costeiras s\u00e3o formas de relevo criadas pela a\u00e7\u00e3o do vento, que mobiliza areias dispon\u00edveis nas praias e as acumulam na forma de c\u00f4moros de alturas variadas no interior da zona costeira. Elas podem ser m\u00f3veis (com migra\u00e7\u00e3o cont\u00ednua das areias), fixas (associadas \u00e0 presen\u00e7a de cobertura vegetal costeira, que imobiliza os sedimentos) e semifixas (com encostas ou dorsos parcialmente m\u00f3veis, parcialmente fixos). Dentre esses tipos de dunas se situam as dunas parab\u00f3licas.<\/p>\n<p>As dunas parab\u00f3licas t\u00eam forma em meia lua, ou croissant, com bra\u00e7os dispostos longitudinalmente \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do vento principal, antecedendo o corpo principal da duna. Tais tipos de dunas potencializam a forma\u00e7\u00e3o de geoambientes e ecossistemas particulares, pois no seu interior comumente ocorrem lagoas costeiras, que evoluem com o vento removendo areias at\u00e9 atingir o n\u00edvel do len\u00e7ol fre\u00e1tico, o qual ent\u00e3o aflora.<\/p>\n<p>Fortaleza, quando da chegada dos portugueses nos anos 1.500, era um s\u00f3 campo de dunas parab\u00f3licas de grande express\u00e3o Essas dunas eram milenares: com efeito, as dunas do litoral de Fortaleza foram datadas por n\u00f3s como tendo idade em torno de 1.900 anos. Mas, a cidade cresceu, do ponto de vista urbano, \u00e0s custas da destrui\u00e7\u00e3o do seu patrim\u00f4nio e paisagens naturais. Riachos, c\u00f3rregos, cobertura vegetal nativa, campos de dunas e praias, foram simplesmente desaparecendo ao longo do processo evolutivo hist\u00f3rico de crescimento de sua malha urbana. Nesse percurso hist\u00f3rico, o campo de dunas foi sendo reduzido paulatinamente.<\/p>\n<p>A partir da d\u00e9cada de 1970, a destrui\u00e7\u00e3o ampliou-se, atrav\u00e9s de desmatamento e terraplanagem, visando a constru\u00e7\u00e3o de vias de circula\u00e7\u00e3o, edif\u00edcios residenciais e at\u00e9 uso das areias na constru\u00e7\u00e3o civil. Apesar da diminui\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica da paisagem dunar, que coloca as dunas em Fortaleza em situa\u00e7\u00e3o de remanescentes residuais, a destrui\u00e7\u00e3o dos terrenos de dunas continua ocorrendo. Na atualidade, restam os setores da Praia do Futuro, Cidade 2000 e Praia da Sabiaguaba, no litoral leste da cidade, como \u00faltimos remanescentes de terrenos dunares n\u00e3o completamente degradados, o que representa algo em torno de 17% da cobertura original, segundo os dados do IBAMA de 2018 e da Superintend\u00eancia Estadual do Meio Ambiente do Ceara, de 2015.<\/p>\n<p>O grau de altera\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica dos resqu\u00edcios dunares nas Dunas do Coc\u00f3, Cidade 2000 e Praia do Futuro n\u00e3o permite mais identificar toda a riqueza dos recursos h\u00eddricos superficiais e vegetacionais que antes caracterizavam esse sistema dunar. Trabalhos de campo realizados na \u00e1rea indicam no entanto a exist\u00eancia de olhos d\u2019agua, lagoas interdunares, \u00e1reas alagadas e cobertura vegetal desenvolvida, representando ecossistema ativo e importante no contexto da cidade (Figuras 1,2,3,4,5).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-135005\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas1.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas1.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Figura 1. Aspecto geral do campo de dunas do entorno da Cidade 2000. Duna parab\u00f3lica do tipo fixa, comportando vegeta\u00e7\u00e3o arb\u00f3rea bem desenvolvida, a qual cria ecossistema hoje at\u00edpico no ambiente urbano de Fortaleza. Esses elementos residuais s\u00e3o importantes no sentido da cria\u00e7\u00e3o de clima local ameno e controle de cheias. Foto: Vanda Claudino Sales, novembro de 2019.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-135006\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas2.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"176\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas2.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas2-300x83.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Figura 2. \u00c1rea alagada no interior do campo de dunas do entorno da Cidade 2000, representando um resqu\u00edcio das cole\u00e7\u00f5es de \u00e1guas superficiais, do tipo lagoas interdunares, que outrora pontuavam a regi\u00e3o. Foto: Vanda Claudino Sales, novembro de 2019<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-135007\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas3.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas3.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas3-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Figura 3. Campo de dunas da Praia do Futuro, representando dunas parab\u00f3licas fixas que j\u00e1 foram degradadas, tendo ocorrido retirada da vegeta\u00e7\u00e3o primaria e terraplanagem relativa em d\u00e9cadas anteriores. A vegeta\u00e7\u00e3o costeira rasteira voltou a colonizar a \u00e1rea como vegeta\u00e7\u00e3o pioneira. Foto: Vanda Claudino Sales, novembro de 2019.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas4.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-135008\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas4.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas4.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas4-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Figura 4. Duna parab\u00f3lica semifixa no campo de dunas residuais da Praia do Futuro, relativamente conservada, que permitiria a realiza\u00e7\u00e3o de atividades educativas e l\u00fadicas, se fosse definitivamente preservada e tivesse usos planejados e monitorados. Foto: Vanda Claudino Sales, novembro de 2019<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas5.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-135009\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas5.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"479\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas5.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dunas5-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Figura 5. Dunas do Coc\u00f3, com vest\u00edgios da vegeta\u00e7\u00e3o nativa que colonizava a fei\u00e7\u00e3o, do tipo parab\u00f3lica semifixa. Foto: Vanda Claudino Sales, outubro de 2019<\/p>\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o das dunas em Fortaleza vem colocando a cidade em contexto de permanente estresse ambiental, dado o elevado grau de impermeabiliza\u00e7\u00e3o dos terrenos que essa pr\u00e1tica imp\u00f5e. A impermeabiliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m diminui o reabastecimento dos len\u00e7\u00f3is subterr\u00e2neos, e j\u00e1 \u00e9 not\u00e1vel, em alguns setores de Fortaleza, a diminui\u00e7\u00e3o dos espelhos d\u2019\u00e1gua de lagoas, tais como as Lagoas do Papicu e Lagoa da Precabura, por diminui\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o normal a partir do subsolo.<\/p>\n<p>Os recursos h\u00eddricos est\u00e3o assim diminuindo, desaparecendo ou sendo amplamente degradados. Considerando o fato da pequena altitude dos terrenos locais e a aus\u00eancia de desnivelamentos topogr\u00e1ficos expressivos, a ocorr\u00eancia de enchentes urbanas vem sendo, ent\u00e3o, frequente. Tais fatos implicam em desconforto urbano e preju\u00edzos materiais, tanto para a popula\u00e7\u00e3o quanto para as estruturas urbanas (avenidas esburacadas, cal\u00e7adas danificadas, galerias pluviais atulhadas por sedimentos e res\u00edduos urbanos, alagamentos causadores de problemas de sa\u00fade p\u00fablica, ac\u00famulo e\/ou distribui\u00e7\u00e3o de lixo urbano). Esses problemas acabam sacrificando a popula\u00e7\u00e3o duplamente: geram inc\u00f4modos enquanto est\u00e3o ocorrendo e h\u00e1 perda de investimentos em outros setores sociais, como educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, transportes, j\u00e1 que recurso ter\u00e3o que ser redirecionados para a recupera\u00e7\u00e3o do que foi danificado pelas enchentes.<\/p>\n<p>Tais mudan\u00e7as no quadro ambiental traduzem-se por modifica\u00e7\u00e3o acentuada no clima urbano, e ilhas de calor v\u00eam sendo detectadas em alguns bairros. A temperatura vem tamb\u00e9m aumentando nos \u00faltimos anos, ocorrendo em algumas \u00e1reas valores est\u00e1veis de aumento da ordem de quase 4 graus cent\u00edgrados. Para se ter uma ideia da gravidade dessa situa\u00e7\u00e3o, as modeliza\u00e7\u00f5es do Painel Intergovenamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas &#8211; IPPC, da ONU, que vem realizando progn\u00f3sticos e criando cen\u00e1rios futuros em termos de aquecimento global, indica um aumento da ordem de 1 grau para os pr\u00f3ximos dec\u00eanios, o que j\u00e1 implica em desastres ambientais. Ora, Fortaleza j\u00e1 apresenta valor tr\u00eas vezes maior do que o apontando para a m\u00e9dia global pelo IPCC.<\/p>\n<p>As dunas parab\u00f3licas, seus recursos h\u00eddricos e os ecossistemas que criam, jamais voltar\u00e3o a se desenvolver na zona litor\u00e2nea de Fortaleza, em fun\u00e7\u00e3o da inexist\u00eancia de espa\u00e7o para acomoda\u00e7\u00e3o de areias nos dias atuais. Na realidade, considerando-se o atual ritmo e forma de ocupa\u00e7\u00e3o da zona costeira regional com grandes complexos tur\u00edsticos e constru\u00e7\u00f5es sem crit\u00e9rios ambientais, pode-se seguramente considerar que tais relevos jamais voltar\u00e3o a ser produzidos em toda a extens\u00e3o da zona costeira do Nordeste do Brasil. Em adi\u00e7\u00e3o, a continuar esse ritmo de ocupa\u00e7\u00e3o, as formas existentes fatalmente desaparecer\u00e3o, perdendo- se para sempre paisagens naturais que a hist\u00f3ria geol\u00f3gica demandou milhares de anos para construir.<\/p>\n<p>Nesse sentido, urge encontrar caminhos legais e jur\u00eddicos capazes de proteger em car\u00e1ter definitivo esses resqu\u00edcios de dunas do litoral de Fortaleza. A preserva\u00e7\u00e3o dessas formas dunares \u00e9 essencial para a manuten\u00e7\u00e3o do registro das ocorr\u00eancias naturais da morfologia primitiva na cidade. As \u00e1reas preservadas forneceriam em car\u00e1ter permanente um ref\u00fagio para um grande n\u00famero de esp\u00e9cies animais da flora e fauna costeira regional e local, e seriam garantiria de uma melhor qualidade de vida para a popula\u00e7\u00e3o, o que se faz absolutamente necess\u00e1rio e urgente.<\/p>\n<p>*Vanda de Claudino-Sales \u00e9 doutora em Geografia pela Universidade Paris-Sorbonne, Fran\u00e7a. Professora aposentada do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Cear\u00e1 e professora visitante da Universidade Estadual Vale do Acara\u00fa \u2013 UVA, Cear\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A doutora em Geografia pela Universidade Paris-Sorbonne, Fran\u00e7a, Vanda de Claudino-Sales escreveu artigo sobre a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":116481,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/vanda_claudino.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/vanda_claudino-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/vanda_claudino-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/vanda_claudino.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/vanda_claudino.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/vanda_claudino.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/vanda_claudino.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/vanda_claudino.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/vanda_claudino.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/vanda_claudino.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A doutora em Geografia pela Universidade Paris-Sorbonne, Fran\u00e7a, Vanda de Claudino-Sales escreveu artigo sobre a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135004"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=135004"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135004\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/116481"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=135004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=135004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=135004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}