{"id":134939,"date":"2020-10-05T15:00:05","date_gmt":"2020-10-05T18:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=134939"},"modified":"2020-10-05T09:58:32","modified_gmt":"2020-10-05T12:58:32","slug":"araras-azuis-sobrevivem-ao-fogo-mas-alimento-queimou-e-extincao-e-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/araras-azuis-sobrevivem-ao-fogo-mas-alimento-queimou-e-extincao-e-risco\/","title":{"rendered":"Araras-azuis sobrevivem ao fogo, mas alimento queimou e extin\u00e7\u00e3o \u00e9 risco"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/araras.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-134940\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/araras-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/araras-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/araras.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A popula\u00e7\u00e3o de araras-azuis no Pantanal de Mato Grosso, mais especificamente na Fazenda S\u00e3o Francisco do Perigara, em Bar\u00e3o do Melga\u00e7o (MT), que \u00e9 considerado santu\u00e1rio da esp\u00e9cie, praticamente n\u00e3o foi alterada com a queimada no local em agosto. Apesar da devasta\u00e7\u00e3o, os animais conseguiram se livrar.<\/p>\n<p>Neiva Guedes, presidente do Instituto Arara Azul, voltou esta semana da fazenda, e contou que apesar do estrago provocado pelo fogo, os animais, assim como outras esp\u00e9cies de aves e mam\u00edferos, est\u00e3o conseguindo sobreviver. A d\u00favida \u00e9 at\u00e9 quando haver\u00e1 alimentos para todos.<\/p>\n<p>Grande parte das \u00e1rvores de acuri, palmeira cujo fruto \u00e9 o principal na alimenta\u00e7\u00e3o das araras-azuis, foi queimada com o fogo que devastou 92% do territ\u00f3rio da fazenda. Com isso, propriet\u00e1rios e o instituto t\u00eam recolhido cachos do alimento em outros locais e disponibilizado em alguns espa\u00e7os para acesso dos animais.<\/p>\n<p>Segundo Neiva, apesar da popula\u00e7\u00e3o no local parecer intocada ap\u00f3s o fogo \u2013 a propriedade responde por pelo menos 15% de toda popula\u00e7\u00e3o de 6,5 mil araras-azuis no mundo \u2013 o risco de extin\u00e7\u00e3o permanece, j\u00e1 que o fogo colocou em risco a alimenta\u00e7\u00e3o dessas aves.<\/p>\n<p>Ela afirma que outro ponto negativo do p\u00f3s-fogo na fazenda \u00e9 a aus\u00eancia de tr\u00eas dos seis ninhos de araras-azuis que foram identificados no local em 2018. No trabalho de campo realizado na semana passada, apenas tr\u00eas foram encontrados.<\/p>\n<p>\u00c1rea de alimenta\u00e7\u00e3o das araras na fazenda completamente queimadas. (Foto: Instituto Arara Azul)<\/p>\n<p>\u201cO cen\u00e1rio (risco de estar amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o) n\u00e3o mudou, apesar das araras continuarem na fazenda. O fogo teve um impacto muito grande na \u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o desses animais, \u00e9 imenso. As araras est\u00e3o espalhadas e isso certamente vai afetar na sua reprodu\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Dessa forma, somente o trabalho a partir de agora vai mostrar se as araras-azuis ser\u00e3o capazes de sobreviver a esse momento de escassez e n\u00e3o entrarem novamente em risco de extin\u00e7\u00e3o, ou se sucumbir\u00e3o. At\u00e9 porque, h\u00e1 outros animais que dependem dos mesmos frutos e \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o das araras e n\u00e3o se sabe se o que sobrou ser\u00e1 suficiente para todos.<\/p>\n<p>Em Mato Grosso do Sul, o Ref\u00fagio Ecol\u00f3gico Caiman, em Miranda, \u00e9 o principal local de reprodu\u00e7\u00e3o da ave.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o de araras-azuis no mundo \u00e9 de 6,5 mil indiv\u00edduos, sendo cerca de 5,3 mil no Brasil, principalmente no Pantanal. Os demais est\u00e3o localizados na Bol\u00edvia. &#8211;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o de araras-azuis no Pantanal de Mato Grosso, mais especificamente na Fazenda S\u00e3o Francisco<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":134940,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/araras.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/araras-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/araras-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/araras.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/araras.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/araras.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/araras.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/araras.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/araras.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/araras.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A popula\u00e7\u00e3o de araras-azuis no Pantanal de Mato Grosso, mais especificamente na Fazenda S\u00e3o Francisco","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134939"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134939"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134939\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/134940"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134939"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134939"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134939"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}