{"id":13493,"date":"2015-01-04T15:05:36","date_gmt":"2015-01-04T15:05:36","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=13493"},"modified":"2015-01-04T15:05:36","modified_gmt":"2015-01-04T15:05:36","slug":"papagaio-da-cara-roxa-uma-especie-resgatada-e-que-sai-da-lista-de-especies-ameacadas-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/papagaio-da-cara-roxa-uma-especie-resgatada-e-que-sai-da-lista-de-especies-ameacadas-de-extincao\/","title":{"rendered":"Papagaio da cara roxa, uma esp\u00e9cie resgatada e que sai da lista de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/papagaio_cara_roxa.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-13494\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/papagaio_cara_roxa-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/papagaio_cara_roxa-300x191.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/papagaio_cara_roxa.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por Maria Tereza Jorge P\u00e1dua*<\/p>\n<p>Que not\u00edcia excelente, o papagaio de cara roxa, <em>Amazona brasiliensis<\/em>, saiu da lista de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o! Como tantos outros animais, ele estava nesta lista principalmente pela destrui\u00e7\u00e3o de seus habitats em sua \u00e1rea de ocorr\u00eancia e a retirada de filhotes para o tr\u00e1fico de animais silvestres. Esta boa not\u00edcia contrasta com aquela outra, triste, que mostra que o n\u00famero de animais amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o no Brasil aumentou 75% entre 2003 e 2014.<\/p>\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o de habitats ou o desmatamento onde ocorre o guanandi, <em>Calophyllum brasiliense &#8212;<\/em> \u00e1rvore por eles utilizada como dormit\u00f3rio e para fazer seus ninhos &#8212; foram os grandes respons\u00e1veis pelo seu quase desaparecimento no passado. Como acaba de ser demonstrado, o desmatamento da Mata Atl\u00e2ntica continua com muita intensidade, e alcan\u00e7ou 9% entre 2012-2013. De outra parte, at\u00e9 os dias de hoje, principalmente no estado de S\u00e3o Paulo, muita gente quer um papagaio desses para manter em casa, como animal de estima\u00e7\u00e3o. Por mais belos que sejam, esta pr\u00e1tica condena esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>O papagaio de cara roxa \u00e9 end\u00eamico da mata atl\u00e2ntica, mas ocorre somente nos estados de S\u00e3o Paulo e Paran\u00e1. Ele mereceu o olhar cientifico e s\u00e9rio da ONG Sociedade de Pesquisa da Vida Selvagem (SPVS). Em 1998 come\u00e7aram as pesquisas e o monitoramento. E em 2003 eles iniciaram a coloca\u00e7\u00e3o de ninhos artificiais para facilitar a reprodu\u00e7\u00e3o segura de filhotes. Ninhos feitos com madeira e PVC. De 872 ninhos, 520 tiveram sucesso.<\/p>\n<p>Este trabalho por tantos anos est\u00e1 restrito principalmente ao estado do Paran\u00e1, mas, tamb\u00e9m, em menor escala, ao estado de S\u00e3o Paulo. A popula\u00e7\u00e3o atingiu 6.500 indiv\u00edduos e ocorre em uma \u00e1rea de quase 50 unidades de conserva\u00e7\u00e3o decretadas ou reconhecidas, no caso de RPPNs. Por isso, os fazedores da lista vermelha de esp\u00e9cies amea\u00e7adas j\u00e1 n\u00e3o os veem como amea\u00e7ados. Alguns cientistas duvidam de que o resultado seja duradouro. Entretanto, o logro \u00e9 alentador, embora seja fato que a esp\u00e9cie n\u00e3o voltar\u00e1 a ter o status anterior.<\/p>\n<p>O sucesso se deve ao esfor\u00e7o duro de institui\u00e7\u00f5es e pessoas. Cabe ressaltar que nunca teria ocorrido sem o pr\u00e9vio estabelecimento de numerosas unidades de conserva\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, ou seja, nas costas do Paran\u00e1 e S\u00e3o Paulo, principalmente as insulares, como o Parque Nacional do Superagui, a Ilha do Mel e do Pinheiro, a Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica de Guaraque\u00e7aba, o Parque Estadual da Ilha do Cardoso e a APA de Guaraque\u00e7aba. Isso \u00e9 m\u00e9rito do governo federal e em especial do estadual. Assim mesmo, \u00e9 preciso destacar o esfor\u00e7o dos particulares em criar RPPNs, que est\u00e3o fazendo um papel importante como corredores entre as \u00e1reas protegidas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Os governos estaduais e o federal tamb\u00e9m colaboraram facilitando o esfor\u00e7o de entidades privadas, como a mencionada SPVS e das que financiaram essas pesquisas e opera\u00e7\u00f5es de resgate da popula\u00e7\u00e3o, principalmente a Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza, a Loro Parque e o FUNBIO. Para os financiadores, o que se quer \u00e9 isto: salvar as esp\u00e9cies que pretendem ajudar. Se n\u00e3o, porque financiar? E, \u00e0s vezes, fazem isso por d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>O sucesso se deve assim mesmo ao esfor\u00e7o e sacrif\u00edcio de muitas pessoas, dentre elas, a seriedade e o comprometimento de Guadalupe Vivekananda, diretora do Parque Nacional de Superagu\u00ec, para quem a defesa do papagaio \u00e9 uma parte da sua luta incans\u00e1vel para conservar o Parque. E, como sempre, o \u00eaxito tamb\u00e9m se deve aos guarda-parques, aos trabalhadores e \u00e0 crescente participa\u00e7\u00e3o e consci\u00eancia ambiental de muitos \u2013 embora ainda n\u00e3o de todos os vizinhos das \u00e1reas protegidas onde o papagaio vive.<\/p>\n<p>Viva! Salvou-se uma das 700 esp\u00e9cies de aves da regi\u00e3o. Com tantas not\u00edcias tristes na \u00e1rea ambiental, este sucesso nos anima, nos faz sonhar com um futuro mais bonito.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/media\/k2\/categories\/36.png\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"100\" \/>*Maria Tereza Jorge P\u00e1dua<\/strong> \u00e9 engenheira agr\u00f4noma, presidente da Associa\u00e7\u00e3o O Eco, membro do Conselho da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza e da comiss\u00e3o mundial de Parques Nacionais da UICN.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Maria Tereza Jorge P\u00e1dua* Que not\u00edcia excelente, o papagaio de cara roxa, Amazona brasiliensis,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13494,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/papagaio_cara_roxa.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/papagaio_cara_roxa-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/papagaio_cara_roxa-300x191.jpg",300,191,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/papagaio_cara_roxa.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/papagaio_cara_roxa.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/papagaio_cara_roxa.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/papagaio_cara_roxa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/papagaio_cara_roxa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/papagaio_cara_roxa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/papagaio_cara_roxa.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Maria Tereza Jorge P\u00e1dua* Que not\u00edcia excelente, o papagaio de cara roxa, Amazona brasiliensis,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13493"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13493"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13493\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13494"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}