{"id":134920,"date":"2020-10-05T12:00:50","date_gmt":"2020-10-05T15:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=134920"},"modified":"2020-10-05T08:36:12","modified_gmt":"2020-10-05T11:36:12","slug":"urbanizacao-e-agricultura-sao-os-usos-do-solo-que-mais-afetam-os-rios-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/urbanizacao-e-agricultura-sao-os-usos-do-solo-que-mais-afetam-os-rios-no-brasil\/","title":{"rendered":"Urbaniza\u00e7\u00e3o e agricultura s\u00e3o os usos do solo que mais afetam os rios no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/urbanizacao_agricultura.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-134921\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/urbanizacao_agricultura-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/urbanizacao_agricultura-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/urbanizacao_agricultura.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Brasil abriga o maior volume de \u00e1gua doce do mundo, mas essa reserva est\u00e1 se tornando mais escassa devido a fatores como mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, aumento do consumo e tratamento inadequado. Mais do que isso: as \u00e1guas dos rios brasileiros est\u00e3o perdendo qualidade por conta da falta de planejamento no uso do solo.<\/p>\n<p>Agricultura e urbaniza\u00e7\u00e3o s\u00e3o os tipos de atividade que mais preocupam, mas n\u00e3o s\u00f3. A minera\u00e7\u00e3o, apesar de ocupar pouco territ\u00f3rio, apresenta um alto potencial de dano \u00e0 qualidade dos mananciais, apontam os autores de uma pesquisa brasileira\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0301479720308094?dgcid=coauthor\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">publicada<\/a><\/strong>\u00a0no\u00a0<i>Journal of Environmental Management<\/i>.<\/p>\n<p>A revis\u00e3o foi liderada por\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/664929\/kaline-de-mello\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Kaline de Mello<\/a><\/strong>, bi\u00f3loga do Instituto de Bioci\u00eancias da Universidade de S\u00e3o Paulo (IB-USP)\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/176260\/elaboracao-de-mapa-de-areas-prioritarias-para-compensacao-de-reserva-legal-no-estado-de-sao-paulo-e\/?q=2017\/24028-2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">apoiada pela FAPESP<\/a><\/strong>, e contou com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), Universidade de Massachusetts e Universidade Estadual do Oregon, ambas nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O trabalho \u00e9 o primeiro a criar um panorama nacional sobre como cada tipo de uso do solo afeta os recursos h\u00eddricos nacionais. \u201cA maioria dos estudos faz proje\u00e7\u00f5es sobre os impactos da mudan\u00e7a do uso do solo na quantidade de \u00e1gua dispon\u00edvel, n\u00e3o na sua qualidade, ent\u00e3o n\u00e3o sabemos como estar\u00e1 a qualidade da \u00e1gua no pa\u00eds daqui a 30 anos\u201d, comenta\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/172310\/ricardo-hideo-taniwaki\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ricardo Hideo Taniwaki<\/a><\/strong>, da UFABC, um dos autores.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o, portanto, \u00e9 um ponto de partida para vislumbrar o futuro da \u00e1gua no pa\u00eds em diversos cen\u00e1rios, otimistas e pessimistas.<\/p>\n<p><b>Levantamento extenso<\/b><\/p>\n<p>A an\u00e1lise foi dividida em etapas. Na primeira, os autores obtiveram informa\u00e7\u00f5es sobre cobertura e uso da terra a partir da plataforma\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/mapbiomas.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mapbiomas<\/a><\/strong>. Nesse momento, foi poss\u00edvel observar a preserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa e a extens\u00e3o de atividades com poss\u00edvel impacto na qualidade da \u00e1gua: agricultura, pasto, silvicultura, minera\u00e7\u00e3o e urbaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cDepois, separamos os estudos que avaliaram em campo o efeito da atividade em quest\u00e3o nos rios pr\u00f3ximos a ela, nos diferentes biomas brasileiros\u201d, conta Mello. Entre os par\u00e2metros usados para medir a qualidade da \u00e1gua est\u00e3o a presen\u00e7a de coliformes fecais, sedimento, nitrog\u00eanio, f\u00f3sforo, metais pesados e outros poluentes.<\/p>\n<p>Em uma segunda fase, al\u00e9m da atividade em si, o grupo mostrou que a degrada\u00e7\u00e3o varia conforme a escala usada para avali\u00e1-la, e que isso deve ser levado em conta no planejamento de a\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na escala espacial, pode-se medir o efeito daquele tipo de atividade na margem do rio, exatamente no ponto de coleta da \u00e1gua, na faixa de vegeta\u00e7\u00e3o rip\u00e1ria (tamb\u00e9m conhecida como mata ciliar) ou em toda a bacia hidrogr\u00e1fica. \u201cDeste grupo, a an\u00e1lise da bacia hidrogr\u00e1fica parece refletir melhor a qualidade da \u00e1gua como um todo\u201d, pontua Taniwaki.<\/p>\n<p>J\u00e1 a escala temporal mostra a varia\u00e7\u00e3o de acordo com dados de temperatura, esta\u00e7\u00f5es do ano e per\u00edodos de chuva. \u201cIsso \u00e9 bem importante no cen\u00e1rio de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que vivemos, onde a previs\u00e3o \u00e9 de chuvas mais intensas e secas mais prolongadas e, se a atividade agr\u00edcola n\u00e3o tiver boas pr\u00e1ticas, o potencial de polui\u00e7\u00e3o dos rios e riachos \u00e9 maior\u201d, continua Taniwaki.<\/p>\n<p>Por fim, o grupo discute cen\u00e1rios poss\u00edveis projetados com modelos matem\u00e1ticos capazes de prever a qualidade futura da \u00e1gua. \u201cDestacamos modelos j\u00e1 dispon\u00edveis no Brasil que podem ser utilizados para simular o impacto de medidas positivas e negativas, bem como os dados que seriam necess\u00e1rios para isso\u201d, comenta Mello.<\/p>\n<p><b>Impacto por tipo de solo<\/b><\/p>\n<p>Atualmente, 28,8% do territ\u00f3rio brasileiro \u00e9 ocupado por pasto e agricultura, concentrados principalmente no Cerrado (42% do total) e na Floresta Atl\u00e2ntica (62%). \u201cNas \u00e1reas de pastagem, o solo \u00e9 compactado pelos animais, o que afeta a absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pelo solo, aumentando o escoamento superficial e faz com que uma maior quantidade de \u00e1gua e poluentes chegue ao corpo d\u2019\u00e1gua quando chove\u201d, destaca Mello.<\/p>\n<p>A agricultura tamb\u00e9m afeta a din\u00e2mica de escoamento, al\u00e9m de ser respons\u00e1vel por um grande aporte de poluentes como nitrog\u00eanio, f\u00f3sforo e outras subst\u00e2ncias qu\u00edmicas nos rios e riachos. \u201cVale lembrar que o Brasil \u00e9 um dos maiores consumidores de fertilizantes e agrot\u00f3xicos do mundo, o que gera um grande impacto nas \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas\u201d, continua a pesquisadora.<\/p>\n<p>Nas \u00e1reas urbanas h\u00e1 dois problemas principais. \u201cPrimeiro, a impermeabiliza\u00e7\u00e3o quase que total do solo, gra\u00e7as ao asfalto, ent\u00e3o tudo que fica ali, inclusive metais pesados, \u00e9 escoado para o rio quando chove, e n\u00e3o temos muitos programas de tratamento de \u00e1gua pluvial\u201d, aponta Taniwaki.<\/p>\n<p>Depois, apesar de ocuparem apenas 0,6% do solo do pa\u00eds, as cidades s\u00e3o grandes respons\u00e1veis pela degrada\u00e7\u00e3o das \u00e1guas por conta do esgoto n\u00e3o tratado, que despeja nos rios coliformes fecais, mat\u00e9ria org\u00e2nica e outros poluentes. Para se ter ideia, cerca de 48% da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o conta com coleta de esgoto em casa. E apenas 10% das 100 maiores cidades brasileiras tratam mais do que 80% do esgoto coletado.<\/p>\n<p>O padr\u00e3o \u201cpouco espa\u00e7o, muito estrago\u201d se repete no caso da minera\u00e7\u00e3o, atividade que sabidamente libera nos cursos de \u00e1gua metais pesados t\u00f3xicos aos humanos e \u00e0 fauna e flora locais. As recentes trag\u00e9dias nas barragens de Brumadinho (MG) e Mariana (MG) evidenciaram esses impactos.<\/p>\n<p>Depois do rompimento em Mariana, mais de 650 quil\u00f4metros do rio Doce, um dos mais importantes do pa\u00eds, foram polu\u00eddos, afetando mais de 1 milh\u00e3o de pessoas. J\u00e1 as an\u00e1lises de \u00e1gua do rio Paraopeba, um dos afetados pelo colapso em Brumadinho, mostram valores de chumbo e merc\u00fario 21 vezes acima do aceit\u00e1vel depois do acidente.<\/p>\n<p>\u201cE ainda temos mais de 40 barragens que est\u00e3o em risco de acidentes do tipo\u201d, alerta Taniwaki.<\/p>\n<p><b>Biomas mais amea\u00e7ados<\/b><\/p>\n<p>Mello destaca que, no geral, a perda da mata nativa \u00e9 o que mais amea\u00e7a os recursos h\u00eddricos nos biomas brasileiros e menciona a situa\u00e7\u00e3o dos rios e outros cursos d\u2019\u00e1gua na regi\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, que concentra 65% da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Um mapa elaborado pela equipe de pesquisadores revela que apenas 26% de mata nativa est\u00e1 preservada na Floresta Atl\u00e2ntica. N\u00e3o \u00e0 toa, apenas 6,5% dos principais rios da regi\u00e3o t\u00eam \u00e1gua avaliada como de boa qualidade.<\/p>\n<p>Outros dois biomas que preocupam s\u00e3o a Amaz\u00f4nia e o Cerrado. A Amaz\u00f4nia, apesar de ainda conservar boa parte de sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa, vive um momento delicado. \u201cEm 2019, enfrentou sua maior perda florestal em dez anos, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais\u201d, destaca Mello.<\/p>\n<p>O desmatamento na regi\u00e3o cresceu 108% em janeiro de 2020, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2019. No Cerrado, s\u00f3 restam 19% da vegeta\u00e7\u00e3o original. \u201cFaltam estudos sobre a qualidade da \u00e1gua nessas duas regi\u00f5es, que s\u00e3o justamente as que mais est\u00e3o sofrendo com a expans\u00e3o das fronteiras agr\u00edcolas\u201d, afirma Mello.<\/p>\n<p><b>O futuro da \u00e1gua no Brasil<\/b><\/p>\n<p>Com modelos matem\u00e1ticos j\u00e1 dispon\u00edveis na literatura, gestores e pesquisadores podem projetar o futuro da qualidade de \u00e1gua em suas regi\u00f5es e detectar que tipo de interven\u00e7\u00e3o \u00e9 mais eficaz naquela situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Uma das ferramentas destacadas pelos autores, a avalia\u00e7\u00e3o multicriterial, utiliza a participa\u00e7\u00e3o social, estatal e privada para priorizar \u00e1reas a serem restauradas em um cen\u00e1rio de escassez de recursos financeiros.<\/p>\n<p>Para que essa an\u00e1lise seja feita de maneira mais assertiva, contudo, \u00e9 preciso melhorar a qualidade dos dados dispon\u00edveis, que, para os pesquisadores, \u00e9 escassa. \u201c\u00c9 dif\u00edcil fazer proje\u00e7\u00f5es com as informa\u00e7\u00f5es sobre qualidade da \u00e1gua e uso do solo que temos agora, e elas s\u00e3o fundamentais para criar pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, comenta Taniwaki.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 agora, as estimativas que temos indicam uma severa degrada\u00e7\u00e3o da qualidade da \u00e1gua caso o desmatamento e o saneamento b\u00e1sico n\u00e3o melhorem nos pr\u00f3ximos anos\u201d, prev\u00ea Mello. As consequ\u00eancias negativas no longo prazo incluem mais gastos para tratar a \u00e1gua polu\u00edda antes que ela seja utilizada ou para traz\u00ea-la de regi\u00f5es mais distantes, um custo transmitido \u00e0 popula\u00e7\u00e3o via conta de \u00e1gua, e mudan\u00e7as dr\u00e1sticas nos outros servi\u00e7os ambientais oferecidos por rios e riachos.<\/p>\n<p>\u201cPor outro lado, simula\u00e7\u00f5es feitas da restaura\u00e7\u00e3o das \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente [florestas rip\u00e1rias] com o cumprimento do C\u00f3digo Florestal evidenciam uma melhora da qualidade da \u00e1gua com a redu\u00e7\u00e3o de sedimentos, nitrog\u00eanio e f\u00f3sforo\u201d, diz Mello.<\/p>\n<p>Da\u00ed a necessidade de atuar em prol do cumprimento das legisla\u00e7\u00f5es ambientais e de uma expans\u00e3o agr\u00edcola e urbana planejada. \u201cOs estudos que avaliamos mostram ainda os efeitos negativos do afrouxamento das leis e a diminui\u00e7\u00e3o do investimento em pesquisas\u201d, encerra Taniwaki.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<i>Multiscale land use impacts on water quality: Assessment, planning, and future perspectives in Brazil<\/i>, de Kaline de Mello, Ricardo Hideo Taniwaki. Felipe Rossetti de Paula, Roberta Averna Valente, Timothy O. Randhir, Diego Rodrigues Macedo, Cec\u00edlia Gontijo Leal, Carolina Bozetti Rodrigues e Robert M. Hughes, est\u00e1 dispon\u00edvel em:\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0301479720308094?dgcid=coauthor\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0301479720308094?dgcid=coauthor<\/a><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil abriga o maior volume de \u00e1gua doce do mundo, mas essa reserva est\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":134921,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/urbanizacao_agricultura.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/urbanizacao_agricultura-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/urbanizacao_agricultura-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/urbanizacao_agricultura.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/urbanizacao_agricultura.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/urbanizacao_agricultura.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/urbanizacao_agricultura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/urbanizacao_agricultura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/urbanizacao_agricultura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/urbanizacao_agricultura.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Brasil abriga o maior volume de \u00e1gua doce do mundo, mas essa reserva est\u00e1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134920"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134920"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134920\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/134921"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134920"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134920"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134920"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}