{"id":134878,"date":"2020-10-04T15:00:19","date_gmt":"2020-10-04T18:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=134878"},"modified":"2020-10-04T12:16:22","modified_gmt":"2020-10-04T15:16:22","slug":"governo-de-pe-recebe-contribuicoes-para-plano-de-combate-ao-coral-sol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/governo-de-pe-recebe-contribuicoes-para-plano-de-combate-ao-coral-sol\/","title":{"rendered":"Governo de PE recebe contribui\u00e7\u00f5es para Plano de Combate ao Coral-Sol"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/coral_sol.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-134879\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/coral_sol-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/coral_sol-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/coral_sol.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A\u00a0Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas-PE), est\u00e1 recebendo sugest\u00f5es e propostas para o\u00a0Plano de Controle e Monitoramento do Coral-Sol no Litoral Continental e Oce\u00e2nico de Pernambuco\u00a0e tamb\u00e9m para a minuta do Decreto Estadual que prop\u00f5e a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o, erradica\u00e7\u00e3o, controle e monitoramento de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas e invasoras. Os documentos est\u00e3o abertos ao p\u00fablico e podem ser consultados no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.semas.pe.gov.br\/\">site da Semas<\/a>. J\u00e1 as sugest\u00f5es da sociedade devem ser enviadas at\u00e9 o dia 9 de outubro para o e-mail sustentabilidade.clima@semas.pe.gov.br .<\/p>\n<p>O Plano de A\u00e7\u00e3o e o Decreto t\u00eam o objetivo de garantir a conserva\u00e7\u00e3o da\u00a0biodiversidade nativa, a\u00a0manuten\u00e7\u00e3o da pesca e do turismo locais, que correm o risco de serem atingidos pela prolifera\u00e7\u00e3o do\u00a0coral-sol. Os documentos foram elaborados numa iniciativa conjunta da Semas com a\u00a0Ag\u00eancia Estadual de Meio Ambiente (CPRH), equipes da Superintend\u00eancia de Meio Ambiente do\u00a0Arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha, professores e pesquisadores das\u00a0Universidade de Pernambuco (UPE),\u00a0Universidade Federal de Pernambuco (UFPE),\u00a0Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), al\u00e9m da equipe do\u00a0Projeto Conserva\u00e7\u00e3o Recifal (PCR), uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) que realiza projetos para garantir a preserva\u00e7\u00e3o dos recifes de corais em todo o Nordeste do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>O plano traz uma s\u00e9rie de medidas dividas em cinco etapas: Diagn\u00f3stico; Remo\u00e7\u00e3o; Monitoramento; Comunica\u00e7\u00e3o e Normas. Entre as a\u00e7\u00f5es previstas est\u00e3o: 28 campanhas de mergulho para conhecer a exata distribui\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie nos diversos ambientes marinhos do Estado, incluindo\u00a0Fernando de Noronha; treinamento das t\u00e9cnicas adequadas para a remo\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias nos naufr\u00e1gios e nos recifes de corais; capacita\u00e7\u00e3o de equipes de volunt\u00e1rios e mergulhadores que atuam do litoral para a identifica\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o de novas col\u00f4nia; monitoramento constante com campanhas a cada tr\u00eas meses nos locais onde ocorreu a remo\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias e a cada seis meses em Noronha, e monitoramento nos portos do\u00a0Recife, Suape e de Santo Ant\u00f4nio (no Arquip\u00e9lago), al\u00e9m de engajamento permanente da sociedade e academia.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Decreto vai estabelecer regras legais para a preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade marinha na zona costeira de\u00a0Pernambuco\u00a0e de Fernando de Noronha. O documento traz direcionamentos mais amplos a serem usados no enfrentamento n\u00e3o s\u00f3 do coral-sol, como tamb\u00e9m de outras esp\u00e9cies invasoras que venha a ser encontrada na costa do Estado.<\/p>\n<p>\u201cA preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade \u00e9 uma quest\u00e3o primordial. Por isso, estamos agindo desde a primeira identifica\u00e7\u00e3o do coral-Sol em nosso litoral, ocorrida em fevereiro deste ano. Constru\u00edmos um plano de a\u00e7\u00e3o e a minuta do decreto que j\u00e1 foram apresentados ao Conselho Estadual de Meio Ambiente. Agora entramos na fase de receber propostas da sociedade, tornando-os parceiros na luta pela preserva\u00e7\u00e3o do nosso patrim\u00f4nio natural. Devido \u00e0 urg\u00eancia e ao impacto que essa esp\u00e9cie pode provocar nos nossos recifes de corais, a\u00a0C\u00e2mara T\u00e9cnica de Compensa\u00e7\u00e3o Ambiental\u00a0da CPRH j\u00e1 aprovou recursos da compensa\u00e7\u00e3o para se realizar as a\u00e7\u00f5es mais urgentes\u201d, adiantou Jos\u00e9 Bertotti, secret\u00e1rio de Meio Ambiente e Sustentabilidade.<\/p>\n<p>Em Pernambuco, esses corais foram encontrados em cinco navios, todos afundados para servir como\u00a0recife artificial, agregando a vida marinha e visando incentivar o turismo de mergulhos no litoral do Estado. Pesquisadores identificaram indiv\u00edduos dessa esp\u00e9cie nos naufr\u00e1gios Walsa (afundado em 2009), e nas embarca\u00e7\u00f5es Bellatrix, S\u00e3o Jos\u00e9, Phoenix e Virgo, afundados no ano de 2017.<\/p>\n<h2>Projeto Coral-Sol<\/h2>\n<p>Desenvolvido pelo\u00a0<a href=\"http:\/\/www.brbio.org.br\/\">Instituto Brasileiro de Biodiversidade (BrBio)<\/a>, O\u00a0<a href=\"http:\/\/www.brbio.org.br\/nossos-projetos\/projeto-coral-sol\/\">Projeto Coral-Sol<\/a>\u00a0nasceu em 2006 para enfrentar o crescente problema da esp\u00e9cie na costa brasileira. Sua miss\u00e3o \u00e9 conservar a biodiversidade marinha brasileira por meio do controle da esp\u00e9cie, minimizando os seus impactos ambientais e socioecon\u00f4micos, promovendo a recupera\u00e7\u00e3o dos ecossistemas marinhos e a sustentabilidade ecol\u00f3gica, econ\u00f4mica e social das regi\u00f5es afetadas.<\/p>\n<p>\u00c9 pioneiro no combate da bioinvas\u00e3o marinha no Brasil. Em parceria com universidades, institui\u00e7\u00f5es governamentais p\u00fablicas federais, estaduais, municipais, iniciativas privadas e a sociedade civil, em especial a comunidade da Ilha Grande, na Costa Verde, Rio de Janeiro, regi\u00e3o mais afetada pelo problema, o Projeto tem 15 anos de pesquisa e 9 de a\u00e7\u00f5es socioambientais para minimizar o problema. Desenvolve a\u00e7\u00f5es de monitoramento, manejo e recupera\u00e7\u00e3o ambiental, resgate social, pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o e subs\u00eddios \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>O coral-sol (<em>Tubastraea spp.<\/em>), origin\u00e1rio do\u00a0Oceano Pac\u00edfico, foi inicialmente observado na d\u00e9cada de 1980 em plataformas de petr\u00f3leo na\u00a0Bacia de Campos, no\u00a0Rio de Janeiro. At\u00e9 o momento, invadiu cost\u00f5es rochosos do litoral de cinco estados brasileiros: Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Santa Catarina, Espirito Santo e Bahia. Posteriormente, foi reportado pelo\u00a0Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama)\u00a0em plataformas de petr\u00f3leo em Sergipe e, mais recentemente, em plataformas de petr\u00f3leo no banco de\u00a0Abrolhos\u00a0no Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Em 2000, o\u00a0Laborat\u00f3rio de Ecologia Marinha B\u00eantica\u00a0da\u00a0Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)\u00a0iniciou um programa de estudos sobre o coral\u00a0<em>Tubastraea spp.<\/em>\u00a0visando identificar o grau de amea\u00e7a que este poderia representar \u00e0 fauna e flora nativas e propor a\u00e7\u00f5es para o controle e erradica\u00e7\u00e3o. Estudos cient\u00edficos comprovaram que o coral-sol \u00e9 um invasor eficiente, com r\u00e1pido crescimento, reprodu\u00e7\u00e3o precoce, por se estabelecer ou invadir novos ambientes no litoral brasileiro, atestando a sua habilidade invasora.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie modifica seu pr\u00f3prio ambiente, potencializando e promovendo sua perman\u00eancia, produzindo subst\u00e2ncias qu\u00edmicas nocivas e excluindo a fauna e flora nativa. A expans\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o do coral-sol em regi\u00f5es de alta relev\u00e2ncia ecol\u00f3gica e econ\u00f4mica pode impactar direta e indiretamente as comunidades litor\u00e2neas, tanto do ponto de vista econ\u00f4mico como social, devido ao decl\u00ednio de recursos vivos marinhos (pesca, cata\u00e7\u00e3o de mariscos) com consequente reflexo social, na perda de empregos associados \u00e0 captura e processamento de recursos pesqueiros.<\/p>\n<h4>Servi\u00e7o<\/h4>\n<p><strong>O que:<\/strong>\u00a0Contribui\u00e7\u00f5es da sociedade civil para Plano de Combate ao Coral-Sol<br \/>\n<strong>Quando:<\/strong>\u00a0At\u00e9 9 de outubro de 2020<br \/>\n<strong>Como:<\/strong>\u00a0Pelo e-mail sustentabilidade.clima@semas.pe.gov.br<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas-PE), est\u00e1 recebendo sugest\u00f5es e propostas para<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":134879,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/coral_sol-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/coral_sol-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/coral_sol.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A\u00a0Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas-PE), est\u00e1 recebendo sugest\u00f5es e propostas para","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134878"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134878"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134878\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/134879"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134878"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134878"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134878"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}