{"id":134842,"date":"2020-10-04T09:00:49","date_gmt":"2020-10-04T12:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=134842"},"modified":"2020-10-04T08:09:33","modified_gmt":"2020-10-04T11:09:33","slug":"as-recentes-descobertas-sobre-como-viviam-os-dinossauros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/as-recentes-descobertas-sobre-como-viviam-os-dinossauros\/","title":{"rendered":"As recentes descobertas sobre como viviam os dinossauros"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dinos1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-134843\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dinos1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dinos1-300x200.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dinos1.jpg 680w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em 1842, o bi\u00f3logo brit\u00e2nico Richard Owen publicou um artigo sobre os recentes achados de dentes e outros ossos pertencentes a r\u00e9pteis pr\u00e9-hist\u00f3ricos. Owen juntou em um s\u00f3 grupo tr\u00eas animais distintos que possu\u00edam semelhan\u00e7as anat\u00f4micas e criou uma nova subordem, batizada por ele de\u00a0<em>Dinosauria<\/em>, ou \u201clagartos terr\u00edveis\u201d, em grego. Desde ent\u00e3o, os dinossauros cativaram diferentes gera\u00e7\u00f5es de cientistas, ca\u00edram no gosto do p\u00fablico, especialmente o infantil, ganharam as telas do cinema e, de certa forma, tornaram-se as criaturas mais admiradas do reino animal. Mesmo assim, foi apenas recentemente que os paleont\u00f3logos descobriram caracter\u00edsticas marcantes desses seres not\u00e1veis. Com o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e o surgimento de novas t\u00e9cnicas de prospec\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis, o mundo ingressa agora, 178 anos depois da descoberta de Owen, em uma nova era dos dinossauros.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/DEINOSUCHUS-CROCODYLIAN.jpg.jpg?quality=70&amp;strip=info\" width=\"639\" height=\"426\" \/>TYRANNOSAURUS REX \u2013 Violento: uma das m\u00e1quinas mais mort\u00edferas do reino animal tinha estrutura social complexa \u2013 Alamy\/Fotoarena<\/p>\n<p>Os especialistas t\u00eam aprendido mais sobre dinossauros agora do que nos dois s\u00e9culos anteriores. A m\u00e9dia de novas esp\u00e9cies desvendadas anualmente alcan\u00e7ou a fant\u00e1stica marca de cinquenta, n\u00famero impens\u00e1vel at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, e ningu\u00e9m \u00e9 capaz de dizer ao certo o que existe abaixo da superf\u00edcie do planeta, oculto por 66 milh\u00f5es de anos \u2014 algo fant\u00e1stico pode estar por vir. Uma das descobertas recentes \u00e9 um novo tipo de tiranossauro, encontrado em fevereiro no Canad\u00e1. Com 2,4 metros de altura, ele \u00e9 menor do que o\u00a0<em>rex<\/em>\u00a0cl\u00e1ssico, que tinha quase o dobro desse tamanho, mas era igualmente assassino, o que levou os pesquisadores a cham\u00e1-lo de \u201cceifador da morte.\u201d O novo tiranossauro \u00e9 apenas mais um entre in\u00fameros achados no campo da paleontologia.<\/p>\n<p>A abund\u00e2ncia de novos f\u00f3sseis combinada com equipamentos adequados permite aos cientistas entender como os dinossauros realmente foram. Sua apar\u00eancia, comportamento e at\u00e9 mesmo o som que emitiam t\u00eam sido decifrados quase que milagrosamente. \u201cA paleontologia deixou de ser uma atividade especulativa e passou a ser pautada pela metodologia cient\u00edfica, com testes e observa\u00e7\u00f5es\u201d, diz Luiz Anelli, paleont\u00f3logo e autor do livro\u00a0<a href=\"https:\/\/amzn.to\/36rpmRb\"><em>O Guia Completo dos Dinossauros do Brasil<\/em><\/a>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Wulong-Skeleton-777x422.jpg.jpg?quality=70&amp;strip=info\" width=\"639\" height=\"426\" \/>NA CHINA -\u2002F\u00f3ssil encontrado neste ano: scanner mostra o que est\u00e1 escondido \u2013 Ashley Poust\/San Diego Natural History Museum\/.<\/p>\n<p>Diversos recursos t\u00eam sido aplicados na pesquisas. Scanners m\u00e9dicos, aceleradores de part\u00edculas e an\u00e1lises qu\u00edmicas possibilitam aos paleont\u00f3logos separar virtualmente a rocha fossilizada do osso e, assim, enxergar os detalhes anat\u00f4micos dos animais, estipular a cor de seus ovos e reconstituir a sua apar\u00eancia. A tomografia computadorizada, comum em hospitais, \u00e9 outra tecnologia que encontrou voca\u00e7\u00e3o no estudo de dinossauros. \u00c9 o caso do Hospital O\u2019Bleness de Ohio, nos EUA, que tem feito imagens tomogr\u00e1ficas de r\u00e9pteis e aves para reconstruir e interpretar a anatomia de animais extintos. Outro exemplo \u00e9 a microtomografia. Com os peda\u00e7os do cr\u00e2nio fossilizado de uma esp\u00e9cie, monta-se o c\u00e9rebro do animal em 3D, o que permite descobrir a sua dieta e at\u00e9 a capacidade auditiva.<\/p>\n<p>Avan\u00e7os na tecnologia 3D, combinados com softwares sofisticados de computadores, tamb\u00e9m permitem que, a partir dos f\u00f3sseis, os cientistas reconstituam m\u00fasculos, ligamentos e tend\u00f5es dos animais. Assim, \u00e9 poss\u00edvel saber, ou ao menos projetar, a velocidade que um dinossauro poderia percorrer ou o peso que teria capacidade de carregar. Com a ajuda de computadores de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, as equipes foram capazes de criar modelos rob\u00f3ticos que reproduzem as caracter\u00edsticas de um dinossauro, o que os levou a descobrir se determinada esp\u00e9cie levantava voo a partir do ch\u00e3o ou planava acima da \u00e1rvores. N\u00e3o vai demorar muito para que as caracter\u00edsticas mais \u00edntimas dos gigantes sejam enfim desnudadas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/NOVO-TIRANOSSAURO.jpg.jpg?quality=70&amp;strip=info\" width=\"639\" height=\"426\" \/>A NOVA ESP\u00c9CIE\u2002- Achado: menor, mas t\u00e3o feroz quanto o seu irm\u00e3o mais conhecido, ele foi descoberto em fevereiro \u2013 Julius Csotonyl\/The University of Calgary and Royal Tyrrell Museum\/AFP<\/p>\n<p>O mais fant\u00e1stico, por\u00e9m, est\u00e1 ligado \u00e0 an\u00e1lise do c\u00e9rebro dos grandes r\u00e9pteis. A partir do estudo minucioso da cabe\u00e7a e do formato da boca, ouvidos e narinas, os cientistas asseguraram que \u00e9 poss\u00edvel elucidar habilidades sensoriais e at\u00e9 mesmo o comportamento social dos animais. Descobriu-se recentemente que algumas esp\u00e9cies apresentavam estruturas hier\u00e1rquicas s\u00f3lidas, enquanto outras exigiam o cortejo de um indiv\u00edduo para que houvesse acasalamento \u2014 exatamente como fazem os humanos.<\/p>\n<p>Os recentes estudos provaram que os dinossauros eram animais muito mais complexos do que se imaginava. Eles n\u00e3o se resumiam apenas a lagartos gigantes que estavam permanentemente sedentos por sangue ou enormes herb\u00edvoros pesco\u00e7udos que comiam sem parar. Isso pode at\u00e9 ser verdade para algumas esp\u00e9cies, mas seria simpl\u00f3rio descrever os dinossauros dessa maneira. Acima de tudo, conforme notou a ci\u00eancia avan\u00e7ada, eram seres sociais, inteligentes, possivelmente recobertos de penas lustrosas e coloridas. Alguns eram pequenos e inofensivos, mas outros de fato consistiam na mais fant\u00e1stica m\u00e1quina mort\u00edfera concebida pela natureza. De todo modo, eram inegavelmente encantadores.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/T-Rex2.jpg.jpg?quality=70&amp;strip=info\" width=\"639\" height=\"426\" \/>NO CANAD\u00c1 -\u2002Paleont\u00f3logos: dinossauros mais inteligentes do que se imaginava \u2013 Royal Tyrrell Museum of Palaeontology\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Em uma perspectiva hist\u00f3rica, o\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>\u00a0est\u00e1 muito longe de repetir o dom\u00ednio que os dinossauros tiveram sobre a Terra. Eles reinaram absolutos durante 150 milh\u00f5es de anos, enquanto os humanos est\u00e3o por aqui h\u00e1 meros 300\u2009000. H\u00e1 tamb\u00e9m uma corrente de cientistas que acredita que os dinossauros ainda est\u00e3o entre n\u00f3s. Como as aves s\u00e3o parentes desses r\u00e9pteis, faz sentido admitir que elas, de certa forma, carregam um pouco daquele passado extraordin\u00e1rio. Com o avan\u00e7o da ci\u00eancia, a era gloriosa dos dinossauros ser\u00e1 revivida, de um jeito ou de outro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1842, o bi\u00f3logo brit\u00e2nico Richard Owen publicou um artigo sobre os recentes achados de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":134843,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dinos1.jpg",680,453,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dinos1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dinos1-300x200.jpg",300,200,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dinos1.jpg",640,426,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dinos1.jpg",640,426,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dinos1.jpg",680,453,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dinos1.jpg",680,453,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dinos1.jpg",675,450,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dinos1.jpg",680,453,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/dinos1.jpg",450,300,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em 1842, o bi\u00f3logo brit\u00e2nico Richard Owen publicou um artigo sobre os recentes achados de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134842"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134842"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134842\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/134843"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134842"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134842"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134842"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}