{"id":134822,"date":"2020-10-03T10:41:05","date_gmt":"2020-10-03T13:41:05","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=134822"},"modified":"2020-10-03T10:41:05","modified_gmt":"2020-10-03T13:41:05","slug":"groenlandia-pode-perder-mais-gelo-neste-seculo-que-nos-ultimos-12-mil-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/groenlandia-pode-perder-mais-gelo-neste-seculo-que-nos-ultimos-12-mil-anos\/","title":{"rendered":"Groenl\u00e2ndia pode perder mais gelo neste s\u00e9culo que nos \u00faltimos 12 mil anos"},"content":{"rendered":"<div class=\"css-1k9bz63\">\n<h2 class=\"css-1psdhlm\">A taxa de derretimento do gelo nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas \u00e9 compar\u00e1vel aos n\u00edveis mais altos da hist\u00f3rica geol\u00f3gica recente \u2013 e ela ainda est\u00e1 subindo.<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--large\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/greenland-gettyimages-956955000.jpg?w=768&amp;h=432\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/greenland-gettyimages-956955000.jpg?w=1024&amp;h=576\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/greenland-gettyimages-956955000.jpg?w=1280&amp;h=720\" media=\"(max-width: 1280px)\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"A velocidade em que a camada de gelo da Groenl\u00e2ndia derrete \u00e9 alta demais para ser ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/greenland-gettyimages-956955000.jpg?w=1600&amp;h=900\" alt=\"A velocidade em que a camada de gelo da Groenl\u00e2ndia derrete \u00e9 alta demais para ser ...\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>A velocidade em que a camada de gelo da Groenl\u00e2ndia derrete \u00e9 alta demais para ser fruto de um ciclo natural, dizem cientistas. Se toda ela desaparecer, o n\u00edvel global dos oceanos aumentaria em 7,3 metros.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">MARTIN ZWICK, REDA&amp;CO\/UNIVERSAL IMAGES GROUP\/GETTY IMAGES<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article-cntr\">\n<div class=\"ngart__cont\" data-above-the-fold-paragraph-id=\"ArticleImageLarge\">\n<div class=\"gr-wrap ngart__group\">\n<div class=\"ngart__main-col\">\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>Briner e seus colegas agora preencheram essa lacuna no tempo e, no processo, reconstru\u00edram a hist\u00f3ria do derretimento da Groenl\u00e2ndia de uma forma mais sofisticada. Os pesquisadores combinaram um modelo de alta resolu\u00e7\u00e3o da camada de gelo com dados de temperatura e queda de neve provenientes de uma s\u00e9rie de n\u00facleos de gelo coletados na Groenl\u00e2ndia. O passo seguinte foi extrapolar as informa\u00e7\u00f5es para toda a camada de gelo utilizando um modelo clim\u00e1tico. Eles executaram seus modelos voltando e avan\u00e7ando no tempo, do per\u00edodo de 12 mil anos atr\u00e1s at\u00e9 o ano de 2100 d.C., utilizando cen\u00e1rios de baixa e alta emiss\u00e3o de carbono para examinar poss\u00edveis situa\u00e7\u00f5es da camada de gelo no futuro.<\/p>\n<p>Os resultados obtidos demonstram que o derretimento atual da Groenl\u00e2ndia \u00e9 o mais extremo comparado a qualquer evento j\u00e1 ocorrido durante o Holoceno.<\/p>\n<p>Entre 10 mil e 7 mil anos atr\u00e1s, um evento de aquecimento conhecido como \u00f3timo clim\u00e1tico do Holoceno, ou hipsitermal, fez com que a camada de gelo da Groenl\u00e2ndia fosse reduzida drasticamente. Durante um s\u00e9culo especialmente extremo, cerca de 6 bilh\u00f5es de toneladas de gelo derreteram \u2013 pr\u00f3ximo aos 6,1 bilh\u00f5es de toneladas de gelo que a Groenl\u00e2ndia pode perder neste s\u00e9culo se a taxa m\u00e9dia de derretimento entre 2000 e 2018 continuar a mesma at\u00e9 2100.<\/p>\n<p>Mas 6,1 bilh\u00f5es de toneladas \u00e9 uma estimativa conservadora da quantidade de gelo que a Groenl\u00e2ndia deve perder. Com o ac\u00famulo de carbono na atmosfera, o planeta continua aquecendo, e as taxas m\u00e9dias de derretimento continua aumentando. Tamb\u00e9m \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/earther.gizmodo.com\/greenlands-ice-can-no-longer-handle-hot-summers-1831951993\">prov\u00e1vel<\/a>\u00a0que a Groenl\u00e2ndia passe por anos de derretimento mais extremo, como em 2012 e 2019, quando ondas de calor combinadas com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas foram desencadearam\u00a0<a href=\"https:\/\/climate.nasa.gov\/news\/3010\/study-2019-sees-record-loss-of-greenland-ice\/#:~:text=Greenland%20set%20a%20new%20record,in%20the%20previous%20two%20years.\">grandes perdas de gelo no ver\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>Em um cen\u00e1rio otimista, no qual a humanidade reduz rapidamente as emiss\u00f5es globais de carbono, os modelos de Briner mostram que a Groenl\u00e2ndia perder\u00e1 cerca de 9,7 bilh\u00f5es de toneladas de gelo entre 2000 e 2100. Mas, se continuarmos a queimar combust\u00edveis f\u00f3sseis de forma irrespons\u00e1vel, a Groenl\u00e2ndia pode perder cerca de 21 bilh\u00f5es de toneladas de gelo no s\u00e9culo, uma taxa de derretimento cerca de quatro vezes maior do que as estimativas mais altas dos \u00faltimos 12 mil anos produzidas pelos modelos matem\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Esse \u00faltimo cen\u00e1rio, denominado RPC 8,5, \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/www.carbonbrief.org\/explainer-the-high-emissions-rcp8-5-global-warming-scenario\">considerado pessimista<\/a>\u00a0do ponto de vista das emiss\u00f5es, mas \u00e9 o caminho\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-019-1855-2\">mais prov\u00e1vel<\/a>\u00a0para a Groenl\u00e2ndia com base nas recentes perdas de gelo. As constata\u00e7\u00f5es do RPC 8,5 tamb\u00e9m s\u00e3o consistentes com\u00a0<a href=\"https:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/advances\/5\/6\/eaav9396.full.pdf\">outro estudo recente<\/a>\u00a0que concluiu que a Groenl\u00e2ndia\u00a0<a href=\"https:\/\/earther.gizmodo.com\/study-warns-we-could-melt-the-entire-greenland-ice-shee-1835688660\">poderia ficar sem gelo<\/a>\u00a0em apenas mil anos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/nsidc.org\/research\/bios\/scambos.html\">Ted Scambos<\/a>, glaci\u00f3logo do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo que n\u00e3o participou do estudo, o considerou \u201cuma excelente combina\u00e7\u00e3o de registros paleont\u00f3logos, medi\u00e7\u00f5es atuais e modelos matem\u00e1ticos que permite que o trabalho seja estendido a proje\u00e7\u00f5es futuras.\u201d<\/p>\n<p>\u201cO artigo tamb\u00e9m \u00e9 uma resposta para aqueles que ignoram os efeitos constantes das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas com a desculpa de que \u2018a terra sempre sofreu mudan\u00e7as\u2019 \u2013 e para isso a resposta \u00e9: \u2018mas n\u00e3o neste ritmo\u2019\u201d, diz Scambos.<\/p>\n<h3><strong>Limita\u00e7\u00f5es e pr\u00f3ximas etapas<\/strong><\/h3>\n<p>Os resultados do estudo s\u00e3o acompanhados de uma advert\u00eancia importante: os autores restringiram seus modelos ao sudoeste da Groenl\u00e2ndia porque a regi\u00e3o possui uma din\u00e2mica f\u00edsica relativamente simples, onde as temperaturas do ar s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pelo derretimento do gelo, e n\u00e3o o aquecimento dos oceanos ou o rompimento de geleiras que se soltam no mar. A partir dessa regi\u00e3o, os resultados foram extrapolados para toda a Groenl\u00e2ndia.<\/p>\n<p>As perdas de gelo que os pesquisadores estimaram a partir de seus modelos s\u00e3o semelhantes aos dados observacionais da era dos sat\u00e9lites, o que d\u00e1 respaldo \u00e0s descobertas. Ainda assim, na pr\u00f3xima etapa, a equipe pretende aplicar os modelos em toda a Groenl\u00e2ndia e incorporar processos adicionais respons\u00e1veis pelo derretimento e quebra do gelo.<\/p>\n<p>O sudoeste da Groenl\u00e2ndia \u00e9 \u201ca regi\u00e3o que apresentou um dos maiores aumentos no derretimento nos \u00faltimos anos, portanto, \u00e9 um bom indicador de como o restante da camada de gelo pode mudar no geral\u201d, disse a glaci\u00f3loga\u00a0<a href=\"http:\/\/research.dmi.dk\/staff\/all-staff\/rum\/\">Ruth Mottram<\/a>, do Instituto Meteorol\u00f3gico Dinamarqu\u00eas, que n\u00e3o participou do estudo.<\/p>\n<p>Mottram aponta que os autores tamb\u00e9m utilizaram morenas glaciais \u2013 dep\u00f3sitos de destro\u00e7os rochosos deixados para tr\u00e1s ap\u00f3s o recuo de uma geleira \u2013 para observar como os modelos de aumento e decl\u00ednio do gelo correspondem \u00e0s evid\u00eancias do mundo real. \u201cA combina\u00e7\u00e3o de resultados obtidos em campo com os modelos matem\u00e1ticos permite mais confian\u00e7a nos resultados referentes ao clima do passado gerados por modelos e, portanto, mais confian\u00e7a tamb\u00e9m nas proje\u00e7\u00f5es futuras, assim esperamos\u201d, afirma ela.<\/p>\n<p>Mas Ellyn Enderlin, glaci\u00f3loga da Universidade Estadual de Boise, nos EUA, acredita que extrapolar dados do sudoeste para toda a camada de gelo \u00e9 \u201cum pouco ousado\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEmbora os autores apontem que as tend\u00eancias na perda de massa moderna sejam semelhantes nessa regi\u00e3o e no restante da camada de gelo, \u00e9 poss\u00edvel que essa correla\u00e7\u00e3o n\u00e3o se sustente em per\u00edodos muito mais longos, quando a geometria da camada de gelo era diferente da atual\u201d, explica Enderlin.<\/p>\n<p>Em uma camada de gelo com mais geleiras que se soltam no mar, diz Enderlin, o derretimento \u201cteria sido fortemente controlado pelas instabilidades inerentes a esses sistemas, que podem n\u00e3o seguir os mesmos padr\u00f5es de perda de massa gerados pelos modelos do estudo para a por\u00e7\u00e3o sudoeste da camada de gelo\u201d.<\/p>\n<p>Embora haja mais trabalho a ser feito para desvendar os detalhes mais sutis do passado da Groenl\u00e2ndia e seu destino, Scambos diz que, nesse ponto, a comunidade cient\u00edfica acumulou evid\u00eancias suficientes para afirmar com confian\u00e7a que a Groenl\u00e2ndia \u2013 assim como o clima da Terra em geral \u2013 sofrer\u00e1 dr\u00e1sticas altera\u00e7\u00f5es a menos que a humanidade mude seu comportamento.<\/p>\n<p>\u201cEncontramos o acelerador e colocamos um tijolo sobre ele em termos clim\u00e1ticos\u201d, comenta Scambos. \u201cE n\u00e3o vai haver desacelera\u00e7\u00e3o at\u00e9 mudarmos.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--video ngart-img--large\">\n<div id=\"sdk-video-player-7114695180874331\" class=\"sdk-video-player\">\n<div><iframe id=\"player-iframe-1\" class=\"player-iframe\" 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de\u00a0<a href=\"https:\/\/sealevel.nasa.gov\/news\/178\/greenlands-rapid-melt-will-mean-more-flooding#:~:text=The%20Greenland%20Ice%20Sheet%20is,Space%20Agency%20(ESA)%20finds.&amp;text=The%20Greenland%20Ice%20Sheet%20holds,24%20feet%20(7.4%20meters).\">7,3 metros<\/a>, entrou em um per\u00edodo de r\u00e1pido decl\u00ednio e pode derreter totalmente se a humanidade continuar queimando combust\u00edveis f\u00f3sseis no ritmo atual. A pesquisa tamb\u00e9m refuta a ideia de que a deteriora\u00e7\u00e3o recente da Groenl\u00e2ndia ocorra devido a um ciclo natural, mostrando qu\u00e3o r\u00e1pido \u00e9 o derretimento atual em compara\u00e7\u00e3o com os altos e baixos do passado geol\u00f3gico.<\/p>\n<p>\u201cAgora, temos certeza de que este s\u00e9culo ser\u00e1 \u00fanico em termos de variabilidade natural, considerando os \u00faltimos 12 mil anos\u201d, afirma o principal autor do estudo\u00a0<a href=\"https:\/\/arts-sciences.buffalo.edu\/geology\/faculty-staff\/faculty\/jason-briner.html\">Jason Briner<\/a>, glaci\u00f3logo da Universidade Estadual de Nova York em B\u00fafalo.<\/p>\n<h3><strong>Juntando passado e futuro<\/strong><\/h3>\n<p>Nos \u00faltimos 40 anos, com o r\u00e1pido aquecimento do \u00c1rtico, a perda de gelo na Groenl\u00e2ndia ocorreu em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/content\/116\/19\/9239\">ritmo acelerado<\/a>. Contudo, para contextualizar essa tend\u00eancia em longo prazo, os cientistas precisaram acessar registros do aumento e redu\u00e7\u00e3o da camada de gelo ao longo de milhares de anos.<\/p>\n<p>No passado, os pesquisadores tentaram reconstruir as altera\u00e7\u00f5es de tamanho da camada de gelo da Groenl\u00e2ndia ao longo do Holoceno utilizando is\u00f3topos de oxig\u00eanio 18 presentes nos n\u00facleos de gelo, que indicam temperaturas anteriores. Mas a maioria dessas an\u00e1lises utilizou apenas um \u00fanico n\u00facleo de gelo para inferir as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas de toda a Groenl\u00e2ndia, conferindo grande incerteza \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o. E nenhum estudo anterior havia unido as reconstru\u00e7\u00f5es de modelos matem\u00e1ticos da hist\u00f3ria da Groenl\u00e2ndia com proje\u00e7\u00f5es do derretimento de gelo deste s\u00e9culo.<\/p>\n<p>\u201cAlguns j\u00e1 projetaram o passado da Groenl\u00e2ndia e outros projetaram o futuro\u201d, conta Briner. \u201cMas ainda n\u00e3o havia um estudo que tenha utilizado o mesmo modelo, os mesmos m\u00e9todos e toda uma an\u00e1lise completa envolvendo o passado e o futuro.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de derretimento do gelo nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas \u00e9 compar\u00e1vel aos n\u00edveis mais<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A taxa de derretimento do gelo nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas \u00e9 compar\u00e1vel aos n\u00edveis mais","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134822"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134822"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134822\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134822"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134822"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134822"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}