{"id":134709,"date":"2020-10-01T13:00:12","date_gmt":"2020-10-01T16:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=134709"},"modified":"2020-09-30T21:06:22","modified_gmt":"2020-10-01T00:06:22","slug":"pesquisa-mostra-que-quase-40-das-plantas-estao-ameacadas-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisa-mostra-que-quase-40-das-plantas-estao-ameacadas-de-extincao\/","title":{"rendered":"Pesquisa mostra que quase 40% das plantas est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/arvore_extincao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-134710\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/arvore_extincao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/arvore_extincao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/arvore_extincao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A cada cinco esp\u00e9cies de plantas no planeta, duas est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, estima relat\u00f3rio divulgado\u00a0nessa\u00a0ter\u00e7a-feira\u00a0(29) pelo\u00a0<strong>Jardim Bot\u00e2nico Real do Reino Unido<\/strong>. O estudo conta com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores de 42 pa\u00edses, incluindo do\u00a0<strong>Jardim Bot\u00e2nico do Rio\u00a0de Janeiro<\/strong>.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio alerta para a necessidade de acelerar a identifica\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies amea\u00e7adas para proteg\u00ea-las a tempo. Segundo o documento, 39,4% das plantas est\u00e3o sob risco, patamar que \u00e9 quase o dobro do estimado em 2016, quando estava em 21%. O estudo explica que o salto se deve \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de avalia\u00e7\u00f5es mais sofisticadas e abordagens mais precisas. Entre as mais de 36 mil esp\u00e9cies de plantas catalogadas no Brasil, 3 934 est\u00e3o amea\u00e7adas, segundo a pesquisadora Rafaela Forzza, do Jardim Bot\u00e2nico do Rio.<\/p>\n<p>A bi\u00f3loga pondera que o n\u00famero real, na verdade, \u00e9 bem maior, porque faltam informa\u00e7\u00f5es para avaliar a situa\u00e7\u00e3o de parte das esp\u00e9cies catalogadas. \u201cAs pessoas sabem que as baleias est\u00e3o amea\u00e7adas, que os golfinhos e os micos-le\u00f5es-dourados est\u00e3o amea\u00e7ados. Mas a sociedade \u00e9 muito menos emp\u00e1tica ao n\u00famero de plantas amea\u00e7adas. E as plantas nos cercam a todo momento. Nossa vida depende muito delas\u201d, alerta a bi\u00f3loga, que ressalta que ainda h\u00e1 muito a ser descoberto em pa\u00edses tropicais como o Brasil. \u201cEstamos destruindo uma biodiversidade que nem conhecemos ainda\u201d.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m trouxe dados sobre os fungos amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o, destacando\u00a0o grande desconhecimento que ainda existe sobre esses seres vivos.<\/p>\n<p>As 148 mil esp\u00e9cies de fungos catalogados n\u00e3o representam nem 10% do n\u00famero estimado de mais de 2 bilh\u00f5es de esp\u00e9cies no planeta. As principais amea\u00e7as \u00e0s plantas, segundo a Lista Vermelha da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza s\u00e3o a agricultura e aquicultura (32,8%), a utiliza\u00e7\u00e3o como recurso natural (21,1%) e modifica\u00e7\u00f5es no\u00a0habitat\u00a0(10,8%). J\u00e1 no caso dos fungos, o desenvolvimento de \u00e1reas comerciais e residenciais (18,7%) vem em primeiro lugar, seguido do uso como recurso natural (13,9%) e da agricultura e pecu\u00e1ria (12,9%).<\/p>\n<p><strong>Novas esp\u00e9cies<\/strong><\/p>\n<p>Desde 2008, o Brasil descobre cerca de 10% das novas esp\u00e9cies de plantas catalogadas em todo o mundo. Em 2019, o pa\u00eds foi, mais uma vez, o que mais identificou esp\u00e9cies, com 216 novos registros, enquanto a China descobriu 195, e a Col\u00f4mbia, 121. O Brasil descobriu ainda 87 novas esp\u00e9cies de fungos no ano passado, segundo o relat\u00f3rio. A pesquisadora do Jardim Bot\u00e2nico do Rio, que integrou o trabalho divulgado hoje, destaca que o pa\u00eds n\u00e3o descobre apenas pequenas esp\u00e9cies de plantas, mas conta com 33 \u00e1rvores na lista de novas esp\u00e9cies registradas em 2019.<\/p>\n<div class=\"ads post-ads\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/div>\n<p>As descobertas tamb\u00e9m incluem vegetais frut\u00edferos, como 24 variedades silvestres de mirt\u00e1ceas, a mesma fam\u00edlia da goiaba, da jabuticaba e da pitanga. Apesar da grande destrui\u00e7\u00e3o de sua \u00e1rea original, da qual restaram apenas cerca de 10%, a Mata Atl\u00e2ntica foi o bioma em que mais esp\u00e9cies foram encontradas. \u201cSe s\u00f3 no ano passado a gente foi capaz de descrever 71 novas esp\u00e9cies de Mata Atl\u00e2ntica, s\u00f3 no que restou de Mata Atl\u00e2ntica, imagine o que a gente perdeu de esp\u00e9cies que foram dizimadas antes de catalogar. Isso n\u00e3o tem como reverter\u201d, lamenta a pesquisadora, que relata ainda 46 esp\u00e9cies no Cerrado, 32 na Amaz\u00f4nia, 10 na Caatinga, cinco nos Pampas e duas no Pantanal.<\/p>\n<p>As outras 50 esp\u00e9cies descobertas ocorrem em mais de um bioma. Na discuss\u00e3o sobre a preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, Rafaela explica que o Brasil ocupa posi\u00e7\u00e3o central, por concentrar o maior n\u00famero de esp\u00e9cies do mundo. As 36 mil plantas catalogadas no Brasil s\u00e3o mais de 10% das 350 mil esp\u00e9cies conhecidas em todo o planeta.<\/p>\n<p>\u201cQuase 50% das esp\u00e9cies de plantas do Brasil s\u00f3 ocorrem no pa\u00eds. Se a gente n\u00e3o proteger, n\u00e3o tem como outros pa\u00edses protegerem. Ent\u00e3o, \u00e9 nossa obriga\u00e7\u00e3o com o nosso povo e com a humanidade\u201d, refor\u00e7a. \u201cA gente \u00e9 muito importante para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade mundial, que \u00e9 um bem da humanidade sob responsabilidade de cada uma das na\u00e7\u00f5es, e a Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira diz que a biodiversidade pertence a todos os brasileiros. Quando voc\u00ea destr\u00f3i biodiversidade para meia d\u00fazia de pessoas lucrar em cima disso, voc\u00ea est\u00e1 tirando de mais de 200 milh\u00f5es de pessoas, porque a biodiversidade \u00e9 de todos e das futuras gera\u00e7\u00f5es, inclusive\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Plantas medicinais\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Entre os dados em destaque na pesquisa, est\u00e1 a estimativa de que 723 esp\u00e9cies de plantas medicinais est\u00e3o amea\u00e7adas. O n\u00famero corresponde a 13% das 5,4 mil plantas medicinais que foram avaliadas quanto ao risco de extin\u00e7\u00e3o. A pesquisa pondera que o n\u00famero de plantas medicinais catalogadas, no entanto, chega a 25 mil.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, cerca de 4 bilh\u00f5es de pessoas dependem de medicamentos fitoter\u00e1picos como sua principal fonte de sa\u00fade. Na China, pa\u00eds mais populoso do planeta, esses medicamentos representam 40% dos servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n<p>A demanda por medicamentos fitoter\u00e1picos cresce aliada a fatores como o aumento da preval\u00eancia de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, e a perda de biodiversidade causa impacto ainda em outros pa\u00edses, como a \u00c1frica do Sul. A pesquisa exemplifica que o n\u00famero de esp\u00e9cies medicinais comercializadas no pa\u00eds caiu de 700, em 1998, para 350, em 2013. Entre as preocupa\u00e7\u00f5es est\u00e3o a colheita excessiva e o uso insustent\u00e1vel de plantas medicinais silvestres.<\/p>\n<p>A pesquisa relata ainda que h\u00e1 um potencial inexplorado para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis e para diversificar o consumo de alimentos. Segundo o relat\u00f3rio, enquanto existem mais de 7 mil esp\u00e9cies de plantas comest\u00edveis com potencial para produ\u00e7\u00e3o de alimentos, apenas 15 esp\u00e9cies vegetais fornecem 90% da energia alimentar ingerida pela humanidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada cinco esp\u00e9cies de plantas no planeta, duas est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, estima relat\u00f3rio<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":134710,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/arvore_extincao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/arvore_extincao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/arvore_extincao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/arvore_extincao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/arvore_extincao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/arvore_extincao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/arvore_extincao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/arvore_extincao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/arvore_extincao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/arvore_extincao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A cada cinco esp\u00e9cies de plantas no planeta, duas est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, estima relat\u00f3rio","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134709"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134709"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134709\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/134710"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}