{"id":13470,"date":"2015-01-04T12:31:47","date_gmt":"2015-01-04T12:31:47","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=13470"},"modified":"2015-01-04T12:31:47","modified_gmt":"2015-01-04T12:31:47","slug":"projeto-araucaria-auxilia-na-colheita-da-erva-mate-sem-danificar-a-floresta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/projeto-araucaria-auxilia-na-colheita-da-erva-mate-sem-danificar-a-floresta\/","title":{"rendered":"Projeto Arauc\u00e1ria + auxilia na colheita da erva-mate sem danificar a floresta"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/projeto_araucaria.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-13471\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/projeto_araucaria-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/projeto_araucaria-300x191.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/projeto_araucaria.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O projeto Arauc\u00e1ria +, de Santa Catarina, busca a gera\u00e7\u00e3o de renda sem agredir a floresta de arauc\u00e1rias. Pequenos agricultores colhem a erva-mate que cresce entre os pinheiros, com apoio de duas entidades privadas sem fins lucrativos.<\/p>\n<p>Na fazenda de L\u00edvia Varela Corr\u00eaa em Urupema, na serra catarinense, a erva-mate \u00e9 extra\u00edda das \u00e1rvores que crescem na mata nativa de arauc\u00e1rias, que cobre quase toda a propriedade de 46 hectares. Ela conta que nunca conseguiu um pre\u00e7o t\u00e3o bom pelas folhas de mate.\u00a0 \u201cDez reais por 15 quilos. \u00c9 um pre\u00e7o muito bom. O com\u00e9rcio gira em torno de cinco reais os 15 quilos hoje\u201d.<\/p>\n<p>A agricultora mudou o jeito de produzir\u00a0 depois de conhecer os pesquisadores\u00a0 do projeto Arauc\u00e1ria +. &#8220;Isso aqui \u00e9 uma parceria. O produtor tem o compromisso de entregar pra gente uma mat\u00e9ria-prima, uma erva-mate produzida de forma sustent\u00e1vel. O nosso compromisso \u00e9 buscar no mercado empresas dispostas a pagar o melhor pre\u00e7o poss\u00edvel por essa erva-mate\u201d, diz Daniel Caramori Alves, administrador do projeto.<\/p>\n<p>Para produzir de forma sustent\u00e1vel e ganhar mais por isso, a agricultora L\u00edvia teve que adotar algumas medidas. A primeira foi tirar o gado de dentro da floresta. \u201cPrimeiro que ele pisoteia o solo, compacta o solo e dificulta a germina\u00e7\u00e3o de sementes das esp\u00e9cies vegetais nativas da floresta. E segundo, claro, ele tamb\u00e9m come as mudas que j\u00e1 est\u00e3o estabelecidas\u201d, explica Rafael Kamke, bi\u00f3logo.<\/p>\n<p>A extra\u00e7\u00e3o de erva-mate tamb\u00e9m ganhou limites. N\u00e3o pode acontecer no per\u00edodo da flora\u00e7\u00e3o, que vai de setembro at\u00e9 dezembro, e as \u00e1rvores\u00a0 precisam ficar com, pelo menos, 30% das folhas. &#8220;Se a gente tirar todas as folhas, as chance da gente matar a erveira \u00e9 muito grande&#8221;, garante o bi\u00f3logo.<\/p>\n<p>As \u00e1rvores escolhidas como sementeiras s\u00e3o marcadas com uma fita amarela e ningu\u00e9m toca nelas. S\u00e3o os bichos que v\u00e3o espalhar as sementes para regenerar a mata.<\/p>\n<p>A floresta de arauc\u00e1ria \u00e9 um ecossistema que pertence \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica e est\u00e1 entre os mais amea\u00e7ados do pa\u00eds. Hoje restam apenas 3% da floresta de arauc\u00e1ria que cobria quase toda a regi\u00e3o sul do Brasil. Os pesquisadores do projeto escolheram a regi\u00e3o de Urupema, na serra catarinense, porque \u00e9 l\u00e1 que restou a maior reserva nativa de arauc\u00e1rias do pa\u00eds.<\/p>\n<p>J\u00falio Cesar Santos \u00e9 outro produtor de erva-mate que virou parceiro do projeto. A decis\u00e3o veio ap\u00f3s a \u00faltima colheita que n\u00e3o foi boa. \u201cEu achei que seria a \u00faltima, porque foi um desastre. O pessoal que veio cortar a\u00ed me destruiu o erval\u201d.<\/p>\n<p>Os produtores que participam do projeto n\u00e3o t\u00eam essa preocupa\u00e7\u00e3o. \u00c9 a equipe do Arauc\u00e1ria + que consegue a m\u00e3o de obra especializada. Os produtores n\u00e3o pagam nada por isso. Outra vantagem \u00e9 a do pre\u00e7o: no m\u00ednimo 25% maior do que a m\u00e9dia paga na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e1 indo hoje para os Estados Unidos, para uma empresa que j\u00e1 trabalha e que v\u00ea muito valor em produtos \u00e0 base de erva-mate que v\u00eam de uma produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel. A gente j\u00e1 est\u00e1 tendo contato com empresas na \u00c1frica do Sul, na Alemanha, ent\u00e3o o mercado mundial est\u00e1 vendo isso com muito apre\u00e7o\u201d, revela Felipe Quint\u00e3o, administrador do projeto.<\/p>\n<p>A meta do projeto Arauc\u00e1ria + \u00e9 atender 30 produtores durante o ano de 2015.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto Arauc\u00e1ria +, de Santa Catarina, busca a gera\u00e7\u00e3o de renda sem agredir a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13471,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/projeto_araucaria.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/projeto_araucaria-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/projeto_araucaria-300x191.jpg",300,191,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/projeto_araucaria.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/projeto_araucaria.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/projeto_araucaria.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/projeto_araucaria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/projeto_araucaria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/projeto_araucaria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/projeto_araucaria.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O projeto Arauc\u00e1ria +, de Santa Catarina, busca a gera\u00e7\u00e3o de renda sem agredir a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13470"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13470"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13470\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13470"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13470"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13470"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}